domingo, 15 de maio de 2016

“Giro/Brambilla mais candidato a vencer o Giro de Itália”

Foto: EPA/LUCA ZENNARO

André Cardoso (Cannondale) foi 179.º, a oito minutos do vencedor, descendo de 28.º para 34.º, a 10.25, Brambilla mantém Camisola Rosa
O ciclista italiano Gianluca Brambilla (Etixx-Quickstep) mantém-se 'vivo' na luta da Volta à Itália ao manter a camisola rosa, após contrarrelógio de 40,5 quilómetros, referente à nona etapa, vencido pelo eslovaco Primoz Roglic (Lotto Jumbo).
Depois de assumir a liderança na jornada anterior, numa fuga em solitário, Brambilla aproveitou o percurso de 'sobe e desce' para se 'defender' dos mais especialistas, mantendo vantagem de um segundo para o companheiro de equipa luxemburguês Bob Jungels (Etixx-Quickstep) e 32 para o costa-riquenho Andrey Amador (Movistar).
O 'puncheur' italiano continua na frente da prova, não perdendo tempo relevante para outros trepadores que se dão bem no contrarrelógio, caso de Steven Kruijswijk (Lotto Jumbo) e do compatriota Vincenzo Nibali (Astana), quarto e quinto classificado na geral, a 51 e 53, respetivamente.
Os espanhóis Alejandro Valverde (Movistar) e Mikel Landa (Sky) permanecem no 'top-10', em sexto e oitavo, a 55 segundos e a 1.18, respetivamente, depois de terem contrariado as expetativas que os davam como os mais prejudicados pelo contrarrelógio.
O holandês Tom Dumoulin (Giant Alpecin), candidato à vitória de etapa, acusou o esforço da oitava etapa, quando se viu sozinho a perseguir os principais candidatos, e foi 15.º na tirada, estando agora a 58 segundos de Brambilla, em sétimo.
Nas contas da etapa, Roglic cumpriu a distância da nona tirada do Giro em 51.45 minutos, dez segundos à frente do austríaco Matthias Brandle e 17 do norueguês Vegard Stake Laengen, ambos da IAM Cycling, e relevou a dificuldade do percurso: "Era um contrarrelógio duro. Mesmo sem subidas incríveis, tive que arriscar bastante nas descidas".
O asfalto escorregadio e a chuva causaram algumas quedas. O russo Ilnur Zakarin (Katusha), que até pedalava a bom nível, caiu por duas vezes, finalizando a 3.51 do vencedor, ficando a 2.09, quase sem possibilidades de lutar pela vitória.
Os colombianos Esteban Chaves (Orica GreenEdge) e Rigoberto Uran (Cannondale) também se viram distanciados na geral.
André Cardoso (Cannondale) foi 179.º, a oito minutos do vencedor, descendo de 28.º para 34.º, a 10.25.
A décima etapa, entre Campi Bisenzio e Sestola, de 219 quilómetros, corre-se terça-feira, depois do segundo dia de descanso da 99.ª edição da prova italiana.
Fonte: SAPO Desporto c/Lusa

“Edgar Pinto não se arrepende de ter emigrado/Trocou LA-Antarte pela Skydive Dubai”

Por: Lusa
Foto: DR
O ciclista Edgar Pinto assegurou à Agência Lusa que, praticamente dois anos depois de ter abandonado o pelotão português, está satisfeito com a opção que fez ao emigrar para os Emirados Árabes Unidos, para representar a Skydive Dubai.
Há dois anos, Edgar Pinto trocou a vida pacata que levava em Albergaria-a-Velha (Aveiro) pela agitação citadina do Dubai e, ao contrário do que se poderia pensar, pela distância ou pelo calendário maioritariamente asiático, está longe de estar arrependido.
"Claro que em casa estamos mais perto da família e dos amigos, mas não me arrependo. Foi o abrir de novas fronteiras, conhecer novos colegas, novas culturas", disse à Agência Lusa o corredor da Skydive Dubai.
O ciclista, de 30 anos, recebeu o convite da equipa continental dos Emirados Árabes Unidos e não hesitou em deixar para trás oito anos de evolução no pelotão nacional - começou no Benfica (2007/2008), passou pela Liberty Seguros (2009) e singrou nas variações da LA-Antarte.
"A experiência está a ser interessante. Estamos a correr mais na Europa este ano, temos um diretor italiano, o Alberto Volpi, que tem aberto portas em corridas importantes, como o Giro de Trentino, a Coppa Bartali. A equipa está em crescimento, é um país que está em desenvolvimento em termos de cultura velocipédica. Penso que a pouco e pouco a equipa está a crescer", analisou.
Edgar Pinto está realizado na Skydive Dubai, equipa na qual pode traçar objetivos anuais, ao invés do que acontecia em Portugal, onde todas as equipas se concentram quase exclusivamente na Volta a Portugal.
"Nós, lá fora, temos de fazer bons resultados o ano inteiro, não nos focamos só numa prova, num mês, e cá acontece isso, infelizmente. A culpa não é só dos ciclistas, também é dos diretores desportivos, que o deixam fazer. É pena para o nosso ciclismo, porque temos valor", lamentou.
De volta a Portugal, para representar a seleção nacional no 1.º Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela, o albergariense reconhece que foi com orgulho que recebeu a chamada do selecionador José Poeira.
"É um reconhecimento do trabalho que tenho feito, embora tenha começado à relativamente pouco tempo -- vai ser a minha terceira corrida. Estou cá para tentar fazer o meu melhor", acrescentou.
Pinto está a aproveitar a oportunidade de estar junto dos seus, algo que, ainda assim, vai conseguindo fazer apesar da sua equipa ter base no Dubai.
"Consigo passar aqui algum tempo, mas também passo parte da temporada lá, porque entre corridas ficamos lá quatro, cinco dias. Temos os nossos apartamentos sempre disponíveis para a equipa. Fazemos lá as escalas. Tive de me adaptar ao calor e ao terreno. Lá é tudo muito a rolar e muito vento e eu tenho alguma dificuldade em treinar, porque não há grandes montanhas e para o meu tipo de treino necessito de montanha", reconheceu o trepador.

Fonte: Record on-line

“Jóni Brandão vence GP das Beiras e da Serra da Estrela”

Grande exibição de toda a equipa EFAPEL na última etapa

A equipa profissional de ciclismo EFAPEL é a grande vencedora do 1º Grande Prémio Internacional das Beiras e da Serra da Estrela. A primeira edição foi conquistada por Jóni Brandão que concretizou uma exibição sublime de toda a equipa na etapa rainha desta nova competição do calendário velocipédico português. O corredor da formação de Ovar foi o primeiro na meta nas Penhas da Saúde e a vantagem alcançada na estrada valeu-lhe a camisola amarela final.

Numa prova com um pelotão de enorme qualidade, em que uma mistura de equipas portuguesas e outras estrangeiras de grande valia aumentou o nível, a EFAPEL desde o início que assumiu estar presente para lutar pelo triunfo. E assim foi. Com um colectivo bastante unido, ninguém se desviou do objectivo comum. A formação liderada por Américo Silva esteve sempre entre os primeiros até ao dia de hoje, crítico para a classificação final. A estratégia correu como projectado pela equipa técnica e Jóni Brandão deixa a Serra da Estrela de amarelo.

Para o director desportivo da EFAPEL, este foi um triunfo de todos os que trabalharam desde o início. “Foi o coroar de todo o trabalho que fizemos desde o primeiro dia. Mais do que uma vitória individual, esta é uma vitória colectiva de toda a equipa EFAPEL”, enalteceu o responsável.

Numa etapa de montanha com passagem pelo alto da Torre, a equipa controlou a corrida até a essa primeira subida. A partir daí começaram os ataques mas Jóni Brandão teve dois colegas consigo durante boa parte do tempo. Só a meio da ascensão final ficou por sua conta e quando faltavam cerca de cinco quilómetros para o fim, atacou para a vitória.

A equipa pára a competição apenas por dias. No próximo fim-de-semana, mais concretamente no domingo, dia 22, a EFAPEL participa na Clássica de Albergaria, a primeira prova pontuável para a Taça de Portugal.

 

Classificação da terceira etapa

1º    Jóni Brandão            EFAPEL                5h19m49s

2º    Sergio Pardilla            Caja Rural                a 37s

3º    Edgar Pinto            Selecção Nacional            a 1m29s

…

9º    Henrique Casimiro        EFAPEL                a 3m10s

27º    Daniel Mestre            EFAPEL                a 12m36s

56º    Nuno Almeida        EFAPEL                a 29m24s

NT    Filipe Cardoso        EFAPEL                NT

NT    Rafael Silva            EFAPEL                NT

NT    Álvaro Trueba        EFAPEL                NT

 

Classificação geral individual após a terceira etapa

1º    Jóni Brandão            EFAPEL                13h40m58s

2º    Sergio Pardilla            Caja Rural                a 43s

3º    Edgar Pinto            Selecção Nacional            a 1m37s

…

8º    Henrique Casimiro        EFAPEL                a 3m21s

26º    Daniel Mestre            EFAPEL                a 15m12s

43º    Nuno Almeida        EFAPEL                a 29m36s

Fonte: Efapel

Ficha Técnica

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