domingo, 27 de março de 2022

“Tony Martin doa medalha de prata de Londres'2012 para ajudar crianças ucranianas”


Antigo ciclista alemão não fica indiferente ao drama que se vive na Ucrânia Tony Martin foi ao pódio com Bradley Wiggins e Chris Froome

 

Foto: Reuters

O antigo ciclista alemão Tony Martin anunciou este domingo que vai doar a medalha de prata do contrarrelógio dos Jogos Olímpicos Londres'2012 para angariar dinheiro para ajudar as crianças ucranianas afetadas pela investida militar russa.

"Todos os dias vejo imagens terríveis da Ucrânia na TV, e parece-me tão errado ficar sentado no sofá e aceitar isto. [...] Quero fazer o meu pequeno papel e ajudar, e por isso vou doar a minha medalha olímpica para angariar fundos para a Wir Helfen Kindern", uma instituição alemã de apoio a crianças, explicou o antigo ciclista na rede social Instagram.

A Wir Helfen Kindern tem em curso uma campanha de apoio à Ucrânia, pelo que as verbas conseguidas pelo leilão pela prata olímpica do alemão, um especialista do 'crono', será depois convertido em ajuda humanitária.

"Separar-me do maior troféu que consegui ganhar na carreira não foi fácil, mas considerando que milhões de pessoas perderam quase tudo, é algo que quero mesmo fazer. Espero, do fundo do coração, que o povo ucraniano possa ter de volta a sua paz e liberdade", acrescentou.

Tony Martin, de 36 anos, foi um dos maiores especialistas de sempre no contrarrelógio, tendo conquistado quatro títulos mundiais da especialidade (2011, 2012, 2013 e 2016), um recorde que partilha com o suíço Fabian Cancellara.

O alemão, que venceu a Volta ao Algarve em 2011 e 2013, venceu cinco etapas da Volta a França, onde chegou a vestir de amarelo (2015), duas etapas na Vuelta e 10 títulos nacionais de contrarrelógio, entre muitas outras vitórias, antes de retirar-se no final da temporada passada.

No vasto palmarés do 'Panzerwagen' ficou a faltar o ouro olímpico na luta contra o cronómetro, com a prata de Londres'2012 a figurar como o seu melhor resultado.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou que matou pelo menos 1.081 civis, incluindo 93 crianças, e feriu 1.707 feridos, entre os quais 120 menores, e provocou a fuga de mais 10 milhões de pessoas, das quais 3,8 milhões foram para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Fonte: Record on-line

“Elisa Balsamo vence Gent-Wevelgem feminina ao sprint”


É a terceira vitória seguida para a campeã do mundo

 

Por: Lusa

A campeã do mundo de fundo, a ciclista italiana Elisa Balsamo (Trek-Segafredo), venceu este domingo a clássica Gent-Wevelgem, num triunfo conseguido ao sprint à frente da holandesa Marianne Vos (Jumbo-Visma), segunda, e a compatriota Maria Confalonieri (Ceratizit-WNT), terceira.

Balsamo, de 24 anos, cumpriu os 159 quilómetros entre Ypres e Wevelgem em 3:39.15 horas, acabando por triunfar sobre Vos e Confalonieri num sprint em massa.

É a terceira vitória seguida para a campeã do mundo, depois do Troféu Alfredo Binda e da Brugge-De Panne, tudo clássicas do calendário WorldTour, no arranque do calendário de Balsamo, que pretende correr a Volta a Flandres, Paris-Roubaix, a Volta a Itália e a edição inaugural da Volta a França em 2022.

Maria Martins (Le Col-Wahoo) foi a única portuguesa em prova, mas não terminou, três dias depois do quinto posto na Brugge-De Panne.

Fonte: Record on-line

“Biniam Girmay faz história ao vencer clássica Gent-Wevelgem masculina”


Eritreu da Intermarché-Wanty-Gobert confirma-se como uma das revelações da época

 

Por: Lusa

O sprint que valeu vitória histórica a ciclista eritreu na Gent-Wevelgem

O ciclista eritreu Biniam Girmay (Intermarché-Wanty-Gobert) venceu este domingo num sprint restrito a Gent-Wevelgem, confirmando-se como a revelação do pelotão mundial em 2022 e tornando-se no primeiro ciclista da África subsariana a vencer uma clássica.

Girmay, de 21 anos, cumpriu os 248,8 quilómetros entre Ypres e Wevelgem em 5:37.57 horas, batendo sobre a meta o francês Christophe Laporte (Jumbo-Visma), segundo, e os belgas Dries van Gestel (TotalEnergies), terceiro, e Jasper Stuyven (Trek-Segafredo), quarto.

O quarteto discutiu a vitória na 84.ª edição da clássica belga, oito segundos à frente do resto do pelotão, com Laporte a voltar a ser segundo, poucos dias depois da E3 Harelbeke, em que ajudou o colega de equipa Wout van Aert, hoje 12.º, a vencer.

Quanto a Birmay, é a confirmação de uma ascensão do ciclista da Eritreia, que este ano já tinha triunfado no Troféu Alcúdia e agora se eleva numa corrida WorldTour, ainda para mais numa das clássicas mais marcantes do calendário.

Nascido na capital Asmara em 2000, o discreto ciclista correu pelo Centro Mundial de Ciclismo, projeto de desenvolvimento para países sem tradição na modalidade que a União Ciclista Internacional (UCI) instalou na Suíça, antes de dar o salto para a Delko em 2020.

A falência da equipa francesa levou-o à Intermarché-Wanty-Gobert, mas o perfil discreto manteve-se no WorldTour: vai voltar ao seu país após quase um mês na Europa, admitindo hoje as "saudades da mulher e filha", falhando, em princípio, o resto das principais clássicas, logo agora que ergueu os braços, voltando 'apenas' para a Volta a Itália, em maio.

Girmay é o oitavo vencedor mais jovem da Gent-Wevelgem, e o primeiro da África subsariana a vencer uma clássica, e hoje admitiu não conseguir "acreditar" no triunfo, que espera que "mude muito para o futuro, a nível pessoal e para ciclistas africanos".

O sprint vitorioso surpreendeu uma Jumbo-Visma que tinha trabalhado o dia todo para colocar alguém no primeiro lugar do pódio, fosse o campeão belga Van Aert, que impôs um ritmo alto na última subida do Kemmel, a 34 quilómetros da meta, ou Laporte, de novo derrotado na linha de meta.

O melhor português na corrida foi Rui Oliveira (UAE Emirates), no 56.º posto, a 1.30 minutos do vencedor, com André Carvalho (Cofidis) em 101.º, a mais de nove minutos.

Fonte: Record on-line

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