sábado, 1 de agosto de 2026

“Tour França Feminino: Lorena Wiebes explode na subida final e inaugura Tour de com vitória dominante”


Por: José Morais

Lorena Wiebes abriu o Tour de França Feminino com autoridade. A neerlandesa da SD Worx–Protime confirmou o estatuto de melhor sprinter do mundo e transformou a chegada em subida de Lausanne num palco perfeito para a sua explosão final, conquistando a primeira camisola amarela da edição de 2026.

 

Vitória construída nos últimos 200 metros

 

Lorena Wiebes lançou o ataque decisivo nos metros finais da Côte Saint-François 2,6 km a 4,6% superando Kim Le Court (AG Insurance–Soudal) e Demi Vollering (FDJ United–Suez), que haviam endurecido o ritmo na parte mais íngreme da subida. A neerlandesa cruzou a meta com margem clara, mostrando que também domina finais explosivos em terreno acidentado.

A etapa, com 138 km e largada e chegada em Lausanne, foi marcada por ritmo intenso, quedas e cortes no pelotão, deixando apenas dez ciclistas no mesmo tempo da vencedora. Entre elas, nomes fortes como Pauline Ferrand-Prévot, Elisa Longo Borghini e Kasia Niewiadoma.

 

Fuga animada e pelotão em alerta

 

Logo nos primeiros quilómetros, formou-se uma fuga de quatro ciclistas:

Maud Rijnbeek

Idoia Eraso

Nikola Nosková

Océane Mahé

O grupo chegou a ter mais de seis minutos de vantagem, mas o pelotão acelerou na segunda metade da etapa, sobretudo sob o comando da FDJ United–Suez e da Lidl–Trek. Mahé brilhou nas contagens de montanha e garantiu a camisola às bolinhas.

Nosková ainda tentou resistir em solitário, mas acabou neutralizada a seis quilómetros da meta, quando o pelotão já preparava o sprint em subida.

 

Quedas e cortes marcaram o dia

 

A etapa teve várias quedas, incluindo uma que envolveu Marlen Reusser, que conseguiu regressar ao grupo após uma perseguição intensa. Outras favoritas perderam segundos importantes, como Paula Blasi, que apesar do atraso vestiu a camisola branca de melhor jovem.

 

O que vem aí: Etapa 2

 

A segunda etapa liga Aigle a Genebra num percurso de 147,9 km, ainda em território suíço. O dia promete novo desgaste, com cinco subidas categorizadas antes de um final mais favorável às velocistas.

“Rui Costa volta ao pelotão para celebrar Tadej Pogacar: reencontro inesperado marca o Pogi Challenge 2026”


Por: José Morais

O antigo campeão mundial português voltou a sentir o ritmo do pelotão, ainda que por apenas alguns instantes, ao juntar‑se esta sexta‑feira ao Pogi Challenge 2026 o evento anual que transforma Komenda, terra natal de Tadej Pogacar, numa festa de ciclismo aberta a fãs e antigos companheiros de estrada.

 

Um regresso simbólico

 

Rui Costa, que encerrou a carreira no final de 2025, voltou a pedalar lado a lado com figuras do atual pelotão e com antigos colegas. Entre eles estava o próprio Tadej Pogacar, que apresentou o evento já depois de conquistar o seu quinto Tour, envergando a camisola de campeão mundial e não a icónica amarela.

O encontro teve sabor a reencontro: Rui Costa e Tadej Pogacar partilharam a mesma equipa durante quatro épocas, entre 2019 e 2022, criando uma ligação que continua a ser celebrada pelos fãs.

 

Três dias de festa sobre duas rodas

 

O Pogi Challenge, que decorre ao longo de três dias, mistura pequenas corridas, desafios e momentos de proximidade entre o público e o ciclista esloveno. A presença de Rui Costa acabou por ser uma das surpresas mais comentadas do evento.

 

A mensagem de Rui Costa

 

“Foi um privilégio fazer parte do Pogi Challenge”, nas redes sociais, o português deixou este testemunho simples, mas carregado de significado:

“Remco Evenepoel transforma desastre em glória e assina feito histórico na Clássica de San Sebastian”


Por: José Morais

Remco Evenepoel voltou a provar por que é uma das figuras mais dominantes do ciclismo moderno. O belga da Red Bull–BORA hansgrohe escreveu neste sábado um capítulo épico da Clássica de San Sebastian ao conquistar a sua quarta vitória, tornando-se o maior vencedor da história da prova e superando o lendário Marino Lejarreta. O feito, porém, veio embalado por drama: um furo inesperado quase o tirou da disputa, mas acabou servindo como combustível para uma das recuperações mais impressionantes da temporada.

 

Um percurso brutal e uma corrida imprevisível

 

A edição de 2026 apresentou um trajeto agressivo, com sete subidas categorizadas antes da dupla decisiva Jaizkibel e Erlaitz, que tradicionalmente moldam o desfecho da clássica basca. Após esse bloco montanhoso, restava apenas a curta e explosiva ascensão de Murgil, com seus 2,1 km a 10,1% o ponto perfeito para separar os verdadeiros candidatos à vitória.

O ritmo foi intenso desde cedo, com ataques constantes e um grupo de fugitivos formado por Bart Lemmen, Michael Leonard, Sean Quinn, Jay Vine e Maxim Van Gils. A corrida parecia encaminhar-se para uma seleção natural… até que o azar bateu à porta do favorito.

 

O furo que quase mudou tudo

 

A 50 km da meta, Remco Evenepoel sofreu um furo que o obrigou a trocar de bicicleta em plena aproximação de Erlaitz. Sem apoio imediato da equipa, o belga teve de escalar a subida sozinho, com um atraso que chegou a 40 segundos em relação ao grupo dos favoritos.

Enquanto isso, nomes como Richard Carapaz, Matteo Jorgenson, Giulio Ciccone, Felix Gall e Enric Mas endureciam o ritmo na frente. A corrida parecia escapar das mãos de Remco Evenepoel, mas o campeão mundial de 2022 no estava disposto a aceitar esse destino.

Graças à indecisão tática do grupo líder e ao seu ritmo avassalador, Evenepoel conseguiu reintegrar-se ao pelotão da frente a 34 km do fim, acompanhado por Darren Rafferty, Jan Christen, Pello Bilbao e outros perseguidores.

 

O duelo final: Remco vs Carapaz

 

Com o grupo reunificado, a Red Bull assumiu o comando e endureceu o ritmo. Na subida de Murgil, Van Gils abriu caminho e Evenepoel lançou o ataque decisivo. Apenas Richard Carapaz conseguiu seguir a roda do belga, formando uma dupla de luxo para o sprint final em San Sebastian.

Carapaz tentou resistir, mas Remco Evenepoel mostrou por que é um dos melhores finalizadores do pelotão. Lançou o sprint com autoridade e cruzou a meta isolado, garantindo a vitória e o recorde histórico da prova.

Ben Tulett completou o pódio após alcançar o grupo perseguidor, enquanto Giulio Ciccone e Louis Barré ficaram sem forças para reduzir a diferença.

 

“Quero ser campeão mundial”

 

Exausto, mas radiante, Remco Evenepoel admitiu que esta foi a vitória mais difícil das quatro:

“Foi a mais complicada. Depois de Jaizkibel furei, e sabíamos que Erlaitz estava logo ali. Tive de ser paciente. A equipa fez um trabalho incrível Pellizzari ajudou-me a aproximar e Van Gils esperou por mim. Sem eles, não teria sido possível.”

O belga agora planeia descansar antes de regressar às corridas no Canadá, com um objetivo claro no horizonte:

“Quero ser campeão mundial.”

Ficha Técnica

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