sexta-feira, 18 de agosto de 2023

“Volta a Portugal Azeméis festejou no Minho Bustamante deu alegria aos Oliveirenses”


Etapa 8 Boticas - Fafe 146,7 km

 

Que etapa! Que bonito final em plena “Sala de Visitas do Minho”. Fafe não fez por menos e proporcionou, depois da fantástica passagem pelo troço de terra batida da Casa do Penedo, um sprint longo e aplaudido por milhares de pessoas no centro empedrado da cidade onde venceu Adrián Bustamante (Kelly/Simoldes/UDO).

Foi um trio hispânico que discutiu a chegada da oitava etapa. Bustamante superiorizou-se a Mikel Iturria e Luis Angel Maté, dois homens da equipa basca Euskaltel/Euskadi. A vitória do colombiano, muito festejada na formação de Oliveira de Azeméis, quase nada mexeu nas primeiras posições da Classificação Geral.


Dois segundos depois do trio chegou um primeiro grupo onde estava o Camisola Amarela Continente, Colin Stusssi (Team Vorarlberg) que manteve a liderança e António Carvalho (ABTF Betão/Feirense), o melhor português do dia. A única diferença que os resultados de Fafe proporcionaram entre os primeiros da Geral foi a aproximação de Luis Angel Maté, terceiro na etapa, a Artem Nych. O espanhol e o russo estão ambos a 28 segundos do comandante a faltarem duas etapas para o fim da Volta. Henrique Casimiro (Epafel) continua a ser o melhor português a 45 segundos do primeiro classificado.


 

“Sterrato” do Rali foi Pista para a Volta

 

À saída do nordeste transmontano, a expectativa já era muita para os quilómetros finais da etapa. Foi o dia mais curto da Volta. O pelotão saiu de Boticas às 13h40 para pedalar 146,7 quilómetros numa tirada considerada de transição por estar entre a Serra do Larouco e a chegada de amanhã a Mondim de Basto (Sr.ª da Graça).

Entre movimentações mais ou menos importantes destaca-se neste dia a passagem num percurso de quatro quilómetros e meio de terra batida habitualmente utilizado no rali de Portugal, o troço da Casa do Penedo, a 20 quilómetros da meta.


A utilização do “sterrato”, como é habitual designar-se além-fronteiras, fez as delícias

de quem acompanhou os ciclistas no local e através das imagens fantásticas transmitidas pela RTP. A dureza do percurso, o esforço dos atletas e o pó, além do enquadramento natural da paisagem, foram partes de um cenário que provou a escolha acertada que foi a opção pelo troço da Casa do Penedo.

 

Puro Trepador com Veia para o Sprint

 

O vencedor da etapa, Adrian Bustamente, é teoricamente um trepador puro com predileção pela montanha como tantos colombianos. Até hoje o corredor de 25 anos da Kelly/Simoldes/UDO conquistou duas vitórias, curiosamente sempre ao sprint e em grupos reduzidos. Ambos os triunfos foram alcançados este ano, na quarta etapa da Volta ao Alentejo e nesta oitava tirada da Volta a Portugal Continente.


 

Elástico de Miguel Ángel Fernández Rebentou

 

O ciclista espanhol da Burgos-BH foi sempre, desde o início da etapa, um dos primeiros a descolar em cada subida. Depois acabava por recuperar para logo de seguida voltar a ficar para trás. Andou permanentemente no "elástico", como se diz na gíria do ciclismo, mas acabaria por romper já na parte final da etapa e o abandono foi inevitável.

 

Abelhas ao Ataque, Carro Médico ao Serviço

 

As abelhas não têm dado descanso ao pelotão e há registo de vários os casos de ciclistas picados durante esta edição da Volta. Diogo Barbosa (AP Hotels & Resorts/Tavira/SC Farense) foi a vítima desta etapa tendo de ser assistido pelo carro do médico.

 

Temperatura Mais Baixa

 

A etapa oito desenrolou-se com os termómetros durante grande parte do tempo abaixo dos 30 graus. A situação foi anormal tendo em conta que a competição iniciada a 9 de agosto até hoje tem vivido sempre com muito calor, especialmente nos primeiros dias, com temperaturas a rondar os 40 graus. Esta etapa foi uma lufada de ar fresco.


 

Subir a Srª da Graça é treino para Viana do Castelo?

 

Este sábado a luta pelas diversas classificações continua na estrada com a etapa número nove considerada Rainha, tal como foi também a subida à Torre. São os últimos 174,5 quilómetros em linha porque no domingo cai o pano sobre a 84ª Volta a Portugal Continente com o contrarrelógio considerado crono escalada ao Santuário de Santa Luzia.

A Partida deste sábado, às 12h30, será em Paredes rumo ao ponto mais alto de Mondim de Basto, a Srª. da Graça. Como habitualmente nesta etapa não vão faltar Prémios de Montanha. Serão cinco contando com a meta final. As principais no Marão, no Parque Natural do Alvão e, claro, na subida final de quase nove quilómetros no Monte Farinha, após o mar de gente que se costuma concentrar e acotovelar quando o pelotão passa na vila de Mondim que conta como Meta Volante. Outros locais para os sprints intermédios: Paredes e Amarante. 

 

Distinção a Márcio Santos

 

Figura destacada na Volta a Portugal há várias décadas e com larga dedicação a divulgar a modalidade do ciclismo durante todo o na imprensa regional, Márcio Santos vai receber este sábado, à partida da etapa, em Paredes, o reconhecimento por parte da Federação Portuguesa de Ciclismo.

Em abril, por proposta da Direção, a Assembleia Geral decidiu atribuir-lhe por unanimidade o título de Sócio de Mérito que será agora entregue num gesto de distinção e reconhecimento ao qual a organização da Volta a Portugal Continente também se associa.

Mácio Santos pertenceu no passado a algumas equipas, foi figura de proa da organização no tempo do diretor Serafim Ferreira e, nos últimos anos, repórter sempre presente nas mais diversas provas de profissionais ou dos escalões de formação do ciclismo português.  Em comum, a qualquer função que desempenhou sempre demonstrou uma paixão enorme pelo ciclismo.

 

Ciclismo Feirense em Livro

 

Será apresentado este sábado, antes da Partida da 9ª etapa, um projeto que reúne em livro as origens e os nomes que ao longo das décadas têm feito a história do ciclismo feirense. “Ases do Pedal de Santa Maria da Feira”, da autoria de Roberto Carlos Reis e edição da Liga dos Amigos da Feira, tem entre outros, um capítulo dedicado aos vários e famosos vencedores da Volta a Portugal em Bicicleta naturais da região.

Fonte: Podium

“Volta a Portugal Feminina Sub-19 1ª etapa”


Marta Carvalho triunfa com sprint poderoso

 

Por: José Carlos Gomes

Marta Carvalho (Extremosul/Hotel Alísios/Terras do Arade) conquistou hoje a primeira etapa da Volta a Portugal Feminina Sub-19, impondo-se ao sprint no termo dos 66,6 quilómetros, que uniram Santarém a Benavente.

Disputada sob calor intenso e vento forte, a tirada teve poucas movimentações. O único ataque digno de registo aconteceu já dentro dos 20 quilómetros finais e foi protagonizado por Ana Marques (Cantanhede Cycling/VESAM).

A iniciativa valeu à corredora da equipa de Cantanhede a camisola da montanha, pois foi a primeira a passar na contagem instalada a 6500 metros da chegada. Só que a fuga não resistiu à perseguição e a tirada viria a decidir-se em pelotão compacto.


Marta Carvalho foi a mais veloz na chegada a Benavente, diante da colega de equipa Mayra Silva e da equatoriana Natalie Revelo (Matos Mobility/Optria Women Team), segunda e terceira, respetivamente.

Com as bonificações, Marta Carvalho comanda com 6 segundos de vantagem sobre Mayra Silva e 9 à melhor sobre Natalie Revelo. Ribatejana, Marta Carvalho, mostrou-se feliz por vencer perto dos seus. “Sinto-me em casa, perto das origens. É muito acolhedor correr aqui e vim com o objetivo de vencer não só a etapa como a Volta”, confessou a camisola amarela, também dona da geral dos pontos.


As melhores sub-17 chegaram integradas no pelotão principal, com o mesmo tempo das sub-19. A primeira entre as mais jovens foi Chiara García (UC Fuenlabrada Feminas/Ricón De La Victoria), seguida por Paola Pascua (Enchufe Solar) e por Bruna Gonçalves (Mato-Cheirinhos/Vila Galé/Etopi).

UC Fuenlabrada Feminas/Ricón De La Victoria assumiu a dianteira na geral coletiva.

A Volta a Portugal Feminina Sub-19 continua neste sábado. A segunda etapa tem 66 quilómetros, unindo Alpiarça (15h00) a Almeirim (16h55).

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Seleção Nacional/Bernardo Vieira de prata no contrarrelógio do Europeu de Paraciclismo”


Por: Vasco Moreira

Portugal iniciou da melhor forma a participação no Campeonato da Europa de Ciclismo, inserido nos Campeonatos Paralímpicos Europeus, que decorrem em Roterdão, nos Países Baixos. Logo na estreia, Bernardo Vieira conquistou a medalha de prata no contrarrelógio da classe C1.

O paraciclista luso percorreu os 10,3 quilómetros em 16”03’03, tendo terminado a 1”04 de Ricardo Tem Argiles, espanhol que conquistou a medalha de ouro da categoria. O pódio ficou completo com o austríaco Andreas Zirkl, que ficou a 2”33 do melhor tempo.

“Sinto-me contente, porque isto é fruto do trabalho que tenho vindo a desenvolver este ano, com vista à preparação e, quem sabe, à qualificação para os Jogos Olímpicos de 2024. É uma alegria fora do normal vir aqui e conseguir a medalha de prata. Sabíamos que o pódio era possível, mas as coisas acabaram por correr bem melhor do que esperávamos”, referiu o paraciclista medalhado, em declarações ao Comité Paralímpico.


Na mesma prova, mas na classe de C2, correu Telmo Pinão, que terminou o contrarrelógio na 10.ª posição. O paraciclista português completou os mesmos 10,3 quilómetros em 15”52’38, o pior tempo entre os participantes, a 2”09 do líder Alexandre Leaute (França), que superou o grego Nikolaos Papangelis e o espanhol Maurice Far Eckhard Tió, segundo e terceiro classificados.

A tarde ficou reservada para os contrarrelógios das classes H, nos quais Portugal voltou a estar em bom plano. Em H5, Luís Costa foi quinto, tendo terminado a prova em 15”51’72, a 1”26 do neerlandês Mitch Valize, que conquistou o ouro, à frente do francês Loïc Vergnaud, segundo classificado, e do compatriota Tim de Vries, terceiro.

Flávio Pacheco, na classe H4, foi sexto classificado, depois de percorrer os 10,3 quilómetros do contrarrelógio em 16”01’39. O português ficou a 1”34 do líder Thomas Frühwirth (Áustria), terminou à frente do compatriota Alexander Gritsch e do francês Bordo Mathieu.


“Eu já tinha dito no Campeonato do Mundo que íamos lutar pelas medalhas e ficámos muito perto, com o quarto lugar do Luís Costa. Viemos para aqui com a mesma mentalidade e conseguimo-lo com o Bernardo Vieira, com uma medalha de prata, o que foi excelente. Na classe C2, o Telmo Pinão não é um especialista em contrarrelógio e limitou-se a cumprir a prova”, explicou José Marques.

“Na prova de H3 e H4, o Luís Costa andou bastante bem e fez quinto, a seis segundos do quarto. Depois tivemos algo que me deixou bastante satisfeito. O Flávio Pacheco tinha de apostar tudo e foi o que fez. Deu o que tinha e o que não tinha para terminar nos oito primeiros e acabou em sexto. Foi excelente. Estamos de parabéns, foi um dia extremamente positivo, com três atletas integrados no alto rendimento”, concluiu o selecionador nacional de paraciclismo.

A seleção nacional volta a entrar em prova já este sábado, nas provas de fundo das classes C1 e C2. Bernardo Vieira (C1) e Telmo Pinão (C2) vão percorrer as 12 voltas ao circuito, num total de 63 quilómetros, às 13h15.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

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