sábado, 16 de julho de 2022

“Pogacar: «Não sei se os Jumbo têm medo de mim, mas estiveram na minha roda o dia todo...»”


Ciclista da UAE Emirates continua na perseguição ao camisola amarela Vingegaard (camisola amarela) e Pogacar chegaram juntos à meta na 14.ª etapa

 

Foto: Reuters

Tadej Pogacar assumiu este sábado querer "stressar" o camisola amarela Jonas Vingegaard e a Jumbo-Visma "o mais possível", depois de ter atacado no início e no final da 14.ª etapa da Volta a França.

"A nossa estratégia é stressar o mais possível o Vingegaard e a Jumbo-Visma, e isso funcionou. Sei, por experiência própria, que levar a amarela acarreta muita pressão, porque te obriga mais a defender do que atacar", reconheceu o bicampeão em título.

O líder da UAE Emirates atacou decorridos que estavam apenas 10 dos 192,5 quilómetros entre Saint-Étienne e Mende, apanhando inicialmente desprevenido o dinamarquês da Jumbo-Visma, que rapidamente se lhe juntou, e novamente no início dos três quilómetros de ascensão ao aeródromo de Mende, uma contagem de montanha de segunda categoria, com uma pendente média de 10% de inclinação, situada a pouco mais de 1.000 metros da meta.

"Enquanto eles [Jumbo-Visma] controlam o pelotão, nós economizamos forças de modo a poder planificar os nossos ataques. Não sei se os Jumbo têm medo de mim, mas estiveram na minha roda o dia todo e, claro, não me deixaram sair. No início da etapa, vi que o Wout van Aert tentava fazer a ponte com o grupo da frente e segui-o. Assim, toda a sua equipa teve de trabalhar para me alcançar", justificou.

'Pogi', de 23 anos, disse saber, no entanto, que a formação holandesa é "muito forte" e que não o deixaria entrar na fuga.

"O mesmo aconteceu no meu ataque final: endureci a corrida como pude na subida, mas era muito curta. Sinto-me bem, as pernas estão bem e estou desejoso de chegar aos Pirenéus", concluiu o esloveno, que perdeu a amarela para Vingegaard no Col du Granon, na 11.ª etapa, e desde aí não conseguiu tirar qualquer segundo aos 02.22 minutos de diferença que tem para o dinamarquês.

A estratégia de Pogacar parece não ter perturbado o camisola amarela, que elogiou o seu rival, mas diz-se confiante para o que resta de Volta a França.

"Fez bons ataques, mas já estava à espera. Consegui segui-lo e isso dá-me muita confiança. Não foi fácil, nunca é no ciclismo a este nível, mas estou satisfeito por ter resistido", garantiu o corredor de 25 anos, detalhando que quando o bicampeão atacou no início da etapa, "estava um pouco longe" e precisou de "tempo para recolar", mas "o esforço não custou muita energia".

O 'vice' do Tour'2021 sabe que o homem que o bateu no ano passado "não vai contentar-se com o segundo lugar", pelo que está preparado para que o ciclista da UAE Emirates "ataque a todo o momento".

 

"Quem sabe até no dia de descanso [segunda-feira]", brincou.

 

O contido líder da geral desvalorizou a diferença para 'Pogi', notando que "pode parecer grande", mas que com "as dificuldades que ainda faltam e o contrarrelógio" é facilmente recuperável.

"Não diria que somos amigos, não tenho o número de telefone dele. Somos rivais que se dão bem. É um grande tipo e um excelente ciclista. A nossa relação é boa", disse Vingegaard, depois de hoje os dois grandes rivais deste Tour terem dado uma nova demonstração de 'fair-play', cumprimentando-se quando cortaram a meta.

Um dos mais afetados pela estratégia atacante de Pogacar é Wout van Aert, o belga que o 'patrão' da UAE Emirates, Mauro Gianetti, descreveu como a 'segunda equipa' do camisola amarela.

"É bastante normal que o Pogacar consiga isolar o Jonas da nossa equipa quando ataca. Afinal, lideramos o pelotão o dia todo. Ele é um dos corredores mais fortes do pelotão, e obriga-nos a estar na frente toda a jornada", comentou o camisola verde.

Van Aert, que andou quatro dias de amarelo neste Tour e já venceu duas etapas, viu-se, no início da 14.ª tirada, isolado com o esloveno na roda, uma situação que, admitiu, não foi a ideal.

"Quando começaram os ataques, havia uns 40 corredores na frente, em diferentes grupos, e tentei de controlar, mas tinha o Tadej na minha roda, pelo que tive de reduzir a velocidade. Foi um começo difícil, porque entre os atacantes também havia rivais da classificação geral", notou.

Corredor polivalente e peça essencial na defesa da amarela de Vingegaard, 'WVA' abordou hoje a sua evolução enquanto ciclista, referindo sentir-se "muito bem" nesta Volta a França.

"Cada vez sou melhor trepador. Demonstramos que somos capazes de lutar pela camisola amarela e pela verde. Não necessito muita ajuda para perseguir os pontos, basta-me o Christophe Laporte", disse o belga de 27 anos, que tem praticamente assegurada a vitória na classificação por pontos.

Van Aert tem 333 pontos, mais 169 do que Pogacar, que é segundo posicionado na classificação da regularidade.

Fonte: Record on-line

“Matthews fugiu para ganhar 14.ª etapa e Vingegaard defendeu-se de ataque de Pogacar”


Australiano destacou-se dos restantes 22 fugitivos da tirada, na qual Vingegaard manteve a vantagem para o 2.º classificado da geral

 

Por: Lusa

Foto: Lusa/EPA

O ciclista australiano Michael Matthews (BikeExchange-Jayco) destacou-se este sábado dos seus companheiros de fuga para vencer finalmente na 109.ª Volta a França, impondo-se em Mende, onde o camisola amarela Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) chegou mais de 12 minutos depois.

O australiano de 31 anos, que cumpriu a 14.ª etapa em 04:30.53 horas, destacou-se dos restantes 22 fugitivos da jornada para, no final dos 192,5 quilómetros entre Saint-Étienne e Mende, celebrar a quarta vitória da carreira no Tour, à frente do italiano Alberto Bettiol (EF Education-EasyPost), segundo a 15 segundos, e do francês Thibaut Pinot (Groupama-FDJ), terceiro a 34.

Apesar de um ataque do esloveno Tadej Pogacar (UAE Emirates) na subida até ao aeródromo de Mende, Vingegaard manteve os 02.22 minutos de vantagem para o segundo classificado da geral, mas distanciou-se do britânico Geraint Thomas (INEOS), que ainda é terceiro, mas vai partir, no domingo, para a 15.ª etapa, uma ligação de 202,5 quilómetros entre Rodez e Carcassone, com um atraso de 02.43 para o camisola amarela.

Fonte: Record on-line

“Glassdrive / Q8 / Anicolor António Carvalho vence Contrarrelógio do Grande Prémio Douro Internacional”


António Carvalho, da Equipa Profissional de Ciclismo Glassdrive / Q8 / Anicolor, venceu hoje a 3.ª Etapa do 2.º Grande Prémio Douro Internacional, um Contrarrelógio Individual de 29,1 km com partida e chegada em Resende. É a sua primeira conquista esta época e a primeira vitória da carreira nesta especialidade. Na Classificação Geral, o corredor sobe à 2.ª posição, ficando a 15 segundos da Camisola Amarela, que permanece com José Neves (W52-FC Porto).

A formação de Águeda colocou hoje três corredores no Top 5, onde se inclui Rafael Reis, Campeão Nacional da especialidade, 4.º classificado, a 13 segundos de António Carvalho, que concluiu o percurso em 45m05s. O espanhol Javier Moreno gastou mais 34 segundos que o vencedor, sendo o 5.º classificado neste Contrarrelógio Individual.

Destaque também para Pedro Silva, que fechou o Top 15 do dia, o que o leva a manter no corpo a Camisola Branca, continuando como o melhor na Juventude. A Glassdrive / Q8 / Anicolor é a 1.ª na Geral por Equipas.

António Carvalho confessou que esta foi uma vitória que já esperava há muito tempo, num ano “que tem sido um pouco complicado”. Explicou que a equipa veio para este Prémio “a apostar em mim, porque acreditou que podia fazer um bom lugar à Geral. Felizmente acabei por vencer hoje e fiz 2.º na Geral. Esperamos amanhã poder lutar pela vitória deste Grande Prémio Douro Internacional”.

O corredor de São Paio de Oleiros mostrou-se muito feliz com aquela que foi também a sua primeira vitória em contrarrelógio: “Já fiz segundo e já fiquei a poucos segundos de ganhar, mas ainda não tinha conseguido. Hoje gostava bastante do trajeto, que me favorecia e decidimos desde ontem levar duas bicicletas. Fiz a primeira metade com a bicicleta de estrada e depois, atendendo a que vinha uma parte muito técnica em crono, aos 8 km mudei para a cabra. Acabámos por sair vitoriosos e apesar de ter um ou outro percalço na descida, porque ia a arriscar, acabou tudo bem porque vencemos e isso é o mais importante”, rematou António Carvalho.

“Foi uma bonita vitória, com António Carvalho a merecê-la muito, acaba por ser um bom momento para este corredor e para toda a equipa vencer este contrarrelógio. Amanhã é outro dia e queremos fazer o nosso melhor para que possamos dignificar os nossos patrocinadores, parceiros e adeptos”, resumiu Rúben Pereira, diretor desportivo da Glassdrive / Q8 / Anicolor.

Este domingo corre-se 4.ª e última Etapa do Grande Prémio Douro Internacional, onde Lamego vai consagrar o vencedor da 2.ª edição da prova. A Avenida Alfredo Sousa será o local da partida (12H00) e chegada (15H45), numa tirada onde serão cumpridos 148 km, em forma de circuito. O percurso terá quatro montanhas de 2.ª categoria.

 

 

CLASSIFICAÇÕES:

2.º GRANDE PRÉMIO DOURO INTERNACIONAL

3.ª ETAPA: Resende – Resende » 29,1 km

CLASSIFICAÇÃO INDIVIDUAL NA 3.ª ETAPA

 

1.º António Carvalho (Glassdrive / Q8 / Anicolor), 45m05s

2.º Luís Gomes (Kelly-Simoldes-UDO), a 01s

3.º Joaquim Silva (Efapel Cycling) a 07s

4.º Rafael Reis (Glassdrive / Q8 / Anicolor), a 13s

5.º Javier Moreno (Glassdrive / Q8 / Anicolor), a 34s

15.º Pedro Silva (Glassdrive / Q8 / Anicolor), a 01m19s

40.º Afonso Eulálio (Glassdrive / Q8 / Anicolor), a 03m57s

47.º Héctor Sáez (Glassdrive / Q8 / Anicolor), a 05m02s

 

CLASSIFICAÇÃO GERAL INDIVIDUAL – AMARELA (após a 3.ª Etapa)

 

1.º José Neves (W52-FC Porto), 07h11m44s

2.º António Carvalho (Glassdrive / Q8 / Anicolor), a 15s

3.º Bruno Silva (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), a 01m03s

8.º Javier Moreno (Glassdrive / Q8 / Anicolor), a 01m48s

11.º Pedro Silva (Glassdrive / Q8 / Anicolor), a 02m43s

34.º Rafael Reis (Glassdrive / Q8 / Anicolor), a 20m49s

46.º Afonso Eulálio (Glassdrive / Q8 / Anicolor), a 27m49s

57.º Héctor Sáez (Glassdrive / Q8 / Anicolor), a 34m02s

 

CLASSIFICAÇÃO GERAL EQUIPAS

 

1.ª Glassdrive / Q8 / Anicolor, 21h38m32s

 

CLASSIFICAÇÃO GERAL PONTOS – VERDE

 

1.º Bruno Silva (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), 48 Pontos

6.º António Carvalho (Glassdrive / Q8 / Anicolor), 26 Pontos

13.º Pedro Silva (Glassdrive / Q8 / Anicolor), 11 Pontos

16.º Javier Moreno (Glassdrive / Q8 / Anicolor), 2 Pontos

 

CLASSIFICAÇÃO GERAL MONTANHA – AZUL

 

1.º André Cardoso (ABTF Betão- Feirense), 16 Pontos

8.º António Carvalho (Glassdrive / Q8 / Anicolor), 4 Pontos

 

CLASSIFICAÇÃO GERAL JUVENTUDE – BRANCA

 

1.º Pedro Silva (Glassdrive / Q8 / Anicolor), 07h14m27s

8.º Afonso Eulálio (Glassdrive / Q8 / Anicolor), 07h39m33s 

Fonte: Equipa Profissional de Ciclismo Glassdrive / Q8 / Anicolor

Ficha Técnica

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