segunda-feira, 28 de junho de 2021

“ANTARTE-FEIRENSE/Rafael Silva: Camisola Amarela na Volta ao Alentejo”


Fotos: Helena Dias e Podium/João Calado

A equipa ANTARTE-FEIRENSE, disputou a 38ª Volta ao Alentejo de 23 a 27 de junho, cinco dias, com seis etapas disputadas com temperaturas muito elevadas, uma delas um contrarrelógio individual e com a presença de 18 equipas, entre as quais 4 espanholas, 1 Suíça e 1 da África do Sul.

No dia 23 junho, primeira etapa que terminou ao sprint com vitória de Juanjo Lobato (Euskatel-Euskadi), no final dos 193,7 km, que ligaram Reguengos de Monsaraz a Beja, Rafael Silva foi o 20º, apesar de ter sofrido um furo a 20 kms do final tendo a ajuda dos seus colegas de equipa sido fundamental para reentrar no pelotão.

Na segunda etapa, a ANTARTE-FEIRENSE colocou Rafael Silva no 11º lugar no sprint ganho por Iúri Leitão (Tavfer-Measindot) na chegada a Sines, neste segundo dia foram percorridos 195,5 km, com partida em Almodôvar.


O calor fustigou o pelotão na terceira etapa, na qual foram percorrido 173,1 km entre Alcácer do Sal e Mora, Rafael Silva foi 6º, com o mesmo tempo do vencedor Iúri Leitão (Tavfer-Measindot).

No sábado, dia de sector duplo, da parte da manhã, 4ª etapa, em que a ANTARTE-FEIRENSE, viu o seu trabalho recompensado com a conquista da camisola amarela por Rafael Silva, após terminar em 5º lugar o sprint em Castelo de Vide, no final de uma jornada iniciada em Monforte, com vitória de Daniel Mestre (W52-FC Porto). Ainda assim, nos metros finais do sprint, Rafael Silva sofreu um toque na roda traseira que o impossibilitou da disputa da vitória da etapa.

Da parte da tarde, lugar para a quinta etapa, um contrarrelógio individual, em Castelo de Vide. Não sendo a sua especialidade, Rafael Silva defendeu-se ao longo dos 8,4 km, terminando a etapa em 31º, a 1m04s do vencedor e novo camisola amarela, Mauricio Moreira (Efapel).


Na última etapa, de 162,9 km entre Portalegre e Évora, a ANTARTE-FEIRENSE, correu ao ataque, colocando António Ferreira em fuga na luta pela camisola da juventude. Em segundo na geral dessa classificação, o jovem corredor manteve-se na frente da corrida juntamente com mais quatro corredores, entre eles o líder da juventude, até cerca de 30 km para o final, momento em que os fugitivos foram alcançados pelo pelotão. A etapa acabou ao sprint com vitória de Enrique Sanz (Kern Pharma).

Na classificação geral, Rafael Silva terminou na 20ª posição e António Ferreira terminou em 2º na classificação da juventude.

 

Declarações de Rafael Silva:

 

“Estou extremamente orgulhoso de ver este grupo crescer como equipa de corrida em corrida e por confiarem em mim mais que nunca”.

Declarações do Diretor Desportivo, Joaquim Andrade: “Procuramos as nossas oportunidades e na 4ª etapa fomos premiados com a conquista da camisola amarela, apesar do percalço sofrido pelo Rafael no sprint final que o retirou da luta pela conquista da etapa. Nota final positiva para a equipa que partiu para esta corrida desfalcada do De Mateos a recuperar da queda sofrida no GP Douro, e do Gonçalo Amado a recuperar de lesão na zona lombar”.

 

CLASSIFICAÇÕES: 38.ª VOLTA AO ALENTEJO - 1.º GRANDE PRÉMIO CMTV

 

1º Mauricio Moreira (Efapel) 20:23:40

2º José Neves (W52-FC Porto) +3

3º Rafael Reis (Efapel) +10

...

20º Rafael Silva (Antarte-Feirense) +1:04

36º António Ferreira (Antarte-Feirense) +3:06

48º Afonso Eulálio (Antarte-Feirense) +9:31

55º Fábio Oliveira (Antarte-Feirense) +10:38

73º Venceslau Fernandes (Antarte-Feirense) +13:01

74º Bruno Silva (Antarte-Feirense) +13:55

 

Geral Equipas:

 

1ª Efapel

8ª ANTARTE-FEIRENSE

 

Geral Juventude:

 

1º Pedro M. Lopes (Kelly-Simoldes-UDO)

2º António Ferreira (Antarte-Feirense)

8º Afonso Eulálio (Antarte-Feirense)

 

Próximas competições:

 

•         3 julho > Clássica de Viana

•         4 julho > GP Anicolor

Fonte: ANTARTE-FEIRENSE

domingo, 27 de junho de 2021

“José Azevedo revela que vai criar uma equipa de ciclismo portuguesa em 2022”


É um projeto pessoal e já conta com o apoio de algumas empresas

 

Por: Record

José Azevedo anunciou que vai criar uma equipa de ciclismo, que deverá ir para a estrada já a partir do próximo ano. A revelação foi feita este domingo no Eurosport, durante os comentários da segunda etapa da Volta a França.

"Nestes últimos meses houve tempo para me debruçar sobre um projeto que comecei a idealizar há vários anos. Sei as dificuldades que os corredores portugueses têm para se impor ao nível internacional, eu sei o quanto me custou, e em Portugal há jovens com muito valor, que quando lhes é dada a oportunidade conseguem afirmar-se no pelotão internacional", começou por explicar o antigo ciclista.

"A experiência que fui adquirindo, primeiro como diretor e depois como manager, permitiu-me criar um projeto, criar uma equipa em Portugal. Comecei a trabalhar nesse projeto, apresentei-o a várias empresas, tive uma série de reuniões (foram muitos meses de reuniões) e felizmente houve quem acreditasse e quisesse associar-se. Isto permite que em 2022 a equipa passe para a estrada e seja uma realidade", prosseguiu.

Azevedo deu mais pormenores. "Será uma equipa nacional, inscrita na Federação portuguesa de ciclismo, no escalão continental, com o objetivo de disputar todas as provas do calendário nacional e, talvez, algumas internacionais. Ainda não posso adiantar o nome nem os patrocinadores. Mais tarde serão divulgados pormenores. Não tem qualquer ligação a clubes de futebol, é uma empresa criada por mim, que fará toda a gestão, de forma independente. É um projeto meu, com o objetivo de ajudar o ciclismo português", acrescentou o antigo corredor. "Tenho o sonho de um dia levar uma equipa portuguesa ao Tour."

Embora seja um projeto português, Azevedo admite contratar ciclistas estrangeiros. "É difícil dizer se será uma equipa cem por cento portuguesa, ainda não comecei a parte dos contactos com ciclistas. O que posso dizer é que darei sempre preferência aos ciclistas portugueses, serão sempre a primeira opção", concluiu.

Fonte: Record on-line

“Van der Poel: «É duro que o meu avô não esteja aqui. Imagino como estaria orgulhoso»”


Ciclista holandês venceu, este domingo, a 2.ª etapa do Tour e é o novo camisola amarela

  

Por: Lusa             

A camisola amarela da Volta a França deixou Mathieu van der Poel emocionado, com o ciclista holandês a confessar que é duro não ter Raymond Poulidor a testemunhar o feito, que alegrou rivais como Julian Alaphilippe ou Tadej Pogacar.

"É simplesmente incrível. [...] Podemos sonhar com um cenário como este, mas concretizá-lo... Vou guardar a minha camisola amarela num lugar bonito", disse o jovem corredor da Alpecin-Fenix, de 26 anos.

A estreia no Tour de Van der Poel, que este domingo venceu a segunda etapa da 108.ª edição no Muro de Bretanha, permitiu-lhe homenagear novamente o avô, o 'eterno segundo' Raymond Poulidor, depois da homenagem prestada por si e pela sua equipa nos dias anteriores.

Se na véspera, e na apresentação das equipas, na quinta-feira, em Brest, usou uma camisola amarela e roxa inspirada nas cores usadas por 'Poupou' durante toda a sua carreira na antiga equipa Team Mercier, nos anos 1960 e 1970, hoje vestiu a amarela que sempre escapou ao seu avô.

"A emoção chegou quando me deram 100% certeza de que eu tinha a camisola amarela. Obviamente, foi um momento muito forte. É duro que ele não esteja aqui. Imagino como estaria orgulhoso, mas ele não está cá e não podemos fazer nada para mudar isso", lamentou, referindo-se ao avô que morreu em novembro de 2019.

 Van der Poel atacou com tudo e estreou-se a vencer no Tour: o último quilómetro da 2.ª etapa

'Poupou' é uma das figuras míticas da história do ciclismo, tendo conquistado o carinho dos adeptos da modalidade, nomeadamente dos franceses, não só pela sua personalidade, mas também por ser o 'eterno segundo' da Volta a França.

Nascido em 15 de abril de 1936, Poulidor, que teve o 'azar' de ser contemporâneo do francês Jacques Anquetil e do belga Eddy Merckx (ambos ganharam por cinco vezes o Tour), subiu por oito vezes ao pódio final da 'Grande Boucle' - foi três vezes segundo e cinco terceiro -, sem nunca ter vestido a camisola amarela da prova francesa.

"A minha mãe [Corinne Poulidor] chegou hoje ao Tour, penso que escolhi o dia certo [para ganhar]", revelou Van der Poel, agradecendo também à equipa que, "por vezes", acredita mais nele do que ele próprio.

Neto do lendário ciclista, 'VDP' é também filho de Adri van der Poel e, hoje, os dois entraram na história da Volta a França, ao tornarem-se no primeiro duo pai/filho a vestir a camisola amarela na prova -- o pai fê-lo durante um dia, em 1984.

"Estou incrivelmente feliz. Penso que posso defender a amarela até ao contrarrelógio [quinta etapa], mas não mais tempo. Adorava chegar a Paris, se isso não prejudicar as minhas chances na prova olímpica de BTT", assumiu o também especialista nesta vertente, que tem como grande objetivo da temporada ganhar o ouro em Tóquio'2020.

 

Adversários felizes

 

O feito do holandês deixou felizes até os seus adversários, com o esloveno Tadej Pogacar (UAE Emirates), segundo na etapa e terceiro na geral, a "tirar o chapéu" ao ciclista da Alpecin-Fenix.

"Claro que teria gostado de ser eu a ganhar, mas estou contente por ele. No início da etapa, ele brincava a dizer que eu, o Primoz [Roglic] e ele atacaríamos na primeira subida ao Muro de Bretanha, mas afinal estava a dizer a verdade, porque atacou. Surpreendeu-me, mas estou contente que ele tenha vencido", revelou o vencedor do Tour2020, que chegou a seis segundos de 'VDP', à frente de Roglic (Jumbo-Visma).

Também Julian Alaphilippe (Deceuninck-QuickStep) elogiou o homem que o destronou na geral, assumindo que "foi o mais forte".

"Ontem [sábado], ele estava desiludido por não ter vencido a etapa, mas mesmo assim veio dar-me os parabéns. Lutamos toda a temporada, mas estimamo-nos, porque somos corredores com um estilo similar, adoramos atacar. Ele foi à procura da camisola, merece-a", assumiu o francês, agora segundo da geral a oito segundos.

Fonte: Record on-line

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