quarta-feira, 26 de agosto de 2020

“PELEGRÍ 40º NO CAMPEONATO DE ESPANHA”


Por: Helena Dias

A equipa FEIRENSE esteve presente na prova de fundo dos Campeonatos de Espanha com a sua dupla espanhola Oscar Pelegrí e Jesus Arozamena. Em Jaén, na comunidade autónoma da Andaluzia, enfrentaram um percurso de 185,1 quilómetros, distribuídos pelo circuito entre Úbeda e Baeza, com seis passagens pela meta e pelo alto de Mazuecos. Apenas Pelegrí terminou a prova, no 40º lugar, a 6m59s do vencedor Luis León Sánchez (Astana).

“Senti as boas sensações que tive durante as últimas semanas, melhorando enquanto ciclista como se pôde ver na última volta, na qual estava no primeiro grupo com muito poucos ciclistas de perfil rápido como eu. Contudo, a última subida tornou-se mais longa do que eu pensava.

Este regresso lento à competição acaba por ser desvantajoso, por não poder aproveitar em corrida o bom momento em que me encontro. Gostaria de ter alguma prova no início de setembro, mas teremos de esperar e fazer os deveres de casa para chegar igual ou melhor.”, afirmou Oscar Pelegrí.

 

Classificação Geral:

1º Luis León Sánchez (Astana) 4h24m20s

2º Gorka Izagirre (Astana) a 15s

3º Vicente de Mateos (Aviludo-Louletano) a 15s

...

40º Oscar Pelegrí (FEIRENSE) a 6m59s

DNF Jesus Arozamena (FEIRENSE)

Fonte: Equipa Ciclismo Feirense

“Azar bateu à porta de Rafael Reis no Europeu”


Por: Helena Dias

Rafael Reis integrou o grupo de seis elementos que formaram a Equipa Portugal elite nos Campeonatos da Europa de Estrada. Em Plouay, o corredor da equipa FEIRENSE começou na segunda-feira a sua expedição na região francesa da Bretanha na prova de contra-relógio, um esforço individual de 25,6 quilómetros, com o azar a bater-lhe à porta logo nos momentos iniciais do percurso.

“Um problema mecânico na mudança de trás (partiu-se a bateria) impossibilitou-me de fazer um melhor resultado para o qual tanto trabalhei. Parei para resolver o problema, mas não sabendo muito bem o que se passava, tirei e voltei a meter a bateria, mas ficou igual.

As mudanças só entravam quando havia trepidação na estrada e contacto da bateria com a mudança. Acabei por desconcentrar-me completamente no que ia a fazer. Um dia para esquecer e esperar por melhor”, desabafou Rafael Reis, após finalizar o dia na 20ª posição, a 3m21s do vencedor.

O título de campeão europeu de contra-relógio ficou nos pedais do suíço Stefan Küng, corredor da equipa Groupama-FDJ, com o tempo de 30m18s, seguido do francês Rémi Cavagna, da Deceuninck-QuickStep, a 17s, e do belga Victor Campenaerts, da NTT Pro Cycling, a 21s.

Seguiu-se a prova de fundo nesta quarta-feira, celebrado no circuito de Plouay, ao qual foram dadas 13 voltas num total de 177,45 quilómetros. Rafael Reis e os restantes elementos da Equipa Portugal tiveram um desempenho exemplar no decorrer de toda a prova, caracterizado por um bom posicionamento e atenção às perigosas movimentações dos adversários.

Contudo, um novo azar bateu à porta dos corredores lusos, desta feita ao chefe-de-fila Rui Costa (UAE Team Emirates), que por duas vezes teve problemas mecânicos com o selim da bicicleta em momentos cruciais da corrida.

A corrida acabou por ser discutida ao sprint, com a vitória a sorrir ao italiano Giacomo Nizzolo, da equipa NTT Pro Cycling, completando o pódio o francês Arnaud Démare, da Groupama-FDJ, e o alemão Pascal Ackermann, a Bora-hansgrohe. A Equipa Portugal tentou entrar na discussão do sprint final, com o jovem Rui Oliveira (UAE Team Emirates) a finalizar na 14ª posição. Após um trabalho exímio em prol da Equipa Portugal, Rafael Reis cruzou a meta no 87º lugar.

No rescaldo do Campeonato Europeu, o director desportivo Joaquim Andrade salientou: “Foi bom para o Rafael e para a nossa equipa a presença no Campeonato da Europa, mas fica um sabor amargo, porque sabemos que ele tinha condição de fazer melhor.

Acabou por ter azar no contra-relógio e hoje, apesar de ter realizado uma excelente prova, a avaria que o Rui Costa sofreu num momento crucial também acabou por condicionar a prestação da equipa portuguesa. O Rafael esteve ao serviço do Rui e da Seleção. O importante foi estar ali e saber que esteve a um bom nível.

Esteve sempre bem colocado ao longo de toda a prova de fundo, excetuando o momento em que teve de descair, devido à avaria do Rui Costa. Ficou a sensação de dever cumprido, mas também o amargo de boca, porque sabe que está num bom momento e, principalmente no contra-relógio, podia ter tido uma prestação muito mais positiva.”

 

Classificação Geral Contra-relógio:

1º Stefan Küng (Suíça) 30m18s

2º Rémi Cavagna (França) a 17s

3º Victor Campenaerts (Bélgica) a 21s

…

20º Rafael Reis (PORTUGAL) a 3m21s

 

Classificação Geral Prova de Fundo:

1º Giacomo Nizzolo (Itália) 4h12m23s

2º Arnaud Démare (França) mt

3º Pascal Ackermann (Alemanha) mt

…

87º Rafael Reis (PORTUGAL) a 8m25s

 

Fonte: Equipa Ciclismo Feirense

“Equipa Portugal/Exibição coletiva de luxo na prova de elite do Europeu”


Por: José Carlos Gomes

A Equipa Portugal teve hoje uma prestação de alto nível na prova de fundo para elite do Campeonato da Europa de Estrada, em Plouay, França, levando Rui Oliveira a discutir o sprint que decidiu o título a favor do italiano Giacomo Nizzolo.

O coletivo português executou o plano traçado pelo selecionador, José Poeira, ao longo dos 177,45 quilómetros de corrida, conseguindo o objetivo de estar na discussão da corrida. Depois de uma jornada de muito labor, em favor de Rui Costa, Rui Oliveira ainda se imiscuiu no sprint, acabando na 14.ª posição, com o mesmo tempo dos corredores que conquistaram as medalhas, Giacomo Nizzolo, seguido pelo francês Arnaud Démare e pelo alemão Pascal Ackermann.

A Equipa Portugal mostrou-se ao longo de toda a prova pelo modo profissional como se bateu de igual para igual com todas as outras nações, graças a um trabalho em que todos participaram. Rafael Reis e Rafael Silva foram importantes na ajuda à boa colocação do conjunto, essencial para escapar às duas principais quedas da corrida.

Os gémeos Oliveira mantiveram-se atentos na frente do pelotão, “matando” as tentativas de fuga que pudessem colocar em risco as aspirações nacionais. A 50 quilómetros do fim, Rúben Guerreiro abriu um novo capítulo no desempenho nacional, saltando para a frente da corrida, de forma a manter o ritmo elevado, numa altura em que o pelotão se partira e alguns homens rápidos perdiam o contacto.

Quando a Equipa Portugal planeava endurecer mais a corrida, para tentar reduzir o pelotão, o chefe-de-fila, Rui Costa teve duas vezes problemas mecânicos com o selim da bicicleta.

“Quando devíamos estar à frente, tivemos o azar de estar atrás. Já não foi possível atacar a corrida para tentar um bom resultado com o Rui Costa. Com um grupo tão numeroso, o plano passou a ser tentar levar o Rui Oliveira nas melhores condições para a discussão do sprint. Foi nesse sentido o ataque do Rui Costa, para desgastar os adversários”, explica José Poeira.

O resultado final não fez total justiça à qualidade da prestação portuguesa na Bretanha. Depois de Rui Oliveira, cortaram a meta Rui Costa, 29.º, a 4 segundos, Rúben Guerreiro, 41.º, a 11 segundos, Ivo Oliveira, 60.º, a 3m27s, Rafael Silva, 80.º, e Rafael Reis, 87.º, a 8m26s.

“Foi das melhores exibições que fizemos enquanto Seleção Nacional. Estivemos sempre na frente, ajudando-nos mutuamente, todos a um nível excelente. No final, como a corrida não se fez tão dura quanto seria necessário para o Rui Costa, a segunda cartada era resguardar-me para o sprint. Já cheguei um pouco fatigado, mas entrei bem posicionado. Ia, certamente, para um top 10, mas fui um pouco apertado por um ciclista da República Checa. Tive de travar e perdi posições. Melhorei o resultado do ano passado, mas queria mais”, conta Rui Oliveira.

A prova de fundo para sub-23 é a próxima corrida do programa com participação portuguesa. Acontece nesta quinta-feira, com início às 8h00. A corrida terá 136,6 quilómetros, resultantes de dez voltas ao circuito de Plouay.

A Equipa Portugal será representada por Afonso Silva, Guilherme Mota, Miguel Salgueiro e Pedro Miguel Lopes.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

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