sexta-feira, 23 de agosto de 2019

“14.ª Volta a Portugal de Juniores”

Vitória belga não tira amarela a João Carvalho em Mêda

Por: José Carlos Gomes

O belga Tijs Verstappen (Maes CT Glabeek) venceu hoje a primeira etapa em linha da Volta a Portugal de Juniores, mas o português João Carvalho (Bairrada) segue de amarelo, após os 118,2 quilómetros que ligaram Celorico da Beira a Mêda.

O calor não inibiu os corredores de mexerem com a corrida. O belga Siebe Deweirdt (Maes CT Glabeek) atacou logo no início da jornada, pedalando largos quilómetros em solitário para vencer as duas metas volantes do dia. Mais adiante teve a companhia de João Silva (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact, Renan Quadri (Tensai/Sambiental/Santa Marta), Josep Tomás (Giménez Ganga/Primoti/Tocobike) e Manuel Barbosa (Fortunna/Maia).

Na única montanha do dia, João Silva atacou para passar na frente e vestir a camisola de melhor trepador. Alcançou esse objetivo, mas não foi muito mais longe, porque o pelotão absorveu todos os fugitivos a 20 quilómetros da meta.

O pelotão compacto foi sol de pouca dura. A cerca de 10 quilómetros da chegada atacaram cinco corredores, que discutiram entre eles a vitória, na longa reta em empedrado de Mêda. Tijs Verstappen foi o melhor, concluindo a tirada com 3h11m31s, menos 2 segundos do que Flávio Fernandes (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact) e menos 4 segundos do que Abner Umba (Team Ingenería de Vías/Monsalud), segundo e terceiro.

“A vitória de hoje deixa-me muito contente e, de certa forma, compensa-me do desapontamento de ontem, porque perdi muito tempo no prólogo por ter feito mal uma trajetória numa curva. Hoje ganhei e estou feliz por isso. Na etapa de amanhã ainda poderei ter uma palavra a dizer, mas não terei hipóteses na etapa de domingo, porque tem muita montanha e eu não sou propriamente um trepador”, admite Tijs Verstappen.

O pelotão gastou mais 28 segundos do que o vencedor e foi neste grupo que chegaram os principais candidatos à geral, entre os quais João Carvalho, que segurou a primazia na classificação geral. Fábio Fernandes (Efapel/Escola de Ovar) mantém a segunda posição, a 2 segundos, e Daniel Dias (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact) continua no terceiro posto, a 6 segundos.

“A etapa de hoje foi dura, devido ao calor e à distância. O ritmo não foi muito alto. Só perto do final houve algumas tentativas de marcar a diferença, mas a minha equipa esteve muito bem no controlo da corrida. Estou muito feliz por manter a camisola amarela. Vamos continuar a dar tudo, porque o nosso objetivo é sempre o mesmo: ganhar”, garante o primeiro da geral individual.

O vencedor da etapa de hoje comanda a classificação por pontos, Fábio Fernandes é o melhor júnior de primeiro ano e João Silva beneficiou da fuga para vestir a camisola da montanha. A Bairrada segue no topo da geral coletiva.

A segunda etapa corre-se neste sábado, ligando Figueira de Castelo Rodrigo ao Sabugal, através de um percurso de 130 quilómetros. A partida está marcada para as 12h00 e a chegada deverá acontecer depois das 15h30. Uma contagem de montanha de segunda categoria, em Águas Belas, a 8,3 quilómetros da meta, pode ser um convite para movimentações dos candidatos ao triunfo na Volta.

Fonte: FPC

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

“Dia 29 de setembro realiza-se o IRONMAN 70.3 Cascais”

No dia 29 de setembro chega o IRONMAN 70.3 Cascais que se prevê que supere o recorde de participantes.

Muito por causa do clima, da gastronomia, da paisagem, do ambiente acolhedor e também das excelentes condições para a prática desportiva, o número de estrangeiros que procura uma prova de triatlo no nosso país tem aumentado: o IRONMAN 70.3 não é exceção e todos os anos há milhares de atletas que preferem Cascais às inúmeras competições da marca distribuídas por todo o mundo.

Portugal lidera pela primeira vez o número de inscritos do IRONMAN 70.3 Cascais, o que comprova que há cada vez mais  atletas nacionais a participar em provas de longa distância. Ao todo, serão 3.000 participantes vindos das mais diversas regiões do mundo, o que representa um incremento relativamente ao ano passado. O Reino Unido é o segundo país mais representado até à data com 14% dos inscritos e Espanha está em terceiro lugar com 13%. O Brasil é o país não europeu com mais atletas na lista de participantes, representando 4% da percentagem total de estrangeiros.


O percurso no IRONMAN 70.3 Cascais

No segmento de natação os atletas darão uma volta de 1900 metros na baía de Cascais, seguidos de 90,1km de ciclismo e de 21,1km de corrida.

O percurso de ciclismo inicia no hipódromo em Cascais, entra pela Avenida Marginal na direção de Lisboa, com o retorno a ser feito em Alcântara e os atletas a regressarem também pela Marginal até ao Estoril. Sobem no Estoril pela Avenida dos Bombeiros Voluntários, passam na Avenida da República e na Avenida de Alcabideche entrando no centro de Alcabideche, Atrozela e acesso ao Autódromo do Estoril. Os atletas vão até ao Autódromo do Estoril, saem em direção à Estrada Nacional 9, acesso à EN 9-1, Estrada da Serra, Vale de Cavalos, Janes, Malveira da Serra, Arneiro, Biscaia, fazendo aqui o retorno, de onde descem de novo à Malveira da Serra, Guincho e Cascais, terminando no Hipódromo, onde se encontra o parque de transição.

A partir daqui os atletas passam para o último segmento de corrida, com duas de volta de percurso, que atravessa a vila de Cascais, entra na Marginal, vão até São Pedro, de onde regressam até à baía de Cascais para passarem a gloriosa meta.


Os triatletas federados estão isentos do seguro obrigatório

Os triatletas terão que estar obrigatoriamente cobertos pelo seguro desportivo previsto na lei (seguro de acidentes pessoais) no dia da prova; no caso dos atletas federados, estes deverão entregar um comprovativo que identifique a sua licença da sua Federação Nacional apresentando um documento com fotografia. Segundo o regulamento do IRONMAN 70.3 Cascais ‘é obrigatório que os atletas se identifiquem com a licença da sua Federação Nacional e documento com fotografia, por motivo de seguro e segurança dos próprios, para se acreditarem.’

Os atletas não licenciados ou sem a possibilidade de comprovar a validade deste documento terão que adquirir o seguro de um dia que tem o custo de 20€.

Os atletas que ainda não se tenham inscrito ou não tenham ainda pago este seguro de um dia, poderão federar-se na FTP aqui beneficiando do desconto de 50% na taxa de licenciamento  e ficando isentos do pagamento de 20 € (com as vantagens do atleta federação incluindo um seguro desportivo até 31 de dezembro de 2019).


Quem são os atletas nacionais que participam no IRONMAN 70.3 Cascais?

São muitos os atletas que irão alinhar à partida nesta prova que está quase a chegar, mas podemos desde já destacar a presença de alguns triatletas nacionais de referência na longa distância como Ana Filipa Santos, Vanessa Pereira ou Sérgio Marques, que têm alcançando resultados relevantes em competições semelhantes.

O treinador da FTP Lino Barruncho também irá participar neste triatlo de média distância, depois de uma carreira muito bem sucedida no Duatlo – – campeão do Mundo em 1996, vice-campeão em 2004 e vice-campeão europeu em 2002 e 2006. O seu objetivo é «qualificar-se no início de 2020 para experimentar o Campeonato do Mundo no Havai em outubro do mesmo ano e em 2021 participar novamente para vencer no meu grupo de idade».

Quanto ao percurso que os atletas terão de enfrentar Lino Barruncho afirma que é bastante exigente com exceção da natação. «O ciclismo torna-se duro quando chega ao Estoril na zona do Autódromo ou na Serra de Sintra. Estamos a falar de 950 metros de acumulado de subida em 90 quilómetros, é um percurso bastante exigente. E quem pensa que a marginal é plana, engana-se. São duas voltas com sobe e desce constante que, associado ao calor que se prevê em setembro, tornam a prova bastante dura».

No IRONMAN 70.3 Portugal-Cascais podemos contar também com a presença dos Iron Brothers, que se estrearam no triatlo em outubro de 2018, no My LX Triathlon Experience 2018, quando participaram juntos no triatlo super sprint que iniciou muitos triatletas na modalidade. Depois do triatlo de Oeiras em 2018, vai ser a estreia absoluta nesta distância e um enorme desafio para atletas e organização.

Os irmãos Miguel Ferreira Pinto e Pedro Ferreira Pinto (este último com paralisia cerebral) farão juntos a média distância com o objetivo de chegar à meta, mas, principalmente, de alcançar outra grande e grandiosa meta, que Pedro expressa da melhor forma: «Quero ajudar a minha escola a comprar carrinhas novas» esclarece o irmão mais novo, portador de paralisia cerebral, ao que Miguel complementa: «Quando as pessoas ouvem falar em IRONMAN pensam logo em superatletas e em dificuldade extrema. E penso que quanto maior a dificuldade, maior a atenção que se consegue captar. Por isso, o objetivo é ajudar a Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa com novos equipamentos através do destaque conseguido com este projeto desportivo.»
 

Os Campeões de Portugal são premiados

A organização do IRONMAN 70. Portugal-Cascais tem, desde o ano passado, um Troféu destinado a atletas de nacionalidade portuguesa. Na terceira edição do evento serão distinguidos os portugueses melhor classificados em prova, quer em termos absolutos – incluindo atletas profissionais – quer em grupos de idade.


O IRONKIDS chega no dia 28 de setembro

No dia 28 de setembro às 11h realiza-se o IRONKIDS, uma prova de Aquatlo que inclui um percurso de natação e outro de corrida com diferentes distâncias consoante cada escalão e idade, para crianças e jovens entre os 7 e os 15 anos.
 

Inscrições no IRONMAN 70.3 Cascais no site da organização aqui

Formação no dia 28 de setembro

A 28 de setembro, no dia anterior à prova IRONMAN 70.3, irão realizar-se duas formações contínuas de grande interesse para treinadores de longa distância.

De manhã, será abordado o tema «Nutrição para triatletas de Longa Distância» com a Dra. Catarina Oliveira, onde se focará a importância da suplementação e otimização de estratégias na performance em Longa Distância.

Da parte da tarde será abordado o tema «Treino de força e mobilidade para triatletas», com o prof. Paulo Gonçalves, focado na otimização da performance dos triatletas através do trabalho de força e mobilidade, que por vezes é descurado.

Cada uma destas ações de formação atribuirá 0,8 UC para a componente específica na revalidação da cédula de treinador de Triatlo e terão o custo único de 5€.

Fonte: FTP

“Conselho de Disciplina dá razão ao Benfica e atribui título na estafeta mista de triatlo”

Encarnados apresentaram recurso e desclassificação foi revogada

Por: Lusa

O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Triatlo deu provimento ao recurso do Benfica e revogou a desclassificação no Nacional de clubes de estafetas mistas, atribuindo o título aos encarnados.

"Acordam os membros deste Conselho de Disciplina em dar provimento ao recurso apresentado pelo Sport Lisboa e Benfica, revogando assim a decisão do Conselho de Arbitragem, que desclassificou a equipa do Sport Lisboa e Benfica, declarando-o campeão nacional de clubes de estafetas mistas", pode ler-se no comunicado emitido esta quinta-feira.

Em 24 de março, em Portimão, a equipa do Benfica, que tinha vencido a prova, foi desclassificada, por o seu atleta João Pereira ter perdido o seu dorsal durante a prova.

Os encarnados decidiram recorrer da decisão, considerando a mesma injusta e que abria um precedente para qualquer atleta que perdesse o seu dorsal durante a prova.

"Nenhuma regra diz que a não utilização de dorsal dá desclassificação direta. Diz sim, que o árbitro deve advertir o atleta, pedindo a correção da situação, advertência essa que foi feita na segunda transição, tendo o nosso atleta informado que o tinha perdido na água, pelo que lhe era impossível corrigir. Se o deixasse cair, por exemplo, o árbitro o advertisse e o atleta não o apanhasse, aí sim, faria todo o sentido a desclassificação", explicou o treinador benfiquista, João Mascarenhas.

Dois dias depois da desclassificação do Benfica na prova, a própria federação lusa anunciou a intenção de propor alterações ao regulamento técnico para "salvaguardar que o cumprimento desta regra tenha por fim exclusivo salvaguardar o princípio que está na sua génese [otimizar os processos de classificação, arbitragem e segurança, assim como a intencionalidade da infração]".

Na prova de Portimão, o Benfica foi o mais rápido entre as 22 equipas, mas foi penalizado com a desclassificação de João Pereira, o último dos elementos da formação lisboeta, que bateu ao sprint Alexandre Nobre (Portugal Talentus), por ter cruzado a meta sem o dorsal de identificação.

Fonte: Record on-line

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