quinta-feira, 22 de agosto de 2019

“Nélson Oliveira é o veterano do contingente português na Vuelta: «Vai correr tudo bem»”

Grupo de ciclistas lusos conta com três estreias

Por: Lusa

Foto: DR

Nélson Oliveira (Movistar) vai disputar a quinta Volta a Espanha, cuja 74.ª edição arranca no sábado, e é o mais experiente do contingente de cinco portugueses na prova, com três estreantes.

Além de Oliveira, que vai competir na 11.ª grande Volta da carreira, também vão correr a Vuelta este ano Rúben Guerreiro (Katusha Alpecin), Nuno Bico e Ricardo Vilela, ambos da Burgos-BH, e Domingos Gonçalves (Caja Rural-Seguros RGA).

O mais veterano do quinteto foi 21.º em 2015, então na Lampre-Merida, e tem sido em Espanha que tem tido as melhores prestações nas três principais corridas, com uma vitória em etapa em 2015.

"A minha função, mais uma vez, é trabalhar para os líderes [da equipa], é um trabalho que gosto bastante. Mas, se tiver uma oportunidade em algum dia, gostava de aproveitar. É um objetivo à parte, tudo depende do que a equipa queira", resume à Lusa o ciclista de 30 anos.

Especialista no contrarrelógio, o corredor natural de Anadia chega à Vuelta depois de correr a Volta a França, e mesmo tendo conseguido descansar e preparar a prova, o contrarrelógio da nona etapa, que termina em Pau, poderá ser uma opção "ou não, dependendo do corpo" e também "do que quer a equipa, que faça um bom crono ou que levante o pé para os dias seguintes".

A participação na prova espanhola costuma ser um bom presságio para os Mundiais, logo a seguir à corrida de 21 etapas, na qual foi quarto, no crono, em 2017, quinto em 2018 e sétimo em 2014, mas o ciclista alerta para o facto de nunca ter chegado à prova com duas grandes voltas nas pernas.

"Este ano será diferente. Não sei como vou acabar a Vuelta, em 2015 acabei bem e depois o crono não correu como queria. Espero estar com forças para chegar ao Mundial e tentar melhorar os resultados que tenho vindo a fazer", atira.

Outro dos repetentes na corrida espanhola é Ricardo Vilela, a caminho da terceira participação depois do 48.º lugar em 2015 e o 49.º de 2017, este ano na Burgos-BH, a formação de Nuno Bico que apostará nas fugas para se evidenciar.

Se Bico e Rúben Guerreiro, de 25 anos, e Domingos Gonçalves, de 30, se estreiam, Oliveira vai correr pela quinta vez a prova e alerta os novatos para as dificuldades que estão pela frente.

"Digo que tenham calma, porque são muitos dias. Se tiver de surgir uma oportunidade, ela aparece. Vai correr tudo bem", aconselha o homem da Movistar, que vê em "todos possibilidades de chegar a Madrid" e terminar a Volta a Espanha.

O desejo, assim, é "que tudo corra bem e que possam dar alegrias" a Portugal, um feito difícil "porque são só 21 dias e muitos deles têm vencedores repetidos", mas o "percurso duro como sempre" pode beneficiar os intentos lusos.

"Há muitas etapas onde a fuga pode chegar isolada, e os portugueses têm aí de tentar agarrar uma vitória, como me aconteceu em 2015. Espero que aconteça, com qualquer um de nós, ficava bastante contente", afiança.

Nélson Oliveira recordava o triunfo na 13.ª etapa da Vuelta, quando fez vingar uma fuga para se tornar no sétimo português a erguer os braços numa etapa da Volta a Espanha, em Tarazona.

O quinteto de portugueses que compete na 74.ª edição procurará repetir este feito, e antes deste o de Sérgio Paulinho (2006), Joaquim Agostinho (duas vezes em 1974 e uma em 1976), Alves Barbosa (1961), José Sousa Cardoso (1959), João Lourenço (duas em 1946) e João Rebelo (duas em 1945).

A 74.ª edição da Volta a Espanha em bicicleta arranca no sábado, com um contrarrelógio por equipas em Salinas de Torrevieja, terminando em 15 de setembro em Madrid.

Fonte: Record on-line

“Equipa Portugal/Portugal com Seleção jovem no Mundial de BTT”

Por: José Carlos Gomes

A Equipa Portugal compete, na próxima semana, com uma sub-23 e dois juniores no Campeonato do Mundo de BTT, que vai realizar-se no Mont-Saint-Anne, Quebeque, Canadá.

O selecionador nacional, Pedro Vigário, convocou a sub-23 Raquel Queirós (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão) e a júnior Ana Santos (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde) para as corridas de cross country olímpico (XCO), e o júnior Gonçalo Bandeira (Miranda Factory Team) para o Downhill (DHI).

“É uma seleção jovem, com atletas de primeiro ano nas respetivas categorias. São corredores que, ao longo de toda a época, têm conseguido bons desempenhos em provas internacionais. Será a estreia dos três em Campeonatos do Mundo e o momento para perceberem de que forma se posicionam entre os melhores corredores internacionais”, explica Pedro Vigário.

O BTT português estará ainda representado por Emanuel Pombo (Miranda Factory e-Team) e por Francisco Pardal (BlackJack Factory Team), que viajam pelas respetivas equipas. Ambos vão competir entre a elite de DHI e Emanuel Pombo vai ainda correr no Mundial de bicicletas elétricas.

O primeiro português a entrar em ação será Emanuel Pombo, que corre a prova de bicicletas elétricas, às 19h15 de quarta-feira. No dia seguinte é a estreia da Equipa Portugal, através da participação de Ana Santos no XCO de juniores femininas.

Sexta-feira é o dia de qualificações no DHI. Às 15h15 começa a descida de juniores, com Gonçalo Bandeira na lista de partida, e às 16h30 a de elite, com Emanuel Pombo e Francisco Pardal.

Raquel Queirós veste as cores nacionais no sábado, 31 de agosto, na corrida de XCO para sub-23 femininas.

As finais de DHI fecham o programa do Mundial, no domingo. Gonçalo Bandeira será o representante de Portugal na corrida de juniores, a partir das 14h30, enquanto Emanuel Pombo e Francisco Pardal alinham na descida de elite, a partir das 19h00.

(Horários de Portugal Continental)

Fonte: FPC

“Equipa Portugal/Gonçalo Carvalho melhor português na Volta a França do Futuro”

Por: José Carlos Gomes

Gonçalo Carvalho foi hoje o melhor português na sétima etapa da Volta a França do Futuro, uma ligação montanhosa de 103,5 quilómetros, entre Grésy-sur-Isére e La Giettaz, vencida pelo colombiano Harold Alfonso Tejada.

Como vem sendo habitual nesta edição da prova, a luta pela etapa ficou entregue a um grupo de fugitivos. A escapada decisiva surgiu a cerca de 60 quilómetros da meta, quando 11 corredores se juntaram em cabeça de corrida. Daí para diante, a dureza do percurso, com cinco prémios de montanha, fez a seleção, à frente e atrás.

Na dianteira, sobraram dois dos 11 fugitivos para discutir a tirada. O colombiano Harold Alfonso Tejada impôs-se diante do belga Mauri Vansevenant, tendo os dois cortado a meta com 2h52m32s. O francês Clément Champoussin, também integrante da fuga do dia, foi o terceiro, a 18 segundos.

No pelotão também se fez uma triagem de valores, com vários grupos a serem formados ao longo da viagem. A marcação entre os homens mais fortes do pelotão não foi, todavia, suficiente para evitar que a camisola amarela fosse parar ao corpo de um dos escapados.

Mauri Vansevenant é o novo comandante da geral. O segundo é o anterior primeiro classificado, o italiano Giovanni Aleotti, a 45 segundos. O terceiro, a 50 segundos, é o norueguês Tobias Foss.

A jornada da Equipa Portugal ficou marcada por mais uma queda de Guilherme Mota. O leiriense caiu logo nos quilómetros iniciais da etapa. Ainda conseguiu reentrar no pelotão, depois de trocar de bicicleta, mas pagou esse esforço mais adiante, descolando na montanha. O melhor português foi Gonçalo Carvalho, 26.º do dia, a 6m58s.

Na geral é também Gonçalo Carvalho o mais bem colocado da armada nacional. É o 44.º, a 33m18s. Seguem-se Guilherme Mota, 67.º, a 48m37s, Jorge Magalhães, 87.º, a 59m13s, e Francisco Campos, 111.º, a 1h23m06s. A Equipa Portugal mantém o 23.º lugar na geral coletiva.

A oitava etapa, a disputar nesta sexta-feira, terá apenas 23,1 quilómetros, sempre a subir, entre Brides-les-Baisn e Méribel Col de la Loze. Apesar da escassa quilometragem, não se trata de um contrarrelógio, mas de uma etapa em linha.

Fonte: FPC

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