quinta-feira, 15 de agosto de 2019

“Equipa Portugal/ Volta a França do Futuro”

Queda coletiva afeta Equipa Portugal

Por: José Carlos Gomes

A primeira etapa da Volta a França do Futuro ficou hoje marcada por uma violenta queda coletiva, que afetou três dos seis portugueses em prova, Afonso Silva, Guilherme Mota e Marcelo Salvador.

O acidente deu-se numa altura em que o pelotão tentava, desesperadamente, alcançar o dinamarquês Mathias Norsgaard Jorgensen, que viria a vencer em solitário, após uma fuga de 118 quilómetros, iniciada ao quilómetro 10 na companhia do esloveno Ziga Horvat, e concluída em solitário.

Depois de ter deixado a fuga ganhar uma vantagem que viria a revelar-se incontrolável, o pelotão arriscou na fase final dos 128,8 quilómetros, com partida e chegada em Marmande, acabando por deixar a corrida marcada por uma queda de grandes dimensões. 

Mathias Norsgaard Jorgensen triunfou, com 52 segundos de vantagem sobre o pelotão, comandado pelos britânicos Ethan Hayter e Thomas Pidcock. A queda deu-se fora da zona de proteção dos 3 quilómetros finais, mas, tendo em conta que envolveu mais de 30 corredores, a organização, em conjunto com o colégio de comissários optou por atribuir aos acidentados o mesmo tempo do pelotão principal.

Deste modo, toda a Equipa Portugal está a 52 segundos do camisola amarela, exceto Francisco Campos, 146.º, a 8m56s, porque já descolara no momento da queda. Gonçalo Carvalho é 51.º, Jorge Magalhães 84.º, Afonso Silva 129.º, Guilherme Mota 131.º e Marcelo Salvador 133.º.

Apesar de as perdas de tempo terem sido evitadas, as mazelas são uma realidade. Afonso Silva, Guilherme Mota e Marcelo Salvador, sempre acompanhados pelo médico da Equipa Portugal, Filipe Lima Quintas, estão a ser assistidos no hospital de Marmande. Só após avaliação clínica mais detalhada saberemos se os três ciclistas poderão continuar em prova.

A segunda etapa, nesta sexta-feira, será o primeiro grande teste à capacidade das 26 equipas participantes. Trata-se de um contrarrelógio coletivo de 32 quilómetros, entre Eymet e Bergerac, que marcará, por certo, diferenças significativas na classificação geral individual. Para a Equipa Portugal, muito marcada pela queda de hoje, será uma jornada de grande sacrifício.

Fonte: FPC

“Equipa Portugal/Diogo Narciso quinto na prova de scratch do Mundial”

Por: José Carlos Gomes

Diogo Narciso foi hoje o quinto classificado na prova de scratch do Campeonato do Mundo de Pista para Juniores, disputada em Frankfurt, Alemanha.

O corredor português viveu um dia intenso no velódromo de Oder, participando em duas provas de grande intensidade. Os 7,5 quilómetros da qualificação foram disputados à média de 56,962 km/h.  Os 10 quilómetros da final foram palco de uma corrida espectacular. Os ataques sucederam-se ao longo das 40 voltas.

Diogo Narciso esteve na frente numa altura em que o pelotão se partiu em dois, devido a essas movimentações. No entanto, não respondeu de imediato quando quatro corredores atacaram para ganhar uma volta ao pelotão e discutir entre eles as medalhas.

O representante da Equipa Portugal atacou, todavia, nas últimas cinco voltas, de modo a ser o melhor do pelotão. Com esta postura ativa a ofensiva, Diogo Narciso garantiu a quinta posição final. A vitória, à média de 54,628 km/h, foi para o dinamarquês Benjamin Hertz, seguido pelo colombiano Anderson Arboleda e pelo chileno Jacob Thomas Decar.

Com Diogo Narciso de regresso a Portugal, a representação lusa no Campeonato do Mundo de Pista fica exclusivamente a cargo de Daniela Campos. A jovem algarvia entra em ação às 9h00 de sexta-feira, no apuramento de omnium. Caso seja bem sucedida, competirá no concurso desta disciplina olímpica, entre as 10h30 e as 19h15.

O omnium é um conjunto de quatro provas, disputadas pela seguinte ordem: scratch, corrida tempo, eliminação e corrida por pontos. Nas três primeiras corridas, são atribuídos pontos mediante o lugar alcançado pelos corredores: 40 pontos ao primeiro, 38 ao segundo, 36 ao terceiro e assim sucessivamente.

Os ciclistas iniciam a corrida por pontos com os pontos obtidos pelo somatório dos resultados nas três provas anteriores. A corrida pontos desenrola-se normalmente e os pontos conseguidos na prova – sprints, voltas de avanço e voltas de atraso – são incorporados na classificação. A geral do omnium faz-se pela pontuação obtida por cada corredor no final da corrida por pontos.

Fonte: FPC

“Equipa Portugal/Daniela Campos sexta classificada em scratch”

Por: José Carlos Gomes

Daniela Campos estreou-se no Campeonato Mundial de Pista para Juniores, em Frankfurt, Alemanha, com a sexta posição na prova de scratch.

A corredora portuguesa, ainda júmior de primeiro ano, teve uma jornada preenchida. Ao início da tarde, participou na corrida de qualificação, apurando-se para a final.

Na corrida decisiva, Daniela Campos manteve-se sempre atenta no pelotão de 24 corredoras. O grupo não deu margem para o sucesso de qualquer fuga e foi compacto que discutiu as medalhas.

O sprint foi perturbado por uma queda, mas a boa colocação de Daniela Campos, perto da cabeça da corrida, evitou que a ciclista da Equipa Portugal fosse atingida pelo acidente.

Daniela Campos fechou a prova no quinto lugar, perto de um pódio que foi composto pela australiana Ella Sibley, vencedora, pela chilena Catallina Soto, segunda, e pela britânica Ella Barnwell, terceira. A corrida, com 7,5 quilómetros, disputou-se à média de 46,793 km/h.

Diogo Narciso será o representante português na competição masculina de scratch, marcada para esta quinta-feira. A qualificação está agendada para as 13h10, enquanto a final irá realizar-se às 16h50.

 

O que é a disciplina de scratch?

É uma prova em pelotão, cuja classificação é feita de acordo com a ordem de passagem na meta no final da corrida. No caso das juniores femininas, as séries de qualificação tiveram 5 quilómetros. A final teve 7,5 quilómetros, 30 voltas ao velódromo de Oder.

Fonte: FPC

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