segunda-feira, 5 de agosto de 2019

“O drama de Davide Cimolai: «A minha mulher trocou-me pelo chefe durante o Giro...»”

Ciclista da Israel Cycling Academy assume ter passado por um momento complicado

Por: Fábio Lima

Foto: Getty Images

Há uma semana, na Volta à Valónia, o italiano Davide Cimolai alcançou a sua terceira vitória da temporada, conseguindo um triunfo que serviu para o ciclista da Israel Cycling Academy 'encerrar' um capítulo complicado da sua vida e que se arrastava desde maio, altura em que disputou (e terminou) o Giro de Itália. A confissão foi feita pelo próprio italiano, que ao 'Tutto Bici' revelou que durante a prova transalpina a sua mulher lhe comunicou a sua vontade de terminar o casamento entre ambos, para assumir uma relação com o seu chefe.

"Voltar a pegar na bicicleta depois do Giro parecia impossível para mim. É difícil de imaginar e explicar tudo aquilo que passei, lidei e, acima de tudo, sofri. Dedico esta vitória aos meus amigos, porque estiveram a meu lado no momento mais difícil da minha vida", assumiu o ciclista de 29 anos após o triunfo da semana passada, em declarações na qual partilhou o seu drama pessoal.

"Estávamos juntos há seis anos e ela deixou-me pelo seu chefe. Não conseguem imaginar o esforço que tive de fazer para chegar ao final [do Giro] em Verona. Em outubro estava casado, muito apaixonado... Seis meses depois, quando estou a partir para disputar o Giro, a minha mulher diz-me que precisava de ficar sozinha, que necessitava de tempo e espaço para perceber o que sentia por mim. Estávamos juntos há seis anos...", lembrou o ciclista, que soube da decisão da sua esposa aquando do segundo dia de descanso do Giro'2019, a 27 de maio.

"Foi o pior dia da minha vida. Descobrir que a mulher que amas perdeu a cabeça pelo seu chefe... Chegar a Verona foi difícil, mas também gratificante, porque à chegada da Arena renovei o meu contrato com a equipa. As horas na bicicleta foram a parte menos dolorosa nessa última semana, porque estava a dormir umas três horas por noite", recordou Cimolai, que no Giro terminou em 130.º, a mais de cinco horas de Richard Carapaz.

Fonte: Record on-line

“81ª Volta a Portugal/Etapa da Volta”


Partida e chegada:

GUARDA

A CIDADE

A Guarda é a cidade escolhida para acolher Etapa da Volta Via Verde RTP 2019, evento que traz para dentro da maior prova de ciclismo a nível nacional todos os amantes deste desporto, proporcionando-lhes a experiência e as sensações vividas pelos ciclistas numa Etapa da Volta a Portugal.

​Como é hábito, a Etapa da Volta Via Verde RTP decorre durante o dia de descanso da grande competição, que na edição deste ano será a 6 de Agosto (terça-feira), permitindo à organização disponibilizar todas as estruturas e meios implicados na Volta a Portugal para este evento integralmente dedicado a todos os atletas amantes do ciclismo.

 A partida oficial será às 10h00 Jardim José de Lemos (Largo General Humberto Delgado) na Guarda.

Em 2019 os participantes terão uma etapa com uma distância aproximada de 70 km que os levará a alguns dos melhores cenários desta região serrana. Após um início rolante, os atletas irão descer pelo Vale da Ribeira da Teixeira, para visitarem a praia Fluvial de Valhelhas, banhada pelo Rio Zêzere. A partir daí seguem-se as contagens de montanha até à meta na cidade mais alta de Portugal, num percurso já bem conhecido pelos atletas profissionais da Volta a Portugal.

Como já é tradição neste evento, procurando oferecer aos atletas uma "pitada de competição", haverão sectores do percurso efectuados em "roda livre", permitindo apurar uma classificação final e atribuição de prémios para os mais rápidos. A partida e a chegada acontecerão na Guarda, a cerca de 1000 metros de altitude, no cenário da meta dos ciclistas profissionais da Volta a Portugal, que no dia anterior termina no mesmo local. Todos os participantes terão o seu tempo de prova cronometrado através de chip, sendo no final publicados os tempos de todos os atletas (com excepção dos participantes em bicicleta eléctrica).

Fonte: Podium

“Volta a Portugal/Di Basco regressa onde foi feliz”

Italiano ganhou duas etapas na Volta’95 e uma em 1996

Por: Pedro Filipe Pinto

Foto: João Fonseca

A Amore & Vita-Prodir é uma das equipas estrangeiras presentes nesta edição da Volta a Portugal. A constituição deste conjunto dever ser praticamente desconhecido para o público português, mas o diretor desportivo adjunto foi reconhecido desde o primeiro dia. Trata-se de Alessio di Basco, antigo sprinter italiano que festejou três vitórias na Portuguesa, duas em 1995 e uma em 1996, ficando também conhecido como o ‘pesadelo das meninas do pódio’.

Neste regresso a Portugal, o italiano, já com 54 anos, não poderia estar mais feliz, visto que a sua equipa já leva duas vitória. "Prometemos à nossa fornecedora de bicicleta, a Jorbi, que ganharíamos a primeira etapa em linha, porque é a que abre e que todas as equipas querem ganhar. Conseguimos com o Davide Appolonio e isso foi muito bom", refere a Record, mostrando-se ainda mais feliz com a vitória de Marco Tizza: "Eu quero sempre mais e aí está! Que grande vitória do Marco. Excelente não poderia estar mais feliz. Agora porque não mais uma? Vamos continuar a lutarpela melhor classificação possível na geral."

O mais bem colocado da equipa sediada na Letónia é Danilo Celano, corredor em quem Alessio di Basco deposita grandes expectativas: "Esteve muito bem na Torre. Está a crescer dia após dia e, por isso, temos a esperança de conseguir ganhar uma etapa com ele."


Amor pela Volta

Passados tantos anos depois da última participação na Volta a Portugal, Alessio di Basco não perdeu o amor por esta prova. No entanto, admite muitas mudanças. "Ganhei aqui em Portugal em 1995 e 1996. A Volta era uma corrida linda, fantástica, sempre gostei muito de correr aqui. Mas este ano percebo que mudaram algumas coisas, as pessoas, a corrida, as equipas… muitas coisas. Precisávamos de estar a falar muito tempo para te dizer todas as diferenças", afirma.


Escudeiro de Cipollini

As décadas de 80 e 90 foram ricas em sprinters de grande qualidade, com um especial destaque para Mario Cipollini. Di Basco foi companheiro do recordista de vitórias na Volta a Itália (42) na Saeco, nas temporadas 1996 e 1997, e lembra esses momentos. "Eu era um bom sprinter numa era de muitos sprinters excelentes! Havia o Sean Kelly, o Van Poppel, Cipollini… o Mario era de outro mundo e foi muito bom correr ao lado dele", conclui.

Fonte: Record on-line

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