domingo, 26 de agosto de 2018

“Volta a Portugal de Juniores Liberty Seguros”

João Macedo vence etapa e Ivan Cobo leva a Volta

Por: José Carlos Gomes

O português João Macedo (Sicasal/Liberty Seguros/Bombarralense) ganhou hoje a terceira e última etapa da Volta a Portugal de Juniores Liberty Seguros. O espanhol Ivan Cobo (Aseguras/Produque), terceiro na ligação de 113,5 quilómetros, entre Penamacor e Manteigas, conquistou a Volta.

A etapa-rainha ficou guardada para o último dia e não desiludiu, provocando nova reviravolta classificativa. O ponto decisivo foi a subida de primeira categoria para o Poço do Inferno, com o prémio de montanha colocado a 9,6 quilómetros da meta.

João Macedo atacou desde o sopé da subida, mas acabou por receber a companhia do colombiano Óscar Guzmán (Bairrada) e do espanhol Ivano Cobo. O trio entrou adiantado no último quilómetro, sempre a subir, com troços de grande inclinação.

O corredor da equipa bombarralense voltou a atracar e, desta vez, não teve oposição. João Macedo cortou a meta ao fim de 3h29m19s, deixando nas posições imediatas Óscar Guzmán, a 14 segundos, e Ivan Cobo, a 19 segundos.

“Um dos meus princípios é dar sempre luta. Partia com um atraso grande. Se quisesse recuperar, tinha de atacar no início da subida de primeira categoria. Isolei-me, mas acabei por ser ultrapassado, perto do alto, pelo corredor da Bairrada. Arrisquei na descida e juntei-me a ele, assim como o Ivan Cobo. Sentia-me o mais forte e ataquei logo no início do topo para a meta para tentar ganhar o máximo de tempo possível”, descreve João Macedo.

O terceiro lugar na etapa foi suficiente para que Ivan Cobo juntasse a Volta a Portugal de Juniores ao currículo. O corredor da Cantábria terminou a competição com 31 segundos de vantagem sobre João Macedo e com 59 segundos à melhor sobre Óscar Guzmán, que o acompanharam no pódio final. Guilherme Mota (Alcobaça CC/Crédito Agrícola), que iniciou a etapa de amarelo no corpo, acabou no sexto lugar.

“Sabíamos que era a etapa-rainha e que era preciso guardar forças para o Poço do Inferno, a subida mais dura. Era necessário impor um ritmo que deixasse o camisola amarela para trás. Isolei-me com outros dois corredores. Na chegada fiz o que pude que conquistar a Volta a Portugal”, explica Ivan Cobo.

João Macedo leva para casa as classificações de melhor júnior de primeiro ano e dos pontos. Óscar Guzmán foi coroado o melhor trepador, em igualdade pontual com Macedo, e o Sporting/Tavira/Formação Eng. Brito da Mana triunfou por equipas.

Fonte: FPC

“Vasco Vilaça alcança 5º lugar Taça da Europa de Székesfehérvar, na Hungria”

Realizou-se a 25 de agosto, na Hungria, a Taça da Europa que contou com a presença de quatro portugueses em prova.

Vera Vilaça na competição feminina e Vasco Vilaça, José Cabeça e Rafael Domingos na prova masculina foram os triatletas nacionais que marcaram presença nesta Taça da Europa em Székesfehérvar que decorreu ontem, dia 25 de agosto, na distância sprint.

A triatleta fez uma prova consistente, classificando-se na 30ª posição, terminando a competição em 01:03:01.

A competição foi ganha pela austríaca Sara Vilic, com 00:58:13, seguida de Jenny Manners, da Grã Bretanha, com 00:58:23 e a fechar o pódio ficou Margit Vanek, da Hungria, com 00:58:41.

José Cabeça e Rafael Domingos estiveram envolvidos em quedas de bicicleta, pelo que ficaram afastados da competição, embora José Cabeça tenha ainda conseguido terminar a prova.

Vasco Vilaça conseguiu um excelente 5º lugar, com o tempo de 00:51:48,  uma prova muito bem conseguida nos três segmentos, disputando os lugares do pódio, sempre na frente da competição.

Na opinião do triatleta do Benfica, a prova correu em geral muito bem: «Saí muito bem da água e acabei por fazer as duas primeiras voltas da bicicleta fugido na frente com o alemão Tim Hellwing, em 3º e 4º lugar. Acabamos por ser apanhados pelo pelotão. O pelotão era grande e infelizmente devido a erros táticos perdi muito tempo na segunda transição.»

Vasco estava bem posicionado, atrasou-se na segunda transição e depois recuperou muitos lugares no segmento da corrida

Vasco Vilaça passou muito tempo com uma lesão o que o condicionou principalmente na corrida, mas esta prova serviu também para perceber que essas limitações desapareceram. Depois de perder algum tempo na segunda transição e também muitas posições, Vilaça conseguiu ultrapassar muitos triatletas na corrida (de um triatlo sprint), alcançando um brilhante 5º lugar. «Depois de muitos meses lesionado e com limitações na corrida consegui finalmente voltar a estar entre os melhores corredores. Estou feliz com a minha prestação hoje e agora sei quais são os detalhes que tenho que trabalhar até ao Campeonato do Mundo» conclui o triatleta.

Na posição mais alta do pódio ficou o inglês Morgan Davies, com 00:51:19, o segundo classificado foi Lars Pfeifer, da alemanha, com 00:51:38 e em terceiro ficou o italiano Matthias Steinwander, com 00:51:45.

Segue-se para Vasco Vilaça a última etapa do Campeonato do Mundo de Juniores em Gold Coast, que irá decorrer entre 12 a 16 de setembro, com perspetiva de um excelente resultado, já que o triatleta alcançou o segundo lugar em 2017.

Fonte: FTP

“Equipa Portugal/João Almeida é o segundo melhor português de sempre na Volta a França do Futuro”

Por: José Carlos Gomes

João Almeida terminou hoje a Volta a França do Futuro na sétima posição, o segundo melhor resultado de sempre de um português na mais importante competição de sub-23 do Mundo, apenas superado pelo segundo lugar de Rui Costa em 2008.

A última e mais difícil etapa ligou Val d’Isère e Saint-Colomban-des-Villards, ao longo de 149,7 quilómetros de muita montanha, em plenos Alpes. A tirada foi palco para João Almeida colocar em prática as caraterísticas que o tornam um dos mais cobiçados sub-23 do pelotão internacional.

O corredor português teve o sangue-frio e a inteligência de corrida para nunca ir ao choque nos momentos em que os candidatos à camisola amarela promoveram mais fortes acelerações, nas três montanhas e nos mais de três mil metros de acumulado de subida.

Em contrapartida, João Almeida recorreu ao espírito de sacrifício para fazer as subidas mais duras no seu próprio ritmo, o que lhe valeu o sétimo lugar na etapa, apenas a 7 segundos do vencedor do dia, o suíço Gino Mäder.

Este desempenho na jornada mais exigente levou João Almeida ao sétimo lugar da geral final, a 2m35s do vencedor, o esloveno Tadej Pogacar. É o segundo melhor resultado de sempre de um corredor português na Volta a França do Futuro, superando a oitava posição de Joaquim Silva, em 2014, atrás do segundo lugar de Rui Costa, conquistado há dez anos.

Inicialmente, João Almeida foi dado como sexto classificado, mas foi alvo de uma penalização de 20 segundos por receber abastecimento fora da área permitida. “É uma grande injustiça e uma falta de respeito pelo trabalho do corredor. O João vinha a fazer um esforço imenso para se manter no grupo da frente. Há dezenas de quilómetros que não podíamos passar para a frente para lhe dar água. Só conseguimos chegar junto do corredor no sopé da última montanha. Ainda faltava quase meia hora de subida. Era impensável fazer o resto da etapa sem água. Penso que deveria haver outra compreensão, tendo em conta as condições em que a prova estava a desenrolar-se”, considera o selecionador nacional, José Poeira.


Apesar da penalização, que fez João Almeida perder uma posição, o balanço final é extremamente positivo. “A equipa esteve bem ao longo de toda a corrida. Nas etapas a rolar, discutimos os primeiros lugares. No contrarrelógio por equipas, defendemo-nos bem. Na montanha, fomos subindo, diariamente, na geral. Hoje toda a equipa fez um excelente trabalho para colocar bem o João Almeida, de forma a que ele entrasse bem colocado na montanha. Estão todos de parabéns”, conclui José Poeira.

Feitas as contas, o esloveno Tadej Pocagar ganhou a Volta a França do Futuro, com 1m28s de vantagem sobre o holandês Thymen Arensman e com 1m35s sobre Gino Mäder, segundo e terceiro, respetivamente.

João Almeida foi o melhor português, no sétimo lugar, a 2m35s. Marcelo Salvador foi o 46.º, a 30m59s, Tiago Antunes foi 61.º, 37m57s, Rui Oliveira foi 87.º, a 49m34s, André Ramalho 96.º, a 56m18s, e Ivo Oliveira 108.º, a 1h10m10s.

Rui Oliveira finalizou no terceiro lugar da classificação por pontos. A Equipa Portugal fechou a corrida no 13.º lugar coletivo, entre 26 equipas participantes.

Fonte: FPC

Ficha Técnica

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