sábado, 23 de julho de 2022

“Vingegaard: «Estamos totalmente limpos, todos! Têm de confiar em nós»”


Ciclista dinamarquês respondeu sem rodeios à questão. Van Aert falou numa "pergunta de merda" Vingegaard arriscou e quase foi ao solo no contrarrelógio

 

Por: Fábio Lima

É uma pergunta e dúvida recorrente, que está sempre no ar a cada ano, muito por culpa do passado sombrio que levou mesmo ao 'apagar' de vários campeões do Tour. Jonas Vingegaard e a sua Jumbo-Visma estão limpos e podem garantir que não recorreram a substâncias dopantes? A questão foi feita este sábado ao dinamarquês e a resposta do (futuro) vencedor da Volta à França foi clara.

"Estamos totalmente limpos, todos! E posso dizê-lo a todo vós. Nenhum de nós está a tomar coisas ilegais. Creio que somos tão bons pela preparação que temos. Levamos os estágios em altitude para outros níveis e tudo o resto. Os materiais, a comida, o treino. Creio que a equipa é a melhor. É por isso que têm de confiar em nós", disse o camisola amarela, sempre no seu tom super tranquilo.

Situação diferente foi quando Wout van Aert, o 'super combativo' deste Tour'2022, recebeu a mesma questão. "Não quero responder a essa questão. É uma pergunta de merda. Fazem-na sempre que alguém ganha o Tour... Quer dizer que agora, quando te exibes neste nível, temos sempre de nos defendermos? Não entendo. Trabalhámos imenso para isto e o ciclismo mudou. Não gosto de ter sempre de estar a responder a estas coisas. Temos de passar por testes todo o ano, não apenas no Tour, vão até às nossas casas. Não 'aterrámos' aqui vindos do nada", atirou o belga, que sai deste Tour como o ciclista que mais animou a corrida.

Fonte: Record on-line

“Geraint Thomas: «Estão sempre a falar da minha idade, mas é uma questão de estado de espírito»”


Ciclista britânico vai acabar em 3.º o Tour'2022 e não deixou de apontar aos críticos

 

Por: Lusa

Foto: EPA

Geraint Thomas venceu a idade e a desconfiança da INEOS para regressar ao pódio do Tour, com o ciclista britânico a defender que demonstrou merecer o terceiro lugar final da 109.ª edição.

"Estou super contente com este pódio. Estão sempre a falar da minha idade, 36 anos, mas penso que é uma questão de estado de espírito, vejam o Alejandro Valverde [de 42 anos]... Quando nos dedicamos de forma profissional, podemos conseguir. É quando perdermos o entusiasmo que temos de virar a página, o que ainda não é o meu caso", argumentou o galês.

Thomas vai terminar, no domingo, a 109.ª Volta a França no terceiro lugar, atrás dos miúdos Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) e Tadej Pogacar, que têm, respetivamente, menos 11 e 13 anos do que o ciclista da INEOS. "Demonstrei que tinha o meu lugar no pódio. Esta edição foi muito difícil. Quando vejo como o Pogacar e a Jumbo correram este ano... É a minha 12.ª Volta a França e não me recordo de ter visto o primeiro e segundo da geral sempre na frente, a fundo", elucidou.

O carismático G admitiu que gostaria de "ter atacado com mais frequência", mas não quis fazê-lo apenas "para aparecer na televisão": "Fi-lo na sexta-feira, pelos adeptos, mas não conseguia muito mais". "Os dois à minha frente são de outra geração, são incríveis. O Pogacar pode fazer tudo, é verdadeiramente incrível", elogiou o campeão de 2018 e 'vice' de 2019, atrás do companheiro Egan Bernal.

O regresso ao pódio de Thomas é também uma lição para a INEOS, que o deixou de fora do Tour'2020, protelou a renovação do seu contrato até ao final de dezembro, num braço de ferro para reduzir o papel (e o salário) do galês na equipa, e que o encarou como plano C na sua trilogia de líderes ao ponto de, depois do derradeiro dia de descanso e após o flop de Daniel Martínez e o fracasso de Adam Yates, ainda não assumir que ia apostar tudo no veterano.

"Sempre acreditei. Não houve muitas pessoas que o fizessem, para ser honesto. Tive um final de ano [de 2021] incrivelmente duro por diversas razões, mas sempre acreditei que ainda tinha pernas para fazer algo. Com estes dois [Vingegaard e Pogacar] à minha frente, não havia muito que pudesse fazer, mas é bom ser o melhor do resto", tinha assumido há dias numa entrevista ao site especializado Velonews, na qual reconheceu que a INEOS não partilhava o mesmo nível de crença quanto às suas possibilidades nesta edição.

Já em fevereiro, em entrevista à agência Lusa, G tinha apontado a presença no Tour como o seu principal objetivo para esta temporada, embora ressalvando não saber se seria um dos líderes da formação britânica.

Menosprezado pela equipa, pelos adeptos, e talvez até pelos seus adversários, Thomas afirmou-se, nesta Volta a França, como o segundo ciclista mais constante das últimas cinco edições da Grande Boucle, atrás apenas de Pogi o bicampeão que será no domingo destronado, subindo ao pódio em três ocasiões, todas elas em degraus diferentes.

"No próximo ano talvez seja o último do pelotão, tenho contrato até ao final [da época]. Na equipa, há outros mais jovens como Egan Bernal ou Tom Pidcock, que têm um grande futuro, mas uma coisa é correr para ganhar uma etapa, outra é para ganhar o Tour", diferenciou.

Fonte: Record on-line

“Julian Alaphilippe ganha primeira etapa da Volta à Valónia”


Ciclista francês foi mais forte no esforço final do que Alex Aranburu e Robert Stannard

 

Por: Lusa

O francês e bicampeão do mundo Julian Alaphilippe (Quick Step) ganhou este sábado a primeira de cinco etapas da Volta à Valónia, na Bélgica, concluindo os 173,85 quilómetros desde Temploux até ao Muro de Huy em 4:06.11 horas.

No esforço final, Alaphilippe foi mais forte do que o espanhol Alex Aranburu (Movistar) e do que o australiano Robert Stannard (Alpecin), ambos um segundo atrás na linha de meta.

Os portugueses Ivo e Rui Oliveira, com as camisolas da UAE, chegaram nas 97.ª e 98.ª posições, respetivamente 4.44 e 4.50 minutos depois de Alaphilippe.

Na classificação geral, o corredor gaulês, que falhou a Volta a França por não ter recuperado convenientemente de uma grave queda na clássica Liège-Bastogne-Liège, goza de cinco segundos de vantagem sobre Aranburu e de sete segundos para Stannard.

Ivo e Rui Oliveira seguem nos 97.º e 98.º postos, respetivamente a 4.54 e a cinco minutos exatos do topo da tabela.

No domingo, na segunda tirada, o pelotão vai ter 176,8 quilómetros para percorrer entre Verviers e Herve.

Fonte: Record on-line

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