sexta-feira, 25 de setembro de 2020

“Rádio Popular-Boavista quer discutir vitória na Volta a Portugal”


José Santos assume ambição para a prova

Por: Lusa

Foto: Facebook Rádio Popular Boavista

A Rádio Popular-Boavista quer estar na discussão da Volta a Portugal como em anos anteriores, apesar do número excessivo de quilómetros de contrarrelógio, assumiu José Santos.

"Em princípio, as perspetivas são as mesmas que as de anos anteriores. Não é por termos tido uma pandemia que serão diferentes. O Boavista, ao longo dos últimos anos, tem feito a sua Volta, tem estado sempre naquilo que chamamos a discussão da corrida, que é o que nos interessa", declarou à agência Lusa.

Destacando ter uma equipa "jeitosa e versátil, com bons ciclistas, nomeadamente João Benta, Luís Fernandes, Gonçalo Carvalho e o "explosivo e combativo" Alberto Gallego, que pode protagonizar o papel de animador de etapas, o mais antigo diretor desportivo nacional garantiu querer concentrar-se na luta pela geral, abdicando da revalidação do título da montanha, conquistado em 2019 pelo então axadrezado Luís Gomes.

"A montanha às vezes são situações de oportunidade: [entra numa] fuga, ganha pontos, e depois de ganhar pontos, concentra-se naquela classificação. Mas não será um objetivo que eu diga "'vamos para ganhar o prémio da montanha'". Se surgir a oportunidade, como surgiu no ano passado... Se um ciclista nosso entrar numa fuga e ganhar uns pontos, pois então podemos focar-nos nessa classificação. Agora, a priori, vamos partir para a primeira etapa com outro objetivo", explicou.

Para José Santos, esta Volta a Portugal "talvez seja um bocadinho diferente de anos anteriores, começa com as dificuldades e acaba com as facilidades". "Vamos ver como as coisas correm, depois do quarto dia não há muito espaço para dar a volta à corrida", considerou, antes de defender que, atendendo ao número de dias que a prova tem (nove, menos dois do que é habitual), ter duas etapas de contrarrelógio "não faz muito sentido".

"Depois, as dificuldades no início da Volta ainda menos sentido fazem, mas não podemos estar aqui a criar muitas dificuldades porque é uma Volta de exceção. E esperemos que para o ano tudo volte à normalidade", vincou.

O diretor da Rádio Popular-Boavista sublinhou que a edição especial da prova rainha do calendário nacional é "atípica" até pelo facto de começar com três chegadas em alto nas primeiras quatro etapas em linha.

"Se houvesse três ou quatro etapas com menos responsabilidade, que dessem para os ciclistas rolarem, se conhecerem, se compararem... Mais do que nunca, esta Volta teria que ter essa entrada. Esta entrada logo de morte, não é o melhor, seja para quem for. Até pode ser o melhor para nós, mas é uma autentica lotaria. Nós não temos competição, e entramos numa competição logo a matar... não me parece que seja a melhor solução, mas pelos vistos foi a única que foi possível", concedeu.

Segundo José Santos, a corrida, inicialmente prevista entre 29 de julho e 9 de agosto, e adiada devido à pandemia de covid-19, estar na estrada é uma questão de trabalho e de reconhecimento por um desporto que, "neste momento, em termos de notoriedade, é a segunda modalidade desportiva do país".

"Nem pensamos nisso. Sabemos que cada um tem de ter a sua responsabilidade, cada um é responsável por si. Naturalmente, por mais cuidados que as pessoas tenham, pode-se apanhar covid-19 em qualquer sítio. Mas, a priori, pelas condições e o grau de responsabilidade que foi exigido das pessoas nas provas que efetuámos até ao momento, leva-me a concluir que é capaz de correr tudo bem", respondeu quando questionado sobre a possibilidade de haver casos positivos do novo coronavírus na prova.

Rádio Popular-Boavista

Equipa: João Benta (Por), Hugo Nunes (Por), Gonçalo Carvalho (Por), Luís Fernandes (Por), Daniel Silva (Por), Alberto Gallego (Esp) e David Rodrigues (Por).

Diretor desportivo: José Santos.

Fonte: Record on-line

“Volta a Portugal arranca domingo: Todos contra todos e no final ganha a W52-FC Porto?”


Desde 2013 que ninguém consegue ‘travar’ a supremacia da equipa que, entretanto, se associou aos 'dragões'.

Fotos: Nuno Veiga/Lusa

Nem os efeitos da pandemia de COVID-19 parecem poder contrariar a hegemonia na Volta a Portugal da W52-FC Porto, que tem uma panóplia de líderes, além do ciclista João Rodrigues, para impedir o triunfo do ‘pretendente’ Joni Brandão.

Desde 2013 que ninguém consegue ‘travar’ a supremacia da formação baseada em Sobrado (Valongo) e, em ano de edição especial da prova rainha do calendário nacional, será difícil que tal venha a acontecer, apesar de Joni Brandão querer ‘vingar’ a dura derrota de 2019 e de os homens de Nuno Ribeiro terem sofrido um inesperado revés no último fim de semana, com as quedas de João Rodrigues e Amaro Antunes no Troféu Joaquim Agostinho.

É certo que o novo coronavírus, e a paragem competitiva por ele motivada, impediu os ‘dragões’ de ‘intimidarem’ os seus adversários ao longo da temporada, com exibições de força e poderio que fazem qualquer um hesitar antes de atacar na Volta a Portugal, no entanto, perspetivar um resultado final em que um dos seus líderes não seja o vencedor é quase uma ‘miragem’.

E eles são vários: o primeiro, inevitavelmente, é João Rodrigues, o campeão em título, que terá a previsível companhia do regressado Amaro Antunes, um espírito livre que já foi segundo em 2017, no seu último ano no pelotão nacional, e do veterano Gustavo Veloso, vencedor em 2014 e 2015 e terceiro classificado no ano passado.

A eles, juntam-se os suspeitos do costume, os antigos vencedores da prova Ricardo Mestre (2011) e Rui Vinhas (2016), além do eterno Samuel Caldeira e de Daniel Mestre, o dono da camisola por pontos da última edição, com todos focados num objetivo único: que a amarela final fique na equipa, independentemente de quem seja o vencedor.

Talvez seja esse o segredo do sucesso de uma W52-FC Porto que só encontra rival numa Efapel ‘super’ reforçada, apostada em levar Joni Brandão ao triunfo que lhe escapou em 2019, no contrarrelógio da última etapa, por apenas 27 segundos.

Num golpe de mestre, o mais consistente representante nacional nas últimas edições da Volta a Portugal não só ‘apetrechou’ a sua equipa, como também ‘roubou’ trabalhadores ao seu maior rival, contratando António Carvalho e César Fonte, ex-ciclistas dos ‘dragões’, além do experiente Tiago Machado e do explosivo Luís Mendonça, para tentar, finalmente, melhorar os segundos lugares conquistados em 2019, 2018 e 2015.

A obsessão de Brandão pode, contudo, esbarrar noutros aspirantes ao trono da W52-FC Porto: o incontornável Vicente García de Mateos (Aviludo-Louletano), terceiro em 2017 e 2018 e consideravelmente melhor contrarrelogista do que o chefe de fila da Efapel, o confiante Frederico Figueiredo (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel), vencedor do Troféu Joaquim Agostinho disputado no último fim de semana, ou o reaparecido Delio Fernández (Nippo Delko Provence), terceiro da edição de 2014 e quarto no ano seguinte.

Embora a vitória final seja, à partida, uma luta restrita entre estes corredores, os quase seis meses de paragem competitiva motivados pela pandemia poderão causar surpresas na edição especial da Volta a Portugal, com homens como João Benta (Rádio Popular-Boavista), Henrique Casimiro (Kelly-Simoldes-UDO), Joaquim Silva (Miranda-Mortágua), Ricardo Vilela (Burgos BH), ou até Alejandro Marque (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel), vencedor no distante ano de 2013, à espreita de uma oportunidade para brilhar entre Fafe, onde no domingo arranca a edição especial, e Lisboa, palco do contrarrelógio final, em 05 de outubro.

Fonte: Sapo on-line

“UM OUTONO DESPORTIVO COM SABOR A VERÃO!”


Por: Vasco Simões

Em outubro, os grandes eventos desportivos mundiais em direto continuam a proporcionar muitas horas de ação e entretenimento aos seus fãs. O ciclismo prepara-se para um mês único, como não há memória, com a Volta a Itália e a Volta a Espanha coladas durante seis dias de competição. Pelo meio realizam-se outras provas icónicas como a Liège-Bastogne-Liège, a Paris – Roubaix ou a Volta a Flandres. Algo absolutamente imperdível!

 

Pode ver na Eurosport:

 

Volta a Itália

3 a 25 outubro – Itália

 

Volta a Espanha

20 de outubro a 8 de novembro – Espanha

 

Liège-Bastogne-Liège

4 de outubro – Bélgica

 

De Brabantse Pijl / La Flèche Brabançonne

7 de outubro – Bélgica

 

Scheldeprijs / Grand Prix de l’Escaut

14 de outubro – Bélgica

 

Volta a Flandres

18 de outubro – Bélgica

 

Três Dias de Bruges - De Panne

21 de outubro – Bélgica

 

Paris-Roubaix

25 de outubro – França

 

Fonte: Discovery Networks

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