sábado, 14 de março de 2026

“Resultados 6ª etapa do Tirreno-Adriatico: Isaac del Toro vence com inteligência em Camerino e sela a vitória na geral”


Por: Miguel Marques

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A 6ª etapa do Tirreno-Adriatico foi ganha por Isaac del Toro, líder da corrida e o trepador mais forte da prova italiana. A UAE Team Emirates - XRG geriu a subida final para Camerino com frieza e, nas rampas muito íngremes do último esforço, o mexicano respondeu aos dois ataques de Giulio Pellizzari e seguiu isolado para vencer a etapa.

A sexta etapa partiu de San Severino Marche com uma fuga de grande qualidade: Gregor Mühlberger, Vincenzo Albanese, Clément Braz Afonso, Filippo Ganna, Walter Calzoni, Timo Kielich e Thomas Silva.

O pelotão enfrentou cedo a subida mais dura do dia, em Sassoletto, mas não houve tentativas de colocar Isaac del Toro sob pressão ou ataques vindos de trás. No circuito final, com quatro voltas que incluíam a ascensão principal a Camerino (3 km a 8,8%, com meta no topo), Braz Afonso e Mühlberger destacaram-se rapidamente do restante grupo da fuga e mantiveram uma margem estável sobre o pelotão.

A Visma mexeu após a penúltima passagem pela subida final e fracionou ligeiramente o pelotão, isolando Isaac del Toro no processo. Porém, faltou colaboração e o movimento arrefeceu, já que Wout van Aert não tinha pernas para acelerar em favor de Matteo Jorgenson. Vários corredores regressaram ao grupo rumo à última ascensão, enquanto a fuga foi neutralizada graças ao trabalho de Jan Christen.

Wout van Aert atacou antes do sopé da subida decisiva e, quando esta começou a 3 quilómetros da meta, foi Ben Healy a desferir o movimento certo, alcançando Van Aert e seguindo sozinho na frente. Atrás, Giulio Pellizzari atacou; Del Toro não reagiu de imediato, mas acabaria por fechar o espaço.

Michael Storer também tentou e, no troço plano entre as duas rampas mais íngremes dos 3 quilómetros finais, Pellizzari voltou a atacar, ganhando margem enquanto Del Toro, de novo, não respondeu na roda. A Uno-X assumiu então a perseguição no grupo. No último quilómetro, com pendentes muito altas, Del Toro acelerou para anular finalmente Pellizzari, apanhando Healy pelo caminho.

Matteo Jorgenson atacou na derradeira rampa, seguido por Del Toro; no sprint curto até à meta, foi o mexicano, de camisola azul, quem mostrou mais força e selou a vitória. Tobias Johannessen garantiu o segundo lugar, com Matteo Jorgenson a fechar o pódio.

“Prova de Abertura rima com Santi Mesa: terceira vitória para o colombiano”


Foto: Rodrigo Rodrigues / FPC

Santi Mesa voltou a ser o mais rápido na Prova de Abertura - Região de Aveiro. O ciclista da Anicolor/Campicarn foi o mais forte no sprint final na chegada a Ovar, tendo batido Nicolás Tivani (Aviludo-Louletano-Loulé) por muito pouco, num triunfo que necessitou de confirmação no photo finish.

Foi a terceira vitória na Prova de Abertura - Região de Aveiro para o sprinter colombiano, cujo domínio é ainda mais impressionante se tivermos em conta que venceu três das últimas quatro edições.

"É a terceira vez que ganho a Prova de Abertura e é uma corrida que já tinha em na cabeça para vencer. É sempre bonito ganhar no início da época, sendo que já estive perto na semana passada e no Algarve bati-me com os melhores do Mundo. Estou numa equipa vencedora e acredito que vai ser um ano muito bom, com muitas vitórias", referiu Santi Mesa no final da prova.

A corrida contou com 140 corredores à partida, em Ílhavo, e começou com vários ataques na fase inicial. A fuga do dia porém, formou-se apenas ao fim de cerca de 40 quilómetros. O grupo de cinco fugitivos era composto por Cláudio Leal (Aviludo-Louletano-Loulé), Lucas Lopes (Efapel Cycling), André Ribeiro (GI Group Holding-Simoldes-UDO), João Almeida (Porminho Team Sub-23) e Christopher Morales (Supermercados Froiz).

O quinteto atingiu uma vantagem máxima na ordem dos dois minutos e meio, altura em que se começou a desfazer de forma progressiva. O trabalho na frente e o ritmo do pelotão foram reduzindo a margem, criando sucessivos grupos intermédios e novas tentativas de contra-ataque, num período em que a corrida esteve permanentemente em reorganização.

O único fator que não se alterava era Lucas Lopes. O ciclista da Efapel foi um dos protagonistas do dia, resistindo à aproximação do pelotão até ao limite, mesmo depois de ficar isolado na frente de corrida. As forças, porém, acabar-se-iam na aproximação à última meta particular, em Salreu, quando faltavam cerca de 30 quilómetros para a meta.

A partir daí, apesar de algumas tentativas, o pelotão seguiu compacto até à discussão final ao sprint, na Avenida da Régua, em Ovar. Santi Mesa foi o mais rápido, ao fim de 3h47m26s, tendo batido Nico Tivano ao milímetro. O pódio ficou completo com Gabriel Baptista (Technosylva Rower Bembibre), o melhor sub-23 em prova.

Nas classificações coletivas, nota de destaque para a Feira dos Sofás-Boavista, líder na classificação por equipas, e para a Technosylva Rower Bembibre, a melhor entre as equipas de clube.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Estala o verniz entre Jonas Vingegaard e João Almeida: "Não se deve atirar pedras quando se tem telhado de vidro..."


Por: Miguel Marques

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A troca de palavras entre Jonas Vingegaard e João Almeida voltou a ganhar destaque no pelotão internacional. O dinamarquês respondeu às críticas anteriormente deixadas pelo corredor português sobre a forma como a Team Visma | Lease a Bike gere situações de doença ou quedas na preparação dos seus líderes.

A origem do episódio remonta à Volta ao Algarve. Na altura, Almeida falou ao site dinamarquês Feltet e comentou a decisão de Vingegaard de abdicar da participação no UAE Tour para recuperar de uma queda e de problemas de saúde ocorridos durante a pré-época.

"Tendo a achar que o Jonas e a sua equipa têm o hábito de exagerar um pouco as coisas", afirmou Almeida na altura. "Penso que é normal ficar doente ou ter uma pequena queda, e não creio que isso tenha um grande impacto na preparação".

Entretanto, o rumo dos acontecimentos acabou por inverter a situação. O próprio ciclista português foi obrigado a falhar o Paris-Nice devido a doença, circunstância que levou Vingegaard a reagir às palavras anteriormente proferidas.

"Tenta-se sempre que tudo seja perfeito. Mas agora acontece o mesmo ao contrário. Por isso, não se deve atirar pedras quando se tem telhado de vidro", disse o dinamarquês ao mesmo portal, em declarações citadas pelo Jornal a Bola, assumindo que se referia diretamente ao abandono do corredor luso da prova francesa: "Sim, na verdade".

Este não é, contudo, o primeiro momento de tensão entre os dois corredores. Na última edição da Volta a Espanha, onde ambos discutiram a classificação geral, Almeida mostrou-se incomodado com aquilo que considerou ser falta de colaboração por parte de Vingegaard durante a sétima etapa.

"Ele não tinha realmente de puxar, por isso eu percebo", disse o português após a etapa. "Mas é o que é. Acho que ele não puxa muitas vezes, pois não?"

Apesar da troca de críticas, os dois ciclistas irão voltar a medir forças em breve. Tudo indica que estarão entre os protagonistas da próxima Volta a Catalunha e, mais tarde, na Volta a Itália. Para Vingegaard, a corrida italiana representará a estreia numa grande Volta transalpina, enquanto Almeida tentará melhorar o terceiro lugar alcançado em 2023, atrás de Primoz Roglic e Geraint Thomas, além de recordar a longa passagem pela liderança na edição de 2020.

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