sábado, 14 de março de 2026

“Prova de Abertura rima com Santi Mesa: terceira vitória para o colombiano”


Foto: Rodrigo Rodrigues / FPC

Santi Mesa voltou a ser o mais rápido na Prova de Abertura - Região de Aveiro. O ciclista da Anicolor/Campicarn foi o mais forte no sprint final na chegada a Ovar, tendo batido Nicolás Tivani (Aviludo-Louletano-Loulé) por muito pouco, num triunfo que necessitou de confirmação no photo finish.

Foi a terceira vitória na Prova de Abertura - Região de Aveiro para o sprinter colombiano, cujo domínio é ainda mais impressionante se tivermos em conta que venceu três das últimas quatro edições.

"É a terceira vez que ganho a Prova de Abertura e é uma corrida que já tinha em na cabeça para vencer. É sempre bonito ganhar no início da época, sendo que já estive perto na semana passada e no Algarve bati-me com os melhores do Mundo. Estou numa equipa vencedora e acredito que vai ser um ano muito bom, com muitas vitórias", referiu Santi Mesa no final da prova.

A corrida contou com 140 corredores à partida, em Ílhavo, e começou com vários ataques na fase inicial. A fuga do dia porém, formou-se apenas ao fim de cerca de 40 quilómetros. O grupo de cinco fugitivos era composto por Cláudio Leal (Aviludo-Louletano-Loulé), Lucas Lopes (Efapel Cycling), André Ribeiro (GI Group Holding-Simoldes-UDO), João Almeida (Porminho Team Sub-23) e Christopher Morales (Supermercados Froiz).

O quinteto atingiu uma vantagem máxima na ordem dos dois minutos e meio, altura em que se começou a desfazer de forma progressiva. O trabalho na frente e o ritmo do pelotão foram reduzindo a margem, criando sucessivos grupos intermédios e novas tentativas de contra-ataque, num período em que a corrida esteve permanentemente em reorganização.

O único fator que não se alterava era Lucas Lopes. O ciclista da Efapel foi um dos protagonistas do dia, resistindo à aproximação do pelotão até ao limite, mesmo depois de ficar isolado na frente de corrida. As forças, porém, acabar-se-iam na aproximação à última meta particular, em Salreu, quando faltavam cerca de 30 quilómetros para a meta.

A partir daí, apesar de algumas tentativas, o pelotão seguiu compacto até à discussão final ao sprint, na Avenida da Régua, em Ovar. Santi Mesa foi o mais rápido, ao fim de 3h47m26s, tendo batido Nico Tivano ao milímetro. O pódio ficou completo com Gabriel Baptista (Technosylva Rower Bembibre), o melhor sub-23 em prova.

Nas classificações coletivas, nota de destaque para a Feira dos Sofás-Boavista, líder na classificação por equipas, e para a Technosylva Rower Bembibre, a melhor entre as equipas de clube.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Estala o verniz entre Jonas Vingegaard e João Almeida: "Não se deve atirar pedras quando se tem telhado de vidro..."


Por: Miguel Marques

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A troca de palavras entre Jonas Vingegaard e João Almeida voltou a ganhar destaque no pelotão internacional. O dinamarquês respondeu às críticas anteriormente deixadas pelo corredor português sobre a forma como a Team Visma | Lease a Bike gere situações de doença ou quedas na preparação dos seus líderes.

A origem do episódio remonta à Volta ao Algarve. Na altura, Almeida falou ao site dinamarquês Feltet e comentou a decisão de Vingegaard de abdicar da participação no UAE Tour para recuperar de uma queda e de problemas de saúde ocorridos durante a pré-época.

"Tendo a achar que o Jonas e a sua equipa têm o hábito de exagerar um pouco as coisas", afirmou Almeida na altura. "Penso que é normal ficar doente ou ter uma pequena queda, e não creio que isso tenha um grande impacto na preparação".

Entretanto, o rumo dos acontecimentos acabou por inverter a situação. O próprio ciclista português foi obrigado a falhar o Paris-Nice devido a doença, circunstância que levou Vingegaard a reagir às palavras anteriormente proferidas.

"Tenta-se sempre que tudo seja perfeito. Mas agora acontece o mesmo ao contrário. Por isso, não se deve atirar pedras quando se tem telhado de vidro", disse o dinamarquês ao mesmo portal, em declarações citadas pelo Jornal a Bola, assumindo que se referia diretamente ao abandono do corredor luso da prova francesa: "Sim, na verdade".

Este não é, contudo, o primeiro momento de tensão entre os dois corredores. Na última edição da Volta a Espanha, onde ambos discutiram a classificação geral, Almeida mostrou-se incomodado com aquilo que considerou ser falta de colaboração por parte de Vingegaard durante a sétima etapa.

"Ele não tinha realmente de puxar, por isso eu percebo", disse o português após a etapa. "Mas é o que é. Acho que ele não puxa muitas vezes, pois não?"

Apesar da troca de críticas, os dois ciclistas irão voltar a medir forças em breve. Tudo indica que estarão entre os protagonistas da próxima Volta a Catalunha e, mais tarde, na Volta a Itália. Para Vingegaard, a corrida italiana representará a estreia numa grande Volta transalpina, enquanto Almeida tentará melhorar o terceiro lugar alcançado em 2023, atrás de Primoz Roglic e Geraint Thomas, além de recordar a longa passagem pela liderança na edição de 2020.

“Resultados 7ª etapa do Paris-Nice 2026: Dorian Godon vence etapa encurtada, queda assusta Vingegaard no final”


Por: Miguel Marques

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A sétima etapa do Paris-Nice estava desenhada para a montanha, tida por muitos como a etapa rainha, mas acabou reduzida a 47 quilómetros em falso plano e um pelotão gelado. Nem todos lamentaram. A INEOS Grenadiers tirou partido do cenário e lançou Dorian Godon para a sua primeira vitória com as cores da equipa.

A etapa decidiu-se, em grande medida, antes do tiro de partida. Na noite anterior, foi suprimida a chegada em alto a Auron, encurtando o traçado para 120 quilómetros devido à previsão de forte nevão e temperaturas muito baixas. Ainda assim, não bastou e, esta manhã, novo briefing cortou a jornada para apenas 47 quilómetros, pelo vale e com final num falso plano ascendente em Isola. Mesmo assim, correu-se sob chuva, neve e muito frio.

Tim Marsman, da Alpecin-Premier Tech, atacou logo ao início e formou a fuga do dia, mas seguiu isolado durante todo o esforço e, quando o pelotão acelerou a sério, o neerlandês ficou sem qualquer hipótese.

Nicolas Vinokourov ainda tentou mexer nos últimos 10 quilómetros, mas a iniciativa durou pouco. A 3 quilómetros da meta, um dos favoritos a um bom resultado, Vito Braet, caiu. Outra queda envolveu Harold Tejada, vencedor de ontem, já dentro dos 3 quilómetros finais. Jonas Vingegaard terá ficado cortado, mas não foi ao chão, o tempo perdido não será contabilizado para a geral por se encontrarem na zona de proteção. Na frente, a INEOS Grenadiers comandou o lançamento e o campeão nacional francês Dorian Godon concluiu com autoridade. Biniam Girmay e Cees Bol foram segundo e terceiro, respetivamente.

Ficha Técnica

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