sexta-feira, 7 de novembro de 2025

“Médico da Efapel reage às declarações de Maurício Moreira: “Não se trata de defesa, mas de um direito à verdade”


Por: Carlos Silva

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

O médico da Efapel Cycling, Dr. Benjamim Carvalho, reagiu publicamente através das redes sociais às recentes declarações de Maurício Moreira, proferidas numa entrevista dada ao Cycling District e publicada pelo site Ciclismo Atual. Na resposta, o médico lamenta aquilo que considera uma “narrativa desonesta e profundamente injusta” e afirma que só intervém “em defesa do bom nome”, sublinhando que fala “a título pessoal” e não em nome da equipa.

“Sou médico e, como tal, vinculado ao segredo profissional o qual respeito e respeitarei sempre. Mas também sou cidadão, e como qualquer cidadão, tenho direito ao meu bom nome, sobretudo quando o direito é justo”, escreveu Benjamim Carvalho, explicando que se sente obrigado a responder à entrevista de Mauricio Moreira, não por defesa, mas “por um direito à verdade”.

Segundo o médico, as palavras do ciclista, que descreveu a equipa como “uma corja de incompetentes e malfeitores”, causaram-lhe “revolta e incómodo psicológico”. O Dr. Benjamin Carvalho refuta categoricamente as acusações, dizendo que a entrevista “apresenta uma visão distorcida dos factos” e que o discurso do ciclista uruguaio ignora os danos provocados pela sua própria atitude dentro da equipa.

“Talvez devesse ter falado, também, dos transtornos psicológicos, sociais e materiais que a sua atitude causou à equipa”, observou o médico, antes de questionar a veracidade das alegações clínicas e de performance mencionadas por Mauricio Moreira.

 

“A parte clínica, a mim pertence”

 

No texto publicado no Facebook, o Dr. Benjamim Carvalho clarifica o seu papel dentro da estrutura da Efapel. “A avaliação da forma física compete ao orientador físico e ao diretor desportivo, não a mim. A parte clínica, a mim pertence, e dessa parte, nada tenho a acrescentar a não ser que, se for da coragem e da vontade do próprio, seria interessante que apresentasse ao jornal onde foi entrevistado o seu histórico clínico, desde a pré-contratação até à rescisão.”

O médico desafia ainda Maurício Moreira a tornar públicos os alegados testes de performance e resultados físicos de que fala na entrevista: “Seria bom que também os mostrasse pois, pelo que sei, não eram do conhecimento da equipa.” O médico acrescenta que o que estava documentado internamente eram “incapacidades e desistências ao longo da época, algumas muito próximas da Volta a Portugal”.

 

“Tenho nome”

 

O tom da resposta endurece quando o médico se dirige diretamente ao ciclista: “Espero, portanto, que Maurício Moreira apresente o seu relatório clínico, se assim o entender. Que mostre os testes de performance que diz possuir. E que tenha a coragem de nomear os tais ‘incompetentes’ que, segundo ele, o teriam prejudicado. De minha parte, não lhe rogo proteção. Se a mim se refere, tenho nome.”

Apesar da dureza das palavras, o Dr. Benjamim Carvalho termina com uma nota de aparente serenidade: “Quanto ao seu futuro que lhe corra bem - sinceramente - desejo apenas que os seus eventuais êxitos venham corroborar toda a narrativa que construiu. Mas que não atire areia para os olhos de quem apenas procurou fazer o seu trabalho com profissionalismo e respeito.”

Na parte final do texto, o médico conclui com ironia: “Volto ao princípio: se sofre de dissonância cognitiva - e não estou a ser cínico - recomendo que tente regressar à realidade. Se for malvadez, então, talvez um bom mentor espiritual possa ajudá-lo a reencontrar o caminho da bondade.”

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“Sprinter da Alpecin muda de foco e sonha com a Paris-Roubaix "O Pogacar é imbatível, mas..."


Por: Carlos Silva

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

Depois de uma época marcada tanto pelo sucesso como pela turbulência, Jasper Philipsen prepara-se para redefinir a sua identidade como ciclista. O belga da Alpecin-Deceuninck, em declarações ao Tutto Bici Web após terminar o seu ano no Critérium de Singapura, admitiu que o seu foco está a mudar dos sprints em pelotão compacto para o terreno brutal e imprevisível das Clássicas da primavera.

“A equipa está a tentar orientar-me mais para as Clássicas, especialmente no início da época”, explicou Philipsen. “Naturalmente isso significa concentrar-me menos nos sprints puros, mas isso não é um problema. Lutar por vitórias em corridas com que eu sonho, como a Roubaix, é algo especial.”

 

Uma nova identidade para um sprinter maduro

 

Aos 27 anos, Philipsen entra numa fase da carreira em que muitos ciclistas procuram reinventar-se. Conhecido pela sua aceleração letal e resistência, o belga reconhece que chegou a um ponto em que as margens de progresso são pequenas, mas ainda acredita poder evoluir.

“Tentamos sempre melhorar, mas quando chegamos a um certo nível, os ganhos são menores”, confessou. “Já não é como quando se tem 15 anos e se pode acrescentar 20 watts todos os anos. Agora trata-se de afinar o motor e encontrar pequenas melhorias.”

Essa evolução poderá transformá-lo de um dos melhores sprinters do mundo num ciclista capaz de lutar por vitórias nas corridas de um dia mais duras do calendário. “É um bom desafio”, afirmou. “Ganhar sprints em pelotão compacto é uma coisa, mas lutar pela vitória nas maiores corridas de um dia é uma sensação completamente diferente.”

 

Derrotar Pogacar: o enigma das Clássicas

 

Entre os rivais que podem travar o sonho de Philipsen está Tadej Pogacar, cuja estreia na Paris-Roubaix em 2025 surpreendeu o pelotão. O belga reconhece o talento do esloveno, mas acredita que o coletivo da Alpecin-Deceuninck pode ser a chave.

“Não nos concentramos muito nos rivais, mas se o Tadej estiver na linha de partida, é obviamente um dos favoritos, seja numa Clássica plana ou montanhosa”, analisou. “Ele é quase imbatível, mas com a nossa equipa e com o Mathieu van der Poel, temos força para jogar uma carta como equipa e tentar vencê-lo.”

Philipsen sublinha a importância do espírito coletivo, sobretudo ao lado do campeão do mundo. “Com o Mathieu lá, sabemos que podemos tornar a corrida agressiva e imprevisível. É nessa altura que estamos no nosso melhor.”

 

A velocidade ainda corre nas veias

 

Apesar das novas ambições, Philipsen não tenciona abandonar o seu território natural: as chegadas rápidas. A Volta a França continua a ser o ponto alto da sua temporada e o seu principal objetivo competitivo.

“A A.S.O. tenta sempre tornar a corrida mais emocionante. Estas alterações significam que há mais cenários possíveis, desde um sprint compacto a ataques tardios. Vai tornar as etapas mais abertas e mais interessantes.”

Tendo já vestido a Camisola Amarela na Volta a França e a vermelha na Volta a Espanha, o belga procura agora combinar a sua potência de sprinter com a versatilidade necessária para brilhar nas Clássicas empedradas.

A campanha de 2026 promete ser o início de uma nova fase para Jasper Philipsen – menos previsível, mais versátil e, talvez, mais completa. O belga sabe que o sucesso nas Clássicas exige mais do que força bruta: requer posicionamento, resistência e uma mentalidade táctica afiada.

“O ciclismo tem sempre a ver com paixão e emoção. É isso que nos faz seguir em frente, seja qual for o objetivo”, concluiu.

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“FIGUEIRA CHAMPIONS CLASSIC - CASINO FIGUEIRA 2026”


4.ª Edição da Figueira Champions Classic / Casino Figueira promete ser a mais competitiva de sempre

 

A Figueira da Foz volta a afirmar-se como palco de excelência do ciclismo internacional. A 4.ª edição da Figueira Champions Classic / Casino Figueira, que integra o calendário UCI ProSeries, promete ser a mais competitiva de sempre, com um pelotão de luxo que já conta com 8 equipas World Tour confirmadas — o número mais elevado até à data.

O objetivo da organização é alcançar o total de 12 formações World Tour e 6 equipas Continental Pro, o que permitirá atingir o número máximo regulamentar de 25 equipas à partida.


Este aumento da competitividade resulta também de uma nova norma da UCI, que obriga à participação das cinco primeiras equipas do ranking entre as formações Continental Pro em todas as provas do escalão Pro Series. Esta exigência traz um desafio adicional à organização, que reconhece que algumas equipas portuguesas poderão ver limitada a sua participação.

Ainda assim, a organização da Figueira Champions Classic sublinha que tudo fará para garantir a presença do pelotão nacional, proporcionando às equipas portuguesas a oportunidade de competir lado a lado com as melhores equipas e ciclistas do mundo.

A Figueira Champions Classic / Casino Figueira volta assim a consolidar-se como uma das provas mais prestigiadas e aguardadas do calendário internacional, reforçando o estatuto da Figueira da Foz como cidade de referência no panorama do ciclismo profissional.

Fonte:  Clube Desportivo Fullracing

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