domingo, 31 de agosto de 2025

“Arnaud De Lie vence ao sprint uma emocionante Clássica de Bretanha 2025”


Por: Carlos Silva

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

O “Touro de Lescheret” está de volta. Arnaud De Lie conquistou este domingo a Clássica da Bretanha 2025, impondo-se num sprint caótico em Plouay diante de Emilien Jeannière e Olav Kooij, confirmando o seu regresso à melhor forma depois de meses marcados por lesões e contratempos.

 

Fuga anulada cedo pelo pelotão

 

A corrida começou animada com um quinteto na dianteira: Lewis Askey (Groupama-FDJ), Silvan Dillier (Alpecin-Deceuninck), Óscar Rodríguez (INEOS Grenadiers), Iker Mintegi e Andoni López de Abetxuko (ambos da Euskaltel-Euskadi). No entanto, a aventura não durou muito: a 94 quilómetros do fim, o pelotão já tinha neutralizado a escapada.

A partir daí, sucederam-se ataques, mas só Kasper Asgreen conseguiu realmente escapar. O dinamarquês abriu mais de um minuto e meio, mas acabou por ser alcançado a 35 km da meta, quando a corrida entrou na sua fase decisiva.

 

Ataques, contra-ataques e um sprint inevitável

 

Nos últimos 30 quilómetros, a prova entrou em ebulição. Um grupo de oito homens, com Brandon McNulty, Aleksandr Vlasov, Simone Velasco, Quinten Hermans, Krists Neilands, Mauro Schmid, Ewen Costiou e Alexandre Delettre, ameaçou partir a corrida, mas a iniciativa não vingou.

Já dentro dos 5 quilómetros finais, novo quarteto tentou a sorte: McNulty, Maxim Van Gils, Valentin Madouas e Louis Barré chegaram a ter cerca de 20 segundos de vantagem, mas foram apanhados já sobre o quilometro final, preparando o terreno para um sprint explosivo.

 

De Lie não perdoa

 

Com o pelotão compacto, De Lie posicionou-se na perfeição e arrancou com potência irresistível, deixando Jeannière e Kooij sem resposta. Para o belga da Lotto, foi mais do que uma vitória: foi a confirmação de que voltou ao nível que o tornara uma das maiores promessas do ciclismo mundial.

Pode visualizar este artigo em: https://ciclismoatual.com/ciclismo/arnaud-de-lie-vence-ao-sprint-uma-emocionante-classica-de-bretanha-2025

“Beatriz Guerra foi a melhor representante nacional no último dia da Taça do Mundo de BTT”


Beatriz Guerra foi, este domingo, 34.ª classificada em Les Gets no XCO Sub-23 feminino. A algarvia de Quarteira foi a representante nacional com melhor registo no último dia de competição.

Numa jornada dedicada ao Cross-Country Olímpico (XCO), Beatriz Guerra terminou a corrida a 9m37s da vencedora. A italiana Valentina Corvi ganhou sem dar margem à concorrência ao gastar menos 56 segundos que a norte-americana Vida Lopez de San Roman.

Menos feliz foi a prestação de João Cruz que foi obrigado a desistir no XCO Sub-23 masculino onde triunfou o suíço Finn Treudler.

Na categoria de elites, as corredoras portuguesas não conseguiram integrar o grupo da frente com Ana Santos a ser 40.ª com menos uma volta que a vencedora e Raquel Queirós foi 56.ª com menos duas voltas. A vitória pertenceu à sueca Jenny Rissveds.

Na variante masculina, Roberto Ferreira terminou a prova no 71.o lugar com duas voltas a menos que o vencedor, o francês Luca Martin.

As próximas provas da Taça do Mundo de BTT estão marcadas para os dias 18 a 21 de Setembro no Bike Kingdom Park de Lenzerheide, na Suíça.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Diogo Narciso vence 2.ª etapa do Grande Prémio JN e veste de amarelo antes de chegar a casa”


Foto: Pedro Correia / Jornal de Notícias

Diogo Narciso venceu a 2.ª etapa do Grande Prémio JN que começou e terminou em Valongo. O corredor da Credibom-LA Aluminios-Marcos Car é o novo líder da prova e veste a camisola amarela antes da competição ter como palco a cidade onde nasceu há 23 anos.

Na segunda jornada de corrida uma fuga vingou. A 2.ª etapa do Grande Prémio JN foi percorrida a toda a velocidade com a média final dos mais de 160 quilómetros a ficar acima dos 42,5 Km/h.

A escapada de quatro corredores trata de escrever a história do dia embora com protagonismo maior para dois deles: Afonso Silva e Diogo Narciso. O homem da AP Hotels-Tavira-Farense deu o mote aos 15 quilómetros numa aventura solitária que durou outros tantos. Ao quilómetro 31, Tiago Santos (Anicolor-Tien21), Diogo Narciso (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car) e Gabriel Baptista (Technosylva Maglia Rower Bembibre) juntaram-se a Afonso Silva. Os quatro aventureiros chegaram a ter 4m30s de vantagem para o pelotão aos 62 quilómetros.

O alentejano de Odemira tratou de puxar para si o protagonismo da luta pela montanha. Afonso Silva foi primeiro na passagem pela Lixa (Km 66,7) e também pelo Marco de Canaveses (Km 97,5) para passar a envergar o símbolo de rei dos trepadores no final do segundo dia de competição.

A propósito de montanha, foi com a chegada das grandes dificuldades que o grupo da frente começou a perder unidades: Tiago Santos (Anicolor-Tien21) descolou ao quilómetro 91 e Gabriel Baptista (Technosylva Maglia Rower Bembibre) pagou a fatura do esforço a 15 quilómetros do final da etapa.

A Aviludo-Louletano-Loulé, do até então camisola amarela Nicolás Tivani, ainda encetou a perseguição - chegou a contar com a ajuda da Rádio Popular-Paredes-Boavista - mas a discussão em Valongo fez-se apenas a dois após Diogo Narciso e Afonso Silva terem entrado no último quilómetro com 35 segundos de vantagem.

O pupilo de Hernâni Brôco teve mais pernas nos instantes finais e não conteve as lágrimas depois de passar o risco. Afinal, Diogo Narciso somou a primeira vitória da carreira. O triunfo permite assumir a liderança do Grande Prémio JN e vestir a camisola amarela com que vai partir esta segunda-feira de Gondomar, cidade natal do jovem da Credibom-LA Alumínios-Marcos Car.

Afonso Silva (AP Hotels-Tavira-Farense) ficou na segunda posição a 3s e Nicolás Tivani (Aviludo-Louletano-Loulé), anterior comandante da competição, foi terceiro a 19 segundos encabeçando o pelotão. Na classificação geral individual, Diogo Narciso lidera com 11 segundos de vantagem para Silva e 19 em relação a Tivani.

A 3.ª etapa do Grande Prémio JN corre-se esta segunda-feira com partida e chegada em Gondomar. A tirada tem 146,8 quilómetros e tem dois prémios de montanha como principais dificuldades: de segunda categoria em Tarouquela aos 56,5 quilómetros e de terceira em Ancede.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

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