domingo, 14 de novembro de 2021

“Lars van der Haar ganha taça do mundo de ciclocrosse, e termina longo jejum de triunfos”


Por: José Morais

Fotos: Getty Images Sport

O pelotão de ciclocrosse viajou até à República Checa para a realização da taça do Mundo da modalidade, com um percurso menos duro com os já realizados, e ligeiramente mais longo.

Na primeira fase da prova, existia mais tática, e via-se na frente um grande grupo de ciclistas para estarem na frente, porem seis atletas partilhavam a liderança da corrida a meio da mesma, eram eles, Michael Vanthourenhout, Toons Aerts, Lars van der Haar, Eli Iserbyt, Corne van Kessel e Quinten Hermans,


Mas surgiam mudanças, com Iserbyt a partir o grupo, o que deu origem a que na frente ficasse apenas o líder da taça do mundo, Van der Haar e Hermans, apesar das diferenças serem curtas, onde num circuito sem muitas dificuldades, as mesmas eram importantes, e nas últimas voltas Lars van der Haar agarrou na corrida, colocou um ritmo forte, e com o passar dos metros, foi colocando os seus rivais com mais dificuldades.

Iserbyt que nas fases mais planas ia recolando, o campeão da Europa nas partes mais técnicas conseguia aumentara diferença, e tanto a corda esticou, que na última volta rompeu a favor de Lars van der Haar, o qual com uma exibição impressionante, o ciclista da Baloise Trek Lions pedalava para a primeira vitória com a sua nova camisola.


Em segundo a 11 segundos ficava Iserbyt, e em terceiro ficava a 15 segundo Hermans, no final, as contas ficaram assim na taça do mundo de ciclocrosse, com Eli Iserbyt na liderança com 205 pontos, com Lars van der Haar a subir ao segundo lugar com 154 pontos, mais um que Quinten Hermans.

Na prova feminina, que contou com uma corrida muito emotiva, apenas na última volta se decidiu a vitória, com a campeã do mundo e da europa, a ciclista Lucinda Brand a confirmar o seu grande momento atual de forma, ganhando com três segundos de vantagem para Pieterse e Annmarie Worst, com Lucinda Brand a comandar a taça do mundo de ciclocrosse.  




“Taça de Portugal de Ciclocrosse em Abrantes”


Vítor Santos e Joana Monteiro triunfam em Abrantes

 

Por: José Carlos Gomes

Vítor Santos e Joana Monteiro, ambos da equipa Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde, ganharam, neste domingo, a primeira prova da Taça de Portugal de Ciclocrosse, disputada em Abrantes.

Apesar de ser a disciplina de inverno por excelência, o arranque da Taça de Portugal de Cciclocrosse entre a elite masculina deu-se com clima primaveril. À temperatura atmosférica morna correspondeu uma corrida sem duelos escaldantes, devido ao domínio absoluto da equipa Axpo/FirstBIke Team/Vila do Conde.

O campeão nacional, Mário Costa, esteve sempre na frente, juntamente com o colega de equipa Vítor Santos. Os dois corredores da equipa vilacondense deixaram toda a concorrência para trás, cedo ficando claro que a vitória sorriria a um deles. O melhor foi Vítor Santos, conseguiu cortar a meta isolado, com Mário Costa 10 segundos.

A luta pelo terceiro lugar foi, essa sim, muito apertada, com vários corredores a passarem por esse lugar ao longo da prova. Na linha de meta foi Márcio Barbosa (ACDC Trofa/WProtek) a colocar-se em lugar de pódio, a 45 segundos do vencedor. João Cruz (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde) foi o melhor sub-23.

Joana Monteiro foi a mais forte da corrida de elite feminina, disputada por quatro corredoras. A minhota dominou do princípio ao fim, terminando com uma vantagem de 3m35s sobre a colega de equipa Marta Branco. A terceira classificada, a 3m44s, foi Rafaela Ramalho (Clube BTT Matosinhos).


Rafael Sousa (Guilhabreu BTT) impôs-se na corrida de juniores, enquanto no setor feminino, na prova que misturou juniores com sub-23, ganhou Beatriz Sousa (BTT Loulé/Elevis). Os protagonistas das provas de cadetes foram Miguel Pereira (Santa Cruz/Botelhos.pt) e Beatriz Guerra (BTT Loulé/Elevis), vencedores isolados das corridas masculina e feminina, respetivamente.

Entre os veteranos impuseram-se os masters 30 Ismael Graça (Ciclismo 20 Km Almeirim/Restaurante o Forno) e Patrícia Rosa (CE Gonçalves/Azeitonense), os masters 40 Rogério Matos (Rompe Trilhos/Ajpcar) e Virgínia Moreira (Saertex Portugal/Edaetech), o master 50 António Passos (Rompe Trilhos/Ajpcar) e o master 60 Joaquim Pinto (Silva & Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel).

Hugo Ramalho (Clube BTT Matosinhos) ganhou a corrida de juvenis, uma prova de iniciação ao ciclocrosse, que não tem classificação geral da Taça, mas que, ainda assim, mobilizou 12 ciclistas de oito clubes diferentes.

A segunda etapa da Taça de Portugal de Ciclocrosse disputa-se já no próximo domingo, em Melgaço.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

sábado, 13 de novembro de 2021

“Guia para comprar uma bicicleta elétrica, principais pontos a ter em conta”


Simples de conduzir e sem necessidade de licença de condução, económicas, fáceis de estacionar, amigas do ambiente e rápidas.

Estas são algumas das vantagens das bicicletas, cada vez com mais adeptos urbanos, e com as próprias cidades a adaptarem-se às suas características: há cada vez mais ciclovias e os incentivos fiscais à compra de bicicletas também acabaram por surgir.

Utilizá-las como meio de transporte traz vantagens para o ambiente e para a saúde - afinal de contas, acaba sempre por haver exercício físico - mesmo quando se trata de uma bicicleta elétrica, que surge como uma preciosa ajuda para locais com terrenos mais acidentados.

Se está a ponderar comprar uma bicicleta elétrica, preparámos um guia sobre os principais pontos a ter em conta na escolha da que melhor se adapta ao seu caso.

 

O que é uma bicicleta elétrica?

 

Antes de mais, importa explicar o que é, afinal, uma bicicleta elétrica, ou e-Bike. É uma bicicleta com um motor elétrico integrado e uma bateria, que auxiliam a pedalar. Não se trata de um motor que “vive” sozinho, mas que apenas funciona mediante as pedaladas. Assim, perante uma subida íngreme, deixa de ser necessário um esforço maior, uma vez que o motor é ativado, fazendo o esforço extra pelo utilizador.

 

Que tipos de bicicletas elétricas existem?

 

Existem diferentes tipos de bicicletas elétricas: de BTT, de trekking, de cidade ou dobráveis. Em comum, todas têm a assistência à pedalada, o que torna o pedalar mais leve e fácil. A escolha do tipo de bicicleta irá depender da utilidade que se lhe pretende dar.

 

Em que zonas da bicicleta estão incorporados os motores?

 

Os motores podem estar situados em diferentes áreas de uma bicicleta. Tudo depende do fabricante. Existem 3 zonas mais comuns de colocação do motor numa bicicleta elétrica:

 

Na roda de trás

 

Também designado de motor atrás, é o local mais comum dos motores nas bicicletas elétricas vendidas em Portugal. É um dos métodos mais económicos, o que torna estas bicicletas mais acessíveis. São motores silenciosos, com os quais se consegue travar, gerando-se energia. A grande desvantagem acaba por ser o facto de o peso estar na parte de trás da bicicleta, tornando-a mais difícil de mover. Além disso, como é “empurrada” pelo motor, o condutor acaba por ter menos controlo sobre a bicicleta. E caso tenha um furo no pneu traseiro, é necessária ajuda de um profissional para o trocar.

 

Na roda da frente

 

É mais típico nas bicicletas holandesas e dinamarquesas, pois os motores à frente são mais resistentes e económicos, além de que permitem ter qualquer tipo de sistema de mudanças. A principal desvantagem é a perda de alguma agilidade da própria bicicleta, uma vez que o guiador fica mais “pesado”.

 

No eixo dos pedais

 

Também referido como motor no meio, tem a grande vantagem de distribuir de igual forma o peso do motor pela bicicleta, tornando-a mais estável e segura. O grande senão do motor no meio é o facto de tornar a bicicleta um pouco mais cara.

O que deve ter em conta na escolha da bateria?

Saber qual a utilização que se vai dar à bicicleta é essencial para a escolha da bateria. Mas existem outros fatores:


 

Ser removível ou fixa

 

As baterias podem ser removíveis ou fixas. As vantagens das baterias removíveis é que podem ser levadas para qualquer lado para serem carregadas o que pode ser feito mesmo em casa. Porém, são mais fáceis de serem roubadas na rua. Já as baterias fixas têm a mais-valia de não poderem ser levadas sem ser com a bicicleta (o que torna um roubo menos provável, dadas as dimensões). Contudo, para as carregar, é necessário encontrar um ponto de energia perto do local em que se guarda a bicicleta.

 

Tipo de bateria

 

A bateria pode ser de chumbo, de níquel, de iões de lítio ou de polímeros de lítio:

De chumbo (gel): são as mais baratas, mas muito pesadas, com menos densidade de energia e sensíveis às baixas temperaturas.

De níquel (Ni-MH): o peso é menor do que nas de chumbo e a densidade de energia é maior, sendo um pouco mais caras que as anteriores. Têm “efeito memória” — isto é, a bateria “memoriza” os ciclos de carga e descarga anteriores, sobretudo referentes aos ciclos parciais. Este efeito pode causar uma diminuição do desempenho da bateria — e a autodescarga é considerável (30% por mês).

De iões de lítio (Li-Ion): possuem maior densidade de energia, ainda que o peso seja muito menor. Não têm “efeito memória” e a autodescarga é baixa (5 a 10% por mês).

De polímeros de lítio (Li-Pol): apresentam uma maior densidade de energia e o peso é menor. Estas baterias são seguras, estáveis e menos sensíveis às temperaturas mais extremas.

 

Capacidade

 

É a característica a que se deve estar mais atento no momento da compra. Quanto maior a capacidade, mais quilómetros poderão ser pedalados, ou seja, maior a autonomia da bicicleta. Mas a autonomia também depende de fatores como o peso do ciclista, a tipologia das estradas, a força e direção do vento, assim como a manutenção da bicicleta.

 

Que velocidade máxima pode atingir uma bicicleta elétrica?

 

Tal como uma bicicleta convencional, uma bicicleta elétrica pode atingir vários quilómetros por hora. Contudo, há um limite de ajuda do motor até aos 25 quilómetros por hora. Ou seja, quando é alcançada esta velocidade, o motor deixa de auxiliar, passando a velocidade a ser fruto apenas do pedalar. Com esta limitação, garante-se que a bicicleta pode ser usada legalmente em cidades ou trilhos. Uma bicicleta com motor que supere os 25 Km/h ou que tenha um punho com acelerador precisa de um documento especial.

 

Uma bicicleta elétrica é muito pesada?

 

Uma bicicleta elétrica é sempre mais pesada do que uma convencional, devido à bateria e ao motor, bem como aos materiais com que é produzida. Pode ser de aço, alumínio, titânio, carbono ou magnésio. Depende do que o utilizador preferir: pedalar numa bicicleta elétrica mais resistente e pesada ou numa menos resistente e mais leve? Contudo, importa relembrar que o peso a mais que a bicicleta elétrica tem acaba por ser compensado pelo apoio fornecido pelo motor.

 

O preço de uma bicicleta elétrica é o mais importante?

 

O preço não deve ser o único fator a ter em conta na compra de uma bicicleta elétrica. Aliás, o elemento mais importante é saber qual o uso que se lhe vai dar: para andar na cidade? Percorrer longas distâncias? Subir montanhas? Ou aventurar-se nos trilhos do campo? Perceber qual a principal necessidade para a compra de uma bicicleta elétrica é o primeiro passo para uma escolha mais acertada. Importa, também, saber o prazo da garantia, pois uma bicicleta elétrica pode precisar de alguma manutenção. Depois, é só escolher o modelo que mais lhe agrada.

Fonte: ACP

Ficha Técnica

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