segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

“Rui Costa: «Vacina traz uma certa segurança e estabilidade»”


Ciclista continua a colocar como prioridade "ter os mesmos cuidados" que tinha antes

 

Por: Lusa

Foto: Instagram

O ciclista português Rui Costa (UAE Emirates) explicou que ter sido vacinado, em conjunto com toda a equipa, contra a covid-19 trouxe "uma certa segurança e estabilidade", mas não desleixa cuidados.

"Este país, praticamente todo, está vacinado, graças ao poder que têm. Tivemos a oportunidade de levar a vacina. Claro que isso traz uma certa segurança, estabilidade, durante esta fase pandémica. Já levámos a primeira dose, correu tudo bem e toda a gente sente a normalidade de antes, e dentro de dois ou três dias iremos tomar a segunda dose", revelou, numa conferência de imprensa por via telemática a partir do Dubai.

Apesar de estar vacinado, tal como os seus colegas, algo inédito no pelotão internacional, o campeão do mundo de fundo de 2013 clarificou que "não é por levar a vacina que se é mais que ninguém" e frisou que continua a colocar como prioridade "ter os mesmos cuidados" que tinha antes.

Segundo a UAE Emirates, em 08 de janeiro, 27 ciclistas, entre eles Rui Costa, Ivo Oliveira e Rui Oliveira, e 32 elementos do 'staff' receberam a vacina desenvolvida pela Sinopharm CNBG, da China, que foi aprovada pelo Ministério da Saúde dos Emirados Árabes Unidos.

Para o português, é preciso "saber viver" com a situação, até porque, alertou, 2021 "vai ser um ano muito idêntico ao ano passado", lembrando que não surgiram problemas nas corridas em que participou durante o período pandémico em 2020, esperando "os máximos cuidados" de organizadores e ciclistas para o novo ano.

Também Ivo Oliveira se mostrou hoje "agradecido" por ter sido vacinado no seio de um país com uma campanha massiva de vacinação em funcionamento há vários meses.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.031.048 mortos resultantes de mais de 94,9 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 8.861 pessoas dos 549.801 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Fonte: Record on-line

“Ivo Oliveira vai ao Tour, Rui Costa aponta aos Jogos e Rui Oliveira ao Giro”


Trio português da UAE Emirates revela planos para o ano 2021

           

Por: Lusa

O ciclista português Ivo Oliveira revelou esta segunda-feira que a equipa o quer na Volta a França, enquanto Rui Costa aponta baterias aos Jogos Olímpicos e Rui Oliveira às clássicas, a caminho da Volta a Itália.

O trio português da UAE Emirates revelou hoje os planos para o ano 2021, numa conferência de imprensa telemática a partir do Dubai, sede da equipa do esloveno Tadej Pogacar, vencedor do Tour em 2020.

No dia em que a equipa confirmou a presença do jovem 'prodígio' na 'Grande Boucle' para defender o título, Ivo Oliveira explicou que o calendário de 2021 arrancará em 14 de fevereiro, com a Clássica de Almería, em Espanha, antes da Volta ao Algarve, para já marcada para de 17 a 21 desse mês.

"Depois, várias clássicas na Bélgica, o Tirreno-Adriático, mais clássicas belgas e as Ardenas, a Amstel Gold Race, a Volta à Romandia, o Critério do Dauphiné, um estágio de altitude e o Tour [entre junho e julho]. É o que a equipa quer que eu faça. Depois da grande Volta que fiz, pensam que sou um ciclista capaz de ajudar, porque temos só um líder, que é o Tadej Pogacar", explicou.

Ivo Oliveira, de 24 anos, referia-se à participação na Volta a Espanha de 2020, que encerrou esse ano velocipédico, e na qual este e o irmão, Rui Oliveira, participaram à última hora, após estarem de reserva.

Nessa prova, em que Rui Costa esteve perto de vencer uma etapa por duas vezes, ajudaram os líderes da geral mas também a lançar os 'sprints', com Ivo a conseguir preparar uma vitória do belga Jasper Philipsen.

Esse momento, assim como a vitória no campeonato nacional de contrarrelógio, para ostentar "as cores da bandeira" na camisola, são os pontos altos do último ano, na estrada, após também ter sido campeão da Europa de perseguição individual, na pista.

Já Rui Costa, que admitiu que a temporada está a começar "mais tarde em termos de preparação" após a de 2020, marcada pela pandemia de covid-19, também ter acabado muito tarde, já em novembro com a Volta a Espanha, já encontra "boa condição" e treinos "a correr perfeitamente bem", aproveitando "o bom clima em Abu Dhabi e junto à equipa".

"Tudo indica que estarei na Volta à Comunidade Valenciana. Depois, segue-se a Volta ao Algarve, e depois Paris-Nice. [...] Sobre grandes Voltas, o Giro posso deixar de lado, não estarei presente. O Tour ainda é uma incógnita e a Vuelta também não sei ao certo. A estratégia da equipa passa por apostar em mim nas corridas de uma semana, até mesmo nas clássicas de um dia", referiu.

Entre as provas que mencionou, há também espaço para as clássicas das Ardenas, a Volta à Romandia ou a Volta à Suíça, mesmo que o "objetivo especial" sejam os Jogos Olímpicos Tóquio2020, adiados para 2021, com as provas marcadas para decorrerem de 24 a 28 de julho.

Por isso mesmo, "a opção do Tour talvez não seja a melhor, porque termina muito em cima" da prova na capital japonesa, onde contam "a adaptação ao clima e o 'jet lag'", além de ser uma prova com subidas menos indicadas ao seu perfil, tendo por isso um plano rigoroso de alimentação e preparação, para perder peso e fazer frente às dificuldades em Tóquio.

De resto, o calendário de 2021 é em muitos pontos similar ao ano anterior, no qual foi campeão nacional de fundo de novo, venceu uma etapa na Volta à Arábia Saudita e teve vários pódios e 'top 10' ao longo da época.

Rui Oliveira recordou, por seu lado, um 2020 que "começou muito mal", partindo a clavícula e falhando, mais tarde, a qualificação para os Jogos Olímpicos na pista, junto ao irmão e à restante seleção masculina, mas em que recuperou e deu "um passo maior na carreira de estrada", com a Volta a Espanha e várias clássicas.

"Este ano já estou mais confiante, tenho noção que estou capaz de estar ao lado dos melhores nas tarefas que tenho, e é para isso que me vou preparar o melhor possível. [O calendário] dependerá muito de como estará a condição no início do ano. Se estiver bem, passará por fazer o Giro [em maio], mas depende da forma com que chegar até lá, porque vou estar nas clássicas primeiro, será o primeiro foco. Se tiver bem, partirei daí para o Giro", atirou.

Vê algumas clássicas na Bélgica como podendo "assentar bem", sobretudo a Nokere Koerse ou a Bredene Koksijde, em março, que já corre "há três anos", numa época em que aos 'sprinters' de peso da equipa, o norueguês Alexander Kristoff e o colombiano Fernando Gaviria, se junta o italiano Matteo Trentin.

Nas clássicas, fará um primeiro bloco de belgas, até ao Paris-Roubaix, ficando dependente "da fadiga", acompanhando primeiro Kristoff e, depois, Gaviria no caso de ir à Volta a Itália, para a qual o colombiano aponta.

Se Ivo Oliveira apelida Pogacar de "o melhor ciclista do mundo", Rui Costa admitiu a surpresa por ver o colega de equipa ganhar a Volta a França, mesmo vendo-lhe "muito potencial".

"Demonstrou uma superioridade enorme. Não é que o [Primoz] Roglic tenha andado pouco, o Tadej é que fez um contrarrelógio do outro mundo. [...] Este ano vamos ser um alvo, e quem estiver no 'oito' tem responsabilidades, certamente será um 'todos por um', a defender o título do Tadej, que é um corredor que apesar de jovem é muito calmo, muito calculista, que sabe correr", elogiou.

Com 34 anos, Costa, campeão do mundo de fundo em 2013, falou ainda dos novos valores a aparecerem no ciclismo nacional, dos irmãos Oliveira, com quem corre e em quem vê "muito potencial", a João Almeida (Deceuninck-QuickStep) e Ruben Guerreiro (Education First), "excelentes corredores".

"Temos estas novas caras do ciclismo português, e ainda bem, para valorizar mais o ciclismo nacional. Ainda têm 10 anos de carreira pela frente e terão muito mais para evoluir", sentenciou.

Fonte: Record on-line

“Irmãos Ivo e Rui Oliveira apontam a medalhas nos Mundiais de ciclismo de pista”


Prova vai ter lugar em outubro, no Turquemenistão

 

Por: Lusa

Os irmãos gémeos Ivo Oliveira e Rui Oliveira, da UAE Emirates, apontaram esta segunda-feira à conquista de medalhas nos Mundiais de ciclismo de pista, marcados para outubro no Turquemenistão.

Para Ivo Oliveira, a participação no campeonato da Europa poderá estar fora de questão, devido à esperada participação na Volta a França, como hoje revelou, mas admite "o objetivo de ir ao Mundial".

"Gostava de me aproximar do recorde mundial de perseguição e, quem sabe, fazer medalha no omnium ou no madison, que são as provas que gosto mais. Aproximar-me do recorde mundial, com a bicicleta, o material todo [em ótimas condições], o dia perfeito... acho que posso fazer uma perseguição bastante boa", atirou, numa conferência de imprensa por via telemática a partir do Dubai.

O recorde do mundo pertence ao italiano Filippo Ganna, que em fevereiro registou 4.01,934 minutos na distância de quatro quilómetros, enquanto Oliveira, campeão da Europa da especialidade, ganhou esse ouro, em novembro, com um tempo de 4.08,116.

"Não será fácil, sabemos o que vale a pessoa que o detém, mas vou trabalhar para isso. Quem sabe", reforçou.

O irmão gémeo, Rui Oliveira, reforça a ambição da dupla de 24 anos, olhando para a prova, de 13 a 17 de outubro no Turquemenistão, como "uma grande hipótese para obter medalhas".

"Se não coincidir com nenhuma corrida de estrada", espera conseguir marcar presença, notou, apontando as baterias sobretudo ao madison, corrida em que faz dupla com o irmão, como na Bulgária, no final do ano passado, em que se sagraram vice-campeões da Europa em condições menos que ideais.

"Foi, se calhar, das provas mais caóticas que já tive. Cerca de duas horas antes não estava para alinhar, estava a sentir-me mal. O objetivo passou por alinhar e tentar acabar a corrida. [...] Comecei mesmo muito mal, sem força, mas começámos a ganhar confiança, e arriscámos, mais por iniciativa do Ivo, que estava melhor. Ser vice-campeão da Europa de elites naquelas condições foi bastante importante, e dá-nos bastante motivação", atirou.

Os dois ciclistas foram responsáveis, em Plovdiv, Bulgária, em novembro de 2020, por duas das seis medalhas no Europeu de pista: Iuri Leitão foi ouro no scratch, prata na eliminação e bronze no omnium, com Maria Martins terceira na eliminação.

Fonte: Record on-line

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