domingo, 5 de abril de 2020

“Coronavírus: Organização acredita que Volta a Flandres ainda poderá acontecer esta época”

Para assinalar o dia em que a clássica deveria decorrer, a organização criou uma corrida virtual com 13 ciclistas

Por: Lusa

Foto: Reuters

A Volta a Flandres ainda poderá realizar-se esta temporada, declarou a organização da clássica velocipédica que estava originalmente agendada para este domingo e que foi cancelada devido à pandemia de covid-19.

"O objetivo é organizar a Volta a Flandres mais tarde este ano. Toda a gente está de acordo com isso, mas, neste momento, trata-se apenas de discussões hipotéticas, porque não sabemos quando a crise vai terminar", referiu hoje Tomas Van De Spiegel, em entrevista ao canal de televisão flamengo VTR.

Para assinalar o dia em que a clássica deveria decorrer, a organização criou uma corrida virtual com 13 ciclistas, entre os quais o campeão olímpico de estrada, o belga Greg Van Avermaet (CCC), que se sagrou vencedor.

A prova virtual, que foi transmitida na televisão, percorreu apenas 30,1 quilómetros dos 266 do percurso da corrida real.

Em 17 de março, a organização da clássica anunciou que a Volta a Flandres iria ser cancelada "na data prevista" devido às medidas anunciadas pelo Governo belga para lutar contra a disseminação da Covid-19.

"A maior festa popular da Flandres não poderá decorrer, devido às medidas tomadas pelo Governo para luta contra a propagação da Covid-19", precisou a organização, revelando que um possível adiamento seria estudado em conjunto com a União Ciclista Internacional (UCI).

Num dia 'negro' para o pelotão, a Volta a Flandres juntou-se ao Paris-Roubaix (12 de abril), organizado desde 1896 e interrompido apenas devido às duas guerras mundiais, e à Liège-Bastogne-Liège (26 de abril) na lista de 'monumentos' retirados do calendário velocipédico.

Com o cancelamento da Milão-San Remo, inicialmente prevista para 21 de março, e a anulação de Volta a Flandres, Paris-Roubaix e Liège-Bastogne-Liège, há quatro dos cinco 'monumentos' à procura de uma nova data para se realizar ainda esta temporada - a Volta à Lombardia, agendada para 10 de outubro, não está para já ameaçada.

Esta semana, a UCI estendeu a suspensão das provas até 01 de junho e revelou que dará prioridade às Grandes Voltas (Giro, Tour e Vuelta) e aos 'monumentos' na remarcação do calendário velocipédico, quando o pelotão voltar à atividade.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 65 mil. Dos casos de infeção, mais de 233 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com cerca de mais de 642 mil infetados e mais de 47 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos.

Fonte: Record on-line

sábado, 4 de abril de 2020

“Comunicado 4 de abril – Federação de Triatlo de Portugal”

Comunicado 4 abril: suspensão de atividades FTP até 30 de abril e provas nacionais até 30 de maio.

A Federação de Triatlo de Portugal (FTP) que já tinha cancelado a Taça da Europa de Quarteira, primeira prova do calendário internacional em território nacional prevista para os dias 4 e 5 de abril de 2020, prolonga agora o prazo de suspensão de provas nacionais até dia 30 de maio.

Seguindo as diretrizes da União Internacional de Triatlo (International Triathlon Union – ITU) que decidiu agora suspender todas as atividades até 30 de junho, a Taça da Europa de Triatlo e o Campeonato do Mediterrâneo, ambos inventos integrados no Coimbra Multisport Weekend e previstos para o dia 13 de junho, serão também cancelado.

Com as novas datas anunciadas para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, a ITU está a trabalhar não apenas na preparação dos eventos em 2021, mas também com atletas, treinadores e o Comité Olímpico Internacional para definir as novas datas dos eventos de qualificação olímpica e paralímpica.

Da mesma forma, como tem vindo a ser feito até à data, a Federação de Triatlo de Portugal, em colaboração com os parceiros organizadores, irá reagendar as provas adiadas assim que seja possível.

A ITU e a FTP continuarão a avaliar diariamente a situação e divulgarão qualquer alteração o mais breve possível, solicitando o esforço conjunto no combate à propagação do COVID-19.

Mantenha-se ativo e protegido.

Fonte: FTP

“Covid-19: Madeira e Açores temem queda turística pela remarcação de trails”

Na Madeira, os 3 mil atletas, incluindo 2.500 estrangeiros de 52 países, tinham esgotado o evento em “quatro horas e meia”.

As organizações do Madeira Island Ultra Trail (MIUT) e da Azores Trail Run (ATR) antecipam quebras promocionais na envolvência das duas provas do circuito mundial de ultramaratonas em trilhos, afetadas pela pandemia de covid-19.

“Em 2019, fizemos um estudo e concluímos que a última edição do MIUT ‘derramou’ pouco mais de 3,3 milhões de euros na economia local, mas na conjuntura atual não há estrangeiros, nem turismo e o evento deixa de contribuir para a ilha”, explicou à agência Lusa Sidónio Freitas, diretor da prova que liga Porto Moniz ao Machico.

O MIUT estava previsto para 25 de abril e foi cancelado em 12 de março, um dia após o Governo Regional da Madeira ter suspendido todos os eventos desportivos, compondo a “melhor solução” e a “decisão mais difícil de tomar” pela organização em 12 edições.

 “Há muita incerteza sobre o futuro próximo. Adivinhando que as coisas não caminhavam num bom sentido, já tínhamos sondado o World Tour sobre um possível adiamento. Foi-nos sugerido o mês de novembro, que ficaria muito em cima de abril de 2021”, contou.

Os 3.000 atletas, incluindo 2.500 estrangeiros de 52 países, tinham esgotado o evento em “quatro horas e meia” e foram convidados a diferirem para o MIUT 2021 até 24 de abril, podendo também cancelar a sua participação com um reembolso de 45%.

Preparado pelo Clube de Montanha do Funchal, o MIUT contempla cinco distâncias (115, 85, 60, 42 e 16 quilómetros) e estava orçado em 450 mil euros, mais 100 mil euros face à edição de 2019, assente nas verbas das inscrições e nos apoios de entidades públicas.

Como as desistências têm sido “residuais” e “determinadas compras previstas para o próximo ano já foram efetuadas em 2020”, a organização do MIUT assegura que não vai passar “nenhuma dificuldade financeira” até 17 de abril de 2021.

“Teremos tempo para delinear as coisas com mais calma e dar um salto qualitativo em áreas nas quais não tínhamos tanta capacidade de resposta. Dada toda a situação que vivemos, queremos compensar as pessoas com uma melhor experiência”, afiançou.

O MIUT pontua para o circuito mundial desde 2016, ao contrário da estreante Whaler’s Great Route [Grande rota dos baleeiros], prova maior do programa da Azores Trail Run, que se realiza na ilha açoriana do Faial e transitou de 08 a 10 de maio para o fim de semana entre 30 de outubro e 01 de novembro, sobrepondo-se ao Azores Triangle Adventure, da mesma organização.

“Tínhamos tudo reservado, mas como [o Azores Triangle Adventure] se trata de um evento privado com cerca de 100 atletas, é mais fácil de cancelar ou mudar a data. Havia opiniões diferentes na organização, mas já estávamos a antever que isto ia seria muito complicado e aproveitámos essa data disponível”, partilhou à agência Lusa o diretor Mário Leal.

Com o cunho organizativo da ATR, a Whaler’s Great Route mudou de calendarização em 13 de março e passou a coincidir com a etapa norte-americana no Estado do Arizona, num mês ainda repartido por passagens na Coreia do Sul, Espanha, China, Turquia e Austrália.

“Vai haver uma perda muito grande de afluência. No entanto, tenho alguma fé de que faremos algo e tentaremos gerir os compromissos assumidos da melhor forma, talvez num evento mais pequeno e com menos custos associados”, projetou.

Para precaver essa “mobilidade de pessoas” e rentabilizar o investimento de 100 mil euros, Mário Leal reabrirá “em breve” as inscrições para as cinco distâncias (118, 65, 42, 25 e 11 quilómetros), que contabilizam 700 corredores de 45 nacionalidades.

“Propusemos várias opções diversificadas: mudar para qualquer evento nosso, devolver a totalidade para quem pagou o seguro ou reembolsar 75% a partir do último trimestre do ano, percebendo efetivamente quem vem e que liquidez teremos”, distinguiu.

Além do “revés” na “promoção boca a boca” da ATR, fundada em 2011, a covid-19 vai acarretar “impactos enormes” na economia dos Açores, cujo Governo Regional impôs na quinta-feira cercas sanitárias em toda a ilha de São Miguel.

“A um custo baixo consegue-se ter um alcance muito grande: nos dias do evento temos hotelaria, restaurantes e museus cheios e as pessoas fazem turismo nas outras ilhas. Agora não sei com que força iremos promover 2021. Vamos precisar de apoio, mais do que financeiro, e de pensar juntos como fazer render isto a sério no futuro”, apontou.

O MIUT e a Whaler’s Great Route são a nona e 10.ª etapas do Ultra Trail World Tour, circuito internacional de longas distâncias de ‘trail run’, que arrancou em janeiro em Hong Kong, e deve terminar em dezembro no sultanato de Omã, num total de 28 competições.

Fonte: Sapo on-line

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