quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

“Volta ao Algarve/Um evento cada vez mais global”

Por: José Carlos Gomes

A Volta ao Algarve, cuja 45.ª edição vai realizar-se entre 20 e 24 de fevereiro, é um evento cada vez mais global. Em primeiro lugar, porque é um acontecimento com forte impacto mediático a nível internacional, mas também por ser uma iniciativa que extravasa a componente desportiva, afirmando inegáveis compromissos económicos, sociais e culturais.

A competição mantém-se na categoria 2.HC, a mais elevada do circuito Europe Tour, atraindo as melhores equipas e grandes estrelas do pelotão internacional. A Volta ao Algarve recebe 12 das 18 equipas WorldTour existentes, entre as quais as três melhores do ranking mundial de 2018: Deceuninck-Quick Step (Bélgica), Team Sky (Reino Unido) e Bora-hansgrohe (Alemanha), às quais se juntam mais nove formações de primeira divisão: CCC Team (Polónia), Groupama-FDJ (França), Lotto Soudal (Bélgica), Team Dimension Data (África do Sul), Team Katusha Alpecin (Suíça), Team Jumbo-Visma (Holanda), Team Sunweb (Alemanha), Trek-Segafredo (Estados Unidos da América) e UAE Team Emirates (Emirados Árabes Unidos).

A 45.ª Volta ao Algarve contará com quatro coletivos de categoria continental profissional, o segundo escalão da modalidade, destacando-se as duas primeiras do ranking Europe Tour por equipas em 2018, Wanty-Groupe Gobert (Bélgica) e Cofidis, Solutions Crédits (França), às quais se somam a Caja Rural-Seguros RGA (Espanha) e a W52-FC Porto (Portugal). O pelotão completa-se com as oito equipas continentais portuguesas: Aviludo-Louletano, Efapel, LA Alumínios-LA Sport, Miranda-Mortágua, Rádio Popular-Boavista, Sporting-Tavira, UD Oliveirense-InOutBuild e Vito-Feirense-PNB.

Num contexto de aparecimento de corridas em datas coincidentes ou incompatíveis com a participação na Volta ao Algarve, a corrida portuguesa resiste como um dos eventos com maior capacidade de atração das melhores equipas mundiais. Para isso contribuem o clima e as estradas algarvias, mas também o percurso desenhado pela organização da prova.

A Volta ao Algarve arranca com uma etapa para sprinters, 199,1 quilómetros, que ligam a Cidade Europeia do Desporto, Portimão, a Lagos. A segunda etapa será o primeiro teste à condição dos candidatos ao triunfo final, uma viagem de 187,4 quilómetros entre Almodôvar e o alto da Fóia, em Monchique.

Ao terceiro dia chega o contrarrelógio individual de 20,3 quilómetros, com partida e chegada em Lagoa. A quarta etapa vai, novamente, dar uma oportunidade aos velocistas, ao cabo dos 198,3 quilómetros que ligam Albufeira a Tavira. A Volta ao Algarve termina com uma ligação de 173,5 quilómetros, entre Faro e o alto do Malhão, Loulé, que se adivinha decisiva, tendo em conta a dificuldade da subida coincidente com a meta.


Componente Económica e de Comunicação

Como qualquer grande evento desportivo, a Volta ao Algarve é também um projeto de comunicação. Neste caso, visa mostrar a região como local privilegiado para a prática de ciclismo ao longo de todo o ano, funcionando como cartaz de divulgação global das condições ímpares do Algarve.

A 45.ª edição da corrida terá transmissão televisiva em direto nos cinco continentes, destacando-se a cobertura do Eurosport, que mostrará as imagens do Algarve em 148 milhões de lares.  Além do acompanhamento mediático, cada vez mais a importância dos eventos mede-se pela capacidade de chegar aos cidadãos, via redes sociais. As equipas e os corredores presentes na Volta ao Algarve somam 13,3 milhões de seguidores nas principais redes sociais (Facebook, Twitter e Instagram).

A divulgação da região é investimento para a captação futura de visitantes, que se complementa, durante a Volta ao Algarve e nas semanas anteriores, com o contributo direto para reduzir a sazonalidade. A caravana da corrida e os adeptos que se deslocam propositadamente ao Algarve para participar ou assistir à corrida representam milhares de dormidas em época baixa.


Componente Social

A Federação Portuguesa de Ciclismo assinala 120 anos de atividade ininterrupta em 2019. A Volta ao Algarve integra o programa das comemorações e pretende ser uma evento-modelo para o futuro. Nesse sentido, assume um importante papel de responsabilidade social, com três eixos: estímulo à prática desportiva generalizada, integração social e contributo para uma sociedade mais saudável e sustentável.

O convite à prática desportiva generalizada tem dois momentos principais durante a Volta ao Algarve. O Algarve Granfondo Cofidis é aquele que tem maior notoriedade, juntando cerca de 800 participantes, oriundos de mais de dez países, no dia 24 de fevereiro, em Loulé. É um evento que também assume vocação social, pois a Cofidis contribuirá para a reflorestação da serra de Monchique, através da plantação de uma árvore por cada participante.

O outro momento alto de ciclismo popular será a Volta ao Algarve Feminina, no dia 23 de fevereiro, em Albufeira. Trata-se de um passeio com baixo grau de dificuldade, exclusivamente para mulheres, que se afirma como uma motivação para a prática desportiva feminina.

A integração social das pessoas portadoras de deficiência é o objetivo da demonstração de paraciclismo, que acontecerá em Faro, no dia 24, momentos antes da partida da última etapa da competição profissional. Participarão quatro cegos, uma área da deficiência ainda com escassa penetração do paraciclismo.

A Volta ao Algarve Kids, percurso de ciclismo de iniciação com participação gratuita para crianças, vai funcionar em Portimão, nas horas que antecedem a partida da primeira etapa da Cidade Europeia do Desporto, e estará também disponível no Mar Shopping Algarve, nos dias 16, 17, 23 e 24 de fevereiro. Esta iniciativa visa motivar os jovens para a utilização da bicicleta, não só em contexto desportivo e de lazer, mas também para as deslocações quotidianas, contribuindo para uma sociedade mais sustentável e amiga do ambiente.


Componente Cultural

A Volta ao Algarve assume também uma vocação cultural. O Mar Shopping vai receber, de 7 a 28 de fevereiro, a exposição de fotografias “A Volta ao Algarve e o Território”, coleção de imagens fascinantes colhidas pela lente de João Fonseca, um dos fotógrafos oficiais da corrida.

João Calado, outro dos fotógrafos da Volta ao Algarve, é também músico. Compôs e interpretou, em guitarra portuguesa, “A Catita”, música inspirada nos altos e baixos do percurso, no esforço e na abnegação dos ciclistas. A composição foi hoje ouvida pela primeira vez em público, durante a cerimónia de apresentação da Volta ao Algarve.

Fonte: FPC

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

“Geraint Thomas renuncia ao Giro para estar "nas melhores condições" no Tour”

Ciclista galês foi o vencedor da Volta a França em 2018

Por: Lusa

Foto: EPA

O britânico Geraint Thomas, vencedor da Volta a França em 2018, vai abdicar de participar na próxima edição da Volta a Itália, para estar "nas melhores condições possíveis" para defender o título no Tour.

"Talvez participe no Giro no próximo ano, mas este ano será sempre o Tour" o centro das atenções, disse o ciclista galês, em declarações à BBC.

Thomas, que iniciou a época com a participação na Volta à Comunidade Valenciana, já tinha afirmado que o Tour era a grande prioridade para 2019, se bem que reconheça que tem uma imagem para melhorar em Itália, depois da desistência de 2017.

"O principal objetivo é correr de novo no Tour de França, para obter o melhor resultado possível. Se não tivesse triunfado na edição do Tour do ano passado, talvez encarasse este ano um programa Giro/Vuelta, mas como ganhei, terei o dorsal número um e ficarei triste se não estiver de novo a 100%", ", disse o ciclista da Sky, de 32 anos.

A Sky anunciou no mês passado que Chris Froome, vencedor do Tour e Vuelta em 2017, também não vai defender o título conquistado no Giro no ano passado. Em contrapartida, aponta para uma quinta vitória na 'Grande Boucle'.

Fonte: Record on-line

“Protocolo entre o GO fit e FTP”

O número de praticantes de Triatlo está a crescer, são cada vez mais as pessoas que treinam natação, ciclismo e corrida em separado ou mais do que uma modalidade que um dia tomam a resolução de experimentar todas as modalidades de seguida – em treino ou em prova – : a isso chama-se triatlo.

Quando existe piscina, é possível treinar as três modalidades do triatlo no interior de um ginásio, já que alguns health clubs possuem excelentes condições de treino que permitem desenvolver competências de natação, ciclismo e corrida.

Por isso, os ginásios e centros desportivos já começam a organizar eventos de triatlo mostrando a possibilidade de os clientes usufruírem de uma utilização mais abrangente das infraestruturas e equipamento que possuem e, em simultâneo, fazerem com que os clientes sintam os benefícios inequívocos de um treino mais completo.

Temos alguns casos de sucesso de parcerias como o Holmes Place que têm realizado treinos de triatlo, e eventos de duatlos e triatlos indoor, e que conta com um grupo entusiástico de sócios. Mais recentemente, dia 27 de janeiro de 2019, o ginásio For Life, localizado em Viseu, proporcionou uma Tri Experience aos seus sócios, mostrando que o Triatlo se pode fazer em qualquer altura e lugar.

A Federação de Triatlo de Portugal estabeleceu uma parceria com o GO fit, que conta já com dois centros desportivos nos Olivais e no Campo Pequeno, disponibilizando uma grande oferta na área do fitness, desporto e saúde. O GO fit inaugurou recentemente o seu Clube de Triatlo, com treinadores credenciados e disponíveis para treinar atletas que queiram começar ou desenvolver capacidades na trimodalidade.

Por outro lado, os objetivos que os triatletas se propõem alcançar motiva-os a disciplinarem o seu treino, investindo tempo na sua forma física, o que os torna clientes assíduos e duradouros, o que é excelente para a retenção dos ginásios.

Para João Galileu, diretor de operações do GO fit para Portugal e Pedro Quintanilha, Diretor Técnico Regional de Portugal e Canárias, esta parceria tem a vantagem de garantir a certificação dos treinadores do GO fit, sendo também uma garantia de qualidade da modalidade.

«Com esta parceria estamos mais capacitados na própria divulgação da modalidade dentro dos centros GO fit, da mesma forma que a própria Federação de Triatlo de Portugal terá a possibilidade de aumentar o número de praticantes de Triatlo, visto que somos a marca líder da Península Ibérica com mais de 250.000 clientes.» Explicam os responsáveis.

A aposta é desafiar os clientes do GO fit para que eles tenham diferentes atividades/modalidades desportivas para se superarem, uma fonte de inspiração para experimentarem algo diferente e que realmente os motive a treinar por objetivos.

«Queremos tirar partido das condições que as instalações dos Centros GO fit dão aos clientes, nomeadamente, as Piscinas, as Salas de Bike e a Sala Fitness, para a prática e preparação do Triatlo. Por isso lançamos o Clube de Triatlo GO fit, tanto em Portugal como em Espanha, com técnicos especializados e estamos a trabalhar para que consigamos ter mais pessoas a praticar Triatlo.

”O GO fit acredita que a médio prazo irá ter pessoas que não são atualmente sócias e que vão procurar este centro desportivo para conhecer e praticar esta modalidade com acompanhamento especializado, que a maior parte dos triatletas não tem e que será um motivo para procurarem o GO Fit.

«Para os triatletas, esta é uma oportunidade para terem um profissional certificado que os oriente no planeamento dos treinos em função das provas e consigam adaptar a respetiva preparação ao calendário.

”A ideia é todos saírem a ganhar, pois o GO fit possui salas de exercício onde é possível aumentar os níveis de resistência muscular de forma a diminuir a probabilidade de lesões musculares e articulares, através de um treino específico de força e/ou funcional. Para além disso, os triatletas têm ainda a possibilidade de nadar numa piscina, já que nem sempre existem condições físicas e/ou de segurança para nadar em águas abertas.

Vasco Rodrigues, presidente da Federação de Triatlo de Portugal, defende que «este é um nicho de mercado com um potencial enorme para a modalidade, mas também para os próprios ginásios.

”O presidente refere que em 2018 a modalidade ultrapassou os 3000 federados (com muitos mais praticantes não federados) e que só irá beneficiar com a oportunidade de comunicar e de se relacionar com um mercado que já ultrapassa um milhão de desportistas.

Por outro lado, os ginásios valorizam os triatletas pela sua atitude determinada em relação ao treino, usando-os como exemplo para os restantes sócios. «É uma oportunidade irrecusável e que a FTP se tem esforçado por potenciar, estreitando relações com as principais cadeias de ginásios em Portugal e também com a Associação de Ginásios e Academias de Portugal (AGAP).

“A Federação de Triatlo de Portugal oferece a vantagem de disponibilizar formação e experiência de modo a certificar ginásios e os treinadores que pretendam desenvolver ações no triatlo.

A ideia é apoiar mais parcerias com ginásios e health clubs que pretendam se Clubes de Triatlo, ajudando na credenciação de treinadores, já que esta é uma excelente maneira de treinar e até de competir.

Fonte: FTP

Ficha Técnica

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