sexta-feira, 6 de agosto de 2021

“Maria Martins e o "vício" da pista: «É a velocidade, adrenalina...»”


Portuguesa entra em cena no domingo, no último dia de provas

 

Por: Lusa

Foto: Getty Images

A portuguesa Maria Martins admitiu que quer ir "prova a prova" na estreia em Jogos Olímpicos, numa participação inédita no ciclismo de pista em Tóquio'2020, uma disciplina repleta de "adrenalina" em que compete no omnium.

A partir das 10:00 locais (2:00 em Lisboa), no Velódromo de Izu, a jovem de 22 anos corre scratch, tempo, eliminação e pontos na última manhã de competição, no dia em que a Cerimónia de Encerramento coloca um ponto final no evento.

"Estar nos Jogos é sempre um orgulho. Olhando para trás e ver o processo que tive até aqui, o quão difícil eu sei que foi qualificar-me para Tóquio, é especial. Era um sonho que eu queria realizar, mas nunca pensava que fosse alcançar tão cedo", conta à Lusa a ciclista, também campeã nacional de fundo na estrada.

'Tata' Martins terá a honra de encerrar na pista a participação lusa em Tóquio'2020, com uma inédita presença no ciclismo de pista para o país. A portuguesa, essencialmente a mulher que fez história no ciclismo de pista feminino em Portugal, tem uma série de primeiros pódios de sempre de Portugal em competições e traz para o omnium uma série de resultados favoráveis na prova, série de quatro provas de pista.

Já este ano, venceu a prova de omnium da Taça das Nações de pista de São Petersburgo, na Rússia, em que conquistou também a corrida de eliminação, uma das duas vertentes em que parece mais confortável, depois de ter sido bronze nos Europeus de Elite de 2020 e segunda nos Europeus sub-23.

A outra é o scratch, onde, no ano transato, fez história ao conquistar uma medalha no campeonato do mundo, o bronze, já depois de em 2019 ter sido também terceira no campeonato da Europa.

A aventura na bicicleta começou "desde pequenina", quando ia passear com o tio, "muito em ambiente de passeio", e esses trilhos levaram a jovem de Santarém a filiar-se no BTT, com "oito ou nove anos". "Só passados uns cinco ou seis anos é que comecei a experimentar a pista e a estrada. Depois, a partir daí, tive de optar, porque fazer as três vertentes era complicado, a nível de calendário e físico. Optei pela estrada e pela pista", conta.

No velódromo, a paixão vem "muito por causa da adrenalina", pelo "espetáculo que aquilo tem num espaço pequeno" "São 250 metros e a ação que acontece ali. É a velocidade, adrenalina, todos esses pontos que viciam um bocado as pessoas na pista. Depois, o ambiente que também se vive nas competições", diferente da estrada e do BTT, comenta.

Agora, vai fazer algo que ainda há poucos anos parecia impensável, para a própria e para o país, que é levar a bandeira ao ciclismo de pista dos Jogos Olímpicos, e a experiência até aqui "tem sido muito boa" por Izu.

"Gosto muito aqui da zona e tenho aproveitado para descobrir esta zona do Japão. Obviamente é diferente de estar na Aldeia Olímpica, mas o pessoal todo da pista está aqui, acabamos por ter alguma gente. A nível do país, as pessoas têm sido muito acolhedoras e simpáticas. Os treinos têm corrido bem, a pista é fantástica, muito rápida, enorme, e tem tudo para serem uns Jogos Olímpicos muito bonitos", resume.

Depois de "um bom tempo de adaptação", à temperatura, ao fuso horário, e à pista "os treinos vão bem", sente-se "feliz" por estar em Tóquio'2020, e a "desfrutar um bocado da experiência".

Para a corrida, a ideia é "ir prova a prova". "A vantagem do omnium é que há quatro oportunidades para fazermos as coisas bem, e é o que quero. Terminar a corrida com sentimento de satisfação e orgulho e poder representar a minha bandeira no meu melhor nível", frisou, sem definir um objetivo fixo de lugares dada a "concorrência muito elevada e muitas atletas no mesmo nível".

Fonte: Record on-line

“Ciclista João Almeida assina contrato de cinco anos com a UAE Emirates”


Por: AJO

O ciclista João Almeida vai representar a UAE Emirates a partir de 2022, assinando um contrato de cinco épocas, anunciou hoje a equipa, com o português a referir que a mudança chega “na altura certa”.

“Estou entusiasmado com este novo capítulo na minha carreira e na minha vida. Sinto que a mudança para a UAE Emirates surge na altura certa e estou seguro de que me vou sentir feliz nesta nova aventura”, afirmou João Almeida, que vai ficar ligado à nova equipa até 2027.

O corredor de A-dos-Francos (Caldas da Rainha), de 23 anos, está em final de contrato com a Deceuninck-QuickStep e vai agora prosseguir a sua carreira na equipa do World Tour, que conta com os portugueses Rui Costa, Rui Oliveira e Ivo Oliveira.

João Almeida terminou a edição deste ano da Volta a Itália no sexto lugar da classificação geral, depois do quarto alcançado em 2020 na mesma corrida, tendo estado a representar Portugal nos Jogos Olímpicos Tóquio2020, com um 13.º lugar na prova de estrada e um 16.º no contrarrelógio.

Joxean Matxin Fernandez, diretor da equipa, referiu que João Almeida é um ciclista que conhecem há muito tempo e mostrou-se satisfeito por conseguir a sua contração.

“O João é um ciclista de grande qualidade e não temos dúvidas que será um pilar importante desta equipa. Ele é talentoso, versátil e estou seguro de que vamos assistir a muitos sucessos. O nosso objetivo é melhorar a equipa de ano para ano e estamos confiantes de que o João vai trazer coisas importante ao grupo, como atleta e como pessoa”, salientou.

Na UAE Emirates, João Almeida vai ter como companheiro de equipa o esloveno Tadej Pogacar, vencedor das últimas duas edições da Volta a França em bicicleta e medalha de bronze em Tóquio2020 na prova de estrada.

Fonte: Lusa

“O filme da etapa 2ª Etapa – Ponte de Sôr/Castelo Branco 162,1 km”


Kyle Murphy da Rally Cycling vence em Castelo Branco, Rafael Reis da Efapel mantém a Camisola Amarela

 

Por: José Morais

Fotos: RTP

Rafael Reis da Efapel, saiu de Amarelo hoje em Ponte de Sôr, depois de ter ganho o Prólogo em Lisboa, e vencido ontem em setúbal, depois de dois dias de glória, o que podemos esperar do corredor da Efapel, conseguirá ele manter a mesma no final dos 162.1 km, iniciamos aqui o filme da 2ª etapa, tudo a postos para o início da 2ª etapa:


 

Primeiras pedaladas:

 

A segunda etapa da 82ª Volta a Portugal Santander estava na estrada a partir das 13:05, tendo sido dada a partida simbólica, seriam 162,1 quilómetros com início na Ponte de Sor, que se estreou na corrida a receber o pelotão, chegada será em Castelo Branco, e estava marcada para cerca das 17:30


 

As Metas volantes e prémios de montanha do dia:

 

Esperavam pelos ciclistas três Metas Volantes a primeira no Crato ao km 42,3 a segunda em Portalegre ao km 64,1 e a terceira em Vila Velha de Ródão ao km 132,3, e ainda outros tantos Prémios de Montanha, todos de terceira categoria, o primeiro em Monte Paleiros ao km 71,8, o segundo na Serra de Ródão ao km 126,1 e por último no Retaxo ao km 149.


 

As camisolas:

 

De relembrar que Rafael Reis da Efapel vestia a Camisola Amarela Santander, símbolo da liderança na Volta a Portugal, e era também primeiro na classificação por pontos, mas o mesmo emprestava a Camisola Verde Rubis Gás que também lhe pertence, a Alex Molenaar da Burgos-BH, a Camisola da Montanha Continente pertencia à partida a Hugo Nunes da Rádio Popular-Boavista, e a Camisola da Juventude Jogos Santa Casa a Juri Hollmann da Movistar.



A festa na partida:

 

Ponte de Sor recebeu hoje em festa o pelotão da 82ª Volta a Portugal, com uma receção calorosa no início do terceiro dia de corrida, e recordava-se que Rafael Reis da Efapel era a grande figura até ao momento, ao ter vencido perentoriamente o prólogo, em Lisboa, e de forma espetacular a primeira etapa, com chegada à terra onde nasceu, Setúbal.


 

Começava a etapa:

 

Pelas 13:20 era dada a partida real para a segunda etapa, 122 ciclistas estavam em prova, de referir que David González da Caja Rural Seguros RGA não partiu para a etapa, tornando-se no quarto abandono na corrida.

 

A primeira tentativa de fuga:

 

Kyle Murphy da Rally Cycling, Marvin Scheulen da LA Alumínios-LA Sport e Andrew Turner da SwiftCarbon tentavam sair do pelotão depois de percorridos apenas três quilómetros, e aos cinco km estavam com 15 segundos de vantagem para o pelotão, mas a fuga não resultou, o pelotão estava compacto, os três corredores que tentaram sair foram apanhados ao km nove.


 

Nova tentativa de fuga:

 

Mas, os mesmos três ciclistas não desistiram, e voltavam a tentar sair logo ao km 10, eram eles Kyle Murphy da Rally Cycling, Marvin Scheulen da LA Alumínios-LA Sport e Andrew Turner da SwiftCarbon, e a vantagem era de 20 segundos, entretanto aumentava a diferença, e ao km 16 a vantagem subia para os 2:20 minutos, e a segunda tentativa do trio resultava, e tínhamos fuga.


 

 

E quem está na fuga:


O português Marvin Scheulen de 24 anos da LA Alumínios-LA Sport era na altura 94º na geral a 10:18 minutos do líder, logo atrás estava o britânico da SwiftCarbon Andrew Turner a 10:21, o americano Kyle Murphy da Rally Cycling era 116º a 12:52, entretanto o trio continuava a aumentar a vantagem, e a diferença para o pelotão continuava a subir, e estava quase nos quatro minutos (3:55), mas, continuava a aumentar cada vez mais a diferença,  quando a frente da corrida já tinha passado a marca dos 30 quilómetros era de 4:40 minutos.


 

Equipa repete presença na fuga:

 

Mais um dia a LA Alumínios-LA Sport repete a presença na fuga, depois de ontem ter sido Carlos Miguel Salgueiro o ciclista da equipa a estar na frente da corrida e ter sido o último do trio a ser apanhado, já na Serra da Arrábida, conseguiu vencer as três metas volantes do dia, no dia de hoje era a vez de Marvin Scheulen estar em destaque, quando a vantagem para o pelotão aumentava novamente, e era de 5:15 minutos na passagem do km 32.


 

A primeira Meta Volante:

 

Aproximava-se a primeira Meta Volante do dia, no Crato, a vantagem mantinha-se nos 5:15 minutos, aos km 37, entretanto era concluída a primeira hora de corrida tinham sido percorridos 43,7 quilómetros, quando surgiam os resultados da passagem pela primeira Meta Volante do dia no Crato ao km 42,3, o 1º era Andrew Turner da SwiftCarbon, 2º Kyle Murphy da Rally Cycling, e em 3º Marvin Scheulen da LA Alumínios-LA Sport, quando a diferença para o pelotão era de 6:05 minutos.


 

Muita calma no pelotão:

 

Tudo estava calmo no pelotão, enquanto na frente, o trio ia trabalhando e aumentando a vantagem, que ao km 49,5 era já de 6:55 minutos, mas, continua a aumentar e ao km 55 da prova, a diferença entre o trio da frente e o pelotão era de 8:10 minutos.

 

A Segunda Meta Volante do dia:

 

E na passagem pela segunda meta volante do dia, em Portalegre ao km 64,1 quilómetros, e o 1º era Andrew Turner da SwiftCarbon, 2º Marvin Scheulen da    LA Alumínios-LA Sport, e 3º Kyle Murphy da Rally Cycling, e quando surge a primeira subida do dia, o trio da frente já estava na subida de Monte Paleiros, numa altura em que a diferença também subia e já era de 9:10 minutos.


 

O primeiro prémio de montanha do dia:

 

E no primeiro Prémio de Montanha do dia, o resultado da passagem pelo Monte Paleiros, uma subida de terceira categoria ao km 71,8 quilómetros, o 1º era Marvin Scheulen da LA Alumínios-LA Sport, 2º Kyle Murphy da Rally Cycling, 3º Andrew Turner da SwiftCarbon, e Afonso Silva da Rádio Popular-Boavista fazia 4º na frente do pelotão, com a diferença para o trio fugitivo a descer para os 8:20 minutos.


 

Média da corrida:

 

Estava concluída a segunda hora de corrida, com 82 quilómetros percorridos, a média era de 41 quilómetros/hora, e a diferença da fuga descia, a vantagem para o grupo da frente estava a cair, e estava na altura nos 7:50 minutos, com o pelotão a acelerar na perseguição, a Tavfer-Measindot-Mortágua continuava a liderar o pelotão na perseguição ao trio fugitivo, ao km 91,5 dos 162,1, e a diferença era de 7:30 minutos.

 

Repor energias:

 

E na frente continuava um intenso trabalho, enquanto no pelotão, os ciclistas estavam a aproveitar para repor energias, era hora da importante alimentação, e ao km 100 apenas a 62,1 km da meta em Castelo Branco, a diferença entre o trio da frente e o pelotão estava estável, era na altura de 7:40 minutos.


 

Entretanto a situação no pelotão:

 

A Tavfer-Measindot-Mortágua continuava a impor o ritmo no pelotão, mas as equipas espanholas da Kern Pharma e da Caja Rural-Seguros RGA também estavam atentas na frente do grupo, era 15:55, mas a diferença voltava a descer e a menos de 40 quilómetros para a meta, a diferença era de 5:25 minutos.

 

E os resultados da meta volante em Vila Velha:

 

E na terceira e última meta volante do dia, n passagem por Vila Velha de Ródão ao km 132,3 quilómetros, o 1º era Andrew Turner da SwiftCarbon, 2º Marvin Scheulen da LA Alumínios-LA Sport, e o 3º Kyle Murphy da Rally Cycling, e o pelotão aproximava-se da frente, e a 20 quilómetros da meta a diferença era de 2:45 minutos, numa altura em que um ciclista da Kern Pharma e a equipa da Caja Rural- Seguros RGA estavam a trabalhar na frente do pelotão.


 

A 15 quilómetros da meta:

 

Era 17:00 horas, e os fugitivos estão a 15 quilómetros da meta em Castelo Branco, e no último Prémio da Montanha do dia de terceira categoria, no Retaxo ao km 149 quilómetros, o 1º era Marvin Scheulen da LA Alumínios-LA Sport, 2º para Kyle Murphy da Rally Cycling, e 3º Andrew Turner da SwiftCarbon, e 4º Hugo Nunes do Rádio Popular-Boavista que se adiantou do pelotão.

 

E surgia o novo líder da montanha:

 

Marvin Scheulen da LA Alumínios-LA Sport cumpria assim o objetivo que tinha para o dia de hoje, ao passar em primeiro nas três contagens de Montanha do dia era o novo líder da classificação e ia vestir a Camisola Continente, mas, a perseguição era para anular a fuga, o pelotão passava a marca dos 10 quilómetros para a meta em Castelo Branco e estava a 1:15 minutos do trio da frente, mas, Scheulen fica para trás, apenas Murphy e Turner ficavam na frente sem Scheulen, com 1:05 de vantagem, com o grupo da frente a cinco quilómetros da meta.


 

E nos metros finais:

 

Kyle Murphy estava sozinho na frente da corrida, e a vitória era para o americano Kyle Murphy da Rally Cycling, vence a segunda etapa isolado da 82ª Volta a Portugal em Castelo Branco no final dos 162.1 km, depois de terem saído de Ponte de Sôr.

 

O triunfo da fuga:

 

Murhy acreditou até ao fim e foi o único resistente da fuga que durou praticamente toda a etapa, houve uma queda no pelotão já na parte final, com destaque ainda para Joni Brandão da W52-FC Porto, que atacou nos últimos metros para tentar ganhar uns segundos à concorrência, a pensar na geral.


 

Rafael Reis mantém amarela:

 

E após a segunda etapa, o ciclista da Efapel mantém a liderança da corrida e vai continuar a vestir a Camisola Amarela Santander, vai sair amanhã da Sertã, até ao alto da Torre, será que vai conseguir segurar a mesma, amanhã veremos.
















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