domingo, 12 de julho de 2026

“Filipe Marques brilha em Hamburgo e garante lugar no pódio do paratriatlo”


Por: José Morais

Foto: FTP

Filipe Marques voltou a mostrar porque é um dos nomes mais consistentes do paratriatlo português ao conquistar o terceiro lugar na etapa de Hamburgo, na categoria PTS5, numa corrida marcada pelo ritmo intenso e pela disputa constante entre os três primeiros.

O triatleta terminou a prova em 58.24 minutos, ficando a 45 segundos do vencedor, o alemão Martin Schulz, que completou o percurso em 57.39. O canadiano Stefan Daniel assegurou o segundo posto com 57.52.

Apesar de ter sido o mais rápido no segmento inicial natação onde completou os 750 metros em 09.59 minutos, Marques viu Schulz aproximar‑se na bicicleta e acabou por perder terreno decisivo na corrida final, acabando por fechar o pódio.

A prova incluiu 20 km de ciclismo (três voltas) e 5 km de corrida (duas voltas), num percurso técnico e exigente que testou a capacidade de adaptação dos atletas.

A categoria PTS5 integra competidores com limitações físicas de menor grau, como comprometimento leve numa perna, moderado nos antebraços ou ausência parcial de membros um enquadramento que permite equilibrar a competição entre diferentes tipos de deficiência.

O paratriatlo tornou‑se modalidade olímpica nos Jogos do Rio 2016, e desde então tem crescido em competitividade e visibilidade, com atletas como Filipe Marques a reforçarem o estatuto da modalidade em Portugal.

“Tour de France em Ebulição: Etapa Encurtada, Ritmo Insano e Van der Poel Incendeia o Domingo”


Tour de France pega fogo sob calor extremo e Van der Poel explode para a vitória em Ussel

 

Por: José Morais

A véspera do primeiro dia de descanso não trouxe alívio ao Tour de France. Trouxe caos. A Corrèze amanheceu sob alerta vermelho, com o asfalto a derreter e o ar a vibrar como uma muralha de calor. A organização foi obrigada a amputar 30 quilómetros da etapa, mas o que se perdeu em distância ganhou-se em intensidade. O espetáculo não foi encurtado.

 

Calor brutal, ritmo selvagem

 

Desde a bandeira inicial, a corrida transformou-se numa batalha sem pausas. A estrada subia, o pelotão esticava-se e os ataques surgiam em sequência, como marteladas numa porta que não queria abrir. Kirsch, Alaphilippe, Ganna, Pidcock, Van der Poel, Jorgenson, Izagirre… todos tentaram fugir daquele forno, mesmo sabendo que a única saída era acelerar ainda mais.

A primeira hora foi um absurdo: 47 km percorridos e 700 metros de desnível. Os sprinters ficaram para trás, o grupo principal foi reduzido a pouco mais de quarenta ciclistas e o que deveria ser um dia de transição virou um clássico feroz.

 

A fuga ganha nomes pesados

 

Pidcock acendeu o pavio. Van der Poel trouxe a pólvora. Ganna lançou uma ofensiva que parecia definitiva. Formou-se uma fuga de luxo: Simmons, Gee-West, Johannessen, Van Eetvelt, Baudin, Castrillo, Pidcock e Van der Poel dois vencedores de grandes clássicas e um ritmo que não permitia respirar.

A UAE Team Emirates manteve a corda curta. Pogacar, em amarelo, não queria surpresas. A vantagem da fuga nunca passou muito de um minuto.

 

Pidcock domina as subidas; Castrillo resiste como gigante

 

Pidcock transformou cada subida numa seleção natural. Passou primeiro no Suc au May e na Côte de la Croix du Pey, pedalando como se a estrada tivesse sido desenhada para ele: estreita, quente, irregular.

Castrillo, o aragonês valente, voltou a mostrar a alma de caçador de etapas. Não precisava vencer para ser visto bastava dividir a frente com monstros como Van der Poel e Pidcock. Mas o ritmo acabou por o consumir antes dos 30 km finais.

 

Mont Bessou: o ataque que mudou tudo

 

No Mont Bessou, Van der Poel decidiu que era hora de virar a página. O ataque não pareceu uma aceleração pareceu uma mudança de cenário. Johannessen aguentou a roda. Pidcock tentou responder, mas um problema mecânico atrasou-o por segundos que pareceram eternos. Baudin também voltou ao grupo.

A 22 km da meta, quatro homens lideravam a corrida.

Atrás, Simmons e Gee-West desistiram da fuga para trabalhar para Pedersen. Verona juntou-se ao esforço da Lidl-Trek, enquanto Vauquelin puxava pela Ineos. A diferença caiu para 45 segundos.

 

Ussel vibra com a aproximação do Tour

 

Era a primeira vez que Ussel recebia o Tour. As ruas ferviam de expectativa enquanto o grupo perseguidor surgia ao longe. Van der Poel olhou para trás. Pidcock recuperava o fôlego. Johannessen e Baudin calculavam cada pedalada.

A estrada começou a descer. A tensão cresceu.

 

Van der Poel, em modo fera, fecha o dia com triunfo feroz

 

No sprint reduzido, Mathieu van der Poel mostrou porque é um dos ciclistas mais explosivos da sua geração. Lançou-se com violência controlada e cruzou a meta como se estivesse a reclamar o Tour para si.

A etapa foi encurtada. O espetáculo, não.

“Triatlo: Maria Tomé lidera prestação portuguesa em Hamburgo com top‑25”


Por: José Morais

Foto: Facebook atleta

A etapa de Hamburgo do Mundial de triatlo trouxe emoções distintas para a comitiva portuguesa. Maria Tomé voltou a destacar‑se entre as atletas nacionais, assegurando um sólido 25.º lugar numa corrida marcada pelo ritmo intenso e pela superioridade da francesa Leonie Periault, vencedora da prova.

 

Maria Tomé em bom plano na Alemanha

 

A triatleta concluiu o percurso composto por 750 metros de natação, 19,8 km de ciclismo e 5 km de corrida em 57m30s, ficando a 1m39s da campeã Leonie Periault, que venceu com 55m51s. A alemã Lisa Tertsch garantiu o segundo posto (55m56s), enquanto a sueca Tilda Mansson fechou o pódio (56m03s).

Entre as restantes portuguesas, Madalena Almeida terminou na 48.ª posição, com 59m57s, e Mariana Vargem acabou por abandonar a prova.

 

Vasco Vilaça volta ao pódio e reforça liderança mundial

 

Horas antes, na elite masculina, Vasco Vilaça voltou a brilhar ao conquistar o segundo lugar, somando a quarta presença consecutiva no pódio em cinco etapas do campeonato. O português mantém‑se como líder destacado da classificação geral.

Vilaça concluiu a prova apenas três segundos atrás do vencedor, o australiano Matthew Hauser, que fechou em 50m07s. O atleta luso já soma dois triunfos (Samarkand e Alghero) e outro segundo lugar (Quiberon), consolidando uma temporada de excelência.

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
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