quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

“Rui Costa Costa elogia momento "fantástico" do ciclismo português: «Está a ser visto de outra forma»”


Corredor da EF Education-EasyPost, de 38 anos, enaltece os novos talentos

 

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Foto: Instagram/Rui Costa

Rui Costa considera que o ciclismo português está a viver um momento fantástico, perspetivando um futuro auspicioso para as cores nacionais, alicerçado no sucesso da pista, mas também no potencial na estrada.

"Fantástico", disparou ao ser questionado sobre como via os feitos recentes do ciclismo português, nomeadamente dos vigentes campeões olímpicos de madison Iúri Leitão e Rui Oliveira, que lideraram uma comitiva que somou seis medalhas nos Europeus de pista que acabaram no domingo.

Campeão mundial de fundo em 2013, Rui Costa foi o único luso a vestir a camisola arco-íris na estrada e, hoje, mais de uma década depois do seu feito, defende que o ciclismo nacional está a passar "por uma altura muito boa".

"É óbvio que as medalhas olímpicas foram a cereja no topo do bolo, porque realmente sabemos o quanto os Jogos Olímpicos mexem com as pessoas a nível emocional, e o ciclismo realmente ter conseguido as medalhas foi fantástico", reforçou.

Para Rui Costa, o ouro conquistado no madison e a prata alcançada por Leitão no omnium em Paris2024 alteraram o paradigma, nomeadamente a nível mediático, notando que as medalhas dos Europeus que terminaram no domingo foram muito mais divulgadas do que eram anteriormente, quando os feitos eram assinalados quase exclusivamente em páginas nas redes sociais dedicadas à modalidade.

"Hoje em dia, vejo uma partilha, em termos geral, muito maior. Isso é, sem dúvida, muito gratificante, ver que isso está a mudar em Portugal. O ciclismo está a ser visto de outra forma. Realmente, o ciclismo tem mudado muito e é bom. Fico super orgulhoso pela minha modalidade, neste caso não só de estrada, mas também a vertente de pista, que tem evoluído muito", destacou.

O corredor da EF Education-EasyPost, de 38 anos, acredita que a modalidade em Portugal está "num bom caminho", com muitos talentos a aparecer, referindo especificamente António Morgado, o ciclista de 21 anos da UAE Emirates que ganhou no domingo a terceira edição da Clássica da Figueira.

"É um motivo de orgulho para o futuro que vamos ter, e não só ele. Acho que muitos aparecerão. É óbvio que nós, em Portugal, não temos o mesmo sistema que têm outras nacionalidades, de podermos lançar cada vez mais atletas, mas eu acredito que isso está a mudar também. Sabemos o quanto este desporto é um desporto duro. Nem todos os pais querem meter os filhos no ciclismo", evidenciou.

No entanto, apesar da dureza e perigosidade, sobretudo na estrada, Rui Costa confia que os êxitos recentes vão atrair novos talentos para uma modalidade a viver um período de ouro.

"O bom é que - coisa que nunca tinha acontecido no passado -, hoje em dia, se tens que estruturar uma equipa para um Mundial, já podemos dizer que é uma equipaça. Antigamente, íamos um bocadinho limitados, mas, agora, se tens que criar um lote de sete ou oito corredores, levas corredores de excelência", avaliou.

O mais veterano dos 'emigrantes' nacionais -- tem 38 anos - sublinhou ainda a diversidade dos ciclistas nacionais: "Estamos muito bem equilibrados nos atletas que temos. Nem somos muito pesados, nem somos muito leves. Acho que somos um tipo de atletas que respondemos a todo tipo de percurso. Isso é muito bom".

"Acho que daqui para a frente o ciclismo, realmente, tem muito futuro e eu acho que é um motivo de orgulho para nós todos portugueses", concluiu.

Fonte: Record on-line

“Primoz Roglic só promete dar o seu melhor na Volta ao Algarve”


Esloveno dispensou pouco mais de um minuto aos jornalistas à partida da primeira etapa

 

Por: Lusa

Foto: Reuters

Primoz Roglic encara a Volta ao Algarve como uma oportunidade para começar a "ligar tudo" na Red Bull-BORA-hansgrohe, com o ciclista esloveno a prometer apenas que tentará fazer o seu melhor na 51.ª edição que arrancou esta quarta-feira.

Avesso a entrevistas - já tinha faltado à conferência de imprensa de apresentação da prova na segunda-feira -, 'Rogla' dispensou pouco mais de um minuto aos jornalistas à partida da primeira etapa, em Portimão, e não abriu o jogo quanto às suas ambições para a 51.ª edição da corrida que venceu em 2017.

"Temos muita gente nova, é bom começar a 'ligar' tudo. Esse é o principal objetivo", limitou-se a dizer.

De sorriso no rosto e visivelmente bem-disposto, o tetracampeão da Vuelta e vencedor do Giro2023 não se alongou em explicações sobre o porquê de ter escolhido a 'Algarvia' para arrancar uma época em que estará na Volta a Itália e, depois, no Tour.

"Passou muito tempo desde que estive aqui. Temos de começar em algum lado, não?", disparou, numa das suas habituais respostas desconcertantes.

O esloveno da Red Bull-BORA-hansgrohe queria apenas começar a época e iniciar a sua primeira corrida, embora tenha revelado que o contrarrelógio da última etapa, que termina no alto do Malhão, tenha pesado na sua decisão de regressar ao Algarve, onde também foi quinto na geral em 2016.

"O mais importante é tentar conectar tudo, temos muita gente nova e temos de começar a trabalhar juntos. Todos treinamos juntos, mas em corrida é diferente. Todos queremos dar o nosso melhor", garantiu.

Já a fugir dos jornalistas que o rodeavam, o ciclista de 35 anos prometeu "uma boa corrida" ao público nacional, que a ele ficou rendido nas etapas portuguesas da última Volta a Espanha.

"Tentaremos fazer o nosso melhor. Espero que desfrutem do espetáculo", concluiu.

A 51.ª Volta ao Algarve já está na estrada, com os 174 ciclistas presentes a cumprirem 192,2 quilómetros entre Portimão e Lagos, onde a chegada está prevista para as 16:48.

Fonte: Record on-line

“Pogacar soma primeiro triunfo da época e lidera Volta aos Emirados”


Na geral, ciclista esloveno tem 18 segundos de avanço sobre o britânico Joshua Tarling (INEOS)

 

Por: Lusa

O ciclista esloveno Tadej Pogacar (UAE Emirates) subiu esta quarta-feira à liderança da Volta aos Emirados Árabes Unidos, depois de vencer a terceira etapa, naquela que foi a primeira vitória da temporada do campeão do mundo.

Ao terceiro dia de competição, o vencedor da Volta a Itália e Volta a França em 2024 somou o primeiro triunfo, com um ataque a cerca de 200 metros da meta, coincidente com uma contagem de montanha de primeira categoria, em Jebel Jais, 181 quilómetros após a partida em Ras al Khaimah.

Após a UAE Emirates ter controlado praticamente toda a tirada, Pogacar atacou nos metros finais, sem que ninguém conseguisse responder, vencendo em 4:36.04 horas, o mesmo tempo do britânico Oscar Onley (Picnic PostNL) e do austríaco Félix Gall (Decathlon AG2R La Mondiale), segundo e terceiro, respetivamente.

Na geral, Pogacar tem 18 segundos de avanço sobre o britânico Joshua Tarling (INEOS), anterior líder, e 23 sobre o espanhol Pablo Castrillo (Movistar), que subiu ao terceiro lugar.

Na quinta-feira corre-se a quarta etapa da Volta aos Emirados Árabes Unidos, com uma ligação de 181 quilómetros entre Fujairah Qidfa Beach e Umm al Quwain, num percurso propício a uma chegada ao sprint.

Fonte: Record on-line

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