sexta-feira, 5 de julho de 2019

“Geraint Thomas: «Não sinto que tenha de provar nada a ninguém»”

Desvaloriza opinião daqueles que consideram que a sua vitória em 2018 foi um sucesso irrepetível

Por: Lusa

Foto: Reuters

O britânico Geraint Thomas (INEOS), campeão em título da Volta a França, garantiu esta sexta-feira não ter nada a provar, desvalorizando, ironicamente, aqueles que consideram que a sua vitória em 2018 foi um sucesso irrepetível.

"Não sinto que tenha de provar nada a ninguém, embora haja quem defenda que eu sou um 'one hit wonder' [sucesso único, em tradução livre]. Se assim for, que bom sucesso foi", acentuou, antes de afastar a pressão de defender o título conquistado no ano passado, recorrendo a uma nova alusão musical com o famoso "o que será, será", historicamente cantado por Doris Day.

Dono de um humor refinado, o galês arrancou risos da audiência, com afirmações irónicas e mordazes, quando argumentou que o inglês fluente do colombiano Egan Bernal, o outro líder da INEOS, é uma preciosa ajuda para o bom funcionamento da equipa: "Parece uma questão menor, mas não é".

Questionado sobre se a ausência de Chris Froome, o quatro vezes vencedor do Tour (2013, 2015, 2016 e 2017) que na passada edição se conformou com o terceiro lugar e o ajudou a conquistar a amarela, permitirá que a corrida seja mais aberto, Thomas disparou simplesmente: "espero que não".

"Espero que um de nós ganhe e que seja um Tour rotineiro. É uma pena que o Chris não esteja, mas é assim a vida. Estamos aqui nós. Todos sabemos o que fazer e tentaremos apreciar a corrida e fazer o que fazemos todos os anos", declarou, assumindo, ainda assim, que a 106.ª edição pode ser "ligeiramente diferente" e que a sua equipa, em vez de ter cinco ciclistas entre os homens da frente, talvez só tenha três.

Convidado a nomear quem serão os seus principais rivais na edição que arranca no sábado, em Bruxelas, e termina em 28 de julho, em Paris, o galês, de 33 anos, corrigiu o termo, garantindo não ter rivais, mas sim "bons" colegas de profissão a quem deve estar particularmente atento, nomeadamente os gémeos britânicos Adam e Simon Yates (Mitchelton-Scott), o italiano Vincenzo Nibali (Bahrain Merida), os 'tipos' da Movistar, o australiano Richie Porte (Trek-Segafredo) e, sobretudo, o dinamarquês Jakob Fuglsang (Astana).

"Teve um ano fantástico, esteve no pódio em todas as provas que disputou. Está na forma da vida dele. Se puder estar uns furos atrás de mim e do Bernal, seria bom", completou.

Menos à vontade diante dos cerca de 200 jornalistas que lotaram a sala de hotel reservada para a conferência de imprensa da sucedânea da todo-poderosa Sky, o colombiano de 22 anos declarou-se "muito tranquilo" para aquela que será a sua segunda participação na 'Grande Boucle', a primeira como chefe de fila.

"Às vezes, sinto que a imprensa sente mais pressão do que eu. São vocês que falam de pressão. Tenho bons companheiros, não quero pensar na pressão, em ganhar ou não, quero apenas desfrutar do Tour", reforçou.

Apesar de ser "muito jovem", Bernal está "numa equipa com muita experiência".

"Para mim, torna-se mais fácil, por ter companheiros que posso seguir", acrescentou, sendo corroborado pelo diretor da equipa, Dave Brailsford, que assegurou que o colombiano pode não ter idade, nem experiência, mas está preparado para o desafio de liderar a formação britânica neste Tour.

Fonte: Record on-line

“Trio lusitano parte com confiança para o Tour”

Rui Costa, Nelson Oliveira e José Gonçalves otimistas

Por: Alexandre Reis

As 22 equipas que arrancam amanhã para a Volta a França foram ontem apresentadas sob um banho de multidão no centro de Bruxelas, cidade que acolhe pela segunda vez na história a partida do Tour, sendo este ano o da celebração do 50º aniversário da primeira vitória do belga Eddy Merckx, assim como os 100 anos da camisola amarela.

Um centenário que foi muito amargo para os ciclistas portugueses, pois já lá vão 30 anos sem que ninguém chegue à liderança da classificação geral, depois de Acácio da Silva ter vencido, no Luxemburgo, a 1ª etapa do ano de 1989 e de ter andado quatro dias de amarelo.

Desta vez serão Rui Costa (Emirates), Nelson Oliveira (Movistar) e José Gonçalves (Katusha) a poderem repetir a façanha (ou vencer alguma etapa), mas estarão condicionados pelos respetivos chefes-de-fila.

O antigo campeão mundial vai ter de ajudar o italiano Fabio Aru, o vice-campeão de contrarrelógio dos Jogos Europeus terá de prestar vassalagem ao colombiano Nairo Quintana e ao espanhol Mikel Landa, enquanto Gonçalves também terá de escudar o russo Ilnur Zakarin.

"A minha missão é trabalhar para a equipa, pelo que não venho com nenhum objetivo pessoal. Vou fazer, simplesmente, aquilo que os chefes me propuserem", considerou Nelson Oliveira, que tem, no entanto, algumas ambições no contrarrelógio da etapa 13 (Pau-Pau, 27,2 km), no dia 19, e no de domingo, em Bruxelas (27,6 km), onde os organizadores pretendem bater o recorde de velocidade média (57,841 km/h) estabelecido pela Orica-Green em 2013.

Em declarações à Lusa, Nelson Oliveira, que será companheiro de quarto de Nairo Quintana, defendeu que espera chegar a Paris sem grandes percalços e saudável, sem cair na primeira semana, que "tem muito stress", desejando "que o balanço seja a Movistar ganhar o Tour".

Fonte: Record on-line

“Troféus da Volta a Portugal assinados por Joana Vasconcelos”

Viúva Lamego perpetua tradição da azulejaria nacional

Pelo segundo ano consecutivo, a empresa Viúva Lamego aceitou o desafio de criar as peças cerâmicas que vão brindar os vencedores da 81ª Volta a Portugal Santander. Depois de, no ano passado, o arquiteto Álvaro Siza Vieira ter sido responsável pelo processo criativo dos novos troféus, este ano coube à artista plástica Joana Vasconcelos o desenvolvimento dos desenhos originais que serão pintados manualmente nas peças cerâmicas oferecidas diariamente aos heróis da Volta.

Para além dos troféus entregues aos vencedores de cada etapa e ao vencedor final da 81ª Volta a Portugal Santander, Joana Vasconcelos criou outra versão que será oferecida aos municípios de partida e chegada. Durante a Volta a Portugal serão entregues 42 troféus que perpetuam as tradições da azulejaria nacional reconhecida em todo o mundo.

Fundada em 1849, a Viúva Lamego é reconhecida pela qualidade de execução ímpar nas mais diversas formas de arte, nomeadamente na azulejaria e na faiança portuguesas. A especialização em pintura manual está assente numa longa tradição de fabrico, com matérias-primas, métodos e técnicas de manufatura próprias. O entusiasmo em criar de raiz e à medida, difícil de encontrar numa fábrica, surge naturalmente na Viúva Lamego graças ao equilíbrio da capacidade de produção em escala que não abdica de métodos artesanais como a pintura à mão.

A 81ª Volta a Portugal Santander realiza-se de 31 de julho a 11 de agosto com início em Viseu e festa final em Gaia e Porto.

Fonte: Podium

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
  • Diretor: José Manuel Cunha Morais
  • Subdiretor: Helena Ricardo Morais
  • Periodicidade: Diária
  • Registado: Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº: 125457
  • Proprietário e Editor: José Manuel Cunha Morais
  • Morada: Rua do Meirinha, 6 Mogos, 2625-608 Vialonga
  • Redacção: José Morais
  • Fotografia e Vídeo: José Morais, Helena Morais
  • Assistência direção, área informática: Hugo Morais
  • Sede de Redacção: Rua do Meirinha, 6 Mogos, 2625-608 Vialonga
  • Contactos: Telefone / Fax: 219525458 - Email: josemanuelmorais@sapo.pt noticiasdopedal@gmail.com - geral.revistanoticiasdopedal.com