quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

“Volta ao Algarve: Rui Oliveira lamenta ter perdido oportunidade por erro da organização”


Ciclista da Emirates comenta incidente em Lagos

 

Por: Lusa

Foto: FP Ciclismo

Rui Oliveira lamentou esta quarta-feira não ter podido lutar por uma vitória na Volta ao Algarve em bicicleta devido a um erro da organização, notando que o lado direito da estrada estava aberto ao contrário do que acontecia anteriormente.

O português da UAE Emirates foi aquele que mais sonoramente protestou assim que concluiu, por uma via 'alternativa', a anulada primeira etapa da 51.ª edição da 'Algarvia'.

"Não sei como aconteceu. Em todos os anos, está sempre fechado o lado direito, este ano estava aberto. Não sei. Obviamente, se só temos de ir para um lado, tinham de fechar o lado direito. Nos outros anos, havia sempre o lado direito fechado, ninguém conseguia ir", explicou à agência Lusa.

O campeão olímpico de madison descreveu o que viveu na chegada à Avenida dos Descobrimentos em Lagos, onde o pelotão se partiu em dois e dezenas de ciclistas seguiram por uma via paralela ao percurso correto.

"Não percebi o que tinha acontecido. Depois, no final, consegui ver que o lado esquerdo era o lado correto. Mas se está aberto e os primeiros foram por lá... uma pessoa só segue a estrada. A estrada está aberta, é por onde temos de seguir", insistiu.

Questionado pela Lusa sobre se sentiu que perdeu hoje uma das escassas oportunidades para lutar por uma vitória em etapa nesta edição da Volta ao Algarve, Oliveira respondeu com um rotundo "claro".

"Estava nos primeiros e, obviamente, quando começámos a lançar o sprint, todos ficámos confusos, porque estavam pessoas no meio da estrada, não havia meta, não havia pórtico", revelou.

Primeiro a cortar a meta em Lagos, o italiano Filippo Ganna (INEOS) ainda celebrou a vitória, mas viu o colégio de comissários anulá-la a posteriori, já depois de ter falado com os jornalistas declarando-se vencedor.

"A minha opinião é que ganhei, simplesmente isso", disse, defendendo que, se a sinalização fosse confusa, todos os ciclistas teriam seguido pela direita.

Com a primeira etapa anulada, a Volta ao Algarve a contar começa na quinta-feira, com a segunda tirada a ligar Lagoa e o Alto da Fóia, onde está instalada uma contagem de categoria especial após 177,6 quilómetros.

Fonte: Record on-line

“Volta ao Algarve: Cândido Barbosa assume "engano claro" da organização”


Presidente da FP Ciclismo aborda incidente em Lagos

 

Por: Lusa

Foto: Lusa

Um "engano claro por parte da organização" induziu hoje em erro os ciclistas no final da primeira etapa da Volta ao Algarve, assumiu Cândido Barbosa, considerando que a falha organizativa manchou a 51.ª edição.

"Foi uma falha organizativa. Nota-se perfeitamente", começou por admitir o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC), responsável pela 'Algarvia'.

Cândido Barbosa falava aos jornalistas após o caótico final em Lagos, onde dezenas de ciclistas seguiram pelo desvio dos carros e falharam a passagem na meta, o que levou o colégio de comissários a anular a primeira etapa.

"A organização teve uma falha, as imagens estão gravadas. Temos lá um bandeira amarela que não atuou a tempo. Os ciclistas vêm a alta velocidade, se calhar deviam estar dois [bandeiras]. A própria PSP deveria fazer o seu papel, que nota-se nas câmaras em direto que não fez", defendeu.

O presidente da FPC concedeu que houve "um engano claro por parte da organização, que induziu os ciclistas em erros".

"Vamos manchar a Volta ao Algarve com uma situação destas. Uma corrida deste nível, com o resultado que teve no último ano, de melhor corrida UCI ProSeries de cinco dias. Começámos mal, mas a organização fez tudo o que estava ao seu alcance. Naturalmente, esta falha deitou tudo a perder. Uma coisa mínima, mas infelizmente não tenho palavras para mais", disse o antigo ciclista, que sucedeu em novembro a Delmino Pereira na presidência da FPC.

Barbosa recordou ainda que o presidente do colégio de comissários, o espanhol Miguel Echezortu, é "o decisor final" e que este entendeu que anular a etapa era a única solução.

"Só temos de concordar. Vamos fazer a cerimónia protocolar para determinar o vencedor virtual, e amanhã [quinta-feira] começam todos do zero. Amanhã, começa a Volta ao Algarve", concluiu.

Fonte: Record on-line

“Rui Costa vai tentar completar no Giro a trilogia de etapas em grandes Voltas”


Uma opção da EF Education-EasyPost que o português aceitou com entusiasmo

 

Por: Lusa

Foto: Instagram/Rui Costa

Rui Costa vai regressar à Volta a Itália com o objetivo de ganhar uma etapa, uma opção da EF Education-EasyPost que o ciclista português aceitou com entusiasmo, até por considerar que a prova italiana é "mais aberta".

"[O Giro] posso dizer que foi uma opção tirada mais da parte da equipa e eu aceitei logo de bom agrado", começou por explicar, em entrevista à agência Lusa.

Rui Costa adora o Tour e, por isso, se lhe tivessem dado a escolher, era na Volta a França que estaria. "Mas há coisas que nós, no destino, não podemos mudar e a equipa, neste caso, preferiu que eu fizesse o Giro e eu optei por dizer sim, porque eu acho que é uma corrida algo interessante para mim. É uma corrida mais aberta para aquilo que [...] um corredor mais ou menos do meu perfil tenta encontrar", avaliou.

Aos 38 anos, o poveiro vai alinhar pela terceira vez na 'corsa rosa', após ter participado nas edições de 2017 e 2022, considerando que esta tem "mais para oferecer" do que a 'Grande Boucle', uma corrida cada vez mais controlada, onde principalmente Tadej Pogacar "ganha muito" - no ano passado, foram seis as etapas que o esloveno da UAE Emirates conquistou, além da geral, à semelhança do que fez no Giro.

"Os outros, às vezes, também veem um pouco fragilidade - que é muito difícil que aconteça -no Pogacar e então talvez até que tomam a rédea da corrida para poder ganhar uma etapinha. A corrida está toda muito condicionada e é muito difícil para corredores do meu perfil quererem ganhar etapas", notou.

Dada a ausência do campeão em título, o corredor da EF Education-EasyPost antecipa que a 108.ª edição da Volta a Itália possa ser "mais calma", proporcionando-lhe aquele que "sem dúvida" é o seu principal objetivo: vencer uma etapa e completar a trilogia em grandes Voltas (tem três no Tour e uma na Vuelta).

"Estaria a mentir se não dissesse que o Giro talvez fosse o objetivo principal [da época] não só a nível pessoal, mas a nível coletivo, porque levamos o Richard Carapaz. A equipa tem muita confiança nele, nós também, como companheiros, e eu acho que pode ser uma prova muito interessante para o Richard, porque ele fará o Giro, fará o Tour. Então, é uma boa prova para ganhar confiança", perspetivou.

Apesar de Costa e a equipa terem objetivos partilhados, e do equatoriano ter pretensões a 'bisar' na 'corsa rosa', que conquistou em 2019, o português espera que as suas opções de lutar por uma etapa "realmente estejam bem vincadas".

"Espero que não tenha que me massacrar de trabalho e no dia que entrar na fuga não estou a 100% para a disputar. Isso são coisas que, às vezes, as pessoas não têm noção, as pessoas não veem, mas basta que um dia antes ou dois dias antes tenhas tido muito trabalho em função do teu líder e, depois, nesse dia em que te dão a oportunidade, tu dizes 'ok tenho que a aproveitar, mas nos últimos dois dias estive na frente do pelotão, desgastei-me bastante'", realçou.

O corredor da EF Education-EasyPost "normalmente" gosta de entrar bem na temporada, mas este ano foi "um bocado mais cauteloso", porque todo o percurso que tem traçado até ao Giro, que inclui presenças na Strade Bianche, Tirreno-Adriático, Volta à Catalunha, Flèche Wallone, Liège-Bastogne-Liège, com um estágio em altitude pelo meio, é "muito seguido" e não dá para descansar.

"Junto com a equipa, optámos por entrar um bocadinho com mais calma, ir progredindo agora com todas estas competições, de modo a chegar numa boa condição ao Giro", completou.

Quinto classificado na Clássica da Figueira no domingo, o poveiro sente que a condição física "tem vindo a crescer", depois de ter estado a ponto "de quase ficar doente" durante o Challenge de Maiorca.

"Entretanto melhorei, não cheguei a ficar doente, e então isso é muito bom. Tenho vindo a treinar nas últimas duas semanas após Maiorca, tenho vindo gradualmente a sentir-me melhor. Não estou como provavelmente estive há dois anos, mas estou contente, porque também a minha trajetória faz com que eu também não quisesse estar muito forte já no início da temporada", explicou, quando questionado sobre as perspetivas para a Volta ao Algarve.

Assinalando "umas pinceladas novas no percurso" que tornam a 51.ª edição "mais interessante", Costa voltou a enaltecer o prazer que é correr no seu país.

"É sempre muito agradável para mim poder correr em Portugal. É sempre uma opção que eu tenho sempre presente e, quando existe a oportunidade, eu marco logo o meu lugar da presença nestas corridas iniciais do ano aqui em Portugal", lembrou à Lusa.

Hoje, o mais consistente português na prova na última década - foi terceiro em 2014, quarto em 2020 e quinto em 2013 e 2012 - vai partir para a sua 11.ª Volta ao Algarve, que arranca em Portimão e termina no domingo, com uma cronoescalada que leva o pelotão até ao alto do Malhão.

Fonte: Record on-line

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