terça-feira, 9 de agosto de 2016

“15º Prémio de Ciclismo de Rendufe”

Disputa-se no dia 13 de agosto o 15º Prémio de Ciclismo de Rendufe, iniciativa da Associação de Ciclismo do Minho e da Secção de Ciclismo do Rendufe Futebol Clube pontuável para a Taça do Minho de Ciclismo de Estrada - Arrecadações da Quintã. A prova é destinada aos escalões de pupilos/benjamins, iniciados, infantis, juvenis, cadetes e juniores.

As diversas provas do 15º Prémio de Ciclismo de Rendufe serão realizadas em Rendufe (Amares), nas imediações da junta de freguesia local.

O arranque das diversas provas está marcado para as 15 horas, prevendo-se que a cerimónia protocolar e de entrega de prémios ocorra pelas 18h00.

As provas de destreza decorrerão na Rua Urbanização das Neves e as provas em linhas serão disputadas no seguinte percurso: Rendufe (Avenida do Monte), à drt. p/Braga EN 205, Lago, rotundo à drt. p/ Igreja de Lago, à drt. p/Rendufe, Igreja de Lago, Campo de Jogos do Rendufe FC, Entroncamento, à drt. p/Rendufe (centro), Avenida do Monte.

Organizado conjuntamente pela Associação de Ciclismo do Minho e pela Secção de Ciclismo do Rendufe Futebol Clube, o 15º Prémio de Ciclismo de Rendufe conta com a colaboração da Câmara Municipal de Amares, Junta de Freguesia de Rendufe, Federação Portuguesa de Ciclismo, Arrecadações da Quintã, Cision, Raiz Carisma - Soluções de Publicidade, POPP Design, Controlsafe, Ciclismo a fundo (revista oficial) e Roda na Frente.

No ano passado, cerca de duas centenas de jovens participaram no 14º Prémio de Ciclismo de Rendufe, uma iniciativa organizada pela Associação de Ciclismo do Minho e pela Secção de Ciclismo do Rendufe Futebol Clube. Na atividade integrada no Troféu Revelações de Ciclismo de Estrada - Raiz Carisma o espetáculo e a emoção marcaram as provas de todos os escalões. Na prova pontuável para o Troféu Revelações de Ciclismo de Estrada da Associação de Ciclismo do Minho venceram Pedro Preto (juniores), Diogo Vieira e Celina Faria (cadetes), Daniel Dias e Beatriz Martins (juvenis), João Martins e Beatriz Pereira (infantis), Gabriel Baptista e Milza Gonçalves (iniciados) e Alexandre Loução e Ana Sá (pupilos/Benjamins).

Fonte: ACM

“Agenda de Ciclismo”

Taça de Portugal de Elite decide-se em Mortágua e em Águeda

A Taça de Portugal de Elite termina no próximo fim-de-semana, com uma jornada dupla. No sábado corre-se a quarta e penúltima prova pontuável, o Grande Prémio de Mortágua. No dia seguinte disputa-se, em Águeda, o Grande Prémio Anicolor.

Uma semana depois da Volta a Portugal, a W52-FC Porto pode comemorar novo sucesso, pois domina hegemonicamente a Taça de Portugal. Os portistas ocupam os quatro primeiros lugares da geral, através, respetivamente, de Daniel Freitas, Juan Ignácio Pérez, Joaquim Silva e Ángel Sánchez. A vitória não é, contudo, certo, uma vez que as duas provas do próximo fim de semana valem ainda 150 pontos e as diferenças pontuais são escassas.

A prova de sábado é o já tradicional circuito de Mortágua, uma exigente prova de 144 quilómetros, com início às 12h00 e final previsto para cerca das 15h30, à terceira passagem pela meta. O circuito final é muito seletivo, podendo provocar diferenças significativas.

O Grande Prémio Anicolor tem 164,4 quilómetros e será disputado, em Águeda, a partir das 14h00 de domingo, prevendo-se que termine pouco depois das 18h00. A prova encerra à quarta passagem pela meta. Tal como na véspera, o circuito final é exigente, feito de sobe e desce.

Mais eventos oficiais

13 a 15 de agosto: Vila do Conde – Peneda Gerês Extreme

13 de agosto, 15h00: 15.º Prémio de Ciclismo de Rendufe, Amares

13 de agosto, 22h30: 1.º DHU Noturno de Monchique

14 de agosto, 9h00: Circuito de Calvos, Milharado, Mafra

14 de agosto, 9h00: Granfondo José Augusto Brito, Ourique,

14 de agosto, 14h00: 2.º Prémio de Ciclismo Guilherme Silva, Bombarral

14 de agosto, 17h30: Circuito Alves Bandeira, Ventosa do Bairro, Mealhada

15 de agosto, 9h00: 41.º Circuito de Santa Marta de Portuzelo, Viana do Castelo

15 de agosto, 9h30: 6 Horas de Bragança

15 de agosto, 15h00: 20 Horas da Ferradura, Pousadas Vedras, Pombal

15 de agosto, 17h00: Circuito Ciclista de Manique do Intendente, Azambuja

Fonte: FPC

“Volta Portugal/ O final, triunfo de Rui Vinhas na 78ª Volta a Portugal”

Texto: Patrícia Azevedo

Fotos: José Morais, JanecaPhoto, Aldrabiscas

O ciclista português da W52-FC Porto venceu pela primeira vez, aos 29 anos, a prova rainha do ciclismo nacional e que tinha no colega de equipa Gustavo Veloso, vencedor das duas últimas edições da Volta a Portugal, o grande favorito.

Com a camisola amarela desde a terceira etapa, Rui Vinhas partia para os últimos 32 quilómetros com uma vantagem de 2,25 minutos sobre o seu “chefe de fila”, especialista em contrarrelógio e que ainda acalentava esperanças de alcançar a terceira vitória em Portugal.

Mas, o corredor de Valongo, aguentou-se e perdeu apenas 54 segundos na etapa, vencida pelo espanhol com o tempo de 40.46,73 minutos e, cinco anos depois do êxito de Ricardo Mestre, deu à Volta um novo vencedor português.

Rui Vinhas afirmou-se muito feliz pela vitória, e que “sabia que vinha a fazer um bom tempo, sofri bastante nestes 32 quilómetros, mas estou nas nuvens”, referindo que o fato de muitos portugueses pedirem uma vitória nacional lhe deu “mais confiança e hoje passei os meus limites para tentar fazer o melhor possível”.

O ciclista fez questão de agradecer ao colega de equipa, Gustavo Veloso, porque “ele trabalhou bastante comigo para esta vitória, ajudou-me bastante nesta preparação para a Volta” e, apesar de vitorioso, defendeu que “o Gustavo era o homem mais forte da prova e tive a sorte de ganhar uns minutos em Macedo de Cavaleiros, a partir daí tentei defender-me ao máximo e o Gustavo ajudou-me muito nisso”.

O espanhol, que partilhou com Vinhas um abraço emocionado no fim da meta, disse à RTP que o colega “fez o contrarrelógio da sua vida. Defendeu-se muito bem. Demonstrou que é forte. É uma mistura de sentimentos. Estou feliz por Rui Vinhas ter ganho e a vitória ter ficado na equipa, mas é difícil saber que és o mais forte da Volta e não consegues ganhar. Qualquer pessoa no meu lugar conseguia perceber o que sinto agora".

Aurora Cunha, antiga maratonista e três vezes campeã do mundo de estrada, declarou, ainda no início da etapa e sem vencedor conhecido, que “por tudo o que o Rui Vinhas fez durante esta Volta, merecia ganhar e para o ciclismo nacional acho que seria uma mais- valia ter um português no pódio. Ontem tive oportunidade de dizer ao Rui que, para tudo na vida há uma oportunidade e para ele acreditar, correr com garra e fazer história no ciclismo porque este é o ano dele.

Acima de tudo, tivemos uma grande Volta a Portugal, com melhorias de chegadas e partidas e toda a estrutura organizadora está de parabéns. Esta foi a Volta mais quente destes últimos três anos, mas o povo sai à rua e vem ver os ciclistas porque o ciclismo é uma daquelas modalidades de sofrimento e de ter uma grande capacidade de reação nos momentos menos bons”.

O espírito de equipa é também algo inerente a esta modalidade, como Pinto da Costa, presidente do F.C. Porto, referiu:

“Estou muito satisfeito pelo triunfo, mas sobretudo pela vitória do espírito de união do coletivo. Foi pelo que fizeram desde o primeiro dia, como uma equipa bem unida, que posso considerá-los a todos vencedores da Volta a Portugal” e afirmou que a parceria W52/ Porto é para manter por mais alguns anos para “continuar a ganhar Voltas e o que vier à mão”.

Para Fernando Medina, presidente da autarquia lisboeta, a Volta é “um dos grandes eventos nacionais, dos mais carismáticos e mais queridos e foi através desta iniciativa e pela RTP que muitos portugueses foram conhecendo o seu país” e, defende que “a chegada a Lisboa é sempre muito especial, desta vez em contrarrelógio e sempre na expetativa do final, que, este ano, nos trouxe uma vitória portuguesa”.

O presidente da prova, Fernando Gomes, afirmou que o regresso de um português às vitórias “nos deixa muito mais confortáveis e dá-nos mais alento para trabalhar e acreditar que, em 2017, vamos enriquecer a celebração dos 90 anos da Volta a Portugal”, revelando que, no próximo ano, o início da prova será, provavelmente em Lisboa, mas que terminará certamente em Viseu “um dos municípios mais fortes destes últimos anos na Volta”.

A 78ª edição da Volta a Portugal, a mais dura e mais longa, com 1618,7 quilómetros marcou o regresso do Sporting e do F.C. Porto ao ciclismo, com estes últimos a dominarem por completo a prova ao conseguirem também a camisola verde da classificação por pontos (Gustavo Veloso) e a liderança da classificação por equipas, com uma vantagem de 16m46s para a segunda formação, a Rádio Popular Boavista.

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