domingo, 20 de outubro de 2024

“Magnus Cort vence com ataque sozinho o Veneto Classic última prova de 2024”


A prova que encerrou a época 2024 do ciclismo de estrada na europa teve 195 quilóemtros de Soave a Bassano del Grappa, em Itália

 

O dinamarquês Magnus Cort da equipa da Uno-X Mobility venceu este domingo 20 de outubro a prova Veneto Classic, que encerrou a época europeia de estrada 2024. Magnus Cort fez parte de uma fuga de seis ciclistas que se afastou do pelotão nos primeiros 25 quilómetros, começando um ataque sozinho na subida quando faltavam 10 quilómetros para a linha de chegada.

Romain Grégoire da equipa Groupama-FDJ terminou 16 segundos atrás na perseguição pelo segundo lugar. Xandro Meurisse da equipa da Alpecin-Deceuninck superou o vencedor da Veneto Classic de 2022, Marc Hirschi da equipa da UAE Team Emirates, pelo último lugar no pódio, dois segundos atrás.


Magnus Cort se manteve entre os três dos seis ciclistas que fizeram a fuga que conseguiram manter-se na frente antes da “parede” de paralelepípedos de La Tisa (330m a 15,5%). O dinamarquês usou a subida de cascalho Diesel Farm (1,3km a 10,9%) para acelerar sozinho. “É a maneira perfeita de terminar a época”, comemorou.

“É uma prova bem espetacular, talvez não uma das grandes clássicas, mas estou feliz e orgulhoso de como consegui vencer. A razão pela qual eu queria entrar na fuga era por causa da La Tisa. Eu sabia que se conseguisse entrar nos paralelepípedos na frente e ter conseguir uma vantagem ali, poderia ir muito longe, porque é uma subida muito difícil.”

A quarta edição desta competição 1. Pro teve 195 quilómetros de Soave a Bassano del Grappa, no nordeste da Itália. O percurso apresentou duas subidas de La Rosina (2,1 km a 6,5%) em um circuito de 12,6 quilómetros concluído duas vezes, depois enfrentou o circuito La Tisa, com cinco passagens sobre La Tisa. O desafio final foi a subida íngreme de cascalho da Diesel Farm seguida pela Contrà Soarda (400 m a 134%), a 2,5 quilómetros da linha de chegada na Piazza Libertà.

“Portugal conseguiu “desempenhos muito bons” nos Mundiais de pista – Gabriel Mendes”


O selecionador nacional de ciclismo de pista fez um balanço positivo do desempenho da equipa portuguesa nos mundiais da Dinamarca

 

Por: Lusa

Foto: Federação Portuguesa Ciclismo

A seleção portuguesa de ciclismo de pista conseguiu “desempenhos muito bons” nos Mundiais em Ballerup, na Dinamarca, que hoje terminaram, numa prova do “esforço, entrega e empenho” dos cinco ciclistas convocados, disse à Lusa o selecionador, Gabriel Mendes.

“Considero que fizemos um campeonato do mundo muito bom, com desempenhos muito bons e na linha do que temos vindo a fazer”, disse à Lusa Gabriel Mendes, após a conclusão dos campeonatos.

No dia de hoje, Portugal alcançou os dois melhores resultados, no caso dois quartos lugares, no madison, com o campeão olímpico Rui Oliveira e Ivo Oliveira, e na eliminação, pelo estreante Diogo Narciso.

No sábado, Rui Oliveira tinha sido sexto no omnium, prestação que o irmão, Ivo, tinha igualado na perseguição individual, com melhor marca pessoal e nacional (4.04,532 minutos), com outro sexto para Maria Martins (eliminação) e um sétimo para Diogo Narciso, nos pontos, como melhores resultados.

Portugal competiu na Dinamarca com os dois irmãos Oliveira, Rui e Ivo, e Diogo Narciso, em masculinos, além de Maria Martins e Daniela Campos, em femininos.

Hoje, os Mundiais acabaram “com uma prova espetacular, com uma entrega” assinalável por parte dos dois gémeos, afirma Gabriel Mendes.

“O Rui e o Ivo deram tudo até final para chegar ao pódio, até ao fim. Não foi possível. (...) [Foi a entrega] que todos deram ao longo deste campeonato”, acrescenta.

Para o futuro, diz o técnico, “há que continuar a trabalhar para melhorar”, mas prefere no momento “realçar a entrega, esforço e todo o empenho, de todos os atletas, em fazer o melhor para representar Portugal de forma digna”.

Ao lado de quatro ciclistas já com experiência em Mundiais de elite, Diogo Narciso estreou-se com resultados positivos.

“Teve uma estreia muito boa, que demonstrou o trabalho e o desenvolvimento que tem vindo a fazer. Há muito pela frente, mas estou muito satisfeito com o rendimento dele”, analisa o selecionador.

Rui Oliveira lamenta ter ficado tão perto do pódio, quer no omnium, a escassos pontos da medalha, quer no madison, mas nota esta como “das melhores prestações da seleção, a par dos Jogos Olímpicos” Paris2024, em que conquistou o ouro no madison com Iúri Leitão, que foi prata no omnium.

Já Ivo Oliveira faz um balanço “positivo” do seu Mundial, notando como “hoje o nível está muito, muito alto”, referindo-se à sua prestação na perseguição individual.

“Se me dissessem há uns anos que com 4.04 minutos não ficaria nas finais, chamava-lhe louco”, ironiza.

No cômputo geral, diz o ciclista de 28 anos, de Vila Nova de Gaia, Portugal mostrou pertencer entre os melhores.

“Tivemos duas vezes a liderança [de corridas], o Rui Oliveira no omnium no sábado, e hoje nós no madison. Estamos na elite do ciclismo de pista, entre os melhores do mundo, e estamos orgulhosos. Claro que queremos a medalha, mas as pessoas veem o que fizemos aqui. Quando há mais fortes, não há mais nada a dizer”, analisa Ivo Oliveira.

Até aqui, Portugal soma seis medalhas em Mundiais de elite: o ouro de Iúri Leitão no omnium em 2023, depois da prata na eliminação em 2021, duas de ‘Tata’ Martins, em 2020 e 2022, e outras duas, na perseguição individual, para Ivo Oliveira, em 2018 e 2022.

Os Europeus de 2025 estão marcados para fevereiro na Bélgica, em Heusden-Zolder, enquanto os Mundiais do próximo ano serão em Santiago, no Chile, de novo em outubro.

Fonte: Sapo on-line

“Julie Leth encerra carreira com dois títulos mundiais”


Já o holandês Harrie Lavreysen faz 'hat-trick' nos Mundiais de Ballerup

 

Por: Lusa

Foto: Reuters

A ciclista dinamarquesa Julie Leth encerrou este domingo a carreira com dois títulos mundiais, o último na corrida de pontos dos Mundiais de pista, em Ballerup, na Dinamarca, em que o holandês Harrie Lavreysen completou o hat-trick.

Na corrida de pontos em que a portuguesa Daniela Campos foi 12.ª, brilhou a atleta da casa, deixando para trás a rainha da pista, a belga Lotte Kopecky, na segunda prata nesta edição para a estrela, e a irlandesa Lara Gillespie, terceira.

Leth, que já tinha anunciado que se vai retirar no final do ano, a par de outra lenda do ciclismo dinamarquês, Michael Morkov, ainda não tinha nenhum título mundial, mas depois deste fim de semana tem dois, logo a acabar.

"É inacreditável. Tenho andado a falar muito, esta deve ser a minha 10.ª entrevista, e digo que estou sem palavras, mas claramente não estou. Sinto-me tão sortuda, porque pouca gente pode viver isto. Pensar que já o tinha vivido no sábado [com o ouro no madison], poder acontecer hoje outra vez deixa-me muito agradecida e orgulhosa", explicou aos jornalistas.

Ao todo, vai fechar com cinco medalhas em Mundiais, além de uma prata no madison em Tóquio'2020 e quatro medalhas em Europeus de pista, despedindo-se em casa. "Este público é fantástico. O barulho que se ouve na pista não se apanha na estrada ou em mais corrida nenhuma. O meu coração pertence ao ciclismo de pista", comentou, sobre a ovação ensurdecedora que recebeu.

Apesar de tudo isto, não pondera reequacionar a retirada. "Só [vou correr] mais este inverno. Sinto-me pronta para fechar este capítulo. Podia continuar, porque amo isto, mas é tempo de perseguir outros sonhos. Já tinha pensado em parar após Tóquio'2020", assume.

Fechando "um ciclo perfeito", porque correu na Ballerup Super Arena os primeiros Mundiais da carreira, uns campeonatos júnior em 2010, a ciclista de 32 anos chamou à bancada "amigos e família de todo o mundo". "Sinto-me muito privilegiada e sortuda por poder acabar nos meus termos. E acabar no topo, duas vezes, e em casa? É incrível, estou superorgulhosa", acrescenta.

Começam a faltar as palavras para Harrie Lavreysen, que usou estes Mundiais para se isolar como mais titulado pistard de sempre, aumentando hoje o recorde para 16 ouros, com o título individual de sprint.

Foi o sexto ano seguido em que venceu este evento, aumentando uma lista de conquistas que pode continuar a subir até aos Jogos Olímpicos Los Angeles'2028, em que os seus cinco títulos ameaçam o ciclista com mais ouros de sempre em Jogos, o britânico Jason Kenny, que tem sete.

Nesta prova do sprint, bateu um compatriota na final, Jeffrey Hoogland, com o japonês Kaiya Ota em terceiro.

No keirin feminino, e depois de três medalhas em edições anteriores, a japonesa Mina Sato chegou finalmente ao ouro, deixando para a holandesa Hetty van de Houw a prata e para a britânica Katy Marchant o bronze.

A corrida de eliminação também sorriu à Dinamarca, com Tobias Hansen a somar novo título mundial, depois da perseguição por equipas, numa corrida excelente do jovem português Diogo Narciso, quinto.

O italiano Elia Viviani acabou no segundo lugar, com o canadiano Dylan Bibic no lugar mais baixo do pódio.

O madison masculino fechou o programa dos Mundiais na Ballerup Super Arena, com os alemães Roger Kluge e Tim Torn Teutenberg em plano de evidência, vencendo com autoridade.

Rui Oliveira, campeão olímpico desta corrida em Paris'2024 ao lado de Iúri Leitão, fez desta feita dupla com o irmão, Ivo Oliveira, e foram quartos classificados, a seis pontos do pódio, numa grande corrida.

Os belgas Lindsay de Vylder, campeão do omnium, e Fábio van den Bossche ficaram com a prata, enquanto o bronze consagrou os dinamarqueses Niklas Larsen e Michael Morkov, este último na sua despedida como profissional.

No cômputo geral, a Holanda acabou por ultrapassar os britânicos no último dia da luta pelo topo do medalheiro, acabando com 11 medalhas, contra 13 britânicas, mas quatro ouros e cinco pratas, contra quatro ouros e outras tantas de prata dos rivais.

Nota para a prestação da Dinamarca, que a correr em casa ficou com o terceiro lugar nesta tabela, com sete medalhas, quatro delas de ouro.

Fonte: Record on-line

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