sábado, 13 de agosto de 2022

“Frederico Figueiredo: «Pensava que a subida ia ser mais tranquila, não foi...»”


Camisola amarela, ainda assim, mantém distâncias na frente

 

Por: Record com Lusa

Foto: LUSA

Frederico Figueiredo 'gozou' esta sexta-feira o seu segundo dia de amarelo na Volta à Portugal e a sensação, assume, foi a mesma da véspera.

"Sabe muito bem, todas as pessoas ali a chamar o nosso nome é sempre bom, passar por estas estradas e chamarem por 'Frederico' é sempre um motivo de orgulho e sabe sempre bem de andar de amarelo", comentou o ciclista da 

Glassdrive Q8 Anicolor, que na jornada esperava algo mais 'pacífico'.

"[O Sameiro] É uma subida dura, apesar de deixarmos ir a fuga. Pensava que a subida ia ser mais tranquila, não foi. Viemos sempre a andar bem. As sensações foram boas. Medo das subidas não posso ter, se tenho medo das subidas estou desgraçado. Se não andar a subir com este peso, não ando em lado nenhum. Enquanto me encontrar numa boa condição, não posso ter medo".

Fonte: Record on-line

“João Matias fala em luta "histórica": «Organização deveria pensar em atribuir duas camisolas verde»”


Ciclista da Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados enaltece luta com Scott McGill

 

Por: Record com Lusa

Foto: Instagram João Matias

Oitavo na etapa 7 da Volta a Portugal, João Matias assumiu-se algo desapontado pelo desfecho da etapa, essencialmente por não ter conseguido recuperar terreno na luta com o norte-americano Scott McGill pela classificação dos pontos. A diferença segue em 4 pontos e, a poucos dias do final, o ciclista da Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados já faz contas à vida.

"Faltam-nos duas etapas em linha e o contrarrelógio. Não sei o que se passou hoje ainda. Não sou um ciclista de ficar confortável e hoje tinha de dar tudo por tudo. O objetivo não passava por estar na fuga, mas assim que vi um grupo a sair, reparei que o Scott [McGill] não estava perto e ataquei. Para tristeza minha ele acabou por entrar depois", lamentou.

Matias até lançou, em jeito de brincadeira, uma ideia à organização para premiar esta batalha que tem sido, para todos os efeitos, a mais emocionante da nossa Volta. "Acho que isto é um bocado histórico. Há pouco disse em jeito de brincadeira que a organização deveria pensar em atribuir duas camisolas verde, porque penso que esta luta... não é por ser eu a estar na luta, mas eu se estivesse como adepto em casa a ver a Volta na televisão, o que e se está a passar é inacreditável. Ainda hoje no início da subida, comecei a gerir cá de baixo, ele acelerou muito, eu soube gerir as emoções, soube ir com calma e acabei por passá-lo na parte final. Ataquei como se fosse para uma chegada. Seja para fazer o resultado que seja, os pontos que possamos amealhar, tanto eu como ele... Termine como termine, eu estou satisfeito e ele irá estar satisfeito, de certeza. Se ficar com a verde melhor, claro. Ambos somos merecedores da camisola. Isto é uma história muito bonita que se está aqui a viver", comentou.

"O objetivo era tentar ir às metas volantes. Acabei por entrar na fuga, acabei por chegar... não sei, o inacreditável está a acontecer. Eu sou o ciclista que este ano venceu a montanha no Algarve. São coisas que acontecem que eu não sei explicar. É porque vou à luta sempre", finalizou.

Fonte: Record on-line

“Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados fuga chega a Braga e João Matias recorta diferença para a Camisola Verde”


Por: Xavier Silva

A Equipa Continental UCI Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados completou a sua participação na 7ª Etapa da Volta a Portugal, uma ligação de 150 quilómetros com início em Santo Tirso e Braga. Dia onde a fuga vingou e onde estava João Matias que teve uma luta muito acesa com Scott McGill pela Camisola Verde. No final, Matias foi 8º e recortou a diferença para apenas 4 pontos.


A fuga chegou a ter mais de quatro minutos de vantagem para o pelotão, grande parte do tempo controlado pela Glassdrive-Q8-Anicolor, equipa do camisola amarela. Nas três Metas Volantes do dia, João Matias acabou por ser sempre batido por Scott McGill, terminando sempre na 2ª posição.

A 20 quilómetros da meta e com uma diferença superior a 3 minutos, era claro que a fuga viria a vingar e aí João Matias fez uma gestão muito boa do esforço e fez uma subida de trás para a frente. Sempre a subir posições, João Matias cruzou a montanha no grupo perseguidor e no final terminou no 8º posto, garantindo assim mais 8 pontos importantes, que o colocaram apenas a 4 pontos do líder.


No grupo dos favoritos, Ángel Sanchez e Bruno Silva chegavam com os melhores e garantiam assim que Ángel mantivesse o seu Top-10. Por infelicidade, Gonçalo Carvalho logo no início da subida final, teve uma avaria mecânica que o obrigou a trocar de bicicleta, tornando assim o tempo perdido irrecuperável.

A oitava etapa terá um formato bastante ondulado, com quatro prémios de montanha ao longo dos 182,4 quilómetros que o pelotão da Volta a Portugal Continente vai percorrer entre Viana do Castelo e Fafe. Os primeiros dois prémios de montanha são de terceira categoria, um ao quilómetro 80, em Extremo, e outro ao quilómetro 113,1, em Portela do Vale. Seguem-se dois prémios de montanha de quarta categoria, um em Geraz do Minho, ao quilómetro 147,3, e outro quando faltarem cerca de cinco quilómetros para o final da corrida, em Golães. Estas características levam a que esta seja uma etapa propícia à chegada de um pelotão mais reduzido à meta ou até mesmo de uma fuga, podendo depois a vitória ser decidida ao sprint.


 

Classificação Etapa

Santo Tirso - Braga: 150 Kms

 

1.º Luís Gomes (Kelly/Simoldes/UDO). a 3h32m03s

8.º João Matias (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), a 1m28s 17.º Bruno Silva (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), a 1m47s 21.º Ángel Sanchez (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), mt

51.º Gonçalo Carvalho (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), a 3m05s 52.º Gonçalo Amado (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), mt

83.º Rui Carvalho (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), a 8m43s 108.º António Barbio (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), a 13m18s


 

Classificação Geral

 

1.º Frederico Figueiredo (Glassdrive/Q8/Anicolor), 29h19m34s 10.º Ángel Sanchez (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), a 7m05s

18.º Gonçalo Carvalho (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), a 10m54s 21.º Bruno Silva (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), a 11m38s

60.º Rui Carvalho (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), a 44m28s 72.º Gonçalo Amado (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), a 49m35s 85.º João Matias (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), a 1h00m57s

104.º António Barbio (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), a 1h16m05s


 

Classificação por Equipas

 

1.º Glassdrive/Q8/Anicolor, 88h00m30s

4.º Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados, a 25m44s

Fonte: Equipa Continental UCI Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados

Ficha Técnica

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