quinta-feira, 30 de abril de 2026

“Grande Prémio Anicolor regressa à estrada com Tavfer Ovos Matinados Mortágua a sair de casa”


O Grande Prémio Anicolor regressa ao calendário internacional UCI 2.1, entre 1 e 3 de maio, com 517,8 quilómetros de competição repartidos por três etapas em linha entre os distritos de Leiria, Viseu e Aveiro. Na sua 10.ª edição, a prova mantém o formato de três tiradas consecutivas, terminando em Águeda, e reúne 17 equipas de oito países.

A competição arranca no feriado de 1 de maio, com a 1.ª etapa a partir de Porto de Mós às 12h30 e chegada prevista a Oliveira do Bairro às 17h13. O percurso, com 177,8 km, é o mais longo da prova e apresenta um perfil ondulado, com quatro contagens de montanha, exigindo resistência desde o início.

No dia 2 de maio, a 2.ª etapa parte de Oiã, junto à sede da Anicolor - Sistemas de Alumínio, às 12h50, e termina na Costa Nova às 17h02, num percurso de 169,9 km mais plano, potencialmente disputado ao sprint.

A etapa rainha, a 3.ª etapa, disputa se a 3 de maio e será a que mais marcará a história de 2026. O percurso de 170,1 km liga Mortágua a Águeda, com seis prémios de montanha, dois de 3.ª categoria, dois de 2.ª e dois de 1.ª, que prometem definir a geral na parte final da prova. A chegada em Águeda está prevista para as 17h08.

Em 2026, o Grande Prémio Anicolor regressa a Mortágua, partida da 3ª etapa, com um momento simbólico que une passado, presente e futuro do ciclismo, numa pequena terra que se tornou grande pelas duas rodas. A partida oficial acontece na Câmara Municipal de Mortágua e a partida real será dada na rotunda em homenagem à memória de Pedro Silva, treinador, ciclista e grande motor do projeto Tavfer Ovos Matinados Mortágua.


A memória de Pedro Silva está viva, nas estradas por onde a equipa passa, nos jovens que vestem o uniforme da Tavfer Ovos Matinados Mortágua e nas corridas que continuam a levar o nome de Mortágua ao mais alto nível.

A Tavfer Ovos Matinados Mortágua alinha com um pelotão competitivo, composto por: Francisco Morais, Bruno Silva, Daniel Dias, César Martingil, Leangel Linarez, Francisco Alves e Gonçalo Carvalho, atleta natural de mortágua, alinha com uma equipa pronta para disputar a corrida desde o início, com especial motivação na etapa que passa pela sua casa.

O Grande Prémio Anicolor terá transmissão televisiva em direto na A Bola TV, garantindo que os fãs possam acompanhar de perto o desenrolar das três etapas. Contamos com a presença e o apoio de todos junto à estrada.

 

Mortágua e Pedro Silva: uma história que continua a ser escrita pela Tavfer Ovos Matinados Mortágua

 

Mortágua e o ciclismo andam de mão dada graças a um nome, Pedro Silva, o ciclista de Mortágua. A equipa Tavfer Ovos Matinados Mortágua é mais do que um coletivo que corre na estrada: é um projeto nascido em casa, inspirado pela paixão, pela memória e pela vontade de perpetuar um legado. Esse legado tem nome: Pedro Silva, ciclista profissional natural de Mortágua, cujo percurso trouxe muito mais do que vitórias, trouxe visibilidade, orgulho e raízes profundas a uma terra de interior que se afirma cada vez mais como referência no ciclismo nacional.

 

A origem da equipa: do sonho à realidade

 

Após terminar a carreira como ciclista profissional, Pedro Silva fundou, cerca de dois anos depois, o Mortágua Clube Duas Rodas, hoje conhecido como Velo Clube do Centro. O objetivo era claro: formar jovens atletas, fomentar o gosto pela bicicleta e criar um futuro para o ciclismo em Mortágua. Nasceu assim um projeto de formação transversal, que rapidamente se espalhou por várias vertentes do ciclismo, não se limitando apenas à estrada. Dois lemas guiaram desde o início esse caminho: trabalho, dedicação e companheirismo, valores que se voltaram a revelar fundamentais não só na formação de atletas, mas também de adultos responsáveis.

Desse clube saíram muitos jovens talentos que hoje correm em equipas profissionais em Portugal e no estrangeiro. A semente lançada por Pedro Silva tornou se planta que não pára de crescer, e a Tavfer Ovos Matinados Mortágua é o prolongamento natural desse percurso, marcado por continuidade e ambição.

 

A presença de Pedro Silva em Mortágua

 

Para a comunidade mortaguense, Pedro Silva não é apenas um nome de ciclista: é uma pessoa que amava a modalidade, dedicava se a ela com entusiasmo e lutava pelos seus objetivos sem nunca esquecer quem o rodeava.

Xavier Silva, atual manager da equipa e filho de Pedro Silva, refere que o pai era visto como.” Uma pessoa que amava a modalidade e se dedicava a 100%. Uma pessoa trabalhadora, que lutava em prol dos seus objetivos e que queria sempre o melhor para todos aqueles com quem trabalhava. Para Mortágua o nome Pedro Silva e o Velo Clube do Centro são incontornáveis, e a visibilidade que o projeto dá ao município de Mortágua é uma realidade.”

A equipa e o clube que fundou percorrem o país de norte a sul, surgem também em provas para além fronteiras, e leva sempre consigo o slogan de Mortágua, uma terra de ciclismo, reforçando a posição da localidade como referência no interior e na região Centro.

 

A paixão que corre nas veias de Mortágua

 

 

As vitórias de Pedro Silva, sobretudo na Volta a Portugal, marcaram a imaginação de muitos Mortaguenses. Desde cedo, a vila vibrou com os seus sucessos, e o “ADN do ciclismo” ficou inscrito na identidade local. A prova disso é a existência de uma escola de ciclismo, de um clube de lazer e de dezenas de pessoas que escolhem a bicicleta como estilo de vida, andando com regularidade pelas estradas e caminhos da região.

Ainda hoje, a equipa profissional continua a tocar corações: quando tudo corre bem, há festa, quando as coisas não saem como planeado, há sempre palavras de incentivo, apoio e presença, admite Xavier Silva.

O regresso a Mortágua é, para muitos atletas, um momento de reencontro com aqueles que acreditam neles, reforçando a ligação entre a equipa e a comunidade.

 

A rotunda que nunca se esquece

 

Em Mortágua, a homenagem a Pedro Silva ganhou forma concreta na rotunda dedicada ao ciclista. O monumento ali erguido não é apenas um espaço de passagem, mas um ponto de referência simbólica, um local visitado pela comunidade velocipédica durante grandes provas como o Grande Prémio de Ciclismo de Mortágua, Pedro Silva e o Grande Prémio Anicolor, onde as equipas fazem questão de passar junto à rotunda em homenagem ao mentor do projeto.

“É uma forma de manter viva a memória de alguém que fez muito mais do que vencer corridas: construiu uma escola, um clube, uma equipa e uma mentalidade desportiva que hoje continua a dar frutos. “refere Xavier Silva. A rotunda, o Grande Prémio de Mortágua - Pedro Silva, o GP Anicolor, a própria Tavfer Ovos Matinados Mortágua, tudo isso faz parte de uma história que começou com um sonho de um ciclista mortaguense e que continua a ser escrita, pedalada a pedalada, por jovens que cresceram ouvindo o nome de Pedro Silva.

A memória de Pedro Silva está viva, não apenas nas palavras de quem o conheceu, na sua família, mas também nas estradas por onde a equipa passa, nos jovens que vestem o uniforme da Tavfer Ovos Matinados Mortágua e nas corridas que continuam a levar o nome de Mortágua ao mais alto nível.

Em 2026, o Grande Prémio Anicolor regressa a Mortágua na 3.ª etapa, com a partida simbólica a acontecer na Câmara Municipal de Mortágua e a partida real a ser dada na rotunda em homenagem à memória de Pedro Silva, um momento simbólico que une passado, presente e futuro do ciclismo nesta pequena terra que se tornou grande pelas duas rodas.

Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer Ovos Matinados Mortágua

“Luís Xavier estreia-se em provas internacionais na Taça do Mundo de Paraciclismo com sinais positivos”


A participação portuguesa no segundo dia da prova de contrarrelógio individual da Taça do Mundo de Paraciclismo, em Gistel, Bélgica, ficou marcada pela estreia absoluta de Luís Xavier (C5) em competições internacionais de estrada. Integrado num grupo de elevado nível competitivo, onde estiveram presentes os melhores atletas do mundo, o corredor português demonstrou personalidade e margem de progressão.

Num grupo composto por 33 atletas, Luís Xavier alcançou o 19.º lugar, após concluir os 20,4 quilómetros do percurso, um resultado que deixa indicadores muito positivos para o futuro. O atleta terminou a cerca de 1m40s do 10.º classificado e a 3m44s do vencedor, o americano Elouan Gardon, evidenciando uma proximidade competitiva encorajadora face à elite mundial.

O pódio da categoria C5 ficou completo com o francês Dorian Foulon, prata, e a medalha de bronze foi para o austríaco Franz-Josef Lasser.

Já Paulo Teixeira, que compete em C3, concluiu a sua prestação no 24.º lugar, entre um total de 28 atletas, num contexto igualmente exigente. “Importa sublinhar que esta não é a sua vertente de eleição e que competiu sem recurso a uma bicicleta específica de contrarrelógio, fator que naturalmente condiciona o desempenho. Ainda assim, perspetiva-se uma melhoria significativa na prova de fundo, onde poderá lutar por um resultado dentro do top-20, zona de atribuição de pontos para o ranking das nações”, esclareceu Telmo Pinão, Selecionador Nacional de Paraciclismo.


Na categoria C3, o ouro foi para o francês Louis Hubert, que concluiu o percurso em 26m22s, seguindo-se o compatriota Florian Bouziani, com a prata e o bronze foi para o canadiano Alexandre Hayward.

O responsável técnico destacou o elevado grau de competitividade verificado nesta jornada, marcado pela entrada de novos atletas nas diferentes classes, já com níveis de performance muito elevados. Ainda assim, salientou o enorme potencial de Luís Xavier, considerando que, com evolução ao nível técnico – particularmente na vertente de contrarrelógio –, poderá, a médio prazo, integrar o top-10 internacional, um patamar de excelência reservado a poucos.

Telmo Pinão acredita, também, que “ambos os atletas poderão apresentar uma evolução clara nas provas de fundo, contribuindo, assim, para a conquista de pontos importantes para Portugal no ranking das nações”.

Programa competitivo para os próximos dias (hora portuguesa): PROVA DE FUNDO

voltas) Dia 1 de maio, sexta-feira, 13h45: Paulo Teixeira» 71,4 km (7 voltas) Dia 1 de maio, sexta-feira, 16h15: Luís Xavier» 81,6 km (8 voltas)

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

quarta-feira, 29 de abril de 2026

“Não o recomendaria a ninguém” - Tom Dumoulin deixa um aviso aos melhores do ciclismo”


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

Pode visualizar este artigo em: https://ciclismoatual.com/ciclismo/nao-o-recomendaria-a-ninguem-tom-dumoulin-deixa-um-aviso-aos-melhores-do-ciclismo

 

Tom Dumoulin encontrou agora a sua vocação fora do pelotão e é o diretor da Amstel Gold Race. O antigo profissional neerlandês é também uma das vozes mais francas do pelotão e recorda as dificuldades que viveu enquanto corredor, em particular os anos passados na Team Visma | Lease a Bike.

Dumoulin recorda os seus melhores anos como aqueles que passou na Sunweb, onde se afirmou primeiro como clasicómano e especialista de contrarrelógio, ajudando também os sprinters da equipa. “Ainda vejo e falo com esses rapazes. Isso criou uma ligação enorme, todos aqueles anos em que fizemos aquilo juntos”, disse o neerlandês em entrevista ao Sportnieuws.

Acabou por se tornar um sólido corredor de etapas e, por fim, um especialista de Grandes Voltas, rendendo na montanha em 2015 e 2016; e depois colocando essas capacidades ao serviço nas Grandes Voltas, onde viria a triunfar.

A época de 2017, em que venceu o Campeonato do Mundo de contrarrelógio e, acima de tudo, a Volta a Itália, mantém-se como a melhor e mais bem-sucedida da sua carreira. “Foi fantástico e nunca o vou esquecer pelo resto da minha vida”.

Em 2018, terminou em segundo na Volta a Itália e na Volta a França, cimentando-o como um talento geracional, a fazer o que muito poucos conseguiam, numa equipa relativamente modesta face à Team Sky, vencedora de ambas nesse ano.

 

Sozinho no topo da carreira

 

Mas a sua época de 2019 foi muito complicada, com uma queda a tirá-lo da Volta a Itália. Foi pressionado a tentar chegar à Volta a França, mas abandonou o Critérium du Dauphiné e admitiu que a decisão de falhar o Tour foi um alívio. Esse período, seguido pelos anos na Visma, foi muito complexo, recorda.

“Tive alguns anos muito difíceis, certamente os derradeiros da minha carreira. As funções e responsabilidades estavam fixas. Não é mau em si, mas a certa altura tornou-se tudo tão estruturado e rígido que limitou a minha margem de manobra e até se tornou sufocante. Como resultado, senti também que tinha de abdicar da minha liberdade e autonomia”, explica.

Na Visma tem sido amplamente noticiado que os métodos de treino são mais rígidos atualmente, algo que não se adequa a alguns corredores. Dumoulin nunca encontrou o seu melhor nível na equipa neerlandesa e a motivação foi uma dúvida até à sua retirada no final de 2022.

“Nos últimos anos da minha carreira, vivi-o como muito solitário no topo. E isso é em grande parte culpa minha. Não soube gerir-me perante todas as partes interessadas na minha carreira”, admite.

“A equipa queria algo, os patrocinadores queriam algo, os adeptos queriam algo, os media queriam algo, os Países Baixos queriam algo. Ninguém tinha más intenções para comigo, mas, no conjunto, senti que demasiadas partes queriam algo de mim. E, por querer corresponder a todos, fiquei com a sensação de que não estava a fazer o melhor por mim”.

O preço dessa pressão foi uma retirada prematura e uma carreira que começou a descarrilar assim que mudou para uma equipa que viria a vencer várias Voltas a França.

É um aviso sério, mesmo para quem está no topo, de que manter o equilíbrio e a posição no ciclismo é tão difícil como lá chegar. “Isso resultou num sentimento de solidão durante aqueles anos. Não o recomendaria a ninguém. Sei que é muito mais divertido estar no topo em conjunto. Mas, por vezes, pode ser solitário também”.

Ficha Técnica

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