sábado, 21 de maio de 2022

“Mavi García lidera a Volta a Burgos após vencer a terceira etapa”


Muzic foi a segunda e amanhã terá a regularidade na última etapa, enquanto Liane Lippert (DSM) ficou em terceiro lugar

 

Por: EFE

A campeã da Espanha, a ciclista dos Emirados Árabes Unidos Mavi García, foi a vencedora da terceira etapa da Volta a Burgos feminina 2022, numa etapa em que fugiu com a francesa Evita Muzic faltavam oito quilómetros para coroar e levar a camisa do líder.

Muzic foi a segunda e amanhã terá a regularidade na última etapa, enquanto Liane Lippert (DSM) ficou em terceiro lugar.

Um grupo de 20 corredoras escapou assim que a etapa começou, mas as vantagens não excediam 30 segundos, mas, ao passar por Moneo, o pelotão apanhou e pedalou e agrupou, quando sete corredoras fugiram novamente, o que fizeram com que a líder, Jennifer Ducuara ficasse para trás.

Estas sete corredoras foram absorvidas por um grupo de 15 corredoras e foi formado novamente, entre as quais várias corredoras do SD Worx se destacaram, como Demi Vollering, a melhor classificada do genernal ou Niamh Ficher-Black, bem como a campeã de Espanha Mavi García (Equipas dos Emirados Árabes Unidos), tentou surpreender e avançou alguns metros nos 14 quilómetros restantes.

A campeã de Espanha foi acompanhada pela campeã de França, Evita Muzic (FDJ) e elas estavam conquistando metros, e mais de 40 segundos de diferença, a sua fuga foi boa e elas se viram com desejo e força para chegar a Ojo Guareña enquanto estavam atrás, no pelotão tanto Demi Vollering quanto a líder sofreram pelo ritmo que havia sido imposto.

A francesa desistiu, e Mavi aproveitou para sair definitivamente e aparecer sozinha na linha de chegada e levar a camisa do líder.

Fonte: Marca

“Giro: Simon Yates vence 14ª etapa, João Almeida ‘sobrevive’ em etapa épica que deu liderança a Richard Carapaz”


Por: SIF // AJO

O ciclista português João Almeida (UAE Emirates) sofreu hoje para se segurar no terceiro lugar da geral da Volta a Itália, numa 14.ª etapa épica que ‘deu’ a liderança ao equatoriano Richard Carapaz (INEOS).

O britânico Simon Yates (BikeExchange-Jayco), de 29 anos, cumpriu os 147 quilómetros entre Santena e Turim em 3:43.44 horas, vencendo a etapa com 15 segundos de vantagem sobre o australiano Jai Hindley (BORA-hansgrohe), segundo, e Carapaz, terceiro.

Nas contas da geral, o campeão olímpico em Tóquio2020 assumiu a liderança, com sete segundos de vantagem para Hindley e 30 para João Almeida, hoje sexto, que subiu ainda ao primeiro lugar na classificação da juventude.

Já vestia a ‘maglia bianca’, mas porque o anterior líder da geral, o jovem espanhol Juan Pedro López (Trek-Segafredo), levava a rosa, despedindo-se hoje das duas camisolas ao cair para nono.

A 14.ª foi finalmente a etapa de que a 105.ª edição, até aqui tendencialmente previsível e muito ‘marcada’ no pelotão, precisava, com ataques e contra-ataques desde o início, a um ritmo frenético, também dado o perfil acidentado e a curta distância percorrida.

Yates, de resto, tentou desde o início, como muitos outros, que procuravam formar uma fuga numerosa que pudesse ter força para discutir a etapa, mas a BORA-hansgrohe acabou por atirar esses planos para o lixo.

A equipa germânica atacou ‘em bloco’ e levou com ela os candidatos à geral que conseguiram seguir a roda, entre eles Carapaz, com João Almeida, como outros, a descolarem.

Aí começou um ‘iô-iô’ particular do luso, que cerrou os dentes e ‘sofreu’ até poder reentrar no grupo, à semelhança do que havia conseguido no último domingo, na chegada a Blockhaus.

Para trás iam ficando vários nomes, do espanhol Alejandro Valverde (Movistar), outro apanhado no ‘corte’, como Almeida, que não teve consigo elementos da equipa para ajudar.

O mesmo, de resto, aconteceu com quase todos os favoritos, à exceção de Hindley, ‘escudado’, e a frente, após vários ataques do australiano, primeiro, e de Carapaz, depois, partiu-se definitivamente.

Ficou Yates com os dois candidatos a vestir a ‘maglia rosa’ em Turim, juntando-se depois o ‘tubarão’ italiano Vincenzo Nibali (Astana), em ano de despedida da carreira, num quarteto com três anteriores vencedores de grandes Voltas e o ainda jovem Hindley, que foi segundo no Giro em 2020.

No final, um ataque decisivo do britânico, que perdeu muito tempo na primeira semana e não pode lutar pela geral, fez a diferença, à frente de um trio que conseguiu manter longe a tentativa de Almeida recuperar novamente.

O britânico acabou por se manter a solo e ergueu os braços bem antes da meta em Turim, explicando depois que esta vitória, depois do ‘crono’ do segundo dia, “não cobre” ter perdido o ‘comboio’ da geral.

“Tinha vindo para vencer a corrida, não etapas. Espero que continue com pernas. Hoje exigiu muito esforço de toda a gente. Se o calor continuar, vai ser uma semana final muito dura”, analisou.

Se Yates chegou à 10.ª vitória em etapas de grandes Voltas, os outros ciclistas ganharam sobretudo na ‘maratona’ até à ‘maglia rosa’, desde logo Carapaz.

O equatoriano venceu a corrida em 2019 e é tido como o grande favorito, tendo Hindley, cuja equipa fez hoje uma demonstração de força, ‘à perna’, e a 30 segundos um João Almeida que, apesar de voltar a descolar na fase decisiva, seguindo depois o seu ritmo ao lado do italiano de 39 anos Domenico Pozzovivo (Intermarché-Wanty-Gobert-Matériaux), que subiu a quinto.

Nibali entrou no ‘top 10’, para oitavo, e o espanhol Mikel Landa (Bahrain-Victorious), que parecia distanciado, acabou por reduzir perdas e ainda subiu a quarto, a 59 segundos do líder.

Fora do ‘top 5’, fechado por ‘Pozzo’ a 1.01 minutos, todos os ciclistas estão a mais de 1.50, e o 10.º, Valverde, está já a 9.06 minutos da camisola rosa.

Na classificação da juventude, o ciclista português lidera com 3.34 minutos para López, com todos os outros a mais de 11 minutos, após um dia rápido e que, em teoria, favoreceria uma fuga, hoje ‘ultrapassada’ pelos homens da geral e pela superior capacidade de Yates.

O dia ficou ainda marcado pelo abandono do neerlandês Tom Dumoulin (Jumbo-Visma), devido a um problema nas costas, e na qual Rui Costa (UAE Emirates) caiu para 54.º na geral, com Rui Oliveira, da mesma equipa, a subir a 151.º.

No domingo, a 15.ª etapa liga Rivarolo Canavese a Cogne em 177 quilómetros, com duas contagens de montanha de primeira categoria e uma de segunda, na meta.

Fonte: Lusa

“Seleção Nacional/Daniel Lima sétimo no arranque do Trophée Centre Morbihan”


Por: Ana Nunes

Teve hoje início o Trophée Centre Morbihan, com a primeira etapa a realizar-se em Malachappe Pluvigner, França. Daniel Lima foi o corredor português mais bem classificado, tendo terminado na sétima posição.

A primeira etapa do Trophée Centre Morbihan teve 115,6 quilómetros e fez-se a alta velocidade logo desde início, ficando marcada por várias movimentações no pelotão e tentativas de fuga.

Nos últimos 43 quilómetros a corrida entrou no circuito final, ao qual os corredores tiveram de completar cinco voltas de oito quilómetros cada uma. Nessa altura seguia um grupo de seis corredores na frente da corrida, que pouco depois viria a sofrer com as movimentações no pelotão, que voltaram a fazer-se sentir.

A três voltas do final da prova António Morgado e Gonçalo Tavares lançaram-se ao ataque, juntamente com mais alguns corredores, tentando alcançar o grupo da frente. No entanto, já acabariam por ser absorvidos pelo pelotão, assim como o grupo que seguia na frente da corrida. Até ao final da prova, apesar do ritmo elevado que se verificava no pelotão houve ainda algumas tentativas de fuga, mas sem sucesso.

A decisão da etapa foi feita ao sprint, com o belga Vlad Van Mechelen a levar a melhor. Daniel Lima conseguiu colocar-se bem nesta fase final, alcançando o sétimo lugar. António Morgado e Gonçalo Tavares chegaram no mesmo grupo, fechando em 26.º e 34.º, respetivamente. Tiago Santos foi 73.º, a 9m22s e Rúben Rodrigues fechou na 76.ª posição, a 9m24s. Rafael Barbas não terminou a prova.

O selecionador nacional de estrada, José Poeira, mostrou-se satisfeito com este resultado, sublinhando que este não era um percurso à medida dos corredores portugueses. “Hoje tivemos uma etapa plana com alguns topos, sempre feita a alta velocidade. Este era um percurso mais destinado a corredores que rolam bem, o que não faz parte das nossas características. O António Morgado esteve numa fuga, mas esse grupo foi alcançado pelo pelotão já nos quilómetros finais. A etapa decidiu-se ao sprint e o Daniel Lima conseguiu fechar na sétima posição. Conseguimos terminar com três corredores no grupo da frente e correu dentro da expectativa. Amanhã não é esperado que consigamos fazer diferenças, dadas as características do percurso, mas tentaremos estar bem dentro das nossas possibilidades”, afirmou José Poeira.

Amanhã teremos as restantes duas etapas da prova. De manhã haverá um contrarrelógio individual de sete quilómetros, entre Réguiny e Evellys, de tarde uma etapa em linha com 109,9 quilómetros, com dois prémios de montanha, um de primeira e outro de segunda categoria, que ligará Buléon a Locminé.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

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