segunda-feira, 4 de julho de 2016

“Jogos Olímpicos/Seleção Nacional/Liberty Seguros

Equipa experiente em torno de Rui Costa nos Jogos Olímpicos

Portugal vai participar na corrida de fundo dos Jogos Olímpicos com uma equipa experiente, que terá a missão de apoiar o chefe de fila, Rui Costa. A aposta para o contrarrelógio recai sobre Nelson Oliveira.

O selecionador nacional, José Poeira, escolheu três corredores que já sabem o que é competir no mais importante evento desportivo global. André Cardoso (Cannondale), Nelson Oliveira (Movistar) e Rui Costa (Lampre-Merida) estarão pela segunda vez nos Jogos Olímpicos, ao passo que José Mendes (Bora-Argon18) irá estrear-se no Rio de Janeiro.

O quarteto competirá na prova de fundo, no dia 6 de agosto. Nelson Oliveira terá ainda a incumbência de representar Portugal no contrarrelógio, quatro dias mais tarde.

Portugal parte com ambição de lutar pelas posições cimeiras, tanto na prova de fundo como no contrarrelógio. “O ciclismo é das modalidades mais competitivas de todas, pratica-se em todo o Mundo e praticamente todos os países têm atletas de eleição. Além disso, estaremos numa corrida muito difícil de controlar, pois as seleções mais representadas têm apenas cinco corredores. O resultado é muito imprevisível, mas iremos trabalhar para estar na discussão da corrida”, avança o selecionador nacional.

A escolha da equipa para a prova de fundo obedeceu a uma aposta assumida em Rui Costa. “É um corredor de grande classe, que já deu mostras de poder conquistar grandes vitórias a nível internacional. Tem toda a nossa confiança e a equipa foi construída tendo em mente os vários momentos da corrida e os diferentes tipos de trabalho que será necessário desenvolver para que o nosso chefe de fila esteja em condições de bater-se com os melhores”, assume o técnico.

José Poeira já reconheceu o percurso do contrarrelógio e da prova de fundo e ficou satisfeito com o que viu no Rio de Janeiro. “A corrida de fundo é como se fosse uma etapa de montanha muito extensa”, diz o selecionador, que espera que a verdadeira triagem de valores aconteça nos últimos 80 quilómetros: “quem tiver aspirações precisa de estar bem colocado desde a entrada neste troço final, feito num circuito duro e sinuoso. O pelotão irá ficar reduzido com a passagem dos quilómetros e aquilo que restar do grupo tanto poderá partir a subir como a descer”, antecipa.

O exercício individual “nâo vai disputar-se num percurso de contrarrelógio típico, mas penso que favorece o Nelson. Tem zonas planas, onde se desenvolvem grandes andamentos e se atingem velocidades elevadas, mas também subidas onde os roladores mais fortes sentirão dificuldades. Penso que se enquadra nas caraterísticas dos contrarrelogistas portugueses. Tenho pena que só tenhamos apurado um elemento para o contrarrelógio”, conclui José Poeira.

Convocados

André Fernando Santos Martins Cardoso

Data de Nascimento: 03/09/1984

Naturalidade: Gondomar

Equipa: Cannondale

Participações Anteriores: 72.º na prova de fundo em Pequim 2008

José João Pimenta Costa Mendes

Data de Nascimento: 24/04/1985

Naturalidade: Selho, Guimarães

Equipa: Bora-Argon18

Participações Anteriores: Estreia em 2016

Nelson Filipe Santos Simões Oliveira

Data de Nascimento: 06/03/1989

Naturalidade: Vilarinho do Bairro, Anadia

Equipa: Movistar

Participações Anteriores: 18.º no contrarrelógio e 69.º na prova de fundo em Londres 2012

Rui Alberto Faria Costa

Data de Nascimento: 05/10/1986

Naturalidade: Póvoa de Varzim

Equipa: Lampre-Merida

Participações Anteriores: 13.º na prova de fundo em Londres 2012

Fonte: FPC

“Tour/'Photo finish' dá 28.ª vitória a Mark Cavendish no Tour”

Foto: Lusa

Com o triunfo de hoje, o britânico, de 31 anos, escreveu uma nova página na sua história particular do Tour, igualando o francês Bernard Hinault.
A monotonia da terceira etapa da Volta a França só foi quebrada nos centímetros finais, com o ‘empate’ entre Mark Cavendish e André Greipel a obrigar à intervenção do ‘photo finish’ para entregar o ‘bis’ ao ciclista britânico.
Os 223,5 quilómetros entre Granville e Angers tornaram-se demasiado longos perante a inércia do pelotão, com os únicos momentos emocionantes da terceira tirada a surgirem nos metros iniciais, quando o luso-descendente Armindo Fonseca (Fortuneo-Vital Concept) arrancou para a fuga do dia, posteriormente integrada por Thomas Voeckler, e nos metros finais, quando os velhos rivais Cavendish e o alemão Andre Greipel cortaram o risco lado a lado.
O alemão da Lotto Soudal ainda ergueu o punho em sinal de vitória, mas foi o homem da ilha de Man quem conquistou o segundo triunfo em três etapas, depois do ‘photo finish’ ter ditado que a roda da bicicleta do ciclista da Dimension Data foi a primeira a passar a meta.
“Pensei que era minha, mas nunca sabemos. Era preciso esperar”, admitiu ‘Cav’, que ficou especado, de verde vestido e com uma multidão à sua volta, até ver a organização confirmar aquilo que o seu sexto sentido já lhe havia dito.
Com o triunfo de hoje, o britânico, de 31 anos, escreveu uma nova página na sua história particular do Tour, igualando o francês Bernard Hinault como segundo ciclista mais vitorioso nas 103 edições, com 28 etapas.
“Planeámos esta etapa, eu sabia que teria de arrancar de trás. Por isso, é que quando o Mark [Renshaw] arrancou, eu quis estar na roda do Greipel. No ano passado, quando não ganhei o primeiro ‘sprint’, fiquei nervoso e talvez me tenha precipitado nas etapas seguintes. Pensei que poderia acontecer o mesmo ao Greipel hoje”, explicou o antigo ‘bad boy’, que uma vez mais protagonizou uma imagem familiar, ao subir ao pódio com os seus dois filhos.
Dominador dos ‘sprints’ no ano passado, o alemão da Lotto Soudal voltou a ser relegado para os lugares de honra, conseguindo ainda assim melhor do que o seu compatriota Marcel Kittel (Etixx-QuickStep), que foi apenas sétimo, numa tirada que ficará na história pessoal de um luso-descendente.
Há um terceiro ‘português’ nesta Volta a França e, hoje, Armindo Fonseca apresentou-se àqueles que ainda não o conheciam, lançando-se numa empreitada alucinante: em fuga desde os primeiros metros, o francês de origens portuguesas da Fortuneo-Vital Concept chegou a ter mais de 11 minutos da vantagem sobre o pelotão - ao quilómetro 15 já tinha 6.30.
Fonseca, um francês cujo pai é um emigrante de Fafe, queria passar isolado na sua terra natal, Ile-et-Vilaine, e conseguiu-o, antes de ser ‘apanhado’ por Thomas Voeckler (Direct Énergie), que aproveitou a apatia generalizada do pelotão, em modo ‘descanso’ depois das nervosas duas primeiras jornadas, para se juntar ao homem da frente ao quilómetro 140.
Já em duo, os franceses viram as equipas dos ‘sprinters’, com Lotto Soudal e Etixx-QuickStep à cabeça, assumirem a perseguição e neutralizarem a sua tentativa a oito quilómetros da meta. Chegava assim ao fim o sonho de Armindo Fonseca, que viu o seu esforço premiado com o prémio de mais combativo na etapa.
No ‘sprint’ final, o camisola amarela ainda tentou chegar às bonificações, mas o seu quarto lugar na tirada mantém a classificação geral inalterada: o eslovaco da Tinkoff tem oito segundos de vantagem sobre o francês Julian Alaphilippe (Etixx-QuickStep) e dez sobre o espanhol Alejandro Valverde (Movistar), com Chris Froome (Sky) na quarta posição, a 14 segundos.
No pelotão chegaram todos os homens importantes, incluindo os portugueses Rui Costa (Lampre-Merida) e Nelson Oliveira (Movistar), que ocupam agora, respetivamente, as 19.ª e 90.ª posições da geral.
O líder da Lampre-Merida vai partir para a etapa mais longa da 103.ª edição, uma ligação de 237,5 quilómetros entre Saumur e Limoges, com 14 segundos de atraso para Peter Sagan, enquanto Nelson Oliveira está a 03.06 minutos.
Fonte: SAPO Desporto c/Lusa

“Tour/Mark Cavendish 'bisa' na 3ª etapa do Tour”

Foto: JEFF PACHOUD / AFP

O ‘photo finish’ mostrou que foi Cavendish o vencedor, com o francês Bryan Coquard (Direct Énergie) a ser o terceiro.
O ciclista britânico Mark Cavendish (Dimension Data) somou hoje a sua segunda vitória na 103.ª Volta a França, ao vencer a terceira etapa no ‘desempate’ no ‘photo finish’.
Embora tenha sido o alemão André Greipel (Lotto Soudal) a festejar o triunfo em Angers, no final dos 223,5 quilómetros desde Granville, o ‘photo finish’ mostrou que foi Cavendish o vencedor, com o francês Bryan Coquard (Direct Énergie) a ser o terceiro.
Quarto classificado na terceira etapa, com as mesmas 05:59.54 horas do vencedor, o eslovaco Peter Sagan (Tinkoff) manteve a camisola amarela e, na terça-feira, vai partir para a quarta etapa, uma ligação de 237,5 quilómetros entre Saumur e Limoges, com oito segundos de vantagem sobre o francês Julian Alaphilippe (Etixx-QuickStep) e dez sobre o espanhol Alejandro Valverde (Movistar).
Fonte: SAPO Desporto c/Lusa

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