sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

“Resultados Taça do Mundo de Ciclocrosse de Gavere: Lucinda Brand domina e garante mais um triunfo na Taça do Mundo”


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

Lucinda Brand assinou uma exibição autoritária a solo para vencer a corrida feminina da Taça do Mundo de Ciclocrosse UCI em Gavere, transformando uma abertura caótica numa demonstração decisiva de controlo num dos percursos mais exigentes do calendário.

A prova arrancou agressiva, com Manon Fouquenet a fazer o arranque mais rápido e a colocar-se de imediato na dianteira. Shirin van Anrooij elevou rapidamente o ritmo, ultrapassando Fouquenet e Brand na volta inaugural e abrindo por instantes um espaço, à medida que o pelotão se alongava nas subidas e nas zonas em off-camber.

Na primeira passagem pela meta, Van Anrooij, Fouquenet e Brand tinham esculpido uma curta vantagem sobre um grupo perseguidor com Puck Pieterse, Ceylin del Carmen Alvarado e Gery. As diferenças eram diminutas, mas o andamento já provocava seleções precoces.

A corrida mudou de figura quando Van Anrooij caiu duas vezes numa secção inclinada em off-camber. A segunda queda obrigou-a a correr até à zona de assistência, custando-lhe tempo precioso e afastando-a da discussão pela frente. A partir daí, Brand começou a impor-se.

Na segunda passagem pela meta, Brand e Alvarado mantinham uma pequena margem sobre Fouquenet e Gery, com os grupos perseguidores a fragmentarem-se atrás. Brand aumentou então a pressão com acelerações repetidas nas subidas, passando pela frente a ritmo constante em vez de apostar num único ataque.

Após duas trocas de bicicleta, ficou claro que Brand encontrou a afinação ideal. A pedalar limpo e sem erros visíveis, começou a ampliar a vantagem, enquanto falhas e quebras de ritmo perturbavam a perseguição. Pieterse não conseguiu igualar o andamento de Brand numa das acelerações-chave, e Fouquenet afirmou-se como a rival mais próxima.

À entrada da última volta, Brand dispunha de pouco mais de 20 segundos de vantagem, com Fouquenet em segunda e Pieterse em terceira. Atrás, continuava a luta pelos restantes lugares do top 5, mas os lugares do pódio estavam, na prática, definidos.

Brand ergueu a mão em celebração na ponte antes da meta, selando mais um triunfo contundente na Taça do Mundo. Fouquenet e Pieterse completaram o pódio após uma perseguição tenaz, enquanto a pressão constante e a condução sem falhas de Brand fizeram a diferença nas subidas de Gavere.

Pode visualizar este artigo em: https://ciclismoatual.com/ciclocrosse/resultados-taca-do-mundo-de-ciclocrosse-de-gavere-lucinda-brand-domina-e-garante-mais-um-triunfo-na-taca-do-mundo

“Filiações na Federação Portuguesa de Ciclismo abertas para 2026”


A Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) informa que se encontra aberto o processo de filiação para a época desportiva de 2026, permitindo a todos os praticantes enquadrar a sua atividade de forma regulamentada e com a devida proteção desportiva.

A filiação na FPC assegura seguro de acidentes pessoais e de responsabilidade civil, válido durante toda a época, abrangendo a prática de ciclismo na via pública, em treino ou deslocação, bem como a participação em provas, eventos e passeios organizados no âmbito federativo.

 

Ciclismo para Todos (CPT)

 

A licença Ciclismo para Todos destina-se aos praticantes que participam em provas abertas e eventos organizados pela Federação Portuguesa de Ciclismo.

36 € - licença digital

40 € - licença física com cartão federativo

Esta filiação inclui seguro de acidentes pessoais e responsabilidade civil, com cobertura desde a data de adesão até 31 de dezembro de 2026.

 

Pedala!

 

A opção pedala! é a ideal para os ciclistas de puro lazer e urbanos, havendo ainda a opção pedala! Família, destinada a agregados familiares que pratiquem ciclismo, permitindo usufruir das mesmas coberturas da licença individual.

Pedala! - 27 €

Pedala! Família - 22 € por membro*

Inclui seguro de acidentes pessoais e responsabilidade civil para todos os membros inscritos.

*Taxa por membro (mínimo de dois adultos até 75 anos, e um jovem até 15 anos, inclusive); acrescem 15€ por cada jovem adicional

 

Outros Agentes da Modalidade

 

Clubes, treinadores, comissários e restantes agentes da modalidade dispõem de licenças específicas, com valores e condições ajustadas às respetivas funções e enquadramento regulamentar.

A filiação na FPC permite integrar o sistema federativo nacional, participar em atividades oficiais e contribuir para o desenvolvimento sustentado do ciclismo em Portugal, garantindo enquadramento legal, segurança e organização da prática desportiva.

As filiações podem ser realizadas em www.fpciclismo.pt/filiacoes

Toda a informação detalhada sobre seguros e coberturas está disponível em www.fpciclismo.pt/cpt

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Portugueses vão ser menos no World Tour em 2026”


Serão sete (seis masculinos e um feminino) os ciclistas lusos a competirem na elite mundial

 

Por: Ana Paula Marques

Foto: UAE Emirates

Portugal tem conseguido manter uma representatividade considerável no pelotão do World Tour, mas o contingente tem vindo a diminuir.

Ainda que possam surgir algumas novidades de última hora, a verdade é que a um mês do arranque da temporada - - com o Tour Down Under, na Austrália -, o número de ciclistas portugueses que competirá em 2026 em equipas do World Tour será de sete, depois dos nove em 2025. As saídas de Rui Costa, da EF Education, e de Ruben Guerreiro, da Movistar, são as razões da redução.

Rui Costa, recorde-se, anunciou o final de carreira aos 39 anos e após 17 temporadas a competir na elite Mundial, sendo que em relação a Ruben Guerreiro sabe-se apenas que nesta altura não faz parte dos plantéis das formações do World Tour. O nosso jornal tem procurado falar com o ciclista, mas sem sucesso.

Nos últimos anos, outros foram deixando o pelotão principal, ou pelo final de carreira, ou regressando ao pelotão português: Bruno Pires (2015), Sérgio Paulinho (2016), Tiago Machado (2018), Nuno Bico (2018) e mais recentemente André Carvalho (2023).

Saídas que foram sendo colmatadas com entradas, por exemplo, dos gémeos Ivo e Rui Oliveira, que chegaram à UAE Emirates em 2019, João Almeida, que entrou no World Tour em 2020, via Deceuninck-Quick Step, e de António Morgado e Afonso Eulálio, os últimos a ingressarem no principal pelotão mundial.

 

Nelson Oliveira é o mais antigo

 

Dos sete portugueses que competirão no World Tour no próximo ano, Nelson Oliveira é agora o mais antigo, herdando este estatuto após o final de carreira de Rui Costa. Aos 36 anos, vai para a sua 16.ª temporada, a 11.ª ao serviço da Movistar, número que faz dele também o mais ‘veterano’ na equipa espanhola.

Já Maria Martins continua a ser a única portuguesa na elite Mundial, e vai para a sua terceira época.

 

Eis os portugueses que correrão no World Tour em 2026 (ano de ingresso)

 

Nelson Oliveira (36 anos/Movistar) - 2011

Ivo Oliveira (29 anos/Emirates) - 2019

Rui Oliveira (29 anos/Emirates) - 2019

João Almeida (27 anos/Emirates) - 2020

António Morgado (21 anos/Emirates) - 2024

Afonso Eulálio (24 anos/Bahrain) - 2025

Maria Martins (26 anos/Canyon) – 2023

Fonte: Record on-line

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