sábado, 22 de fevereiro de 2025

“Entrevista: Foi a consistência na estrada que reforçou estatuto de Leitão na Caja Rural”


O vianense de 26 anos tem ‘apresentado’ triunfos para que na Caja Rural o “respeitem um pouco mais” e o tenham “em conta de outra forma”, nomeadamente no Troféu Palma, uma das ‘etapas’ do Challenge de Maiorca, no início deste mês

 

Por: Lusa

Foto: X @CajaRural_RGA

Iúri Leitão já ganhou o início da temporada, após ter conquistado dois títulos europeus na pista, mas o seu estatuto na Caja Rural alterou-se essencialmente pela consistência que apresenta na estrada, acredita o ciclista português.

“Não vou dizer que [o estatuto] mudou por causa do título olímpico, eu acho que muda essencialmente pela consistência que tenho vindo a ter na equipa nas corridas de estrada, porque, parecendo que não, não tem nada a ver uma coisa com a outra e a equipa exige de mim resultados na estrada. É isso que eles querem”, elucidou.

E, de facto, o vianense de 26 anos tem ‘apresentado’ triunfos para que na Caja Rural o “respeitem um pouco mais” e o tenham “em conta de outra forma”, nomeadamente no Troféu Palma, uma das ‘etapas’ do Challenge de Maiorca, no início deste mês.

Em entrevista à agência Lusa, durante a 51.ª Volta ao Algarve, Iúri Leitão defendeu que, apesar desse triunfo maiorquino e dos títulos europeus de scratch e na prova por pontos, ainda só ganhou “o início” de uma temporada na qual gostaria de estrear-se na Volta a Espanha – a presença da equipa depende de um convite da organização.

“O corpo tem reagido bem. Agora, é tentar não abusar talvez, aproveitar o máximo do calendário do início da época até ter uma primeira pausa e, depois, preparar a segunda fase da temporada. Temos agora provas importantes a seguir à Volta ao Algarve e quero tentar manter a forma o maior tempo possível”, assumiu.

Para trás, ficaram os festejos pelo ouro conquistado em Paris2024 ao lado de Rui Oliveira no madison, mas também pela prata alcançada no omnium, o que o tornou no primeiro desportista português a somar duas medalhas na mesma edição dos Jogos Olímpicos.

“Chegou um ponto em que eu decidi que tinha que voltar ao trabalho e que essa vida de televisão e de rádio e de espetáculos tinha que ter uma pausa, por mais que eu gostasse bastante. E há que voltar ao trabalho, volta tudo a normal, voltam as competições, volta tudo ao que era”, brincou.

No entanto, nem tudo voltou a ser como era antes, a começar pelo interesse que o ciclismo de pista desperta agora nos portugueses.

“Nem toda a gente ainda entende exatamente o que é que está a acontecer, por mais que os comentadores tenham feito um bom trabalho de explicar. Às vezes, as pessoas querem uma explicação mais detalhada e costuma acontecer” pedirem-lhe para esclarecer dúvidas sobre a vertente que o tornou conhecido, admite.

Leitão sentiu já nestes Europeus que havia “muito mais pessoas preocupadas em ver” e acompanhar as provas dos portugueses, que regressaram do velódromo de Heusden-Zolder, na Bélgica com seis medalhas.

O ciclista da Caja Rural garante, contudo, não se sentir uma ‘estrela’, apesar de, na ‘Algarvia’, ter sido amplamente solicitado pelo público, a quem nunca negou uma foto, um autógrafo ou simplesmente um sorriso.

“As pessoas vão-me reconhecendo, os meus colegas vão-me reconhecendo e querem trocar umas palavras. Mas isso sempre foi muito assim, mesmo quando eu corri em Portugal. Aqui em Portugal temos uma comunidade de atletas muito unida, digamos assim, somos todos muito companheiros uns dos outros e recebo sempre muito carinho quando volto a Portugal”, revelou à Lusa.

Com a bicicleta equipada com umas rodas douradas, numa alusão ao título olímpico conquistado em Paris2024, Leitão não passa despercebido nas estradas nacionais, num mediatismo agora explorado pela Caja Rural.

“Tendo em conta que eu levo a marca da equipa a esse tipo de palcos, eu acho que seria tonto da parte deles não aproveitar essa imagem, porque, lá está, até um atleta olímpico que faz resultados do nível que eu tenho feito, é sempre bom para a marca da equipa poder aproveitar essa alavancagem”, notou.

Fonte: Sapo on-line

“Volta ao Algarve: Iúri Leitão desiste após queda na 3.ª etapa”


O vianense de 26 anos caiu na sexta-feira no derradeiro quilómetro da ligação entre Vila Real de Santo António e Tavira

 

Por: Lusa

Foto: LUSA/EPA

O ciclista português Iúri Leitão (Caja Rural), campeão olímpico de madison, não vai alinhar esta sexta-feira na quarta etapa da 51.ª Volta ao Algarve, na sequência da queda que sofreu na sexta-feira em Tavira.

O vianense de 26 anos caiu na sexta-feira no derradeiro quilómetro da ligação entre Vila Real de Santo António e Tavira e, hoje, não assinou o livro de ponto à partida para a quarta etapa, em Albufeira.

Minutos depois, a Caja Rural confirmou que o português não irá alinhar na tirada de hoje, que liga Albufeira a Faro, no total de 175,2 quilómetros.

"Na sequência dos ferimentos sofridos na queda de ontem [sexta-feira], Iúri Leitão tem uma mão afetada, o que o impede de estar hoje à partida", lê-se na conta oficial da equipa espanhola na rede social X.

Campeão olímpico de madison, ao lado de Rui Oliveira, e vice-campeão no omnium em Paris2024, Leitão chocou contra um muro na sexta-feira, ficando maltratado na mão direita.

Fonte: Record on-line

“Biniam Girmay escolhe Portugal para apurar forma física: «Objetivo é estar bem nas clássicas»”


Histórico ciclista está na Volta ao Algarve

 

Por: Lusa

Foto: Reuters

O histórico Biniam Girmay, primeiro ciclista eritreu a ganhar etapas e a classificação por pontos no Tour, está na Volta ao Algarve a apurar a forma para as clássicas, o seu grande objetivo da temporada.

"Já começámos a época, diria que não da melhor maneira. Pessoalmente, ainda não tenho o ritmo que queria, mas senti-me melhor depois de competir, especialmente no domingo [na Clássica da Figueira]. Foi bastante bom", reconheceu o ciclista da Intermarché-Wanty.

Bini foi sexto na clássica portuguesa, antes de rumar à Algarvia, onde foi segundo na terceira etapa, não escondendo que gostaria de subir um degrau.

"Agora, não estou a 100%, mas para este tipo de corrida, com este tipo de sprint, ficaria feliz de ganhar uma etapa. Mas o meu principal objetivo é estar bem nas clássicas, é para isso que estou a trabalhar a minha forma. Espero estar no meu melhor lá", antecipou.

Na tentativa de apurar o físico, elegeu a Volta ao Algarve, na qual tem hoje a derradeira hipótese para lutar por uma etapa, no final da ligação de 175,2 quilómetros entre Albufeira e Faro, por gostar de "ir a sítios diferentes no início da época".

"Nunca tinha estado em Portugal. A Figueira foi muito boa, o tempo está simpático. Estou feliz por estar aqui", declarou à agência Lusa.

Fenómeno de popularidade - sobretudo em África - desde que ganhou três etapas no Tour'2024 e subiu ao pódio final para envergar a camisola verde, o eritreu de 24 anos não se deixou deslumbrar pelo sucesso, mantendo-se terra a terra, apesar de reconhecer o impacto que os seus feitos históricos na Grande Boucle tiveram na sua vida.

"Foi muito bom. Ganhar no Tour... é a maior corrida velocipédica. Quando ganhas lá, tornas-te mais conhecido no ciclismo. Foi muito positivo para mim, desfrutei muito", confessou.

Depois do sucesso na prova francesa, o regresso é inevitável para o ciclista da Intermarché-Wanty, embora vá notando que tem um longo caminho pela frente até lá - o Tour está agendado entre 5 e 27 de julho.

"Para já, temos de pensar apenas nesta semana e, depois, nas clássicas, mas estou preparado para esta época", concluiu o eritreu que também já venceu uma etapa no Giro e a Gent-Wevelgem, ambas em 2022.

Fonte: Record on-line

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