sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

“Volta ao Algarve: Bardet satisfeito com bom começo em prova que queria descobrir”


Com a retirada anunciada para 15 de junho, após a derradeira etapa do Critério do Dauphiné, a corrida ‘nacional’ que escolheu para despedir-se, o corredor de 34 anos parece estar a viver uma segunda juventude nesta sua estreia em Portugal

 

Por: Lusa

Foto: AFP or licensors

Romain Bardet quis descobrir a Volta ao Algarve no seu último ano no pelotão e a opção tem corrido bem ao ciclista francês, que é quarto da geral da 51.ª edição, após surpreender no alto da Fóia.

“É uma corrida que queria descobrir, é uma região muito simpática. Muitas equipas querem vir cá, porque é uma corrida bem equilibrada e queria conhecê-la”, justificou à agência Lusa.

Com a retirada anunciada para 15 de junho, após a derradeira etapa do Critério do Dauphiné, a corrida ‘nacional’ que escolheu para despedir-se, o corredor de 34 anos parece estar a viver uma segunda juventude nesta sua estreia em Portugal.

“É a minha primeira vez aqui. É um pelotão muito forte. Vai ser um grande teste perceber como corre a semana”, resumiu.

Para já, e depois de ter sido 12.º classificado no arranque da época, na Clássica da Figueira, o teste está a correr bem: foi quarto no alto da Fóia, à frente de Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike) ou Primoz Roglic (Red Bull-BORA-hansgrohe), e está a 18 segundos do camisola amarela, o suíço Jan Christen (UAE Emirates).

“Não fiquei surpreso [com a prestação na Fóia]. Enquanto correr, espero estar sempre com os melhores. Para primeira corrida da temporada, estou satisfeito. É um bom começo”, avaliou.

Melhor francês do século XXI na Volta a França, onde foi vice-campeão em 2016 e terceiro no ano seguinte, além de outras quatro classificações no top 10 (em 11 participações) e da conquista da camisola da montanha na edição de 2019, o ciclista da Picnic PostNL diz não saber “honestamente” se vai estar na luta pelo triunfo final na Volta ao Algarve no domingo.

“Só posso controlar quão rápido vou e espero ser rápido no contrarrelógio, mas não posso controlar a velocidade dos outros. Não penso nisso”, analisou relativamente ao exercício individual da última tirada, que termina no alto do Malhão.

Apesar de considerar que João Almeida (UAE Emirates), o português que é segundo da geral a quatro segundos do seu companheiro suíço, demonstrou ser o mais forte entre os favoritos na Fóia, Bardet não exclui ainda Vingegaard ou Roglic na luta pela amarela final.

“Não estão muito longe, vai ser interessante”, acrescentou.

A liberdade que o anúncio da retirada parece ter dado a Bardet, e que foi já bem visível no passado Tour, quando entrou numa fuga ‘condenada’ e acabou por vestir pela primeira vez na sua carreira a amarela, propagou-se agora à ‘Algarvia’, que hoje cumpre a sua terceira etapa, numa ligação entre Vila Real de Santo António e Tavira.

Mas, ao contrário de Geraint Thomas (INEOS), outro futuro ex-ciclista, que diz estar a tentar “absorver tudo” na sua última temporada como profissional, Bardet garante não pensar muito na despedida.

“Estou concentrado na corrida e em dar o meu melhor”, vincou o também vice-campeão mundial de fundo em 2018.

Após o Dauphiné, o francês vai encerrar uma carreira de 14 anos como profissional, na qual se destacam ainda duas presenças no top 10 da Volta a Itália e uma vitória numa etapa da Vuelta2021, num balanço para 17 participações em grandes Voltas.

Quando encostar a bicicleta de estrada, Bardet, que é um dos poucos ‘resistentes’ da linhagem antiga do ciclismo – é acessível, dispensa assessores e disponibiliza o seu tempo para aqueles que com ele querem falar –, vai dedicar-se a um novo desafio, o de preparar-se para o Mundial de gravel, marcado para Nice, em França.

Fonte: Sapo on-line

“ESTRELAS DO BTT INTERNACIONAL MARCAM PRESENÇA NA XI BTT XCO VILA DE MELGAÇO”


Dias 1 e 2 de março  

 

Evento marca o arranque da Taça de Portugal XCO 2025 e recebe, pela primeira vez, a prova internacional da UCI XCO Júnior Series

 

Por: Sara Pereira   

Algumas das maiores estrelas do BTT marcam presença na XI BTT XCO Vila de Melgaço. Entre os destaques desta edição, está a participação da equipa UCI TREK FACTORY RACING – PIRELLI, uma das mais relevantes do circuito mundial de Mountain Bike: Evie Richards, atual campeã do mundo de XCC e ex-campeã do mundo de XCO, Madigan Munro, atual campeã dos Estados Unidos de XCO e detentora de 13 pódios em Taças do Mundo, e Gunnar Holmgren, ex-campeão nacional do Canadá de XCO e quatro vezes pódio em Taças do Mundo, são os atletas confirmados até ao momento. 


A acontecer nos dias 1 e 2 de março de 2025, este é um dos mais aguardados eventos do calendário nacional e internacional do BTT: marca o arranque da Taça de Portugal XCO 2025 e será a primeira vez que Portugal receberá uma prova da UCI XCO Junior Series. O momento reforça a crescente relevância do concelho melgacense no panorama desportivo mundial, nomeadamente na modalidade de XCO. 

Esta edição trará uma outra grande novidade: dois dias de competição, com provas no sábado, 1 de março, proporcionando ainda mais espetáculo para atletas e público.


De entre os cerca de 300 inscritos, de cerca de dez nacionalidades, a destacar ainda a participação de Raquel Queirós, campeã nacional de XCO e XCC e representante de Portugal nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Na competição masculina de Elite, destaca-se também a presença do campeão nacional da Irlanda, Christopher Dawson, do campeão nacional, Ricardo Marinheiro, e de alguns dos melhores atletas de Portugal, como Roberto Ferreira, João Cruz e Rafael Sousa. 

A categoria júnior também promete emoção, com a presença da atleta francesa Lison Desprez e da campeã da Venezuela, Ana Ron. Nos juniores masculinos, está confirmada a presença de Noa Filippi, da equipa Canyon Cllctv, uma das formações de topo do circuito mundial.  

O evento, que se realizará no Centro de Estágios de Melgaço, centro de treinos oficializado pela UEFA e reconhecido pela sua qualidade e diversidade de equipamentos, é uma prova teste para o Campeonato da Europa de XCO 2025, que acontecerá em julho (de 23 a 27). Contará com um percurso fechado de 3.650 metros, com amplas zonas de partida e duas áreas de assistência técnica, assegurando as melhores condições para os atletas. 

A XI XCO Vila de Melgaço será, assim, uma prova de referência para atletas e adeptos da modalidade, consolidando Melgaço como um dos destinos de excelência para o BTT, projetando Melgaço no panorama internacional. 

A realização da Taça de Portugal de XCO em Melgaço não é apenas um evento desportivo, mas sim mais um passo na afirmação do concelho como destino de referência para a prática de ciclismo e desporto de montanha. Segundo o presidente da Câmara Municipal de Melgaço, Manoel Batista, este evento destaca a visão estratégica do município: «Temos investido fortemente na melhoria das nossas infraestruturas desportivas e na captação de eventos de prestígio. O desporto é um motor de desenvolvimento e um fator de dinamização económica e turística. Ao recebermos competições como a Taça de Portugal de XCO e, em julho, o Campeonato da Europa, estamos a consolidar Melgaço como um destino de excelência para o BTT.»

Aberta a atletas federados com licença desportiva de competição, para todas as categorias de ambos os sexos (Sub-17, Sub-19, Sub-23, Elites e Masters), tem inscrições a decorrer até 26 de fevereiro, através do site da Federação Portuguesa de Ciclismo www.fpciclismo.pt , onde também é possível consultar o regulamento e o programa. 

A iniciativa é promovida pela Melsport – Melgaço, Desporto e Lazer EM e pelo Município de Melgaço, com o apoio da Federação Portuguesa de Ciclismo (UVP/FPC) e da Associação de Ciclismo do Minho (ACM), cumprindo os regulamentos da UCI (provas internacionais) e da UVP/FPC.  

MELGAÇO: O destino de natureza mais radical de Portugal 

Fonte: #ComunicaçãoCompleta

“Rui Oliveira após título olímpico em Paris'2024: «Acho que não mudou nada»”


Corredor reconhece, no entanto, que há mais pessoas a reconhecê-lo na rua

 

Por: Lusa

Foto: UAE Team Emirates

Nada mudou na vida de Rui Oliveira apesar do ouro no madison em Paris'2024, com o ciclista português a revelar à Lusa que, seis meses depois, ainda não assimilou totalmente o facto de ser campeão olímpico.

"Acho que não mudou nada. Continuou praticamente tudo igual": a resposta do ciclista da UAE Emirates pode surpreender quem o ouve, mas o corredor esclarece prontamente que, apesar de haver mais pessoas a reconhecê-lo na rua, a sua vida pessoal permanece a mesma.

Seis meses depois de ter subido ao lugar mais alto do pódio, ao lado de Iúri Leitão, no velódromo de Saint-Quentin-en-Yvelines, Rui Oliveira ainda se está a adaptar à sua nova realidade, nomeadamente ao facto de alguns colegas o tratarem por 'campeão olímpico', uma menção que "soa um bocadinho diferente" e à qual não está habituado.

"Mas é bom. Foi tudo tão rápido, foi tudo tão inesperado que ainda custa um bocadinho assimilar, mas já se vai tornando real", pontuou.

O ouro olímpico visivelmente não mudou o gaiense, de 28 anos, que está agora num Olimpo de históricos do desporto português.

"Toda a gente conhece Rosa Mota, Carlos Lopes, Fernanda Ribeiro. Todos os nossos campeões olímpicos ficaram na história de Portugal, porque obviamente não são muitos, e, agora, tendo conseguido isso com o Iúri, também acho que vai ficar presente, ainda por cima nesta era das redes sociais, dos media", prognosticou.

Rui Oliveira sentiu o impacto desta nova era mediática desde que conquistou o ouro, no final de tarde de 10 de agosto, nem que seja por ter recebido os parabéns do seu ídolo, o futebolista Cristiano Ronaldo.

"Até foi uma das primeiras coisas que vi quando fomos ao telefone, que tínhamos lá a menção dele [Ronaldo], mas obviamente é online e não é presencial. Mas, quando estivemos com ele [após um jogo da seleção portuguesa], foi muito bom ouvir que ele tinha muito orgulho no feito que tínhamos conquistado e que percebia o feito que era enormíssimo", revelou à agência Lusa.

Mas, ao contrário de Leitão, o ciclista da UAE Emirates não pôde festejar descontraidamente a sua conquista, uma vez que tinha compromissos na estrada com a sua equipa.

"Obviamente, ele tinha mais espaço para estar mais presente em alguns programas ou em algumas festas, por assim dizer. E eu tinha um calendário mais preenchido, com mais corridas. E isso, claro, não me permitiu tanto estar presente", justificou.

No entanto, Oliveira entende que "o ciclismo é um desporto diferente", pois a época não culmina com os Jogos Olímpicos,

"Sendo ciclista de estrada, tenho os compromissos com a estrada e não posso estar a desfrutar do que é a medalha. [...] Se fosse no final da época, estivesse um mês ou dois de repouso, seria espetacular, podia desfrutar um pouco mais. Mas, sim, é um pouco... não tenho pena, é o que é", afirmou.

E nem quando a temporada acabou o gaiense conseguiu ter as merecidas férias, já que foi operado à clavícula e ao nariz.

"Fui para o estágio de equipa em Abu Dhabi, após acabar os Mundiais de pista, e tive a operação logo, mal cheguei, e foi recuperar essas duas, três semanas, cheio de dores, e depois começar a treinar. Portanto, praticamente, não tive férias", contou.

O sacrífico, contudo, valeu a pena, já que nos Europeus da passada semana se sagrou vice-campeão europeu de eliminação e conquistou o bronze ao lado do gémeo Ivo no madison.

"Fizemos ver que em todas as disciplinas que entrámos, vencemos uma medalha, com praticamente nenhum tempo de preparação, só com um ou dois treinos na pista até aqui. E estar outra vez a lutar contra as melhores nações do mundo, ganhar seis medalhas, acho que dá para ver que tem valido a pena o esforço", defendeu.

Oliveira está ciente de que, perante estes feitos, os portugueses estão a habituar-se aos metais dos pistards nacionais.

"A pressão vai estar sempre para ganharmos medalhas, e quando não conseguimos as pessoas ficam desiludidas, mas uma pessoa sabe o que é custa chegar a este patamar, e o mais importante é as pessoas perceberem de onde é que nós vimos, o quão difícil é ganhar medalhas. Têm de ver que nada cai do céu e o que fazemos para chegar a estas competições e lutar pelas medalhas já é muito", realçou.

Fonte: Record on-line

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