sexta-feira, 24 de setembro de 2021

“Seleção Nacional/ Campeonato do Mundo de Estrada dia 5.1”


António Morgado sofre e resiste para conquistar lugar de destaque

 

Por: José Carlos Gomes

António Morgado conquistou hoje o segundo melhor resultado de sempre para Portugal em provas de fundo para juniores em Campeonatos do Mundo, sendo o sexto classificado na corrida de 121,8 quilómetros, disputada em Lovaina, Flandres, Bélgica.

Num circuito plano, apenas com quatro topos mais exigentes a quebrarem o ritmo, a alta velocidade foi a maior dificuldade enfrentada pelos corredores portugueses. A média final, superior a 44,6 km/h atesta a exigência da corrida, na qual as seleções mais rodadas internacionalmente tiveram a vantagem da experiência.


António Morgado e Gonçalo Tavares foram os ciclistas portugueses que se adaptaram melhor às adversidades, permanecendo no pelotão da frente. No entanto, acabaram sujeitos a um desgaste adicional, pois nas fases planas da prova não conseguiam manter-se bem posicionados, tendo constantemente de recuperar posições no seio do grupo.

Apesar deste trabalho de constante recolocação, António Morgado teve forças para inserir-se no sprint pelo quarto lugar, uma vez que os três primeiros pedalavam já adiantados na discussão das medalhas. O ciclista das Caldas da Rainha soube explorar a roda dos adversários na reta da meta, em ligeira subida, sprintando para o sexto lugar, o segundo melhor de sempre para o país em provas de fundo para juniores dos Mundiais, apenas suplantado pelo quinto posto de Daniel Freitas, em 2009, na Rússia.


António Morgado cruzou a meta a 24 segundos do norueguês Per Strand Hagenes, que concluiu a prova isolado, ao fim de 2h43m48s. O segundo classificado foi o francês Romain Gregorie, a 19 segundos, ficando o terceiro posto para o estoniano Madis Mihkels, que vinha em fuga, mas cortou a meta com o mesmo tempo do pelotão principal, 24 segundos depois do vencedor.

“Toda a corrida foi muito difícil. Nunca me senti muito bem, mas consegui mentalizar-me que tinha de sofrer. Foi uma prova sempre de grande sofrimento. Andei sempre na parte de trás no pelotão, mas como era uma corrida de eliminação, fui eliminando alguns adversários. Cheguei a descolar mais do que uma vez, mas consegui agarrar-me ao grupo. No final coloquei-me bem e dei tudo no sprint”, descreve António Morgado.

Gonçalo Tavares também ficou a 24 segundos do campeão mundial, no 22.º lugar, após uma corrida, à semelhança da de António Morgado, em que a colocação foi a grande pecha. “Conseguia manter-me dois ou três quilómetros bem colocado, mas, de repente, já estava para trás outra vez. Nas subidas era quando conseguia subir mais no grupo, mas depois a descer e no plano, acabava sempre por ficar fechado. Foi uma corrida de muito sofrimento. Tanto aqui como no europeu aconteceu-me algo que nunca tinha sucedido: só queria que a corrida acabasse. A cada volta, eu pensava ‘só falta mais uma’”, confidencia o ciclista de Proença-a-Nova.


A prova dos outros dois portugueses ficou marcada por quedas. Diogo Pinto ficou “cortado” na sequência de uma queda logo nos quilómetros iniciais, não conseguindo recolar ao pelotão, devido à velocidade extremamente elevada do grupo. Lucas Lopes fez as duas primeiras voltas entre os melhores, sempre bem posicionado, mas sofreu ele próprio duas quedas que o fizeram perder irremediavelmente o contacto com a frente de corrida. Devido ao atraso acumulado, os dois corredores foram obrigados a abandonar, contando-se entre os 81 desistentes.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

“Ruanda recebe Mundiais de ciclismo em 2025”


Será a primeira vez que a competição se realizará no continente africano

 

Por: Lusa

Foto: Getty Images

Os Mundiais de ciclismo vão realizar-se pela primeira vez em África, com o Ruanda a organizar as competições em 2025, anunciou esta quinta-feira a federação, que lutou com Marrocos para receber o evento.

A Federação Ruandesa de Ciclismo confirmou na rede social Twitter que o país será responsável por organizar os Mundiais, com a capital Kigali a ser o local escolhido para receber as provas.

Dois candidatos, Ruanda (Kigali) e Marrocos (Tânger), disputaram os primeiros campeonatos mundiais de ciclismo organizados em África, com a candidatura de Kigali, apontada como a favorita, a ser a escolhida pela União Ciclista Internacional.

Depois da Bélgica (Flandres), que está a receber competições deste ano até domingo, as próximas edições acontecerão em 2022 na Austrália (Wollongong), em 2023 na Escócia e em 2024 na Suíça.

Fonte: Record on-line

“Vincenzo Nibali regressa à Astana”


Por: NFO // AJO

O ciclista italiano Vincenzo Nibali vai representar a Astana na próxima temporada, regressando a um conjunto com o qual venceu duas Voltas a Itália e uma Volta da França, anunciou hoje a equipa cazaque.

Niali, de 36 anos, já tinha representado a Astana de 2013 a 2016, período no qual ganhou o Giro de 2013 e 2016 e o Tour de 2014 e conseguiu um segundo lugar na Volta a Espanha (2013).

"Estou muito feliz por regressar à Astana, porque para mim é uma família que me deu muito e na qual conseguiu os meus maiores sucessos", disse o 'tubarão de Messina', que conseguiu 22 vitórias durante a sua passagem pelos cazaques, entre as quais a Volta a Lombardia, um dos monumentos do ciclismo.

Nibali não quis estabelecer objetivos para a sua segunda passagem pela Astana, embora garanta que quer "conseguir alguns resultados" e passar a sua experiência para os mais novos.

"Estamos muito felizes que este regresso se tenha tornado realidade. Vincenzo Nibali não precisa de apresentações, ele é um verdadeiro campeão e líder. Ele passou os melhores anos da sua carreira na nossa equipa e acho que é simbólico que ele vá terminar uma carreira fantástica na Astana", disse Alexandre Vinokurov, o diretor geral da equipa.

Depois de ter feito a estreia na Fassa Bortolo, em 2005, Nibali esteve na estrutura da Liquigas de 2006 a 2012, equipa na qual se estreou no WorldTour.

Depois de quatro anos na Astana, o italiano esteve três temporadas na Bahrain-Merida, antes de fazer duas temporadas na Trek-Segafredo.

Fonte: Lusa

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