Por: José Morais
João Almeida chega à Volta a
Espanha de 2026 com a sensação de que tudo o que podia correr mal… correu
mesmo. O português da UAE Emirates‑XRG
admite que parte para a última grande prova do ano com confiança reduzida,
depois de uma temporada marcada por doenças, análises sanguíneas irregulares e
quedas que o afastaram das ambições iniciais.
Um líder
travado pelos imprevistos
O plano era claro: depois de
um início de ano sólido segundo na Volta à Comunidade Valenciana e terceiro no
Algarve Almeida preparava-se para assumir a liderança da equipa no Giro
d’Itália. Mas uma doença inesperada e valores anómalos nas análises obrigaram-no
a parar durante semanas, empurrando o foco para a Vuelta.
Regressos
difíceis e quedas inoportunas
O retorno à competição não
trouxe o alívio esperado. Na Volta ao Auvergne‑Rhône‑Alpes,
Almeida abandonou após a sexta etapa. Na Volta à Polónia, uma queda voltou a
travar o progresso, obrigando-o a desistir antes da etapa seguinte. A sucessão
de azares deixou o português a duvidar da própria condição física.
Missão
Pogacar acima de tudo
Apesar das incertezas, Almeida
garante que a prioridade é clara: ajudar Tadej Pogacar a conquistar a única
grande Volta que lhe falta. “Se depois disso ainda conseguir um bom resultado
para mim… tanto melhor”, afirmou o português, consciente de que o papel de
apoio será central na estratégia da UAE.

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