sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

“UAE Tour: Merlier vence 5ª etapa; Pogacar sai na fuga e aumenta a liderança”


O líder Tadej Pogacar passou mais de 100 quilómetros na fuga e aumentou vantagem com a camisola vermelha para 21 segundos

 

Tim Merlier (Soudal-QuickStep) acabou com as esperanças de Jonathan Milan de conquistar vitória tripla no UAE Tour ao dominar o ciclista do Lidl-Trek num sprint na 5ª etapa, esta sexta-feira (21 de fevereiro). Matteo Malucelli (Astana-XDS) ainda acelerou forte na linha de chegada e acabou deixando o camisola verde Milan na terceira posição, enquanto Jasper Philipsen (Alpecin-Deceuninck) foi surpreendido por uma queda na reta final.

Duas quedas nos últimos 3 quilómetros marcaram o final técnico da etapa, com vários ciclistas da classificação geral pegos fora da zona de neutralização e lutando para limitar as suas perdas de tempo, antes de uma queda sob a bandeira vermelha dividir o grupo ao meio.

“Discutimos ontem com a equipa o que fizemos de errado, e hoje fizemos um trabalho muito bom”, disse Merlier após a etapa. “Eles colocaram-me numa posição muito boa em direção ao último quilómetro e meio, e na última curva eu ​​toquei no volante do Milan, então choquei atrás. Eu estava esperando, esperando, esperando pelo meu momento. Estou muito feliz. Alguns ciclistas estavam realmente motivados para ter um dia de treino hoje, então foi um ritmo forte o dia todo, mas para nós foi bom”, disse Merlier, o primeiro ciclista a conquistar seis vitórias no UAE Tour.

O líder Tadej Pogacar (UAE Team Emirates-XRG) quebrou as regras para etapas planas ao passar mais de 100 quilómetros numa fuga, e ampliou a sua liderança geral sobre o segundo colocado Josh Tarling (Ineos Grenadiers) para 21 segundos ao vencer o primeiro sprint intermediário do dia, ganhando três segundos de bónus no processo.

 

“O plano não era aumentar a minha liderança com  o bónus de tempo hoje, mas a mudança aconteceu num momento engraçado, assim como no ano passado na Volta Catalunha, quando Domen [Novak] veio comigo para a frente, mas hoje, outros ciclistas também seguiram e acabou sendo uma fuga.  Trabalhamos na fuga tentando não gastar muito e foi um bom dia tentando manter a fuga viva. Terminamos a etapa muito mais rápido por causa disso. Na chegada, os meus companheiros de equipa tentaram fazer uma bolha em meu redor atrás das equipas dos velocistas, apenas para ficarmos seguros. Para 90% do pelotão, foi um dia confortável na estrada”, disse o líder geral Tadej Pogacar.

 

ESTATÍSTICAS

 

A etapa de hoje foi realizada a 48.751 km/h, o novo recorde para uma etapa de estrada do UAE Tour, superando a etapa Al Mirfa de 2021, vencida por Mathieu Van der Poel a 46.771 km/h.

Tim Merlier registou a sua 53ª vitória profissional, a 3ª este ano após as etapas 1 e 3 no AlUla Tour.

Matteo Malucelli (2º) postou seu primeiro top 3 da carreira em uma corrida do World Tour.

Até agora, ele havia registado 41 pódios em corridas profissionais, mas não no nível do World Tour.

A equipa da Soudal-Quick Step, nas suas várias denominações, é a primeira com 10 etapas vencidas no UAE Tour, deixando a UAE Team Emirates em 9º.

 

AS CAMISOLAS

 

Camisola vermelha – Líder da Classificação Geral – Tadej Pogacar (UAE Team Emirates – XRG)

Camisola verde – Líder da Classificação por Pontos – Jonathan Milan (Lidl-Trek)

Camisola branca – Melhor Jovem – Joshua Tarling (Ineos Grenadiers)

Camisola preta – Líder da Meta Volante – Dorde Duric (Solution Tech Vini Fantini)

“Volta ao Algarve: Jordi Meeus vence terceira etapa, Jan Christen segue líder”


Na geral, Jan Christen segue líder, com quatro segundos de vantagem para o colega de equipa português João Almeida, segundo, com o belga Laurens de Plus (INEOS) em terceiro, a 13 segundos

 

Por: Lusa

Foto: Lusa

O ciclista belga Jordi Meeus (Red Bull-BORA-hansgrohe) venceu hoje ao sprint a terceira etapa da 51.ª Volta ao Algarve, na chegada a Tavira, que não alterou os primeiros lugares da geral, encimada pelo suíço Jan Christen (UAE Emirates).

Meeus, de 26 anos, conseguiu a primeira vitória do ano ao cumprir os 183,5 quilómetros entre Vila Real de Santo António e Tavira em 4:18.34 horas, batendo sobre a meta o italiano Alberto Dainese (Tudor), segundo, e o eritreu Biniam Girmay (Intermarché-Wanty), terceiro.

O colombiano Santiago Mesa, da portuguesa Efapel, foi nono e o melhor português, Rui Oliveira (UAE Emirates), foi 17.º.

Na geral, Jan Christen segue líder, com quatro segundos de vantagem para o colega de equipa português João Almeida, segundo, com o belga Laurens de Plus (INEOS) em terceiro, a 13 segundos.

No sábado, a quarta e penúltima etapa liga Albufeira a Faro, em 175,2 quilómetros, com nova chegada em pelotão compacto em perspetiva, num dia com quatro contagens de montanha, no Malhão (2.ª categoria), Picota (3.ª), Santa Bárbara (3.ª) e Bordeira (4.ª).

Fonte: Sapo on-line

“Rui Oliveira persegue primeira vitória na estrada: «Já são muitos segundos lugares»”


É o grande objetivo que o ciclista português da UAE Emirates delineou para esta temporada

 

Por: Lusa

Foto: UAE Team Emirates

A Rui Oliveira só falta a primeira vitória na estrada, o grande objetivo que o ciclista português da UAE Emirates delineou para uma temporada na qual terá mais liberdade para sprintar para si.

"Falta a primeira vitória, porque já são muitos segundos [lugares] nestes últimos anos. Ainda falta levantar os braços, e é só mesmo isso que falta, portanto, vamos continuar a tentar", confessou o gaiense.

Seis meses depois de se ter sagrado campeão olímpico de madison, ao lado de Iúri Leitão, Rui Oliveira aspira a estrear o seu palmarés em elites na estrada, tendo já hoje uma oportunidade para o fazer na chegada da terceira etapa da 51.ª Volta ao Algarve em Tavira, onde no ano passado foi batido por meros centímetros pelo 'gigante' Wout van Aert (Visma-Lease a Bike).

"Esteve quase no ano passado, foi por pouco em Tavira, mas este ano o objetivo mantém-se. Este ano temos mais uma chegada também a Faro, que, se calhar, é capaz de chegar ao sprint. Mas na terceira [etapa] vou tentar lutar pela vitória. Obviamente, estando aqui no Algarve é uma motivação extra. Dá-me sempre um bocadinho de extra força, portanto, vamos ver se corre bem", perspetivou.

Nesta 'Algarvia', o corredor de 28 anos, que normalmente é o principal lançador de Juan Sebastián Molano, terá a liberdade para sprintar, algo que se estenderá a outras provas da temporada, nomeadamente ao Tirreno-Adriático (10 a 16 de março), onde estará após alinhar na Kuurne-Bruxelas-Kuurne.

"Depois, tenho as clássicas da Bélgica até à [Volta à] Flandres, até [ao Paris] Roubaix e é por aí", enumerou.

Fora do calendário de Rui Oliveira para 2025 está, para já, qualquer grande Volta, uma opção da qual o português até não desgosta.

"Às vezes, não significa que ir a uma grande Volta seja melhor. Numa equipa como a nossa, há poucas oportunidades para ir ao sprint, porque temos sempre um líder enorme na equipa. Temos de trabalhar, perdemos muita força em etapas que temos de tirar [puxar] e chegamos sem força ao sprint. Portanto, mais vale fazer durante aquele mês três ou quatro corridas de menor dimensão e tentar vencer uma corrida, isso é mais importante", explicou.

Com três participações na Vuelta e duas no Giro no currículo, o campeão olímpico em Paris2024 reconhece que estar numa 'grande' é "sempre uma grande motivação", mas insiste que não é uma coisa que esteja "muito" na sua cabeça.

"É mais ter a oportunidade e liberdade para fazer os sprints em corridas menores e tentar ganhar, é esse o objetivo", reforçou.

O ciclista da UAE Emirates acredita mesmo que o seu ouro na capital francesa contribuiu para reforçar a sua confiança na estrada, algo que sentiu já na fase final da época passada.

"Já notei um pouco isso depois na segunda fase da época. Depois dos Jogos, na estrada, sentia-me bastante confiante, sentia-me bastante bem. Estive perto também de ganhar algumas corridas. Portanto, sim, isso deu-me bastante confiança, estou muito mais aliviado, mas, claro, falta esta vitória na estrada que procuro", concluiu.

Fonte: Record on-line

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