quarta-feira, 5 de outubro de 2022

“Arkéa-Samsic revela que Nairo Quintana não vai alinhar nas clássicas italianas”


Por: José Morais

Foto: Tim de Waele/Getty Images

Com três clássicas marcadas para outubro, a grande ausência será Nairo Quintana, informou a Arkéa-Samsic que o seu líder não marcará presença, depois do caso de tramadol na Volta a França, com o ciclista colombiano a ficar de fora.

É uma novidade esta notícia, já que Nairo Quintana afirmou no campeonato mundial de estrada, que estava em boas condições físicas, e que tinha percorrido mais de duzentos quilómetros sempre no grupo principal, o qual consegui terminar em 66º lugar.

Sem ainda uma vaga garantida no World Tour para a época de 2023, a equipa terá de fazer alinhar os melhores ciclista que possui à sua disposição, não havendo assim Nairo Quintana no Giro dell'Emilia ou Tre Valli Varesine, não havendo ainda uma confirmação oficial, e muito provável que também não marque presença na Lombardia.

Irão ser três provas a realizar em Itália com a mesma formação, o Giro dell'Emilia, o Tre Valli Varesine e a Lombardia, com o objetivo de participar, onde Warren Barguil será o ciclista protegido, afirmou o diretor desportivo, Yvon Caer, e dizia ainda, “Temos uma formação muito boa, a protegê-lo, e o nosso objetivo será o de terminar a época de 2022 com resultados muito bons, já as três corridas são muito difíceis”, afirmou o diretor desportivo da equipa.

“Comunicado FPC”


Decisão sobre as candidaturas a Equipa Continental UCI 2023

 

Por: José Carlos Gomes

A Direção da Federação Portuguesa de Ciclismo, reunida no dia 4 de outubro, deliberou aceitar as candidaturas das seguintes estruturas ao estatuto de Equipa Continental UCI em 2023:

 

ABTF Betão-Feirense

Atum General-Tavira-AP Maria Nova Hotel

Efapel Cycling

Glassdrive-Q8-Anicolor

Kelly Simoldes UDO

LA Alumínios-Credibom-Marcos Car

Rádio Popular-Paredes-Boavista

Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados

 

A candidatura da equipa Aviludo-Louletano-Loulé Concelho foi também aceite, apesar de ter sido submetida fora do prazo.

A Federação Portuguesa de Ciclismo não tomou ainda uma decisão quanto à candidatura da W52-FC Porto, aguardando novos dados, já solicitados à União Ciclista Internacional (UCI).

 

Depois de aceites, as candidaturas terão de cumprir todos os prazos regulamentares para formalizarem o registo perante a UCI.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Advogado destaca coragem dos ciclistas suspensos: «Para que o futuro do ciclismo seja mais limpo e despoluído»”




Luís Filipe Pirré lembra que decisões de Rui Vinhas, Samuel Caldeira, Daniel Mestre e José Neves não são definitivas

 

Por: Lusa

Foto: Bruno Colaço

O advogado Luís Filipe Pirré, representante dos ciclistas Rui Vinhas, Samuel Caldeira, Daniel Mestre e José Neves, salientou esta terça-feira "a coragem" dos seus clientes, suspensos por três anos, notando que o "tempo da justiça ainda não acabou".

Em declarações à agência Lusa, Luís Filipe Pirré quis destacar "o ato nobre e de grande coragem" dos seus representados, que se "sacrificaram em nome do ciclismo". "Queria sublinhar a coragem deles como pessoas. Há aceitação das consequências desportivas e uma colaboração com a justiça desportiva para que o futuro do ciclismo seja mais limpo e despoluído", afirmou.

Luís Filipe Pirré recordou que "há um tempo da justiça que ainda está a decorrer e ainda não acabou", frisando que "as decisões não são definitivas".

Rui Vinhas, vencedor da Volta a Portugal em 2016, José Neves, campeão nacional de fundo em 2021, Samuel Caldeira, 'capitão' da W52-FC Porto na estrada, e Daniel Mestre, vencedor da classificação por pontos da Volta em 2019, foram hoje sancionados por três anos pela Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP), por "posse de substância proibida e método proibido", a mesma pena aplicada a Ricardo Vilela e Ricardo Mestre.

Já João Rodrigues vai cumprir um castigo de quatro anos imposto pela União Ciclista Internacional, por anomalias no passaporte biológico, e outros três anos por "posse de método proibido", embora mantenha os triunfos naquelas corridas, assim como na Volta ao Alentejo de 2019.

Os processos dos restantes três ciclistas - Joni Brandão, José Gonçalves e Jorge Magalhães - e elementos do 'staff' da W52-FC Porto suspensos preventivamente pela Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP) "ainda estão a decorrer", confirmou hoje à Lusa fonte ligada ao processo.

No final de abril, 10 ciclistas da W52-FC Porto foram constituídos arguidos e o diretor desportivo da equipa, Nuno Ribeiro, foi mesmo detido, assim como o seu adjunto, José Rodrigues, no decurso da operação 'Prova Limpa', a cargo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto.

Na operação policial, "foram apreendidas diversas substâncias e instrumentos clínicos, usados no treino dos atletas e com impacto no seu rendimento desportivo", detalhou então a Polícia Judiciária.

Em 15 de julho, oito ciclistas (Rodrigues, Brandão, Vinhas, Ricardo Mestre, Vilela, Gonçalves, Caldeira e Daniel Mestre) foram suspensos preventivamente pela Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP), que, em finais de agosto, suspendeu também José Neves e Jorge Magalhães.

A União Ciclista Internacional (UCI) viria a retirar a licença desportiva à W52-FC Porto antes da Volta a Portugal.

Fonte: Record on-line

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