sexta-feira, 1 de julho de 2016

“Campeonato Nacional Feminino”

Daniela Reis campeã nacional de contrarrelógio

Daniela Reis (DN17 Poitou Charentes) revalidou hoje, em Vila Flor, o título de campeã nacional de contrarrelógio na categoria de elite, impondo-se com autoridade no exercício individual de 19,6 quilómetros.

A prova desenrolou-se em duas voltas a um circuito muito exigente, em termos físicos e técnicos. A corredora da região Oeste concluiu a prova em 32m05s, menos 1m49s do que a vice-campeã, Celina Carpinteiro (5Quinas/Município de Albufeira). Katarina Larsson (Sporting/Tavira/Formação Eng. Brito da Mana) fechou o pódio, a 1m51s.

Os juniores masculinos também completaram 19,6 quilómetros e, tal como aconteceu na elite feminina, o vencedor cilindrou a concorrência. João Almeida (Bairrada) completou a prova em 27m07s, menos 59 segundos do que o conseguido pelo colega de equipa Daniel Viegas, segundo classificado. O terceiro foi Bruno Faleiro (Sporting/Tavira/Formação Eng. Brito da Mana), a 2m03s do vencedor.

As restantes categorias apenas fizeram uma volta ao circuito, totalizando 9,8 quilómetros. Em cadetes impôs-se Francisco Marques (ACD Milharado/EC Manuel Martins), com 14m13s. Seguiram-se Francisco Guerreiro (LA Alumínios/SGR Ambiente/CCA Paio Pires), a 22s, e Pedro Silva (Seissa/MGB Bikes/Matias e Araújo/Frulact), a 23s.

Entre as femininas, Maria Martins dominou a prova de juniores, fechando o esforço individual em 16m11s, menos 22s do que Soraia Silva (Bairrada) e menos 53s do que Marta Branco (ASC/Focus Team/Vila do Conde) que a acompanharam no pódio.

Raquel Silva (ASC/Focus Team/Vila do Conde) ganhou em cadetes, com 16m57s, menos 58s do que Nádia Henrique (Mato Cheirinhos/Liberty Seguros/Vila Galé) e menos 1m07s do que Joana Pereira (CAJ Raposa).

Raquel Marques (ASC/Focus Team/Vila do Conde) venceu em masters, com 16m40s, seguindo-se Eliste Sousa (5Quinas/Município de Albufeira), a 1m02s, e Orieta Oliveira (5Quinas/Município de Albufeira), a 2m07s.

O Campeonato Nacional prossegue neste sábado, às 15h00, com a disputa da prova de fundo para cadetes. Será uma corrida de 81,2 quilómetros.

Fonte: FPC

quinta-feira, 30 de junho de 2016

“O sabor especial da terceira participação de Nelson Oliveira/Vai representar a Movistar”

Por: Lusa

Foto: DR

Nelson Oliveira (Movistar) assumiu à Lusa que a sua terceira participação consecutiva na Volta a França tem um sabor especial, por ter a missão de ajudar Nairo Quintana a conquistar a camisola amarela.
A estreia de Nelson Oliveira com as cores da Movistar no Tour esteve presa por arames, devido a uma queda no Paris-Roubaix e à consequente fratura de clavícula, que o manteve afastado da competição até ao Critério do Dauphiné.
"Cheguei a pensar que não estaria. No final de contas, a queda atrasou-me a preparação. Tive praticamente de começar do zero para voltar à forma que tinha antes e não foi fácil. Felizmente, as coisas correram bem e com o estágio em altitude e com o Dauphiné a forma voltou ao que era e as coisas agora estão bem", congratulou-se o ciclista, que na sexta-feira se sagrou, pela terceira vez consecutiva, campeão nacional de contrarrelógio.
O corredor de Vilarinho do Bairro (Anadia) nunca escondeu que o seu desejo para esta época era integrar o restrito e coeso grupo que escoltará o colombiano Nairo Quintana no assalto à amarela final, nem como seria complicado ser eleito para estar entre os nove da melhor equipa do mundo na prova rainha do calendário velocipédico internacional.
"Sabia que era difícil, por causa da equipa que temos. Normalmente levamos uma equipa muito forte e este ano, muito provavelmente, vamos estar não na discussão pelo pódio, mas pela amarela. Por isso, esta presença tem um sabor especial e vou mais motivado do que em anos anteriores, porque posso estar numa equipa que vai ganhar o Tour", confessou, visivelmente animado.
A boa-nova, garante, só lhe foi comunicada na terça-feira, ao mesmo tempo que era anunciada ao mundo - "O senhor Eusebio [Unzué] mandou uma mensagem a dizer "estás no Tour" -, não lhe deixando tempo para ter uma resposta certeira à questão "a que se deve este voto de confiança?".
"Boa pergunta. Não sei. Eles sabem que o meu momento de forma é bom e que, normalmente, na terceira semana, se tudo correr como em anos anteriores, estarei em melhor forma do que no início. Assim esperam eles e eu também", explicou.
Feliz com esta oportunidade, Oliveira, que nas duas edições anteriores representou a Lampre-Merida, nem vai pensar em objetivos pessoais, ciente de que tem de dar 100 por cento pela equipa.
"Vou-me esquecer um bocado de mim. É óbvio que se a equipa permitir e se houver essa possibilidade [lutar por uma etapa], eu gostaria [de tentar]. Quem não gostaria? Agora, não vou pensar nisso. Estou concentrado em ajudar o Nairo para que o objetivo dele seja cumprido", completou.
A dedicação ao propósito da Movistar, que este ano apontou todas as armas à amarela que será vestida no pódio final em Paris, é tal que o talentoso contrarrelogista português, de 27 anos, poderá até sair 'prejudicado' naquela que é a sua grande meta esta temporada: o contrarrelógio dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.
"Eu já sabia que se fosse ao Tour as coisas seriam diferentes. Se for aos Jogos, não sei como vou chegar, porque são três semanas bastante duras. Costumo estar bem na terceira semana, mas não quer dizer que seja assim. Quando chegar a casa vejo como estou. Depois tenho 14 dias até ao contrarrelógio, que é o meu objetivo. Claro que se puder fazer bem na estrada, ótimo, se não...", defendeu.

Fonte: Record on-line

“Rui Costa e Nelson Oliveira têm o destino nacional nas pernas"

Únicos portugueses na 103.ª edição da prova

Por: Lusa

Foto: Filipe Pinto

Doenças e azares encolheram o pelotão português e, no sábado, no Mont-Saint-Michel, apenas Rui Costa (Lampre-Merida) e Nelson Oliveira (Movistar) estarão à partida para a 103.ª Volta a França.
Depois de dois anos auspiciosos, com uma representação numerosa, num quase pleno dos 'emigrantes' das principais equipas do pelotão internacional, o destino de Portugal volta, tal como em 2013, a estar entregue a apenas dois corredores: Rui Costa e Nelson Oliveira, os dois antigos colegas que seguiram caminhos distintos e vivem agora fases opostas da carreira.
Enquanto campeão mundial de 2013 está em final de contrato com a Lampre-Merida - cujos responsáveis não se coibiram ao longo da época de dizer que esperam que português lute por etapas e não pela geral - e precisa de dar nas vistas para despertar a cobiça das melhores equipas do pelotão, Oliveira vive o seu momento dourado.
Diamante em bruto, o corredor de Vilarinho do Bairro (Anadia) baralhou as contas da sempre coesa e repetitiva Movistar com uma performance de luxo nos campeonatos nacionais do último fim de semana - conquistou o terceiro título consecutivo no contrarrelógio e foi prata no fundo - e mereceu o direito de integrar a guarda de honra de Nairo Quintana, o principal rival de Chris Froome (Sky) na revalidação do título.
De fora, ficam aqueles que, de uma forma ou outra, viram a sua temporada condicionada por azares e doenças. São eles José Mendes (Bora-Argon 18), Tiago Machado (Katusha) e Sérgio Paulinho (Tinkoff) - André Cardoso também não estará, mas o pequeno trepador de Gondomar é uma eterna arma da Cannondale para o Giro.
O sonho do novo campeão nacional de fundo de estar presente pela terceira vez consecutiva no Tour com as cores da Bora-Argon 18 esbateu-se logo no início da época, quando uma doença do foro gastrointestinal o atirou para fora das estradas durante longas semanas.
Resignado com esta contrariedade, Mendes apontou baterias para a Vuelta, entrou em crescendo e viu a sua tenacidade recompensada no último domingo, dia em que conquistou pela primeira vez a camisola de campeão nacional de elites.
Tal como o seu amigo vimaranense, também Tiago Machado, que há dois anos deu nas vistas em solo francês, ao ocupar momentaneamente o terceiro lugar da geral, estará ausente da prova rainha do calendário e tem a última das três grandes voltas sob mira, depois de uma época que não está a correr como desejava: primeiro, caiu na Volta a Yorkshire, depois viu um vírus afastá-lo dos campeonatos nacionais.
Ausente em 2015, por ter estado na escolta de honra de Alberto Contador no seu triunfo no Giro, Sérgio Paulinho, aquele que durante anos era um nome incontornável entre os gregários de luxo da Volta a França, volta a falhar o Tour, desta vez de forma algo surpreendente.
Amigo e fiel escudeiro do chefe de fila espanhol da Tinkoff, o veterano português ficou fora do nove da equipa russa, após um 2016 para esquecer. Alérgico confesso - falhou os Jogos Olímpicos de Pequim2008 por esse motivo -, Paulinho tem visto a sua época afetada pela sua condição, tendo completado apenas duas provas.

Fonte: Record on-line

Ficha Técnica

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