quinta-feira, 7 de julho de 2022

“Tadej Pogacar reencontrou a amarela no Tour e quer preservá-la até Paris”


Ciclista esloveno garantiu estar "preparado para a defender nos próximos dias"

 

Por: Lusa

Foto: Reuters

Tadej Pogacar sentia saudades da camisola amarela da Volta a França em bicicleta, que conquistou esta quinta-feira com a vitória na sexta etapa, e agora promete fazer tudo para defendê-la até ao pódio final em Paris.

"Estava à espera da Planche des Belles Filles, mas aproveitei o momento. Hoje, surgiu uma boa oportunidade e a equipa acreditou em mim", revelou o jovem esloveno da UAE Emirates, ao ser questionado sobre se tinha previsto chegar a amarela hoje.

Pogacar assumiu-se "muito feliz" por ter vencido a etapa mais longa da 109.ª edição, algo que não antecipava à partida para os 219,9 quilómetros entre a cidade belga de Binche e o 'muro' de Longwy, e agradeceu à sua equipa "o grande trabalho" que lhe permitiu ganhar, diante do australiano Michael Matthews (BikeExchange-Jayco) e do francês David Gaudu (Groupama-FDJ).

"Tenho confiança em mim, até aqui, depois de seis etapas, está tudo a correr bem para nós. Amanhã [sexta-feira], começam as montanhas no Tour, que são muitas este ano. Estamos preparados para defender a amarela nos próximos dias", garantiu.

Na sétima etapa, o esloveno de 23 anos regressará a La Planche des Belles Filles, onde há dois anos assegurou a sua primeira vitória final da Volta a França.

"Gosto muito dessa subida, traz-me boas recordações. Será ainda mais especial, porque amanhã [sexta-feira] a minha família e a minha namorada estarão na estrada. Por isso, estou ansioso para que a etapa comece. O facto de estar de amarelo não muda nada. Temos uma boa equipa e tentaremos controlar a corrida, mas se houver uma fuga numerosa e nos tirarem a liderança não será um desastre", antecipou.

O dorsal número um da 109.ª Volta a França e bicampeão em título afirmou que não vai ficar obcecado com a defesa da amarela, até porque o objetivo é tê-la em 24 de julho, em Paris.

"Vamos dia a dia. Primeiro, a chegada à Super Planche des Belles Filles, onde queremos estar bem e tentar ganhar, porque é uma etapa importante. Depois, veremos. É impossível antecipar o que pode acontecer, mas faremos tudo que pudermos para defendermos a camisola amarela até ao fim do Tour", disse, assumindo que tem vontade de conservar o 'maillot jaune' "o maior tempo possível".

A inesperada liderança de Pogacar teve um 'precioso' contributo de Wout van Aert, o anterior camisola amarela, que embarcou numa fuga de mais de 130 quilómetros e foi apanhado a 11 da meta, onde perdeu mais de sete minutos para o esloveno.

"Era uma etapa longa e não esperávamos muita ajuda a controlar a corrida, por isso decidimos que eu entraria na fuga", começou por explicar o belga da Jumbo-Visma, ainda assim satisfeito por ter mudado a cor da camisola que enverga: "Claro que também teria sido bom ficar de amarelo, gostei muito dos últimos dias. Agora, estou de verde e também vou desfrutar".

O líder da classificação por pontos reconheceu que "a camisola amarela é a mais bonita", mas prometeu gostar tanto da verde, o seu objetivo primordial para esta Volta a França.

"Vou ter um outro papel: continuar a somar pontos e ajudar os meus colegas ao máximo", disse, referindo-se aos seus líderes Jonas Vingegaard, terceiro da geral a 31 segundos de Pogacar, e Primoz Roglic, aparentemente recuperado da deslocação do ombro que sofreu na quinta etapa.

Por sua vez, Adam Yates (INEOS), quarto na geral, falou de uma etapa "muito rápida", em que os ciclistas não tiveram "oportunidade de descansar" um dia depois da dura tirada dos 'pavés', enquanto Geraint Thomas, sexto, salientou "uma boa jornada" para a equipa.

"Estamos todos bem classificados [Thomas Pidcock é quinto e Daniel Martínez oitavo]. O Pogacar e o van Aert estão acima de todos neste momento, mas nunca se sabe o que pode acontecer", referiu o campeão do Tour'2018.

Já Aleksandr Vlasov, sétimo, elogiou o trabalho dos colegas da BORA-hansgrohe, que o 'devolveram' ao grupo de favoritos depois de ter caído.

"Perseguimos em força durante toda a jornada e consegui reentrar no primeiro grupo a quatro quilómetros da chegada. No final, só perdi cinco segundos, provavelmente por causa do esforço nos últimos oito quilómetros", acrescentou.

Fonte: Record on-line

“Van Aert despediu-se da amarela em fuga e entregou-a ao 'dono' Pogacar”


Wout van Aert (Jumbo-Visma) passou hoje o testemunho a Tadej Pogacar (UAE Emirates) na 109.ª Volta a França, ‘entregando’ a amarela ao embarcar numa fuga ‘suicida’ na sexta etapa, conquistada pelo ciclista esloveno

 

Por: Lusa

Foto: AFP

A amarela mudou de corpo no final da tirada mais longa deste Tour, mas continua a ser vestida por um ícone do ciclismo de ataque, depois de ‘Pogi’ ter acelerado na parte final do ‘muro’ de 800 metros, com uma pendente média de 12,3%, que ‘desembocava’ na meta em Longwy, para se tornar no segundo corredor da história a vencer sete etapas na ‘Grande Boucle’ antes de cumprir 24 anos – o outro foi François Faber, que venceu 13 entre 1908 e 1910.

“Cada vez que ganho é ainda melhor. Hoje, foi um dia tão duro desde o início... As primeiras duas horas foram uma loucura, o tipo mais forte foi para a fuga […]. Pensei que ele iria chegar ao final”, assumiu o esloveno, referindo-se ao homem de quem ‘herdou’ a amarela e que andou mais de uma centena de quilómetros em fuga, para ser apanhado a 11.000 metros do final.

Ainda antes de saber que a liderança da geral era sua, o jovem bicampeão do Tour estava feliz por ter conseguido a vitória à frente de Michael Matthews (BikeExchange-Jayco), o rápido australiano que se intrometeu entre os favoritos, e do trepador francês David Gaudu (Groupama-FDJ), numa jornada percorrida a quase 50 km/h e concluída em 04:27.13 horas.

Com a Super Planche des Belles Filles a espreitar no horizonte, a sexta etapa prometia trazer algum sossego ao pelotão, após a carnificina nos ‘pavés’, mas o ainda camisola amarela tinha outros planos para os 219,9 quilómetros entre a cidade belga de Binche e Longwy.

Definido pelo diário desportivo francês L’Équipe como “o melhor ciclista do mundo”, Wout van Aert revolucionou hoje a tirada mais longa da 109.ª edição, principiando uma série de ataques a mais de 200 quilómetros da chegada.

Durante quase 80 quilómetros, o belga da Jumbo-Visma foi omnipresente: iniciou fugas, respondeu a ataques, anulou escapadas, contribuiu para que a média na primeira hora de corrida fosse de 50,8 km/h, até, finalmente, conseguir isolar-se na frente, na companhia de Jakob Fuglsang (Israel-Premier Tech) e Quinn Simmons (Trek-Segafredo).

Em fuga desde o quilómetro 75, o líder da geral teve percalços técnicos – uma corrente que saltou e uma troca de bicicleta -, aparentes desacordos com Fuglsang, uma vantagem que chegou aos quatro minutos e uma colaboração harmoniosa com o jovem Simmons, que aos 21 anos procurava a glória na sua estreia no Tour.

Surpreendidos pela iniciativa do “meio homem, meio máquina”, como o descreve o seu companheiro Primoz Roglic, os ‘humanos’ do pelotão demoraram a reagir e a organizar a perseguição, com a UAE Emirates de Tadej Pogacar a dar, novamente, mostras de falta de destreza coletiva, e a BORA-hansgrohe a assumir inexplicavelmente o trabalho.

Neste Tour, ‘WVA’ já superou registos de Eddy Merckx, ao terminar seis etapas consecutivas nas duas primeiras posições (as quatro primeiras desta edição e as duas últimas do Tour2021, que venceu), já se tornou no primeiro belga a vencer uma etapa de amarelo desde Freddy Maertens em 1976, mas, sozinho contra o pelotão, depois de ter deixado para trás Simmons, não conseguiu contrariar a maior frescura dos perseguidores, sendo alcançado a 11 quilómetros da meta.

 

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“O plano era ligeiramente diferente daquilo que foi a execução. Esperávamos uma fuga mais numerosa. Quando vi que éramos só três, soube que seria nisso. Gastei tanta energia para que acontecesse, que decidi continuar para honrar a camisola”, confessou o consolidado líder da classificação por pontos, que perdeu 07.28 minutos para Pogacar na meta.

Com Van Aert a despedir-se de amarela, ao não conseguir acompanhar o grupo de favoritos, os ataques sucederam-se na dura aproximação a Longwy, com o francês Alexis Vuillermoz (TotalEnergies) a parecer lançado para o triunfo, mas a ser ‘absorvido’ a 1.500 metros da meta.

Primoz Roglic (Jumbo-Visma), aparentemente recuperado da deslocação de ombro que sofreu na véspera, foi o primeiro a lançar o ‘sprint’, mas, vindo de trás, ‘Pogi’ foi imbatível e, graças às bonificações, recuperou a amarela que vestiu no pódio final das últimas duas edições da ‘Grande Boucle’.

O esloveno da UAE Emirates tem quatro segundos de vantagem sobre o norte-americano Neilson Powless (EF Education-EasyPost) e todos os pretendentes a destroná-lo a mais de 30 segundos, nomeadamente Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma), agora terceiro a 31, e o trio de líderes da INEOS: Adam Yates é quinto, a 39, Geraint Thomas está a 46 no sexto lugar e Daniel Martínez ocupa a oitava posição, a um minuto.

Nelson Oliveira (Movistar), que foi 66.º a 04.04 minutos, continua a ser o melhor português na geral, enquanto Ruben Guerreiro (EF Education-Easy Post), hoje 96.º a mais de seis minutos do vencedor, é 135.º na geral, a 22.40 de Pogacar.

O bicampeão em título chegou à amarela na véspera da primeira etapa de montanha da 109.ª Volta a França, que na sexta-feira vai ligar Tomblaine ao alto da Super Planche des Belles Filles, no total de 176,3 quilómetros, com a meta a coincidir com uma contagem de primeira categoria, à qual os ciclistas chegarão após sete quilómetros de escalada com uma inclinação de 8,7%.

Fonte: Sapo on-line

“Pogacar vence etapa mais longa do Tour e é o novo camisola amarela”


Esloveno da UAE Emirates parte amanhã com 4 segundos de vantagem sobre Neilson Powless

 

Por: Lusa

Foto: EPA

O ciclista esloveno Tadej Pogacar (UAE Emirates) venceu esta quinta-feira a sexta etapa da Volta a França e ascendeu à liderança da geral, por troca com Wout van Aert, que andou mais de uma centena de quilómetros em fuga.

Na jornada mais longa da 109.ª edição, animada pela fuga do belga da Jumbo-Visma, que perdeu a amarela depois de andar cerca de 130 quilómetros na frente, o atual bicampeão do Tour foi o primeiro a cortar a meta, cumprindo os 219,9 quilómetros entre Binche, na Bélgica, e Longwy em 04:27.13 horas, à frente do australiano Michael Matthews (BikeExchange-Jayco) e do francês David Gaudu (Groupama-FDJ), respetivamente segundo e terceiro.

Na sexta-feira, Pogacar vai partir para a primeira etapa de montanha deste Tour, uma ligação de 176,3 quilómetros entre Tomblaine e o alto da Super Planche des Belles Filles, com quatro segundos de vantagem sobre o norte-americano Neilson Powless (EF Education-EasyPost) e 31 sobre o dinamarquês Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma), o 'vice' do Tour2021 que é agora terceiro.

Fonte: Record on-line

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