domingo, 30 de setembro de 2018

“Equipa Portugal/Grande exibição coloca Rui Costa no décimo lugar”

Por: José Carlos Gomes

Rui Costa foi hoje o décimo classificado na prova de fundo do Campeonato Mundial de Estrada, em Innsbruck, Áustria, o terceiro melhor resultado de sempre de Portugal na corrida de elite.

O corredor português ofereceu uma grande exibição de ciclismo aos adeptos, apresentando-se ambicioso e atacando várias vezes nas duas últimas voltas ao duro circuito austríaco, numa competição que arrancou em Kufstein e terminou em Innsbruck, depois de ultrapassados 258 quilómetros.

Rui Costa desferiu vários ataques, tanto na subida de Patscherkofel, que foi ultrapassada sete vezes, como na descida seguinte. O chefe-de-fila da Equipa Portugal esteve em posição adiantada, procurando chegar à última subida, a íngreme escalada de 2,8 quilómetros para Gramartboden, adiantado, por não ser uma colina ao seu jeito. A união de esforços das equipas mais fortes, que conseguiram entrar na derradeira volta ainda com vários elementos disponíveis para trabalhar, impediu a iniciativa do corredor português de dar frutos.

Sentindo a falta de ritmo provocada por uma época com poucos dias de competição, devido a lesões, Rui Costa abordou as primeiras rampas de Gramartboden com câibras. Ainda assim, teve o sangue-frio e a capacidade física para controlar as sensações e conseguiu cortar a meta no décimo lugar, com o mesmo tempo do sexto e a 43 segundos do espanhol Alejandro Valverde, que conquistou a medalha de ouro.

“Estive quase toda a corrida com os melhores. Na última subida longa tentei entrar num grupo, porque sabia que a subida final era muito inclinada para mim. Não foi possível. Tive de gerir o melhor possível, até porque já vinha com câibras. Dei o meu melhor por Portugal. Estou contente com o décimo lugar, com pena por não ter conseguido mais. Agradeço a todos aqueles que me ajudaram e sempre me apoiaram, numa época com vários problemas. Acabar o Mundial no top 10 é muito gratificante para mim”, reagiu Rui Costa, após cortar a meta.

A Equipa Portugal cumpriu o objetivo traçado, que passava por colocar um corredor nos dez primeiros. O selecionador nacional, José Poeira, mostrou-se satisfeito, embora considere que Rui Costa poderia ter rendido ainda mais, caso a temporada tivesse sido menos atribulada.

“Foi uma boa prestação da equipa. O Rui veio de uma lesão prolongada, o que lhe prejudicou a preparação para esta prova. Tendo em conta que este foi um percurso muito duro, esteve em excelente plano. Só faltou um bocadinho na parte final. Penso que isso se deve a não ter a preparação ideal. Demonstrou que tinha valor para estar na discussão das medalhas”, considera José Poeira.

Nelson Oliveira também fez uma corrida de grande nível, mantendo-se no grupo dos favoritos até à volta final, ajudando Rui Costa a colocar-se para enfrentar a última subida longa da prova nas melhores condições para o ataque que viria a desferir. No final, o bairradino acabou na 39.ª posição, a 5m00s do vencedor. “Apesar de o circuito ser bastante duro, dei o meu máximo, tentando ajudar a equipa, que era o nosso objetivo. Estou contente com a prestação de todos nós”, afirma o corredor que, na quarta-feira, foi quinto classificado na prova de contrarrelógio.

Tiago Machado e Rúben Guerreiro estiveram entre os 112 corredores que não terminaram a corrida, queixando-se ambos de problemas físicos, que limitaram o rendimento durante a prova. Rúben Guerreiro mostrou-se bem colocado durante uma parte significativa da prova, mas acabou por perder o contacto com o pelotão na quinta das sete escaladas a Patscherkofel.

“Tentei andar sempre com o Rui, para protegê-lo, queria que este fosse, finalmente, um bom Mundial para mim. Infelizmente, estive envolvido numa queda na estrada estreita depois da ponte, magoando o joelho direito. A partir daí, não estive mais confortável, não conseguindo fazer força com essa perna, tendo dificuldades que me levaram a perder o contacto com o pelotão”, explica Rúben Guerreiro.

Tiago Machado lamentou problemas lombares e num dente que contribuíram para que a condição não fosse a mais desejada. “Fiz cinco horas de corrida com uma pulsação média de 150. Isto mostra o cansaço acumulado por época demasiado longa. Não é normal. Agora, há que recuperar, porque quero regressar ao meu melhor na próxima temporada. Gostaria de ter uma prestação melhor, mas hoje dei o máximo que podia”, sublinha o famalicense.

A luta pelas medalhas travou-se a quatro. O espanhol Alejandro Valverde, o francês Romain Bardet e o canadiense Michael Woods destacaram-se da concorrência na íngreme subida batizada de “Inferno”. Na descida, o holandês Tom Dumoulin fez a junção, proporcionando um despique a quatro.

Alejandro Valverde conquistou a medalha de ouro que, há muito perseguia, ao fim de 6h46m41s de uma prova disputada à média de 38,064 km/h. O segundo foi Bardet e Woods fechou o pódio.


Portugal foi o 14.º melhor país em Innsbruck

A Equipa Portugal terminou o Campeonato do Mundo como a 14.ª melhor nação, somando o resultado de todas as provas por seleções, disputadas entre segunda-feira e hoje. Portugal somou 116 pontos, na tabela estabelecida pela União Ciclista Internacional. No primeiro lugar, com 1315 pontos, colocou-se a Holanda.

O 14.º posto no ranking das nações significa uma subida de três lugares face ao ano anterior. Em 2018 participaram 75 países no Campeonato do Mundo.

Fonte: FPC

“Taça de Portugal de BMX Race”

André Martins vence Taça e Alejandro Kim brilha na final

Por: José Carlos Gomes

O espanhol Alejandro Kim (Yellow Mad BMX) venceu a sétima e a oitava rondas da Taça de Portugal de BMX Race, disputadas neste fim de semana, em Lisboa. André Martins (Team BMX de Quarteira) foi o mais regular da temporada e conquistou a Taça na categoria de homens com mais de 17 anos.

Alejandro Kim foi superior a toda a concorrência nas etapas de sábado e de domingo. No primeiro dia teve Hugo Martins (Team BMX de Quarteira) como mais forte opositor. No domingo, quando tudo se decidia, André Martins foi o segundo classificado e, dessa forma, carimbou o passaporte para o topo da classificação geral.

André Martins concluiu a edição de 2018 da Taça de Portugal de BMX com 97 pontos, mais três do que Hugo Martins. O terceiro classificado, com 90 pontos, foi Yuri Capatini (Clube Bicross de Portimão).

Entre as femininas com mais de 15 anos destacou-se Carolina Claro (Casa do Povo de Abrunheira), que fez o pleno. Impôs-se na etapa de sábado e na de domingo e comemorou a conquista da Taça de Portugal. A rival que mais luta deu, tanto na pista da Boavista como na geral, foi Mónica Gaboleiro.

André Ribeiro (NBS/Knowlege Inside/Niodo) triunfou nas duas etapas deste fim de semana e sagrou-se vencedor da Taça na categoria de cadetes.

A classificação geral de masters terminou com um empate no topo, entre André Valente (NBS/Knowledge Inside/Niodo) e Paulo Domingues (MS Racing Portugal/Estrelas da Amadora), com o primeiro a arrebatar o troféu mercê dos critérios de desempate.

A Taça de Portugal de cruisers + 30 segue para a vitrina de Bruno Berto (NBS/Knowledge Inside/Niodo), o juvenil mais regular da época foi André Ruela (Escola de BMX AMUPB). Por equipas, a Taça de Portugal enriquece o palmarés da formação NBS/Knowledge Inside/Niodo.

Fonte: FPC

“6º Passeio Lisboa e Águias”

Um minuto de silêncio em homenagem a Alves Barbosa antes da partida, foi momento alto

Texto e fotos: José Morais

O Clube Desportivo Lisboa e Águias, encerrou o calendário da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) do mês de setembro, domingo 30, com o seu 6º passeio de bicicleta percorridos pela cidade de Lisboa.

O evento teve concentração nas instalações do Clube Desportivo Lisboa e Águias, no Bairro da Boavista pelas 8 horas. Uma hora depois era dada a partida aos cerca de 250 participantes, antes da mesma, existiu um grande momento, o pelotão fazia um minuto de silêncio em homenagem a Alves Barbosa, grande ciclista nacional, falecido este sábado aos 86 anos de idade.

O passeio iniciou-se depois de uma grande salva de palmas, com os participantes a percorrerem o Bairro da Boavista, passando pelo Pina Manique, Buraca, Benfica, Av. Uruguai, Largo da Luz, Sete Rios, Av. Forças Armadas, Av. 5 de Outubro, Av. Berna, Praça de Espanha, Av. António Augusto de Aguiar, Marques de Pombal, Av. Liberdade, Restauradores, Rossio.

Aqui contornando o mesmo, foi a subida até ao Marques de Pombal em direção à Praça de Espanha, seguindo em direção ao Areeiro, Av. Gago Coutinho, Rotunda do Relógio, Av. Berlim, entrando pelo Bairro da Encarnação, direito a Sacavém, Parque das Nações, e na Matinha foi tempo de paragens e reabastecimento, sendo dado águas e fruta a todos os participantes.

De regresso às pedaladas, seguiu-se direito a Santa Apolónia, Terreiro do Paço, Cais do Sodré, Av. Brasília, Belém, Algés, Av. Vasco da Gama, Restelo, Alfragide, e a chegada ao Bairro da Boavista a ocorrer cerca das 12.45, onde veio a terminar este grande passeio.

Um olhar pelas pedaladas:

A organização de um evento cicloturistico nem sempre é tão fácil como muitos pensam, e só quem organiza dá o valor que o evento tem, e o trabalho que dá, por isso temos de enaltecer o trabalho das organizações, em colocarem um pelotão na estrada, já que muito trabalho existe antes, durante, e após o mesmo.

Temos de dar os parabéns a esta organização pelo excelente trabalho feito em prol da modalidade, souberam receberem quem por lá passou, tanto antes como depois. Souberam ao longo trajeto manter a velocidade do verdadeiro cicloturismo, onde o passeio pode ser superado por todos, acompanhando os participantes com elementos da sua equipa, tanto à frente, no meio, como na retaguarda.

Temos de referenciar também, o excelente trabalho feito pelos batedores da PSP, na segurança de todo o pelotão, quando se realiza um passeio pela capital, estiveram também de parabéns todos os agentes presentes na totalidade de cinco, em conjunto com os Bombeiros Voluntários de Algés, que apenas assistiram uma queda sem nada de especial.

Mas, num passeio de cicloturismo também se destacam muitas vezes outros participantes, não pertencendo à organização, juntam-se à mesma e apoiam nos cruzamentos mais difíceis, um deles é o caso de José Gonçalves, o celebre “Estica” que apoia, mas neste evento vi outros elementos a fazer esse trabalho, elementos do Vitória Clube Lisboa, que também apoiaram, o que em muito beneficia os passeios, e demostra a solidariedade entre todos e equipas.

Foi sem dúvida um excelente passeio, um exemplo a seguir noutros eventos, os locais de passagem muito bonitos, já que existiu da parte da organização um bom gosto pelo trajeto, o tempo, também excelente, o que proporcionou a todos umas fortes pedaladas, uma manhã de domingo salutar, onde no final esperava todos os participantes um belo petisco para retomar forças, deixando no ar a satisfação de terem participado, e o reconhecimento pela excelente organização do Lisboa e Águias, ficando assim os parabéns pelos excelentes momentos passados.

Por hora pouco mais para dizer, de referir um passeio de referência, onde deixamos também os nossos agradecimentos pela forma como fomos recebidos, desejando bons passeios, boas pedaladas, terminando apenas como uma palavra, “Parabéns”.


 

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
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