sábado, 3 de julho de 2021

“Dia de espetáculo nos Alpes: Rigoberto Urán, perto do pódio do Tour de France”


O primeiro contato com os Alpes franceses deu uma reviravolta completa na classificação geral do Tour de França. O esloveno Tadej Pogacar proporcionou uma exposição com um ataque preciso a 30 quilómetros do final, e se no dia anterior em Le Creusot ele tinha cedido terreno, a caminho de La Grand Bornand, subindo o Grand Colombier, ele hoje deu um golpe de autoridade que decidiu a corrida a seu favor sem deixar qualquer dúvida da sua força sobre o resto dos competidores.

Assim que lançou a sua ofensiva, o equatoriano Richard Carapaz tentou acompanhar. No entanto, levou 500 metros para o rei do Tour dar um respiro do líder da Equipa Ineos, e começar um retorno duro que acabou por ser um monólogo na passagem de cada quilómetro. Com exceção do belga Dylan Teuns (Bahrein Victorius) vencedor da etapa, o espanhol Ion Izaguirre (Astana Premier Tech) e o canadense Michael Woods (Israel Start Up Nation), nenhum dos membros da numerosa fuga desde o início do quilómetro 150, conseguiu sustentar o ritmo do atual campeão.

Sergio Luis Henao (Qhuebeka Assos), Nairo Quintana (Arkea Samsic), Esteban Chaves (Bike Exchange) e Rigoberto Urán (EF Nippo), integraram o bloco de protagonistas de um dia cheio de chuva, frio é que não deu descanso. "Todas as etapas são difíceis, mas esta foi muito, muito difícil", disse Urán, que no final do dia, graças à sua experiência e inteligência para ficar entre os favoritos, conseguiu subir para o quarto lugar na geral, e embora a distância com o líder seja de 4:46 minutos, apenas oito segundos o separaram de entrar no pódio da corrida mais importante do mundo.

Henao, que teve um excelente desempenho até ao final, ficou em 11º lugar e continua mostrando condições e argumentos para aspirar a um lugar no Top-10. Esteban Chaves fecha o Top-20, enquanto Nairo Quintana atuava na procura por pontos para a camisa da montanha. "Com exceção de Pogacar, o que faz parecer fácil para ele, para os outros rivais é muito difícil, eles têm que se contentar com o terceiro. É por isso que é nossa decisão de deixar a classificação geral de lado este ano", disse o boyacense.

Miguel Ángel López (Movistar Team) sofreu um acidente numa das descidas, mas felizmente conseguiu terminar o dia sem consequências. Por sua vez, Sergio Higuita (EF Nippo) ocupa o 48º lugar a 37:09.

Neste domingo será encerrada a primeira semana do Grand Bouclé com a meta final mo alto do resort alpino de Tignes. O dia começará na cidade de Cluses e terá um total de 145 quilômetros.

Fonte: Federação Colombiana de Ciclismo

“Pogacar rejeita ter sentenciado o Tour: «O percurso ainda é longo, tudo pode acontecer»”


Ciclista esloveno conquistou uma vantagem de 5 minutos sobre a concorrência na 8ª etapa da Volta à França

 

Por: Lusa

Foto: EPA

Tadej Pogacar (UAE Emirates) rejeitou este sábado ter sentenciado a Volta a França em bicicleta, depois de ter 'cavado' uma vantagem de cinco minutos para a concorrência, assumindo que pode ser o seu maior rival na 108.ª edição.

"Não sentenciei o Tour, o percurso ainda é longo, tudo pode acontecer. Hoje, consegui uma diferença importante, pode ser que amanhã outros façam o mesmo", destacou o novo camisola amarela, que foi quarto na oitava etapa, ganha pelo belga Dylan Teuns (Bahrain Victorious).

O esloveno, de 22 anos, explicou que decidiu endurecer a corrida e, posteriormente, atacar, a mais de 30 quilómetros da meta, ao perceber que os trepadores da INEOS, liderados pelo equatoriano Richard Carapaz, "não estavam na sua melhor forma".

"Na etapa de sexta-feira, todos correram contra nós, e hoje esperava que fosse igual. Percebi que tinha de atacar, porque a melhor defesa é o ataque", sublinhou o campeão em título, antevendo que, a partir de domingo, os seus adversários procurem ganhar-lhe tempo todos os dias.

Questionado sobre se pode ser o seu maior adversário à vitória final, 'Pogi' riu-se e disparou: "Sim, provavelmente sim".

O esloveno lidera a classificação geral diante do belga Wout van Aert (Jumbo-Visma), que manteve a segunda posição, agora a 01.48 minutos, e do cazaque Alexey Lutsenko (Astana), que subiu a terceiro, a 04.38, mas tem os seus grandes rivais, como Rigoberto Úran (EF Education-Nippo), Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma), Carapaz, Wilco Kelderman (Bora-hansgrohe) e Enric Mas (Movistar), a cinco minutos.

"Dia difícil no 'escritório', mas ainda falta muito até Paris. Continuamos na luta", escreveu Carapaz, agora sexto na geral, a 05.01 minutos.

Pogacar, que começou a oitava etapa na quinta posição, 'herdou' a amarela de Mathieu van der Poel (Alpecin-Fenix), depois de o holandês se afundar na segunda das três contagens de primeira categoria dos 150,8 quilómetros entre Oyonnax e Le Grand-Bornand, e perder mais de 20 minutos na meta para o esloveno.

"Hoje, foi muito duro, o ritmo foi demasiado elevado. Cheguei à meta ao meu ritmo", explicou o corredor de 26 anos.

Cumprido o sonho de vestir-se de amarelo na estreia no Tour, em memória do seu avô, o lendário 'eterno segundo' Raymond Poulidor, Van der Poel vai agora ponderar durante o dia de descanso, agendado para segunda-feira, a sua continuidade na prova, uma vez que o seu grande objetivo para esta temporada é o ouro olímpico no cross-country olímpico (XCO) em Tóquio2020.

"Desfrutei desta camisola amarela, incluindo hoje. Nunca pensei que conseguiria defendê-la durante tanto tempo", disse 'MVDP', que chegou à liderança da geral no domingo passado, graças à vitória no Muro de Bretanha.

Fonte: Record on-line

“Colega de Rúben Guerreiro está a fazer o Tour sozinho e quer chegar a Paris primeiro que o pelotão”


Lachlan Morton, da EF Education–Nippo, protagoniza iniciativa solidária nas estradas francesas

 

Por: Record

Foto: EF Pro Cycling

Lachlan Morton ficou fora da lista de oito elementos escolhidos pela EF Education–Nippo para a Volta a França. Mas o ciclista australiano, companheiro de Rúben Guerreiro na equipa norte-americana, está na mesma a fazer o Tour... sozinho.

O ciclista de 29 anos pedala nas estradas francesas numa ação solidária que visa angariar fundos para a 'World Bicycle Relief', organização sem fins-lucrativos responsável por programas de distribuição de bicicletas em vários países em desenvolvimento. Lachlan Morton carrega consigo todo o equipamento em mochilas e além das etapas diárias faz também as ligações entre os pontos de partida e chegada, tudo isto sem apoio mecânico, apesar de a EF Education–Nippo fazer todo o acompanhamento desta aventura nas redes sociais. De resto, a ideia partiu mesmo da equipa norte-americana.

"A equipa teve a ideia de fazer isto para o Giro no ano passado, mas acabei por correr o Giro de forma oficial. Então, há poucos meses, a ideia voltou a surgir e o Jonathan Vaughters [diretor-desportivo da EF] perguntou-me se era viável. Para ser honesto, nem levei muito a sério, mas disse-lhe que poderia fazê-lo. À medida que as coisas foram avançando fui percebendo que seria algo incrível e ganhei cada vez mais ânimo", afirmou o corredor, ao portal 'Cyclingnews', confessando que "as manhãs são a parte mais difícil do dia", uma vez que ao contrário dos colegas, que têm o conforto diário de uma cama de hotel, Lachlan Morton vai-se contentando com uma tenda de campismo.

O trajeto de Lachlan Morton é diferente do Tour que os companheiros de equipa estão a enfrentar, pois chega a pedalar 12 horas por dia e a fazer mais de 350 quilómetros em cima da bicicleta - entre a etapa em si e as ligações para a partida do dia seguinte. "É muito mais parecido com os Tours originais e quero sentir como é essa experiência com dias verdadeiramente longos em cima da bicicleta, mas também explorar o país. Gosto deste estilo de pedalar, porque dá para apreciar a paisagem", acrescentou, ele que tem o desejo de cumprir o trajeto delineado e chegar a Paris primeiro do que o pelotão (dia 18).

Fonte: Record on-line

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