quinta-feira, 13 de agosto de 2026

“VUELTA: DE MÓNACO A GRANADA, UM REGRESSO À HISTÓRIA”


Por: Daniel Peña Roldán

Fotos: © Unipublic / Agência Criativa Cxcling - © A.S.O. / BILLY CEUSTERS - © Culata do obturador

 

Pontos-chave:

• Após o Giro d'Italia de 1966 e o Tour de France de 2009, Mónaco tornar-se-á o primeiro palco a receber a etapa de abertura de cada uma das três Grandes Voltas, com o contrarrelógio a abrir a La Vuelta a 22 de agosto.

• Tadej Pogacar, já cinco vezes vencedor do Tour de France, anunciou a sua participação nesta Grande Volta com um perfil extremamente montanhoso, que terminará a 13 de setembro noutro cenário prestigiado: a Alhambra em Granada.

Sessenta anos separam as partidas do Giro d'Italia e da La Vuelta no Mónaco, com o Tour de France de 2009 entre ambos, o que faz deste ano o Principado o primeiro local a receber a partida das três Grandes Voltas. Em 1966, o evento em torno da 'Corsa Rosa' um ano após a sua primeira viagem ao estrangeiro, na República de San Marino já tinha uma dimensão histórica: realizou-se por ocasião do centenário de Monte Carlo, o bairro mais famoso da cidade-estado, nomeado em honra do Príncipe Carlos III, a 1 de julho de 1866. pouco depois da inauguração do Casino de Mónaco, diante do qual os 184 participantes da La Vuelta 26 irão dar início ao contrarrelógio.


Cem corredores, divididos em dez equipas de dez, assinaram na quarta-feira, 18 de maio de 1966, em frente ao Palácio, na presença do Príncipe Rainier III e da Princesa Grace. Na noite anterior, tinha acontecido uma das grandes novidades do Giro: a apresentação noturna das equipas, entre as 21h00 e as 22h00, transmitida em direto na Eurovisão, além do primeiro Girofestival, com atuações musicais e apresentada pelo famoso comunicador ítalo-americano Mike Bongiorno. A grande estrela era Jacques Anquetil, que procurava a sua terceira vitória no Giro, embora tivesse de enfrentar uma nova geração de jovens italianos. Acabou por terminar em terceiro, atrás de Gianni Motta e Italo Zilioli. Na verdade, o francês perdeu três minutos e grande parte das suas hipóteses devido à imprudência de um espectador já na primeira etapa, disputada entre Mónaco e Diano Marina, na Riviera Italiana.

Muito movimentado, o Tour de France de 2009 é recordado como a edição em que Alberto Contador se consolidou definitivamente como campeão: vencedor surpresa da corrida dois anos antes e coroado em 2008 com o seu duplo Giro-Vuelta, um feito que ninguém conseguia desde a reforma do calendário mundial do ciclismo em 1995. A 2 de julho de 2009, dois dias antes do contrarrelógio de abertura vencido por Fabian Cancellara, Victor Langellotti, então com 14 anos, foi um dos jovens ciclistas das escolas do Principado que subiu ao pódio durante a apresentação das equipas ao lado dos participantes do 96.º Tour de France. Lá teve a honra de acompanhar o seu ídolo, Alberto Contador, e os seus colegas de equipa do Astana.


Desde então, Langellotti tornou-se o terceiro ciclista profissional de nacionalidade monegasca – depois de Laurent Devalle e Albert Vigna na década de 1920 – e o primeiro deles a vestir uma camisola distintiva numa Grande Volta, a camisola azul às bolinhas do líder da montanha na La Vuelta 22. A 1 de agosto de 2026, pouco antes do Grand Départ de La Vuelta em casa – e depois de vestir as cores de campeão de contrarrelógio e de estrada do Mónaco desde junho uma transferência a meio da época permitiu-lhe juntar-se à equipa dos seus sonhos de infância: a XDS-Astana.

O equivalente de Anquetil no início do Giro d'Itália de 1966 é Tadej Pogacar, que também venceu cinco vezes o Tour de France. O esloveno, atual grande estrela do ciclismo e residente no Mónaco, passará pela sua casa durante o contrarrelógio de 9,4 km a 22 de agosto. O seu objetivo é reforçar ainda mais o seu lugar na história deste desporto ao conquistar a La Vuelta pela primeira vez, precisamente a Grande Volta em que mostrou o seu potencial durante três semanas quando era neo-profissional em 2019, terminando em terceiro lugar na classificação geral e vencendo três etapas. Se conseguir, a 13 de setembro tornar-se-á o nono ciclista da história a vencer as três Grandes Voltas, atrás de Anquetil, Felice Gimondi, Eddy Merckx, Bernard Hinault, Contador, Vincenzo Nibali, Chris Froome e, desde maio passado, Jonas Vingegaard.

Se o Grand Départ do Mónaco estiver destinado a ser histórico, o grande final em Granada será igualmente histórico, num cenário tão prestigiado como o Casino del Principado: em frente à Alhambra, um complexo palaciano que incorpora nove séculos de civilização mediterrânica. Entre estas duas joias, os ciclistas terão de enfrentar mais de 58.000 metros de desnível acumulado, o que faz da La Vuelta 26 uma das Grandes Voltas mais montanhosas alguma vez realizadas.

Fonte: unipublic

“Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua Gonçalo Carvalho em fuga de nível na 6.ª etapa da Volta a Portugal e Rafael Barbas mantém 3.º lugar na juventude”


Fotos: Rodrigo Rodrigues

Depois do dia de descanso, a 87.ª edição da Volta a Portugal Jogos Santa Casa regressou esta quarta-feira à estrada, com a sexta etapa, uma ligação de 132,6 quilómetros entre Santa Maria da Feira e o Peso da Régua.

Apesar de ser a menor tirada em linha da “Grandíssima”, não foi, de todo, a mais fácil: muitíssimo atacada desde o início, a corrida obrigou o pelotão a “suar a bom suar” durante toda a tarde.

Após uma primeira tentativa falhada por parte de quatro corredores para constituírem a fuga do dia, formou-se um grande grupo de 22 ciclistas, onde a equipa marcou presença através de Gonçalo Carvalho.


Gonçalo Carvalho: “Um dia à grandíssima! Todo o dia de punho arregaçado. Sabia que hoje seria um dia em que a fuga poderia vingar, por isso aproveitei a oportunidade e entrei numa fuga numerosa e de bastante nível. Infelizmente, os homens da geral decidiram mexer-se e acabaram por anular a fuga, impossibilitando-nos de discutir a etapa. Vou continuar a lutar e a mostrar o meu lado combativo até ao último dia desta Volta a Portugal!”

A fuga, com ambição de chegar à meta em primeiro, acabou por ser impedida pelas aspirações à classificação geral. A 40 km do final, o ritmo intensificou-se e Rafael Barbas começou a perder terreno. Com a equipa a protegê-lo e a acompanhá-lo, conseguiu manter-se na luta pela classificação da juventude, ocupando agora o 3.º lugar. Acima de tudo, muito espírito de equipa, garra e dedicação.


Rafael Barbas: “Foi um dia muito rápido e muito duro, a seguir ao dia de descanso, onde eu em particular sofri muito durante toda a etapa, também com o calor que se fazia sentir. Tenho que agradecer aos meus colegas de equipa, por terem feito tudo o que estava ao alcance deles para tentar voltar a levar-me ao grupo principal e, depois, a levar-me até à meta, tentando perder o menor tempo possível. Um obrigado a todos eles.”

A Volta a Portugal segue agora para Vieira do Minho, local que recebe a partida para a sétima etapa, um dia de novidades que promete uma chegada emocionante nas Termas do Gerês: 13 de agosto, 7.ª etapa, Vieira do Minho–Termas do Gerês, com partida às 13h25, chegada prevista às 17h13 e 153,0 km de percurso.

 

6.ª etapa

Santa Maria da Feira - Europarque a Peso da Régua (132,6 km)

Classificação da 6.ª etapa

 

1.º Xabier Isasa (Euskaltel-Euskadi), 3h01m23s

40.º. Rafael Barbas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 4m36s

44.º. Angel Sanchez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 4m36s

48.º. Gonçalo Carvalho (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 4m36s

54.º. João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 5m35s

87.º. Francisco Morais (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 20m49s

88.º. César Martingil (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 20m49s

93.º. Leangel Meneses (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 20m49s

 

Classificação geral individual após a 6.ª etapa

 

1.º Alexis Guerin (Anicolor/Campicarn), 19h41m17s.

24.º. Rafael Barbas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 9m36s

32.º. Angel Sanchez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 13m59s

47.º. Gonçalo Carvalho (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 23m52s

70.º. João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 40m00s

96.º. Leangel Meneses (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 1h00m33s

103.º. César Martingil (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 1h07m34s

106.º. Francisco Morais (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 1h12m48s

 

Classificação por equipas

 

1.ª Anicolor/Campicarn, 59h06m32s.

13.ª. Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua, a 42m12s

 

Classificação da juventude

 

1.º Adrià Pericas (UAE Team Emirates XRG), 19h43m20s.

3.º. Rafael Barbas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 7m33s

 

De 2026 para a eternidade. O bidon que guarda a nossa volta

 

O bidon é um dos símbolos mais fortes da cultura do ciclismo: passa de mão em mão, viaja milhares de quilómetros e guarda as histórias de quem o segura.

Na berma da estrada, é a criança que estende a mão e recebe o bidon como se fosse um tesouro. No final das etapas, são as pessoas que correm até aos atletas, coração acelerado, a tentar agarrar aquele momento que só existe no ciclismo.

Em 2026, a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua pega nesse ícone e leva-o a outro nível, transformando-o num verdadeiro item de coleção: o bidon especial da temporada, pensado para ser um marco na memória dos adeptos.

Neste bidon, que será oferecido aos fãs durante a Volta a Portugal, cada fã pode recolher as assinaturas da equipa de 2026, gravando para sempre os nomes que fizeram parte desta temporada e desta Volta a Portugal.

Este bidon não é apenas merchandising: é um símbolo da proximidade entre a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua e os fãs, uma forma de eternizar este ano e de celebrar a paixão pelo ciclismo.

Um dia, quem o guardar vai olhar para ele e recordar esta Volta: o calor da estrada, o barulho da caravana, o sprint na meta, o momento em que um atleta parou para assinar. Uma memória física da paixão pelo ciclismo e de cada pessoa que pedala, apoia e vive a nossa equipa.

No fim, fica um objeto simples, mas com um peso gigante: um bidon que conta uma história de 2026, da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua e de todos aqueles que escolheram estar connosco ao longo da Volta a Portugal.

Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua

“Etapa 6: Anicolor Campicarn Cycling Team supera etapa de transição e mantém Alexis Guérin de camisola amarela”


Depois do dia de descanso, a 87.ª Volta a Portugal regressou esta quarta-feira à estrada com a 6.ª etapa, que ligou Santa Maria da Feira à Régua, ao longo de 132,6 km.

A equipa ultrapassou com sucesso a etapa, preservando a liderança da classificação geral individual com Alexis Guérin.


Rúben Pereira, diretor desportivo da equipa, resumiu um dia exigente: "foi uma etapa dura, após o dia de descanso. Já sabíamos que iria ser uma etapa dura. Conseguimos salvar o dia e continuar com a camisola amarela. Tivemos uma queda bastante feia do Carson Miles na parte inicial da etapa, o que prejudicou bastante a dinâmica da equipa. No final, o que interessa é que continuamos com a camisola amarela."


Numa etapa marcada por um ritmo elevado e decidida ao sprint, Artem Nych foi o melhor classificado da formação de Águeda, terminando na 5.ª posição, integrado no grupo dos principais favoritos.

A etapa não provocou alterações significativas entre os principais candidatos à vitória final, permitindo à Anicolor Campicarn Cycling Team cumprir o principal objetivo do dia: defender a camisola amarela e manter igualmente a liderança da classificação geral por equipas.


 

Classificação individual na etapa (top 5):

 

1.º — Xabier Isasa (Euskaltel-Euskadi), 3:01:23

2.º — Rui Oliveira (UAE Team Emirates XRG), m.t.

3.º — Francisco Campos (Team Tavira), m.t.

4.º — Tiago Antunes (Efapel Cycling), m.t.

5.º — Artem Nych (Anicolor Campicarn), m.t.

 

Classificação geral individual (top 3):

 

1.º — Alexis Guérin (Anicolor Campicarn), 19:41:17 (camisola amarela)

2.º — Artem Nych (Anicolor Campicarn), a 49 s

3.º — Tiago Antunes (Efapel Cycling), a 1:28

 

Classificação geral por equipas (top 3):

 

1.º — Anicolor Campicarn Cycling Team, 59:06:32

2.º — Efapel Cycling, a 6:52

3.º — GI Group Holding - Simoldes - Udo, a 8:20

Amanhã a 7.ª etapa da Volta a Portugal 2026, que ligará Vieira do Minho ao Gerês. Será mais um importante teste de força, e a equipa espera por todos ao longo do percurso para apoiar.

Fonte: Clube Desportivo Fullracing

Ficha Técnica

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