quarta-feira, 15 de junho de 2022

“Volta a Portugal feminina abriu portas e pelotão cresceu em quantidade e qualidade: «As gerações começam a melhorar»”


Sofia Gomes será a dorsal número 1 e atesta progressos na modalidade, um dos exemplos de jovens talentos a dar cartas lá fora é Sofia Gomes, que, aos 18 anos, é a 'herdeira' do dorsal número um para a segunda edição.

 

Por: Lusa

Foto: João Fonseca

A Volta a Portugal feminina, cuja segunda edição vai para a estrada de quinta-feira a domingo, ajudou a lançar atletas para o estrangeiro, trouxe renovada dedicação ao ciclismo a outras e conduziu a uma subida de nível do pelotão.

A Lusa ouviu várias ciclistas que foram de uma ou outra forma 'marcadas' pela edição pioneira da Volta, defendendo todas elas que a corrida é importante para a evolução do nível do ciclismo feminino no país. "É óbvio que eu fiquei muito feliz, não só pela minha vitória, mas pelo facto de estarmos na primeira edição, e ser possível realizar esta Volta a Portugal. Isso teve resultados ótimos na minha carreira, porque depois disso, e de tudo o resto que fiz em 2021, que foi quase um ano perfeito, assinei contrato com uma equipa profissional", explica Raquel Queirós.

A atleta olímpica estreou-se nos Jogos em Tóquio2020, no 'cross country', no mesmo ano em que, pouco depois, venceu a primeira edição da Volta a Portugal, acabando por 'saltar' para a MMR Factory Racing, de Espanha. "A Volta a Portugal ajudou muito a outras equipas verem e mostrar que não sou apenas uma atleta válida no ciclocrosse, mas também na estrada", resume.

Quanto à segunda edição, em que estará ausente, espera "que corra melhor do que a primeira" e que o público "saia ainda mais à rua para aplaudir", desta feita com um prólogo e três etapas a ligar Loures a Anadia de quinta-feira a domingo.

"E, obviamente, espero que ganhe uma portuguesa. Se é a Volta a Portugal, e com tanto talento que temos, acho que era bonito. [...] O ano passado foi o primeiro ano que vimos sair tantas atletas portuguesas para boas equipas. Já tínhamos a 'Tata' [Maria Martins, outra ciclista olímpica], a Daniela Campos e mais algumas, mas estas jovens têm talento, trabalham muito. E há muitas mais", atira.

A pensar em pontos para voltar aos Jogos Olímpicos em Paris2024, bem como num 'top 5' em Taças do Mundo, no seu último ano de sub-23, Raquel Queirós verá de fora talentos como Mariana Líbano (Velo Performance), outra 'híbrida' entre estrada e ciclocrosse, competirem num "palco muito bom para mostrarem o que valem".

Um dos exemplos de jovens talentos a dar cartas lá fora é Sofia Gomes, que, aos 18 anos, é a 'herdeira' do dorsal número um para a segunda edição, depois de em 2021 ter sido segunda na geral final, vencendo a juventude.

A estudante de Farmácia Biomédica em Coimbra, onde vive, explica à Lusa que a mudança de equipa, para a espanhola Massi Tactic, a coloca "noutro nível", a de equipa continental UCI. "Tenho outro encargo dentro da equipa, que pode basear-se em trabalhar para uma outra colega ou obter um resultado específico. Isso ainda é uma incógnita", comenta.

Mesmo que "a nível pessoal" não se importasse de disputar a vitória final, e "principalmente a juventude, porque é um objetivo mais realista", a equipa poderá colocá-la noutras funções.

Da primeira Volta, agradece "o rendimento" que ganhou "em termos de forma física e experiência", a que se seguiram bons resultados em Europeus e Mundiais jovens.

Agora, tem visto um "processo que demora, progressivo", mas a colocação de atletas no estrangeiro mostra que o país "está a evoluir cada vez mais" no ciclismo feminino, o que também se vê "nos escalões de juniores e cadetes".

"As gerações começam a melhorar, no futuro teremos mais atletas no estrangeiro, e trará melhor nível para Portugal. A realização da Volta, e [o facto de] este ano ter mais cidades, mais equipas estrangeiras, também é um passo enorme", considera.

A ainda jovem carreira tem tido em 2022 um capítulo de "desafio", ao trabalhar para atletas mais experientes em corridas como a Volta ao País Basco e outras em Espanha, com a equipa a dar-lhe oportunidades que lhe permitem "aprender e fazer algum trabalho".

Com os Europeus na mira, até porque são precisamente na cidade de Anadia onde termina a Volta, não enjeita também os Nacionais, uma semana depois desta corrida.

A edição pioneira teve um impacto diferente em Vera Vilaça, já mais 'experiente', mesmo que nascida em 1998, mas no triatlo, a modalidade em que acolheu sonhos olímpicos até 2021.

Aí, foi quarta classificada na Volta, e esse resultado "foi um fator importante" na decisão de apostar, a 'full time', só no ciclismo a partir de 2022.

"Apercebi-me que, para além de me dar bem nestas provas, era algo que me dava muito gosto. Desde o início do ano que me comecei a focar no treino de ciclismo, [a Volta] é o meu principal objetivo, foi para isso que estive a trabalhar", afirma à Lusa.

Na segunda edição, espera uma corrida "mais disputada do que no ano passado", querendo este ano chegar à amarela no seio de nova equipa, a Velo Performance, que conta também com Mariana Líbano e a britânica Lucy O'Donnell, parte do 'esforço' vencedor de Raquel Queirós.

"Esta Volta vai ter mais participantes e sinto que estamos num momento de crescimento exponencial do número de participantes e do nível do ciclismo feminino", acrescenta.

A segunda edição da Volta a Portugal feminina regressa de quinta-feira a domingo com um prólogo seguido de três etapas, ligando Loures a Anadia ao longo de 273,4 quilómetros.

Fonte: Record on-line

“Triatlo longa distância: Sérgio Marques e Vanessa Pereira campeões nacionais”


Sérgio Marques e Vanessa Pereira sagraram-se campeões nacionais de longa distância no domingo 12/6, em Coimbra. O “casal de ferro” revalidou assim o título alcançado na época passada.

No sector masculino, Sérgio Marques (CNATRIL) completou os 3,8km de natação, 180 km de ciclismo e 42 km de corrida em 08:33:03, menos 22 minutos e 55 segundos do que André Duarte (CN Torres Novas), segundo classificado. O pódio ficou completo com a chegada de Eduardo Mourato, do Estoril Praia Credibom, que completou a prova em 09:06:04.

Nas mulheres, Vanessa Pereira (Estoril Praia Credibom) voltou a ser a mais forte, completando o percurso em 09:41:23. Liliana Veríssimo, do Outsystems Olímpico de Oeiras, foi a segunda e Fernanda Santinha (Cluber Oriental de Lisboa) encerrou o pódio.

 

Aqui segue a lista de todos os campeões nacionais de longa distância:

 

Absolutos

Sérgio Marques (CNATRIL)

Vanessa Pereira (Estoril Praia Credibom)

 

25-25

André Duarte (CN Torres Novas)

 

30-34

Eduardo Mourato (Estoril Praia Credibom)

Vanessa Pereira (Estoril Praia Credibom)

 

35-39

Pedro Oliveira (Vitória Sport Clube Triatlo)

Liliana Veríssimo (Outsystems Olímpico de Oeiras)

 

40-44

Sérgio Marques (CNATRIL)

Sofia Lopes (AHBVE)

 

45-49

Rui Narigueta (Outsystems Olímpico de Oeiras)

 

50-54

José Rui Galvão (Outsystems Olímpico de Oeiras)

Fernanda Santinha (Clube Oriental de Lisboa)

 

55-59

Miguel Duarte (Outsystems Olímpico de Oeiras)

 

60-64

Rui Pedras (Outsystems Olímpico de Oeiras)

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“91ª Edição do Tour da Bélgica Mads Pedersen é primeiro líder”


Por: José Morais

Foto: Luc Claessen/Getty Images

A primeira etapa do Tour da Bélgica foi hoje para a estrada com mais de 165 quilómetros entre Merelbeke e Maarkedal, o ciclista da equipa da Trek-Segafredo Dane, Mads Pedersen, foi o mais rápido ao sprint, e cortou a linha de chegada em primeiro, sendo assim o primeiro líder da prova, e vestiu de amarelo.

O ciclista de 26 anos, conseguiu ganhar a roda da bicicleta do ciclista da Quick-Step, conseguiu ler muito bem os movimentos dos seus adversários, com Jasper Philipsen também a tentar surpreender de longe, mas o ciclista dinamarquês seguiu na roda, teve mais força, e teve pernas suficientes para o conseguir passar confortavelmente, com o campeão mundial de 2019, a somar o seu sexto triunfo na temporada, vestindo assim a amarela.

 

O top 10 da etapa ficou assim:

 

1º Mads Pedersen da Trek - Segafredo

2º Tim Wellens da Lotto Soudal

3º Jasper Philepsen da Alpecin-Fenix

4º Quinten Hermans da Intermarché - Wanty - Gobert Matériaux

5º Robbe Ghys da Sport Vlaanderen - Baloise

6º Lorenzo Rota da Intermarché - Wanty - Gobert Matériaux

7º Florian Sénéchal da Quick-Step Alpha Vinyl Team

8º Axel Zingle da Cofidis  

9º Julian Mertens da Sport Vlaanderen - Baloise

10º Alberto Dainese da Team DSM

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