quarta-feira, 25 de outubro de 2023

“Bicampeão Jonas Vingegaard satisfeito com percurso do Tour2024”


O Tour2024 será repleto de novidades, com um contrarrelógio a ‘encerrar’ uma edição menos montanhosa que ‘abdicou’ de Paris para coroar os vencedores e apostou em estradas não asfaltadas pela primeira vez

 

Por: Lusa

Foto: Marco BERTORELLO / AFP

O ciclista dinamarquês Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma), bicampeão em título da Volta a França, definiu o percurso de 2024 como “muito duro”, considerando que lhe assenta bem.

“É um bom traçado, muito duro. Assenta-me bem. Há muitos quilómetros em altitude, onde normalmente me sinto à vontade. Estou muito satisfeito com o que vi, estou ansioso para que comece”, disse o também vice-campeão da Vuelta2023 após a apresentação da edição de 2024 da ‘Grande Boucle’.

O Tour2024 será repleto de novidades, com um contrarrelógio a ‘encerrar’ uma edição menos montanhosa que ‘abdicou’ de Paris para coroar os vencedores e apostou em estradas não asfaltadas pela primeira vez, foi hoje revelado durante a apresentação do percurso no Palais des Congrès, em Paris.

Já se sabia que o primeiro ‘Grand Départ’ italiano do Tour em 29 de junho, em Florença coincidiria com a primeira chegada fora de Paris nas 111 edições da mais mítica das provas velocipédicas em Nice, em 21 de julho, motivada pelos Jogos Olímpicos Paris2024, mas a organização ainda reservava outros ‘ases’ na manga, como a inclusão de caminhos em terra, um ‘trunfo’ já usado por outras organizações e bastante apreciado pelos adeptos do ciclismo.

“Não creio que vá haver uma etapa decisiva. Há a etapa de caminhos por asfaltar, dois contrarrelógios e algumas jornadas de montanha muito difíceis”, elencou o dinamarquês de 26 anos.

Campeão do Tour em 2022 e 2023 e ‘vice’ no ano anterior, Vingegaard assumiu não conhecer La Bonette, a grande novidade do traçado da 111.ª edição, uma subida com 2.802 metros de altitude que foi escalada apenas cinco vezes na história da prova.

“Não a conheço e nunca pedalei a essa altitude, mas estou desejoso de vê-la”, admitiu.

Menos fã do percurso é o sprinter britânico Mark Cavendish, que adiou a reforma para procurar desempatar com Eddy Merckx no recorde de vitórias em etapas na Volta a França (34).

“É tão duro que, para ser sincero, estou em choque”, comentou o ciclista de 38 anos, que tradicionalmente passa mal nas montanhas.

Fonte: Sapo on-line

“Autarcas confiantes que retorno das etapas portuguesas da Vuelta'2024 será superior ao esperado”


Custo das tiradas etapas em solo nacional ronda os 2 milhões de euros, diretor da Vuelta, Javier Guillen, e o presidente da FPC, Delmino Pereira

 

Por: Lusa

Foto: Lusa

O retorno das três etapas da Volta a Espanha de 2024 disputadas em Portugal vai ser superior ao esperado, defenderam esta quarta-feira as autarquias envolvidas no arranque da 79.ª edição da prova espanhola.

Numa apresentação da partida da Vuelta que nada acrescentou à conferência de imprensa realizada em Madrid, em 17 de setembro, que revelou que Portugal iria acolher as três primeiras tiradas da edição de 2024 da 'grande' espanhola, foi o retorno que a prova trará ao país a centrar as atenções.

Com uma 'caravana' esperada de 3.000 pessoas, entre equipas e comunicação social, a estimativa para retorno direto, em dormidas e consumo, ascende aos 500 mil euros diários, um número que permitiria duplicar o investimento feito nas três etapas lusas, orçamentado em dois milhões de euros.

"É uma aposta ganha. Este envolvimento destas três câmaras municipais na Vuelta significa que tem, de certeza absoluta, retorno. [...] Acho que é bom para o turismo, é bom para as pessoas. Há uma organização extraordinária por detrás disto tudo. Vai haver uma realização mediática importante. Dá visibilidade às cidades, dá visibilidade ao país e, por trás dessa visibilidade, vem o retorno financeiro", defendeu o presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, durante a conferência de imprensa, que decorreu no Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa.

Já o vice-presidente da Câmara de Cascais, Miguel Pinto Luz, declarou que é com "enorme regozijo" que a sua autarquia se associa ao arranque da Volta a Espanha, considerando que os números apontados para o retorno "são, de facto, muito conservadores". "Acredito que o impacto vai ser ainda maior", completou.

"Ter a Vuelta a começar em Portugal é um orgulho enorme para todos [...]. Lisboa transformou-se e a nossa área metropolitana [transformou-se] numa área metropolitana que atrai estes eventos. [...] A Vuelta quer estar muito em Lisboa, e Lisboa também quer muito a Vuelta. Os grandes eventos hoje querem estar connosco, aqui com Oeiras e Cascais, e isso é absolutamente extraordinário para o turismo", defendeu o autarca de Lisboa, Carlos Moedas, argumentando que o impacto mediático que o evento terá é incalculável em termos financeiros.

Mas nem só do retorno financeiro se falou nesta apresentação portuguesa do arranque Vuelta2024, cuja primeira etapa, um contrarrelógio de 11 quilómetros, vai começar junto ao Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, e terminar na Praia da Torre, em Oeiras, em 17 de agosto.

A segunda etapa vai, depois, ligar Cascais a Ourém no dia 18, antes de os ciclistas rumarem ao interior, para uma ligação entre a Lousã e Castelo Branco em que a Serra da Estrela não ficará de fora.

"Este evento reúne três 'C': o primeiro 'C' que tem que ver com a comunicação, porque, de facto, dá um contributo muito grande para o reforço da notoriedade de Portugal no estrangeiro, porque é transmitido em direto para 190 países e porque mobiliza 1.000 jornalistas", começou por enumerar o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços.

Nuno Fazenda indicou que o segundo 'C' diz respeito à coesão, uma vez que a Vuelta "parte de três belíssimas localidades", mas depois vai percorrer e ficar no interior, tocando na Serra da Estrela. "Queremos turismo em todo o território e ao longo de todo o ano", acrescentou.

"E um terceiro 'C', de cooperação. Este evento assinala também simbolicamente a boa cooperação de várias entidades. Mobiliza seis municípios, [...] dois organismos regionais do Turismo, a que se junta também a parceria com a Federação Portuguesa de Ciclismo e também a cooperação bilateral entre dois países, Portugal e Espanha", concluiu o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços.

Quanto à parte desportiva, coube ao presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) enaltecer a importância que as três etapas lusas da Vuelta terão para a modalidade.

"É com enorme satisfação que acolhemos a Volta a Espanha em Portugal. Já tivemos essa experiência em 1997 e foi um sucesso. [...] Para o ciclismo português, a vantagem maior que temos é a valorização da modalidade. É um evento desafiador, com a nossa modalidade a querer fazer mais e melhor", estimou Delmino Pereira.

Já o diretor da Vuelta destacou a magia da prova, "que é capaz de conectar territórios". "No ano 2024, vai ser capaz de conectar países. A Volta vai ligar-nos não com os nossos vizinhos, mas com os nossos amigos, os nossos irmãos portugueses. Desde o ponto de vista emocional, esta é uma das partidas mais importantes que vamos ter", afirmou.

Javier Guillén revelou que já houve visitas técnicas aos locais das primeiras tiradas da próxima edição da prova espanhola, mostrando-se confiante de que a organização, em parceria com as autarquias portuguesas, preparou "um extraordinário menu".

Fonte: Record on-line

“Volta a França feminina começa na Holanda e acaba no Alpe d'Huez”


Prova vai ter lugar logo a seguir aos Jogos Olímpicos de Paris, em agosto de 2024

 

Por: Lusa

Foto: EPA

A Volta a França feminina vai testar as ciclistas de 12 a 18 de agosto de 2024, logo a seguir aos Jogos Olímpicos Paris'2024, arrancando na Holanda para terminar no 'mítico' Alpe d'Huez, segundo o percurso esta quarta-feira anunciado.

A terceira edição do Tour encontrará a sucessora da holandesa Demi Vollering (SD Worx), com um percurso que arranca um dia depois de acabarem os Jogos Olímpicos, e antes dos Paralímpicos, saindo de Roterdão.

Ao todo, são 946,3 quilómetros, com três tiradas planas, para sprinters, um 'crono', duas etapas mais onduladas e duas dedicadas à alta montanha.


A autorização para desfasar a corrida em relação aos masculinos (29 junho-21 julho), para não colidir com os Jogos, leva a uma saída de solo neerlandês e passagem pela Bélgica, ocupando quatro dos oito dias de ação.

Depois de uma tirada plana e de um contrarrelógio de 6.300 metros em Roterdão, a corrida vai de norte a sul passando por uma tirada em estilo 'clássica', terminando em Liège, para entrar depois em França.

Aí, o destaque vai para as duas últimas etapas, com o Grand-Bornand, já nos Alpes, a fechar uma 'maratona' e o domingo a apresentar a etapa rainha, com 3.900 metros de desnível positivo acumulado, passando pelo Col du Glandon e, depois, pelo mítico Alpe d'Huez, que sucede ao Vosges (2022) e ao Tourmalet (2023) como 'tira teimas' lendário.

"É a etapa mais difícil que já fizemos, até porque inclui o Glandon, para mim a subida mais difícil em França", destacou a diretora, Marion Rousse.

Para o diretor da corrida masculina, Christian Prudhomme, por parte dos organizadores, a Amaury Sport Organisation, se o objetivo era "atrair atenção em ano de Jogos Olímpicos, era preciso dureza". "Com o Alpe d'Huez, conseguimos isso", garantiu.

Fonte: Record on-line

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