Por: José Morais
A sétima etapa do Tour de
France Feminino transformou o Mont Ventoux no centro de uma reviravolta
monumental. Kasia Niewiadoma, da Canyon–SRAM, lançou um ataque feroz ainda a 10
km do topo e, completamente isolada, cruzou a icónica paisagem lunar com 1min16s
de vantagem, assumindo a liderança geral e deixando Marlen Reusser (Movistar)
sem resposta.
A
escalada que decidiu tudo
O dia, com 146,8 km entre La
Voulte-sur-Rhône e o gigante da Provença, prometia explosões e cumpriu. As
equipas dos nomes fortes controlaram as fugas e chegaram compactas ao início da
subida final. A Movistar puxou o ritmo para proteger Reusser, mas a suíça
rapidamente ficou sem apoio. Pauline Ferrand-Prévot, campeã em 2025, foi uma
das primeiras a ceder, sinal de que 2026 não lhe sorri da mesma forma.
Com o grupo reduzido às
favoritas, Demi Vollering (FDJ–Suez) tentou impor a sua lei com um ataque a 11
km do topo. Niewiadoma e Reusser responderam, mas a polonesa não esperou:
acelerou novamente um quilómetro depois e abriu um fosso que nunca mais seria
fechado.
Falta de
colaboração e consequências
Reusser e Vollering,
marcando-se mutuamente, hesitaram em trabalhar juntas e Niewiadoma aproveitou.
A vantagem cresceu de forma constante, transformando a etapa numa demonstração
de força e estratégia.
Nos metros finais, Vollering
ainda deixou Reusser para trás, mas a suíça acabou ultrapassada por Elisa Longo
Borghini (EAU), que veio de trás para garantir o terceiro lugar da etapa.
A espanhola Paula Blasi fez
uma subida sólida e terminou em quinto, a 1min48s da vencedora.
Classificação
geral após a etapa
1. Kasia Niewiadoma líder
2. Demi Vollering +15s
3. Marlen Reusser +29s
4. Elisa Longo Borghini
+2min59s
7. Paula Blasi +4min32s
Perfil da
etapa rainha
Quatro subidas categorizadas
antes do Ventoux aqueceram as pernas:
Grande Limite 6,6 km a 5%
Colombier 3,2 km a 6,4%
Suzette 3,9 km a 6,4%
Mont Ventoux 15,7 km a 8,8%
O cenário estava montado para
uma decisão explosiva e foi exatamente isso que aconteceu.
O que vem
pela frente
A oitava etapa, entre Sisteron
e Nice (171,9 km), promete ser menos brutal, mas longe de tranquila. A segunda
metade é rápida, com pequenas subidas que podem provocar cortes inesperados
antes do decisivo domingo.

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