Por: José Morais
Num final explosivo que
contrariou todas as previsões, Natnael Tesfatsion encontrou a brecha perfeita,
acelerou com violência e conquistou o Circuito de Getxo, oferecendo à Movistar
um triunfo de enorme classe. O português António Morgado, ao serviço da UAE
Emirates, terminou na 32.ª posição, a 1m53s do vencedor.
A corrida
que mudou de rumo no Alto Pike
O percurso de 172 km, marcado
por dois circuitos e pela dureza do Alto Pike dois quilómetros a 9,6% prometia
uma seleção decisiva. E quase cumpriu.
Um grupo de 11 fugitivos
animou a primeira metade da prova, enquanto a Lidl-Trek controlava o ritmo para
proteger Giulio Ciccone, que chegava motivado após o sexto lugar na Donostia
Klasikoa.
Na última passagem pelo Pike,
Sam Oomen apertou o ritmo e abriu caminho para o ataque de Ciccone. O italiano
tentou partir sozinho, mas Marcel Camprubí respondeu com valentia. A falta de
entendimento entre ambos acabou por ser fatal: o grupo perseguidor reagrupou-se
e a corrida voltou a ficar aberta.
Sprint
curto, nervoso e decidido num instante
Com o pelotão compacto,
Bahrain Victorious e Cofidis assumiram a dianteira para preparar o sprint.
Tesfatsion manteve-se escondido, protegido, à espera do momento exato. Quando
lançou o ataque, ninguém conseguiu responder.
Pódio final: Natnael
Tesfatsion da Movistar, Pau Miquel, Álex Aranburu
Camprubí foi quarto, Crescioli
quinto e Ciccone sexto, penalizado por um ataque que perdeu força no momento
decisivo. Kevin Vermaerke, apesar de uma queda, fechou o top 10.
Circuito Getxo procurava um
escalador para vencer a dureza do percurso, mas encontrou um sprinter capaz de
sobreviver às rampas e decidir com uma aceleração demolidora.
António
Morgado: esforço sólido, mas longe da frente
O jovem português da UAE
Emirates lutou para se manter no grupo principal, mas acabou por ceder na fase
final, terminando em 32.º, num dia marcado pela intensidade e pela falta de
espaço para recuperar terreno.

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