quinta-feira, 19 de março de 2020

“Elise Chabbey, a médica-ciclista que largou a bicicleta para ajudar a combater o coronavírus”

Uma ciclista profissional suíça, licenciada em medicina, trocou os pedais pela bata médica para se juntar ao Hospital Universitário de Genebra.

Elise Chabbey, ciclista da Bigla-Katusha e licenciada em medicina, tinha planeado dedicar-se primeiro ao ciclismo, antes de abraçar a profissão de médica. Nesta altura deveria estar a preparar-se para as 'clássicas de primavera'. Mas a pandemia do coronavírus trocou-lhe as voltas e a ciclista suíça trocou agora as bicicletas pela bata e as estradas pelos hospitais.

De acordo com a sua equipa, Chabbey, de 26 anos, que se foi conciliando o seu curso de medicina com as provas de ciclismo ao longo dos últimos anos, iria participar na Strade Bianche e em várias 'clássicas' na Bélgica ao longo deste mês, mas quando o surto de coronavírus se começou a fazer sentir na Suíça e as provas de ciclismo foram canceladas, optou por se juntar ao Hospital Universitário de Genebra, que se encontrava com falta de pessoal, para ajudar no que pudesse.

"Não fazer nada não faz parte da minha natureza", afirmou Chabbey em declarações ao site oficial da sua equipa. "O que estavamos a viver agora é algo sem precedentes e, dada a gravidade da situação, sinto que tenho de fazer alguma coisa", acrescentou.

Chabbey encontra-se encarregue de lidar não só com pacientes infetados com o Covid-19, mas também com outros pacientes. "Esta semana tive a meu cargo nove pacientes e contamos que o número cresça significativamente ao longo dos próximos dias", relatou Chabbey.

Na Suíça há, neste momento, mais de 3800 casos confirmados de Covid-19 e 36 mortes. Sem provas de ciclismo no horizonte, Chabbey aproveita, ainda assim, as pausas que vai tento no hospital para treinar e estar pronta, quando a competição for retomada.

"Quanto esta crise passar saberei que tentei cumprir a minha parte e espero poder ficar orgulhosa disso. Penso que o que estou a fazer me tornará mentalmente mais forte", destaca a médica-ciclista. "E, quando eventualmente as corridas recomeçarem, estarei mais do que pronta e motivada para me juntar às minhas colegas na estrada", garente Chabbey.

Fonte: Sapo on-line

“Bernard Hinault: "Se o Tour tiver se ser cancelado, não hesitaremos"”

Prova agendada entre 26 de junho e 19 de julho

Por: Ana Paula Marques

Foto: Lusa/EPA

O cancelamento ou adiamento de eventos desportivos sucedem-se dia a dia devido à pandemia do Covid-19. Alguns ainda vão resistindo a esta decisão drástica, porque também estão programados para os meses de verão. E sendo os Jogos Olímpicos de Tóquio’2020 a grande incógnita do momento, ainda que os seus organizadores (quer o Comité Olímpico Internacional, quer do lado dos japoneses), mantenham a prova de pé, há outras grandes competições em quem recaem a dúvida se vão ou não ter lugar. É o caso da Volta a França. Seguirá o exemplo da congénere italiana, que programada para maio, já foi cancelada?

"Um apaixonado do Tour deseja, acima de tudo, ver as pessoas de boa saúde. Se o Tour precisar de ser cancelado, não vamos hesitar. Estamos a enfrentar uma doença sangrenta, que é muito mais grave", frisou em entrevista ao jornal Le Parisien o antigo ciclista Bernard Hinault, que pertence à estrutura organizadora da prova, a empresa ASO, como embaixador. "O Tour  é uma festa fantástica, mas a vida é mais importante. Estamos a falar de risco de morte", disse ainda um dos quatro ciclistas que venceu a Volta a França por cinco vezes.

Por ocasião do Paris-Nice, que foi para a estrada quando todas as provas em Itália e noutros países já tinham sido cancelada, o diretor do Tour, Christian Prudhomme, minimizou a possibilidade de o Tour ser cancelado, dizendo que só por duas vezes, por ocasião das Guerras Mundiais, tal tinha sucedido.

"Francamente, não podemos dizer: ‘devemos manter o Tour a todo custo.’ Não me cabe a mim decidir. Mas penso que ainda há tempo para tomar uma decisão", sublinhou o antigo ciclista francês, revelando ainda que uma decisão sobre o cancelamento deveria ser tomada até ao início de junho. "Seria o máximo ideal. O Tour é uma máquina enorme, com hotéis marcados, policiamento, entre outras coisas".

Bernard Hinault, contudo, questiona-se: "Temos que nos perguntar se é razoável deixar os ciclistas competirem e as pessoas estarem na estrada se ainda houver riscos. O Tour movimenta dezenas de milhares de espectadores todos os dias.

Fonte: Record on-line

“Contenção do COVID-19/EMEL suspende operação da rede de bicicletas partilhadas de Lisboa – GIRA”

Por: Maria Teresa Loureiro

No seguimento da declaração de Estado de Emergência proferida ontem pelo Presidente da República e tendo em conta a quebra de utilização verificada, a EMEL suspendeu hoje, 19 de março, a operação da rede de bicicletas partilhadas de Lisboa - GIRA.

Aos utilizadores com passes GIRA ativos, será dada a prorrogação da vigência dos mesmos pelo período equivalente ao que durar esta suspensão.

Esta medida soma-se às anteriormente postas em prática pela empresa municipal, de suspensão do pagamento de estacionamento na via pública e estacionamento gratuito para residentes em parques da EMEL, com vista a colaborar na luta contra o CVID-19 e a para que a cidade de Lisboa retome com a maior rapidez possível a normalidade do seu dia-a-dia.

Fonte: EMEL

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